virgin steele

‘Virgin Steele’ pode ser classificada como uma das melhores bandas de metal vindas dos EUA nos anos 80. ’Virgin Steele’ toca o que eles chamam de ‘barbaric romanticism‘, uma mistura de música sinfônica, romântica e bombástica com muitos elementos retirados da música clássica e fantasias mitológicas. Normalmente, durante os shows da banda uma espada é queimada no palco. Fãs consideram ‘The Burning of Rome (Cry for Pompeii)’ e ‘Emalaith’ como algumas das canções mais representativas da banda. A banda de New York, se formou no início da década de 80, quando Jack Starr, um guitarrista de origem francesa, estava procurando os elementos certos para formar uma banda de heavy metal. O primeiro a responder ao seu chamado foi o baterista Joey Ayvazian e juntos fizeram testes com 40 vocalistas antes de David DeFeis ser apresentado por um amigo de Joey. Com uma interpretação surpreendente de ‘No Quarter’, de Led Zeppelin, ‘Child in Time’, de Deep Purple e ‘Catch the Rainbow’, de Rainbow, David conseguiu o lugar trazendo com ele o baixista Joe O'Reilly. No final de 1981, o primeiro line-up estava pronto e ’Virgin Steele’ estreou em 1982 com a música ‘Children of the Storm’. Um pouco mais tarde, lançou seu auto-intitulado primeiro álbum. Seu estilo era e continua sendo muito original, uma fusão de heavy metal e a atmosfera épica de ‘Rainbow’. E cartas de fãs foram chegando, duas em particular se destacaram, uma de uma banda jovem de Seattle, chamada ‘Queensryche’ e outra da Califórnia, também de uma banda, ‘Metallica’. No ano seguinte o segundo álbum ‘Guardians Of The Flame’ foi lançado e Jack Starr começou a gravar seu primeiro álbum solo. Enquanto isso DeFeis continuou a banda com Edward Pursino. Depois de uma ação judicial ganha por Starr sobre o nome ‘Virgin Steele’, ele a vendeu para DeFeis.

Com Pursino, cujo estilo se encaixava perfeitamente com o de DeFeis, ‘Virgin Steele’ gravou ‘Noble Savage’, que mistura música clássica e épica. Por fim, a banda conseguiu ir para a Europa em turnê, apoiando a banda dos Estados Unidos de heavy metal ‘Manowar’ e receber grande aprovação por onde passou por causa de suas apresentações ao vivo. No entanto, o álbum seguinte ‘Age of Consent’, acabou como um completo fracasso comercial. Neste ponto, a banda se encontrava em seu período mais negro: Joe O'Reilly decidiu sair, forçando a banda a parar por um tempo. Durante este intervalo, David DeFeis formou-se em piano e composição e tocou ao vivo com uma banda semi-improvisada chamada ‘Lightning Smoke Stark’, com alguns músicos famosos, como seu velho companheiro Jack Starr e o baterista Bobby Rondinelli.

Em 1993, Rob DeMartino foi escolhido como o novo baixista e ‘Virgin Steele’ voltou com ‘Life Among the Ruins’, um álbum com influências de ‘Whitesnake’ e blues. A música ‘Last Rose of Summer’ é o destaque do álbum. Com nenhuma marca épica e mitológica, elementos básicos da banda, ‘Life Among the Ruins’ é provavelmente o álbum mais atípico na discografia e não agrada à maioria dos fãs. Um ano depois, a banda voltou para o som original com ‘The Marriage of Heaven and Hell Part I’, um álbum de metal épico cheio de influências sinfônicas e progressivo. E ‘Virgin Steele’ voltou para a Europa para apoiar mais uma vez ‘Manowar’ e a banda britânica de hard rock ‘Uriah Heep’. No final de 1995 lançou ‘The Marriage of Heaven and Hell Part II’, seguindo o conceito e o estilo do primeiro. Os dois álbuns mostram um heavy metal tradicional com letras abordando diversas mitologias, tais como a grega, nórdica e também os mitos cristãos. Os álbuns são considerados até hoje pelos fãs como os melhores da banda. Os ‘Marriages’ também marcaram a saída do baterista Joey Avayzian. Para seu lugar, foi chamado Frank Gilchriest, que continua até os dias atuais. Depois de mais uma turnê européia, um novo álbum foi lançado em 1998, ‘Invictus’, o terceiro e último capítulo da saga ‘Marriage’. Este foi o álbum mais pesado e também o mais épico. Liricamente, é um álbum conceitual sobre a rebelião da humanidade contra deuses indiferentes. O baixista Rob Demartino deixou a banda após o ‘Invictus’.

Com o guitarrista Edward Pursino gravando os baixos em estúdio, assim como nos ‘Marriages’, entre os anos de 1999 e 2000, a banda lançou o projeto nunca feito antes de uma ópera metal, compondo os álbuns ‘The House of Atreus Act I’ e ‘The House of Atreus Act II’, destinados a serem cantados por atores em teatros. O assunto da ópera metal é Oresteia ou ‘A Trilogia de Orestes’, uma trilogia de peças teatrais de autoria do dramaturgo grego Ésquilo, muito familiares para David DeFeis, por causa de seu pai. Todos os vocais e orquestrações são gerenciados por David DeFeis e esses álbuns são a obra mais complexa do ‘Virgin Steele’. Cheios de variações e complexidade musical mostra o lado mais progressivo da banda, com grande influência de música clássica misturada aos elementos heavy metal.

O'Reilly, Edward Pursino, David DeFeis and Joey Ayvazian

Em 2002, foi lançada a coletânea ‘Hymns to Victory’ e também ‘The Book of Burning’. Após esses lançamentos, o baixista Josh Block se juntou à banda. Entre os anos de 2002 e 2005, a banda se apresentou em um grande número de festivais de heavy metal. David DeFeis também criou o seu próprio estúdio de gravação chamado ‘The Hammer of Zeus’ às vezes também chamado de ‘The Wrecking Ball Of Thor’. Em 2006, depois de seis anos sem um álbum de estúdio a banda lançou ‘Visions of Eden’, um álbum que gira em torno de crenças gnósticas e criticamente revisita a tradicional mitologia cristã com relação à criação da Terra e os relatos bíblicos de Adão e Eva. Um ainda mais sombrio drama, mais melancólico do que a saga ‘House of Atreus’, a história gira em torno de Lilith, a primeira mulher de Adão e símbolo da força feminina e da independência. Representando a verdade maior do lado feminino ela sofre sob a cobiça e ciúmes de Demiurge que representa o deus cristão, e como uma mulher emancipada que não podia conviver com o dominante Adão está em contraste gritante com Eva, segunda esposa de Adão retratada como uma parceira dócil e subserviente criada por Demiurge, a pedido de Adão, que não poderia lidar com uma mulher independente e em pé de igualdade com ele. ‘Visions of Eden’ (A Barbaric Romantic Movie Of The Mind) apelidado de ‘The Lilith Project’ é baseado na lenda suméria de Lilith e é destinado como trilha sonora para um filme imaginário. A banda está realmente à procura de um produtor para trazer a história deste álbum conceitual para as telas. Em 2010 foi lançado o seu último álbum, ‘The Black Light Bacchanalia’.

    

The Marriage of Heaven & Hell Part I (1994)    |    The Marriage of Heaven & Hell Part II (1995)

The Marriage of Heaven & Hell Part I
01. I Will Come for You 02. Weeping of the Spirits 03. Blood and Gasoline 04. Self Crucifixion 05. Last Supper 06. Warrior's Lament (instrumental) 07. Trail of Tears 08. The Raven Song 09. Forever Will I Roam 10. I Wake Up Screaming 11. House of Dust 12. Blood of the Saints 13. Life Among the Ruins 14. The Marriage of Heaven and Hell (instrumental)

The Marriage of Heaven & Hell Part II
01. A Symphony of Steele 02. Crown of Glory 03. From Chaos to Creation (instrumental) 04. Twilight of the Gods 05. Rising Unchained 06. Transfiguration 07. Prometheus the Fallen One 08. Emalaith 09. Strawgirl 10. Devil / Angel 11. Unholy Water 12. Victory Is Mine 13. The Marriage of Heaven and Hell Revisited (instrumental)

virgin steele - victory is mine



Um comentário:

Игорь disse...

Olá Mara :)

A primeira vez que ouvi essa banda foi no rádio. Um programa aos sábados sobre rock. Costumava gravar em fitas cassetes. As informações eram poucas e escassas. Então a fita era regravada e passada para frente. Em algum momento ficavam inaudíveis....

Ainda lembro dos acordes da música do Virgen Steele. Não lembro do nome, mas foi do primeiro ou segundo disco.

um beijo.

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