rush

Há quem diga que o ‘Rush’ é a maior banda de sempre. Que Alex Lifeson é o melhor guitarrista, Geddy Lee o melhor baixista e Neil Peart o melhor baterista. O certo, porém, é que qualquer pessoa que tenha ouvido a banda, reconhece suas habilidades técnicas e sua contribuição para o rock progressivo. Não é de admirar que os músicos de todos os gêneros os indicam como uma de suas principais influências. E é notável que com mais de 40 anos de carreira a banda ainda continue com o mesmo entusiasmo e paixão e o mais importante, com os mesmos membros. E, mais ainda, suas últimas composições parecem soar tão diferentes do que tudo o que ouvimos deles. A voz de Geddy Lee é mais madura do que nunca e é um verdadeiro prazer ouví-la. A revolução que eles criaram nos anos 70 e as obras que lançaram, ainda soam frescas em nossos ouvidos e ainda definem os padrões para cada banda aspirante de rock progressivo. Afinal, o trio de mestres soa como uma orquestra inteira.

Rush é uma banda canadense de rock formada originalmente em 1968, no bairro Willowdale de Toronto, Ontário, e composta pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee (Gary Lee Weinrib), o guitarrista Alex Lifeson (Alex Zivojinovich) e o baterista John Rutsey, companheiros de escola. Esta formação tocava covers de bandas de hard rock como ‘Led Zeppelin’ e ‘Cream’ no circuito de clubes de Toronto. O nome Rush foi sugerido pelo irmão de John Rutsey. A banda e seus membros passaram por uma série de reestruturações entre 1968 e 1974, alcançando sua forma definitiva quando o baterista e letrista Neil Peart substituiu John Rutsey em 1974, que abandonou a banda devido a diferenças musicais e possíveis problemas de saúde, duas semanas antes da primeira turnê do grupo nos EUA. Desde então a formação da banda não mudou.

A repercussão do primeiro álbum independente nas rádios americanas chamou a atenção da gravadora Mercury. Seguiu-se então, o relançamento deste mesmo álbum e turnês como banda de abertura para o ‘Kiss’ e o ‘Uriah Heep’. No segundo álbum, ‘Fly By Night’, a banda finalmente começou a definir estilo próprio afastando-se do rock blues e chegaria ao rock progressivo a partir do terceiro álbum conceitual, ‘Caress of Steel’. O sucesso comercial só viria realmente em 1976 com a gravação de ‘2112’, álbum conceitual futurista baseado nos escritos de Ayn Rand, escritora, dramaturga, roteirista e controversa filósofa norte-americana de origem judaico-russa, mais conhecida por desenvolver um sistema filosófico chamado de objetivismo. No mesmo ano Rush lançou o primeiro álbum ao vivo, ‘All The World is a Stage’, considerado como um dos melhores discos ao vivo do rock. ‘A Farewell to Kings’ de 1977 refletiu uma mudança definitiva para o progressivo.

Alex Lifeson     |     Neil Peart     |     Geddy Lee

A partir de então a banda estranhamente mudou seu som, aproximando-se do que agradava às rádios para desespero dos fãs, mas conquistando um público maior. E assim, o álbum ‘Permanent Waves’ de 1980 traz seu primeiro grande hit, ‘Spirit of Radio’. ‘Moving Pictures’ de 1981 confirma esta fase com a música ‘Tom Sawyer’. Os álbuns seguintes, ‘Signals’ e ‘Grace Under Pressure’, na tentativa de modernizar o som da banda, abordam temas futuristas, deixam as guitarras incluindo sintetizadores. ‘Power Windows’ e ‘Hold Your Fire’ seguem o mesmo caminho. No alvorecer dos anos 90, no entanto, Rush retornou ao som mais pesado de seus primeiros discos, nos álbuns ‘Presto’, ‘Roll The Bones’ e ‘Counterparts’, a banda tentou resgatar a antiga sonoridade, reduzindo o uso de equipamentos eletrônicos mas, não tiveram sucesso com os antigos fãs. Em 1996 o Rush lançou ‘Test For Echo’, bastante aplaudido pela crítica e público.

Pouco tempo depois, Peart perdeu sua filha em um acidente automobilístico. A tragédia o atingiu novamente em 1998, quando a esposa sucumbiu ao câncer. A tragédia e depressão profunda que vitimaram o baterista foram motivos mais do que suficientes para manter a banda afastada durante um longo período. Nessa época, foram lançadas ainda duas coletâneas que trazem o melhor da carreira do Rush: ‘Retrospective I’ com clássicos entre 1974 a 1980 e ‘Retrospective II’ que aborda sucessos de 1981 a 1987. O ‘Retrospective III’ uma coleção de canções das terceira e quarta décadas da banda de 1989 a 2008, foi lançado em 2009. Em 2000 o Rush decidiu voltar. E quase seis anos depois do lançamento do último álbum de estúdio, o trio canadense volta com ‘Vapor Trails’, sem sintetizadores ou teclados, apenas guitarra, baixo e bateria em sua forma mais pura.



Desde o lançamento do auto-intitulado álbum de estréia em 1974, Rush tornou-se conhecido pelas habilidades instrumentais de seus membros, composições complexas e ecléticos motivos fortemente líricos de ficção científica, fantasia e filosofia libertária, bem como abordagens humanitárias, preocupações sociais, emocionais e ambientais. Musicalmente, o estilo do Rush tem evoluído ao longo dos anos, começando com a inspiração do rock blues britânico em seus primeiros álbuns, para em seguida, englobar hard rock, rock progressivo, um período dominado pelos sintetizadores e, mais recentemente, rock moderno. E têm influenciado vários artistas, incluindo ‘Metallica’, ‘The Smashing Pumpkins’ e ‘Primus’, bem como bandas de metal progressivo como ‘Dream Theater’ e ‘Symphony X’. Ao longo de suas carreiras, os membros individuais de Rush foram reconhecidos como sendo alguns dos músicos mais hábeis em seus respectivos instrumentos, com cada um deles recebendo vários prêmios nas pesquisas de leitores de revistas especializadas. Rush possui 24 discos de ouro e 14 platina. De acordo com estatísticas de vendas estão em quarto lugar, atrás de ‘The Beatles’, ‘The Rolling Stones’ e ‘Aerosmith’.

'Retrospective' é uma compilação perfeita, que ilustra claramente a evolução do power trio canadense entusiasta do 'Cream' e 'Zeppelin' em uma inovadora banda de rock progressivo e foi projetada para substituir a compilação ‘Chronicles’ lançado em 1990. Retrospective, Vol. 1 (1974-1980) ao concentrar-se nos primeiros álbuns, do ‘Rush’ de 1974 ao ‘Permanent Waves’ de 1980, retrata o trabalho do grupo contendo quase todos os destaques dos anos 70 e deixando seus hits de rádio para o Retrospectiva, Vol. 2, período de tempo em que Rush se tornou uma sensação e seus álbuns alcançando o top dez. Retrospectiva, Vol. 2 começa com várias seleções de seu álbum mais popular, o ‘Moving Pictures’ de 1981, e termina com o de 1987, ‘Hold Your Fire’. No meio, muitas das canções mais conhecidas do trio: ‘Tom Sawyer’, ‘New World Man’, ‘Limelight’, ‘Distant Early Warning’ e ‘Time Stand Still’. Uma excelente visão geral do auge do grupo no hard rock. E ‘Rush’ ainda é forte, talvez mais forte do que nunca como atração ao vivo, e seus álbuns de estúdio, no século 21, são muito consistentes em termos de qualidade. E este conjunto, Retrospective, Vol. 3, que abrange de 1989 à 2007, do álbum ‘Presto’ ao ‘Snakes & Arrows’, e arranjado esteticamente ao invés de retrospectiva cronológica mostra que Rush tornou-se uma rocha, com shows épicos e ainda criando instigantes registros de hard rock. Os três volumes fornecem uma excelente apresentação de uma banda que continuou a desenvolver o seu som, até os seus próprios limites, e manteve-se atemporal, sem concessões a tendências.

        

Retrospective I (1974-1980)    |    Retrospective II (1981-1987)    |    Retrospective III (1989-2008)

Retrospective I
01. The spirit of radio 02. The trees 03. Something for nothing 04. Freewill 05. Xanadu 06. Bastille Day 07. By-Tor and the snow dog 08. Anthem 09. Closer to the heart 10. 2112: overture 11. temples of Syrinx 12. La Villa Strangiato 13. Fly by night 14. Finding my way

Retrospective II
01. The big money 02. Red Barchetta 03. Subdivisions 04. Time stand still 05. Mystic rhythms 06. The analog kid 07. Distant early warning 08. Marathon 09. The body electric 10. Mission 11. Limelight 12. red sector A 13. New world man 14. Tom Sawyer 15. Force ten

Retrospective III
01. Stick It Out 02. Nobody's Here 03. Half The World 04. Driven 05. Roll The Bones 06. Show Don't Tell 07. The Pass 08. Superconductor 09. Far Cry 10. Malignant Narcissism 11. The Seeker (Live) 12. Secret Touch (Live) 13. Resist (Live) 14. Live Performance Of Tom Sawyer & Interview From The Colbert Report 

rush - tom sawyer
(live in rio)

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robert crumb's heroes of blues, jazz & country

O ilustrador de quadrinhos Robert Dennis Crumb, reconhecido pelo estilo distinto de seus desenhos e sua crítica satírica do modo de viver norte-americano, foi o fundador do movimento ‘underground comix’ e é considerado como sua figura mais proeminente. Além dos conhecidíssimos quadrinhos ‘Keep on Truckin’’ e ‘Fritz the Cat’ os outros personagens populares são ‘Devil Girl’ e ‘Mr. Natural’. Robert Crumb nasceu na Filadélfia, Pensilvânia. Ele é de ascendência escocesa, e de sua árvore genealógica faz parte o ex-presidente dos EUA, Andrew Jackson por parte de mãe. Seu pai, Charles, era um oficial de carreira na marinha. Sua mãe, dona de casa, abusava de anfetaminas e as crianças eram testemunhas de um casamento infeliz. O primeiro emprego de Crumb como artista foi para a empresa Topps. E a primeira produção gráfica foi para o livro 'The Yum Yum Book’ em 1963, um conto de fadas sobre um sapo chamado Oggie. Em meados dos anos 60, Crumb saiu de casa e se mudou para Cleveland, Ohio. Em 1967, incentivado pela reação a alguns desenhos que havia publicado em jornais underground Crumb se mudou para San Francisco, Califórnia, o centro do movimento da contracultura. Com o apoio do editor de quadrinhos Don Donahue, publicou a primeira edição de sua ‘Zap Comix’, que se tornou a mais conhecida e uma das mais populares revistas em quadrinhos underground embora não seja considerada a primeira história em quadrinhos underground publicada até então, mas Zap marca o início da era do ‘underground comix’.

No início de 1980, Crumb colaborou com o escritor Charles Bukowski em uma série de histórias em quadrinhos, que caracteriza a arte de Crumb e a escrita de Bukowski. Depois de anos na Califórnia, e um segundo casamento, Crumb e família mudaram-se para uma pequena aldeia perto de Sauve no sul da França, em 1993, onde vivem até hoje. Crumb é um artista prolífico e contribuiu para muitas das obras seminais do movimento underground dos anos 60. Durante este tempo, inspirado no movimento psicodélico e desenhos animados dos anos 20 e 30, criou personagens que se tornaram extremamente populares.Temas sexuais abundavam em todos esses projetos, e alguns quadrinhos muitas vezes beiravam o pornográfico. Com o passar dos anos o seu trabalho tornou-se mais autobiográfico. E freqüentemente tem a colaboração de sua mulher, Aline Kominsky. Crumb também citou o uso de LSD como um fator que o levou a desenvolver o seu estilo único. A arte em quadrinhos de Crumb também suscitou duros comentários. Numerosos críticos citam seus desenhos de mulheres muito sexualizadas, muitas vezes em papéis subservientes, chamando-o de o chefe machista dos quadrinhos underground. Outros críticos, tais como o cartunista afro-americano e autor Charles Johnson, alegam que os quadrinhos Crumb são inerentemente racistas devido aos desenhos racialmente estereotipados. Mesmo assim, Crumb continua sendo uma figura de destaque, tanto como artista quanto influente no meio dos quadrinhos alternativos.

    

‘Fritz the Cat’     |      ‘Keep on Truckin'

Crumb é notável em pelo menos duas criações, ‘Fritz the Cat’ e o onipresente logotipo ‘Keep on Truckin'. ‘Fritz the Cat’ é uma tira de quadrinhos originariamente desenhada por Robert Crumb quando criança. Fritz foi esboçado pela primeira vez em 1959 aparecendo como um gato doméstico chamado Fred. Os quadrinhos foram inspirados no gato da família e foi desenhado para divertir as irmãs e o irmão mais novo. Fritz apareceu no início dos anos de 60 em tiras denominadas ‘Animal Town’. A aparição seguinte do personagem foi na história ‘Robin Hood’, quando então ele adotou a aparência antropomórfica e teve o nome mudado para Fritz. Em 1964, Crumb desenhou muitas tiras de ‘Fritz the Cat’ para a sua própria diversão. As histórias se passam numa grande cidade habitada por animais antropomórficos, sendo que o gato Fritz é o personagem principal. Um calmo felino com tendências artísticas que frequentemente se vê envolvido em aventuras selvagens, nas quais passa por várias experiências sexuais. Em janeiro de 1965, foi publicado o que seria a primeira aparição impressa do personagem. Fritz trazia uma garota gato para o lar e tirava suas roupas com o pretexto de livrá-la das pulgas. Fritz é descrito como egocêntrico e hedonista, sem qualquer moral ou ética. O senso de fantasia de Crumb levou Fritz a aparecer em diferentes papéis durante os anos, incluindo o de um pop star, um poeta hippie, um estudante alienado, um agente secreto e um militante revolucionário. Crumb abandonou o personagem em 1972.

‘Keep on Truckin' é uma página em quadrinhos onde se vê uma sequência de imagens engraçadas e a frase inspirada na canção de 1930, ‘Truckin’ My Blues Away’, do guitarrista e vocalista de blues Blind Boy Fuller. A tira se tornou uma imagem icônica de otimismo durante a era hippie. Os direitos autorais sobre esta imagem tem sido repetidamente violada e imagens dele têm sido amplamente reproduzida em camisetas, cartazes, fivelas de cintos e outros itens. Crumb usa o desenho como um excelente exemplo do desconforto que sentia com sua fama repentina no final dos anos 60, dizendo: - Tornei-me agudamente auto-consciente sobre o que eu estava fazendo. Eu era agora um porta-voz dos hippies ou o quê? Eu não tinha idéia de como lidar com a minha nova posição na sociedade! Este cartoon estúpido aparecia em todo lugar. Houve um DJ no rádio na década de setenta, que gritava a cada 10 minutos ‘And don't forget to KEEP ON TR-R-RUCKIN'!. ‘Keep on Truckin’ é a maldição da minha vida.

    

Mr Natural, Flakey Foont & DevIl Girl      |      Cheap Thrills'

Em 1965, Crumb fez uso de muito LSD e criou vários personagens, dentre eles, ‘Mr. Natural’, um místico guru que esbanja aforismos sobre os males do mundo moderno e a salvação que pode ser encontrada no misticismo e na vida natural. Ele renunciou ao mundo material e vive apenas em troca da suas pepitas de sabedoria. Geralmente é descrito como um pouco acima do peso, careca, com uma longa barba branca, e usa uma túnica que lembra os profetas do antigo testamento. Há quem veja Mr Natural como uma sátira à Maharishi Mahesh Yogi, que no final dos anos 60 alcançou a fama como o guru dos Beatles e outras celebridades. Mr Natural, o guru barbudo de Crumb tem estranhos poderes mágicos e possui uma visão cósmica, mas ele também é temperamental, cínico, e sofre de várias estranhas obsessões sexuais. Parte sábio, parte vigarista, não tem um pingo de remorso quando é chamado de golpista. Seu discurso direto o coloca em apuros, como quando ele foi expulso do céu por dizer a Deus que é ultrapassado. Normalmente frio e controlado, também acaba em dificuldades como quando foi jogado na prisão por abuso sexual de criança ou trancafiado durante anos em uma instituição mental.

Mr. Natural é sempre abordado por candidatos a discípulos que buscam a verdade, entre eles está Flakey Foont que é respeitado com condescendência divertida e um certo carinho relutante, embora a paciência muitas vezes se esgota e Mr Natural tem o prazer sádico em fazê-lo sentir-se como idiota. Na década de 80, Crumb trouxe de volta Mr. Natural e Flakey Foont, e os dois entraram em um relacionamento tempestuoso com a jovem Cheryl Borck, a Devil Girl. Flakey Foont não consegue tirá-la de sua mente, a sua língua ultrajante e o seu corpo assolam os seus pensamentos. E ele está disposto a jogar tudo para o alto só para estar perto dela. Ele sabe que é um tolo, mas não faz diferença.

Cheap Thrills’ é o segundo álbum da banda de rock ‘Big Brother and the Holding Company’, lançado em 1968, e o último álbum de Janis Joplin como vocalista principal da banda. O álbum tem três músicas gravadas ao vivo e vendeu cerca de um milhão de cópias. A capa do disco, ícone da arte underground dos anos da contracultura, foi desenhada por Robert Crumb.

Crumb também tem, freqüentemente, desenhado quadrinhos sobre seus interesses musicais em blues, country, bluegrass, cajun, French Bal-musette, jazz, big band e swing dos anos 20 e 30 e foi líder da banda ‘R. Crumb & His Cheap Suit Serenaders’, na qual era vocalista, compositor e tocava banjo e outros instrumentos. E também ilustrou muitas capas de álbuns. Pelo menos três documentários televisivos ou teatrais são dedicados a Crumb que recebeu vários prêmios por seu trabalho. Enfim, Robert Crumb é o artista mais famoso e colecionável dos anos 60 e 70. E qualquer pessoa que conhece o trabalho de R. Crumb como ilustrador sabe de sua paixão pela música. Apesar de seu trabalho gráfico mais famoso para o álbum ‘Cheap Thrills’, as simpatias musicais de R. Crumb sempre foram em direção à musicalidade mais acústica. Colecionador voraz da música pré-Segunda Guerra Mundial ou pre-war blues, no início dos anos 80, ele produziu três conjuntos de figurinhas coloridas dedicadas principalmente ao blues, ao jazz e ao country: ‘The Heroes of the Blues’, ‘Early Jazz Greats’ e ‘Pioneers of Country Music’, tornando ícones os seus ídolos. Para cada herói e heroína ocasional como a grande blueswoman Memphis Minnie foi dado um único cartão com uma breve descrição da carreira do artista. Vinte anos depois, os três conjuntos foram reimpressos em um livro capa-dura. São 114 desenhos, baseados principalmente em fotografias raras e trechos de filmagens de noticiários como sua fonte primária. O livro é uma forte reflexão e declaração de amor do artista para a música em grande parte desconhecida para a maioria. Os editores incluíram um disco com 21 dos artistas de renome. O livro ‘R. Crumb's Heroes of Blues, Jazz, & Country’ funde suas duas obsessões: desenho e música.

R. Crumb's Heroes of Blues, Jazz & Country (2006)

Tracklist
01. Memphis Jug Band - On The Road Again
02. Blind Willie McTell - Dark Night Blues
03. Cannon's Jug Stompers - Minglewood Blues
04. Skip James - Hard Time Killin' Floor Blues
05. Jaybird Coleman - I'm Gonna Cross The River Of Jordan - Some O' These Days
06. Charley Patton - High Water Everywhere
07. Frank Stokes - I Got Mine
08. "Dock" Boggs - Sugar Baby
09. Shelor Family - Big Bend Gal
10. Hayes Sheperd - The Peddler And His Wife
11. Crockett's Kentucky Mountaineers - Little Rabbit
12. Burnett & Rutherford - All Night Long Blues
13. East Texas Serenaders - Mineola Rag
14. Weems String Band - Greenback Dollar
15. Bennie Moten's Kansas City Orchestra - Kater Street Rag
16. "King" Oliver's Creole Jazz Band - Sobbin' Blues
17. Parham-Pickett Apollo Syncopators - Mojo Strut
18. Frankie Franko & His Louisianians - Somebody Stole My Gal
19. Clarence Williams' Blue Five - Wild Cat Blues
20. "Jelly Roll" Morton's Red Hot Peppers - Kansas City Stomps
21. Jimmy Noone - King Joe

tribute to r. crumb's heroes of blues & jazz
(um tributo a alguns artistas do blues e do jazz usando os cartões ilustrados de Robert Crumb)



ABC of the blues

Esta é uma visão geral do blues, do campo à cidade. Todos os vários estilos de blues, com mais de 100 artistas, estão representados aqui: o acoustic country blues (Kokomo Arnold), o estilo de New Orleans (Huey "Piano" Smith), o swamp blues (Arthur Gunter), o blues elétrico das grandes cidades (Buddy Guy), o jump blues (Roy Milton), o piano base no blues (Yancy Jimmy), o jazz/blues (Jimmy Rushing), o blues religioso em oposição ao verdadeiro gospel (Blind Willie Johnson), e alguns estilos de blues já na fronteira do início do rhythm and blues com a canção ‘Louie Louie’ de Richard Berry. Cada estilo de blues tem um número de representantes, de artistas bem conhecidos e poucos podem ser considerados desconhecidos. A coleção não foi organizada cronologicamente de acordo com quando as canções foram gravadas, de modo que este não é um disco da história do blues como tal. Os artistas estão dispostos mais ou menos em ordem alfabética. Mas a música é tão boa, tão intensa e apaixonante, que faz desta coleção uma valiosa adição à discografia dos fãs, ou não, do blues. São músicas de um profundo sentir para serem ouvidas muito tarde da noite ou no início da manhã, ou de madrugada como eu gosto, quando tudo está quieto e tranquilo. A atmosfera criada é mágica, é como se estivéssemos ouvindo uma das estações de rádio antiga com clássicos do blues.

‘The ABC of the Blues - The Ultimate Collection’, do Delta para as grandes cidades, é uma enorme coleção de 52 volumes com mais de 1000 canções originais de 100 dos artistas mais notáveis da história do blues. Infelizmente, encontrei apenas as capas dos discos, sem os folhetos contendo informações sobre esses artistas, e suas fotografias, assim tomei a liberdade de fazer isso por conta própria. Mas, é a música que é importante aqui. ‘ABC do Blues’ reúne o melhor dos melhores. Apresenta alguns dos músicos mais influentes do blues e algumas pérolas escondidas. Seus estilos vão tão longe quanto suas atitudes, seus conceitos, e até mesmo as suas histórias e lendas. Os mais antigos membros desta congregação distinta nasceram no final do século 19. Alguns foram esquecidos, outros, um pouco mais jovens, ainda gravam e se apresentam até hoje. A música pode elevar ou derrubar. Mas uma coisa é certa: o blues ainda vive. Amém.


ABC of the Blues
The Ultimate Collection


ABC of the blues 01: kokomo arnold & billy boy arnold
ABC of the blues 02: richard berry & barbecue bob
ABC of the blues 03: bobby ‘blue’ bland & charles brown
ABC of the blues 04: clarence gatemouth brown & blue lu barke
ABC of the blues 05: big bill broonzy, scrapper blackwell & blind blake
ABC of the blues 06: champion jack dupree & cousin joe
ABC of the blues 07: leroy carr, scrapper blackwell & pee wee crayton
ABC of the blues 08: bo diddley
ABC of the blues 09: willie dixon & floyd dixon
ABC of the blues 10: snooks eaglin & sleepy john estes
ABC of the blues 11: lowell fulson & the four blazes
ABC of the blues 12: buddy guy, arthur gunter & slim gaillard
ABC of the blues 13: john lee hooker & wynonie harris
ABC of the blues 14: earl hooker & screamin' jay hawkins
ABC of the blues 15: lightnin' hopkins
ABC of the blues 16: howlin' wolf
ABC of the blues 17: alberta hunter & ivory joe hunter
ABC of the blues 18: robert johnson
ABC of the blues 19: elmore james & lonnie johnson
ABC of the blues 20: blind willie johnson & tommy johnson & skip james
ABC of the blues 21: bb king
ABC of the blues 22: little walter
ABC of the blues 23: lightnin' slim & j.b. lenoir
ABC of the blues 24: leadbelly
ABC of the blues 25: little willie john & smiley lewis
ABC of the blues 26: furry lewis & robert lockwood
ABC of the blues 27: magic sam & jimmy mccracklin
ABC of the blues 28: percy mayfield & johnny moore’s three blazers
ABC of the blues 29: memphis minnie & big maybelle
ABC of the blues 30: roy milton & amos milburn
ABC of the blues 31: big maceo & blind willie mctell
ABC of the blues 32: memphis slim & tommy mcclennan
ABC of the blues 33: fred mcdowell & john hurt
ABC of the blues 34: robert nighthawk & johnny otis
ABC of the blues 35: charlie patton & snooky pryor
ABC of the blues 36: professor longhair & junior parker
ABC of the blues 37: jimmy reed & otis rush
ABC of the blues 38: jimmy rushing & tampa red
ABC of the blues 39: bessie smith
ABC of the blues 40: huey 'piano' smith & frankie lee sims
ABC of the blues 41: roosevelt sykes & son house
ABC of the blues 42: sunnyland slim & johnny shines
ABC of the blues 43: big mama thornton & rosetta tharpe
ABC of the blues 44: sonny terry & eddie taylor
ABC of the blues 45: big joe turner & eddie cleanhead vinson
ABC of the blues 46: t-bone walker & jimmy witherspoon
ABC of the blues 47: muddy waters & junior wells
ABC of the blues 48: sippie wallace & peetie wheatstraw
ABC of the blues 49: johnny watson & big joe williams
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Roosevelt Sykes (1906 - 1983) também conhecido como ‘ The Honeydripper’ foi um bem-sucedido e prolífico pianista de blues, cujo estilo boogie-woogie foi muito influente. Nascido em Elmar, Arkansas, Sykes cresceu perto de Helena, mas aos 15 anos, pôs os pés na estrada para tocar piano no estilo barrelhouse de blues. Como muitos bluesmen de sua época, ele viajava para tocar em qualquer lugar e para todos, seja em serrarias, nos campos e nos diques ao longo do rio Mississippi, reunindo um repertório sexualmente explícito. Suas andanças por fim o levaram para St. Louis, Missouri, onde conheceu o vocalista, compositor e pianista James Burke Oden, mais tarde apelidado como St. Louis Jimmy Oden. Em 1929, Roosevelt Sykes foi descoberto por um caçador de talentos e enviado para Nova York para gravar para a Okeh Records. Seu primeiro lançamento foi ’44 Blues’, que se tornou um clássico do blues e sua marca registrada. Rapidamente ele começou a gravar para várias etiquetas com nomes diversos, incluindo 'Easy Papa Johnson', 'Dobby Bragg' e 'Willie Kelly'. Após mais de dez anos se apresentando com St. Louis Jimmy em torno de St. Louis, em 1933, os dois decidiram ir para Chicago e Roosevelt encontrou o seu primeiro período de fama, quando assinou com a Decca Records, em 1934. Em 1943, ele assinou com a Bluebird Records e gravou com ‘The Honeydrippers'. Em Chicago, Sykes começou a exibir uma urbanidade crescente em suas composições, utilizando o típico acorde ‘eight-bar blues’, a segunda forma mais comum de blues, em vez dos tradicionais ‘twelve-bar blues’. No entanto, apesar da urbanidade crescente ele gradualmente se tornou menos competitivo na cena musical do pós-II Guerra. Depois de seu contrato com a RCA Victor ter expirado, ele continuou a gravar para etiquetas menores, até que suas oportunidades se extinguiram em meados de 1950. Roosevelt Sykes deixou Chicago em 1954 para ir para New Orleans quando o blues elétrico estava tomando conta de Chicago. Ele voltou a gravar na década de 60 para rótulos como Delmark, Bluesville, Storyville e Folkways que documentaram a história do blues. Sykes teve uma longa carreira que abrange as eras pré-guerra e pós-guerra. Seus boogies no piano e suas letras picantes contribuíram para a grandeza do blues. Ele foi responsável por canções influentes como ‘44 Blues’, ‘Driving Wheel’ e ‘Night Time Is the Right Time’. Sykes viveu seus últimos anos de vida em New Orleans, onde morreu de um ataque cardíaco e foi introduzido no ‘Blues Hall of Fame’ em 1999.



Lightnin’ Hopkins (1912 – 1982), foi cantor de country blues, guitarrista e ocasionalmente pianista em Houston, Texas. A revista ‘Rolling Stone’ incluiu Hopkins como o 71° em sua lista dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos. Nascido Sam John Hopkins, em Centerville, Texas, a infância de Hopkins era imersa nos sons do blues e ele desenvolveu uma apreciação mais profunda aos 8 anos quando ele conheceu Blind Lemon Jefferson em um piquenique promovido pela igreja em Buffalo, Texas, e passou a aprender a tocar com seu primo mais velho o cantor de blues Alger ‘Texas’ Alexander. Hopkins teve um outro primo, o guitarrista de blues elétrico Frankie Lee Sims, com quem gravou mais tarde. Hopkins começou a acompanhar Blind Lemon Jefferson na guitarra em reuniões informais da igreja onde aprendeu muito e foi muito influenciado. Em meados da década de 30, Hopkins foi enviado para a fazenda prisão de Houston por um delito desconhecido. No final de 1930, foi para Houston com Alexander em uma tentativa frustrada de entrar no cenário musical de lá. No início dos anos 40, ele estava de volta à Centerville para trabalhar como lavrador. Em 1946 tentou mais um vez em Houston e enquanto cantava em um clube foi descoberto por Lola Anne Cullum da ‘Aladdin Records’. Ela convenceu Hopkins a viajar para Los Angeles, onde ele acompanhava o pianista Wilson Smith. A dupla gravou 12 faixas em suas primeiras sessões em 1946 quando um executivo da gravadora decidiu que o par precisava de mais dinamismo em seus nomes e os apelidou Hopkins de ‘Lightnin’ e Wilson de ‘Thunder’. Hopkins voltou para Houston em 1947 e começou a gravar para a ‘Gold Star Records’.

Durante os anos 50 Hopkins raramente se apresentava fora do Texas, ocasionalmente viajava para a gravação de sessões e apresentações de shows. Estima-se que ele gravou entre 800 e 1.000 canções durante sua carreira. Ele se apresentava regularmente em clubes em torno de Houston, particularmente em Dowling St., um dos seis bairros históricos de Houston, e onde foi descoberto por Lola Anne Cullum. Em 1959, foi contactado pelo folclorista Mack McCormick, que esperava levá-lo para um público mais amplo do folk revival, um tendência que incluía jovens artistas na popularização dos estilos musicais tradicionais de seus antepassados. McCormack apresentou Hopkins para públicos integrados primeiro em Houston e depois na Califórnia. Hopkins estreou no Carnegie Hall, em 1960, ao lado de Joan Baez e Pete Seeger na apresentação do spiritual ‘Mary Don't You Weep’. E gravou a música ‘Mojo Hand’. Através dos anos 60 e na década de 70, lançou dois álbuns por ano e em turnês, tocou em festivais folclóricos mais importantes e populares e também em clubes e campus universitários nos EUA e internacionalmente. E superou seu medo de voar para se juntar em 1964 ao ‘American Folk Blues Festival’ na Alemanha e 13 anos depois na Holanda. E gravou mais álbuns do que qualquer outro. O estilo de Hopkins nasceu de passar muitas horas tocando informalmente, sem uma banda de apoio. Grande parte da sua música segue o modelo padrão de blues, mas seu fraseado era livre e solto. Muitas de suas canções eram no estilo do blues falando, mas ele era um cantor poderoso e confiante. Liricamente suas canções narraram os problemas da vida no sul segregado, a má sorte no amor e outros temas habituais do blues. Entretanto, lidou com estes assuntos com humor. Muitas de suas canções eram cheias de duplo sentido. Um dos grandes bluesman do país e, talvez, a maior influência sobre os guitarristas de rock, o trovador do Texas morreu de câncer de esôfago aos 69 anos. Leia +...



John Lee Hooker (1917 - 2001) foi um influente cantor e guitarrista, nascido no condado de Coahoma próximo a Clarksdale, Mississipi. Foi considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana ‘Rolling Stone’. A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou o sucesso com o single ‘Boogie Chillen’, apresentando um estilo meio falado que se tornaria sua marca registrada. Ritmicamente, sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos do delta blues. Sua entonação vocal e seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantinha as características primordiais de seu som. Ele o fez, entretanto, levando adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60, ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou à diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de ‘The Healer’, que acabaria ganhando um Grammy. Em 1994 Hooker passou por uma cirurgia para a retirada de uma hérnia, o que acabou o afastando dos palcos por um tempo, depois das gravações de ‘Chill Out’ em 1995 parou de fazer shows regulares continuando apenas com aparições ocasionais. Hooker que gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns, morreu de causas naturais enquanto dormia na sua casa em Los Altos, California. Hooker era dono de um clube noturno em São Francisco chamado ‘Boom Boom Room’, nome este inspirado em um de seus sucessos. Leia +...



Johnny Otis (1921 - 2012), nascido Johnny Otis John Veliotes foi um músico de blues e rhythm and blues, além de baterista, pianista, vibrafonista, cantor, líder de banda e empresário. Foi um dos mais importantes personagens brancos da história do rhythm & blues. Depois de tocar em orquestras de swing, ele fundou sua própria banda em 1945. Com esse grupo, viajou em turnê extensiva pelos Estados Unidos como a ‘California Rhythm and Blues Caravan’ gravando vários sucessos em 1952. Como produtor musical ele descobriu vários artistas, tornando-se também um influente disc jockey em Los Angeles. Mas ele continuou a tocar, obtendo grande êxito em 1958 com ‘Willie and the Hand Jive’, que se tornaria sua canção mais conhecida. Nos anos 60 Otis entrou para o jornalismo e depois para a política, não sendo muito bem-sucedido. Ele continuou a tocar nos anos 80, embora seus inúmeros projetos paralelos tenham-no mantido afastado dos palcos por bastante tempo. Ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 1994.





15-1 Roosevelt Sykes (1944-1950)

Tracklist
01. Jivin' The Jive 02. Mellow Queen 03. Strange Woman 04. This Tavern Boogie 05. Anytime Is The Right Time 06. The Honeydripper 07. Date Bait 08. Peepin' Tom 09. Sunny Road 10. Living In A Different World 11. Flames Of Jive 12. Homesick Blues 13. I'm Her Honeydripper 14. Bobby Sox Blues 15. Kilroy's In Town 16. Walkin' And Drinkin' 17. High As A Georgia Pine 18. Until The Cows Come Home 19. Southern Blues 20. My Baby Is Gone 21. Rock It 22. Drivin' Wheel


15-2 Lightnin Hopkins (1946-1948)

Tracklist
01. Feel So Bad 02. Katie May 03. Blues (That Mean Old Twister) 04. I Can't Stay Here In Your Town 05. Can't Do Like You Used To 06. Shord Haired Woman 07. West Coast Blues 08. Fast Mail Rambler 09. Thinkin' and Worryin' 10. Can't Get That Woman Off My Mind 11. Picture On the Wall 12. You're Not Goin' To Worry My Life Anymore 13. You're Gonna Miss Me 14. Have To Let You Go 15. Someday Baby 16. Come Back Baby 17. My California 18. Lighnin's Boogie


15-3 John Lee Hooker (1948-1953)

Tracklist
01. Wednesday Evening Blues 02. My First Wife Left Me 03. Boogie Chillen 04. Sally Mae 05. Henry's Swing Club 06. Hobo Blues 07. Crawling King Snake 08. Alberta 09. Do My Baby Think Of Me 10. Three Long Years Today 11. Strike Blues 12. Grinder Man 13. Walkin' This Highway 14. Four Woman In My Life 15. I Need Lovin' 16. Find Me A Woman 17. I'm In The Mood


15-4 Johnny Otis (1949-1950)

Tracklist
01. I Gotta Guy 02. Mean Ole Gal 03. Thursday Night Blues 04. Good Ole Blues 05. Boogie Guitar (Three Guitars) 06. Ain't Nothing Shakin' 07. Hangover Blues 08. Get Together Blues 09. I'm Not Falling In Love With You 10. If It's So, Baby 11. Our Romance Is Gone 12. If I Didn't Love You So 13. Rain In My Eyes 14. Double Blues 15. Head Hunter 16. Going To See My Baby 17. The Little Red Hen 18. New Orleans Shuffle 19. The Turkey Hop - Part I 20. The Turkey Hop - Part II 21. Blues Nocturne 22. Cry Baby 23. Lover's Lane Boogie 24. I Found My Troubles


crucified barbara

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Considerada como uma das mais importantes bandas do rock feminino europeu da atualidade, a banda sueca ‘Crucified Barbara’ mostra seu hard rock com influências do punk e do metal. Na formação da banda, as belas Mia Coldheart, voz e guitarra; Klara Force na guitarra; Ida Evileye no baixo; e Nicki Wicked na bateria. Formada em 1998, a banda despontou na Europa somente em 2005. A maioria dos críticos e fãs do hard rock praticamente ignorou a banda, com nome esquisito deveria ser mais uma banda de garotas que aparece por aí. As suecas provaram o contrário, em especial nas performance de palco. A maior revelação em shows e festivais. A trajetória e o sucesso deu às meninas suecas turnês com bandas mais conhecidas como Motörhead, In Flames, Sepultura e Backyard Babies. ‘Crucified Barbara’ começou como uma banda de punk rock, mas rapidamente mudou o seu estilo para heavy metal. Em 2003, assinaram com a ‘GMR Music Group’ de Estocolmo e as gravações tiveram lugar em Kristianopel, Suécia, com o produtor-engenheiro Mankan Sedenberg durante a primavera de 2004. E o hit da estréia do primeiro álbum foi ‘Losing the Game’ que foi direto para o #8 nas paradas de música sueca.

O som de ‘Crucified Barbara’ ao invés do metal gótico, estilo adotado pela maioria das bandas formadas por mulheres, é um autêntico hard rock com heavy metal e punk também. Quando começaram a tocar, foram influenciadas pelo punk e pelo grunge, era o que ouviam naquele tempo. Ao longo da carreira foram se tornando melhores musicistas e perceberam que o interesse estava indo para uma direção musical mais pesada e elaborada. Mantiveram a energia do punk e misturaram com hard rock, o som atual da banda. O nome da banda veio quando duas delas estavam no 'Roskilde Festival' na Dinamarca há alguns anos atrás. Viram uma boneca inflável e Barbara era o nome da boneca inflável na Suécia. Sendo assim, pensaram que poderia ser um bom titulo para uma música, mas acabou se tornando o nome da banda. Quando ‘In Distortion We Trust’ foi lançado em 2005, a maioria das críticas foi positiva, tanto na Suécia quando nos outros países europeus. Muitos críticos deram pontuação máxima ao álbum pela autenticidade da música. No dia 15 de novembro elas estiveram no ‘Inferno Club’ na famosa e outrora badalada Rua Augusta, em São Paulo.


Nicki Wicked (bateria), Ida Evileye (baixo), Mia Coldheart (guitarra e vocal), Klara Force (guitarra)


        

In Distortion We Trust (2005)    |    'Till Death do us Party (2009)    |    The Midnight Chase (2012)

In Distortion We Trust
01. Play Me Hard 02. In Distortion We Trust 03. Losing The Game 04. Motorfucker 05. I Need A Cowboy From Hell 06. My Heart Is Black 07. Hide ‘Em All 08. Going Down 09. I Wet Myself 10. Rock’n’Roll Bachelor 11. Bad Hangover 12. Killed By Death (bonus track Motörhead Cover) 13. Shout it out loud (bonus track Kiss Cover)

'Till Death do us Party
01. Killer On His Knees 02. Pain & Pleasure 03. Sex Action 04. Creatures 05. Jennyfer 06. Dark Side 07. Can't Handle Love 08. Blackened Bones 09. Danger Danger 10. Rats 11. Feels Like Death

The Midnight Chase
01. The Crucifier 02. Shut Your Mouth 03. Into the Fire 04. Rules and Bones 05. Everything We Need 06. If I Hide 07. Rock Me Like the Devil 08. Kid From the Upperclass 09. The Midnight Chase 10. Count Me In 11. Rise and Shine

barbara - rock me like the devil 



macy gray

macy grayEcletismo, mistura criativa de gêneros e estilos, foi uma tendência de destaque na música popular norte-americana na virada do milênio. Uma das principais contribuintes para essa tendência foi Macy Gray, cantora e compositora que ainda oferecia um estilo incomum e uma voz surpreendente. Depois de vários infrutíferos e frustrantes episódios no mundo da música, Gray finalmente emergiu como a sensação de 1999 com seu álbum de estréia, ‘On How Life Is’. Assinou contrato de quatro álbuns com uma gravadora, e com sua mistura musical única parecia pronta para dominar a onda pop nos próximos anos. Com voz absolutamente única e estilo diferente Macy Gray despontou para o estrelato agradando a um público de todas as cores que estava em busca de uma nova alternativa na soul music. Tímida e desajeitada que, freqüentemente, na adolescência, era zombada por sua voz de sonoridade ímpar, Macy nasceu em Canton, Ohio, como Natalie McIntyre. Seu pai era um operário e sua mãe uma professora de matemática e diretora da escola. Macy estudou piano clássico durante sete anos, mas também absorveu a música de lendas como Stevie Wonder, Marvin Gaye e Aretha Franklin, para não falar da velha escola do hip-hop. Macy Gray teve seu estilo influenciado por Billie Holiday e Betty Davis, cantora negra de funk e soul que foi casada com o astro do jazz Miles Davis, daí seu sobrenome.

Gray passou a maior parte de seus anos de colégio em uma escola preparatória exclusiva para brancos. A atmosfera não foi sempre confortável. Mas, no internato, ela também foi exposta a uma variedade de rock’n’roll. Outra grande influência foi ‘Prince’, cuja fusão de rock e r&b tornou-se parte da própria música de Gray. Quando o álbum de Prince, ‘Purple Rain’, foi lançado, Gray pintou seu quarto de roxo. Logo em seguida, foi expulsa do colégio após denunciar um dos administradores da escola por assédio sexual. Nessa época, Macy tinha começado a desenvolver um forte senso de sua própria identidade como compositora. Fervendo em criatividade e determinada a sair de Ohio, mudou-se para Los Angeles para se inscrever na ‘University of Southern California’. A atmosfera multicultural de Los Angeles provou ser agradável a Macy Gray. A mistura com estudantes de cinema e músicos, inspirou-a a escrever letras de músicas e concordou em escrever para as canções originais de um amigo músico. A sessão de demonstração foi programada e quando o cantor não apareceu, Macy, tendo adotado como homenagem o nome completo de um vizinho idoso como apelido, acabou cantando na gravação, apesar de sua aversão à própria voz. A fita demo de Gray deu-lhe a oportunidade de cantar em cafés de jazz em Los Angeles. E quando a fita começou a rodar a cena musical local, a voz rouca de Gray atraiu muita atenção, para a sua surpresa. A ela então foi oferecido apresentações com uma banda em hotéis nos arredores de Los Angeles para que cantasse jazz. Criou-se então, um fã clube em torno de uma improvável diva.

macy gray

Gray trabalhava como secretária nos estúdios de cinema Universal e Paramount e à noite com o grupo de jazz passaram a se apresentar regularmente em um pequeno clube chamado ‘We Ours’. Os esforços de Gray culminaram em um contrato com a ‘Atlantic Records’ em 1994, e ela começou a trabalhar em seu álbum de estréia. Morando com o namorado, Gray já tinha dois filhos, quando a gravadora se recusou a lançar o seu álbum. Devastada pela rejeição e com o rompimento do seu casamento e com o terceiro filho a caminho, Gray voltou a Canton, sua cidade natal. No entanto, Gray teve um patrocinador na indústria da música, o produtor musical Jeff Blue, fã de sua voz distinta que a incentivou a tentar novamente com outra gravação demo e mais tarde, a fez aceitar um acordo com a gravadora ‘Epic’ em 1998 para o lançamento no ano seguinte do seu álbum de estréia ‘On How Life Is’ que apesar das críticas elogiosas e do hit ‘Do Something’ não obteve o sucesso esperado. Tudo mudou no início do ano seguinte, quando Gray recebeu duas indicações ao Grammy, de melhor artista revelação e melhor vocal feminino de r&b, e o single ‘I Try’ começou a decolar nas emissoras de rádio e foi um enorme sucesso, atingindo o disco de platina. Embora tenha perdido o Grammy, ela foi indicada novamente no ano seguinte para melhor vocal feminino pop graças à ‘I Try’, e desta vez ganhou.

No final de 2000, além de contribuir para faixas vocais de outros artistas, Macy fez sua estréia na tela atuando no drama policial ‘Training Day’ com Denzel Washington. Em 2001, na mesma época em que tinha começado a trabalhar em seu segundo álbum, Macy estava desenvolvendo a reputação de maluca devido às suas aparições surreais, culminando no incidente em que ela foi vaiada por, aparentemente, ter tropeçado na letra do hino nacional. Lançado no mês seguinte, o single ‘Sweet Baby’ foi um esforço determinado para afastar a imagem de louca. No entanto, apesar das participações da cantora de jazz, soul e r&b. Erykah Badu, e de John Frusciante ex-membro do ‘Red Hot Chili Peppers’, as vendas foram paralisadas mais cedo do que o esperado. Em 2002, Gray apareceu no filme ‘Spider Man’. Um ano depois, seu terceiro álbum ‘The Trouble with Being Myself’ chegou às lojas com um desempenho nada melhor. O ‘Sellout’, lançamento de 2010, apresentou algumas músicas de sua autoria e de Bobby Brown, ex-marido da cantora Whitney Houston, e trouxe o hit que se tornou tema de Ugly Betty, ‘Beauty in The World’. Segundo Macy, ‘The Sellout’, conta a história de como ela encontrou a salvação sendo apenas ela mesma, em vez de outra pessoa que pensava que deveria ser.

Depois de vender 15 milhões de álbuns no mundo todo e de ganhar um Grammy por seus 12 anos de carreira, Macy Gray deixou de lado as composições próprias para emprestar sua voz rascante a outros compositores e lançou ‘Covered’ em 2012. 'Covered' traz a releitura de 10 artistas de r&b, soul, rap e rock, e como sugere o nome, dez covers de canções conhecidas incluindo ‘Sail’, originalmente gravada pela banda de electro-rock Awolnation; ‘Bubly’, sucesso de Colbie Caillat, que ela canta em dueto com Idris Elba; uma acelerada versão jazzística de ‘Love Lockdown, de Kanye West; e a lindíssima ‘Creep’ da banda britânica Radiohead.

    

The Very Best Of (2004)    |    Covered (2012)

The Very Best Of
01. I Try 02. Do Something 03. Still 04. Why Didn't You Call Me 05. I've Committed Murder 06. Sexual Revolution 07. Sweet Baby (featuring Erykah Badu) 08. Boo 09. When I See You 10. It Ain't The Money (featuring Pharoahe Monch) 11. She Ain't Right For You 12. Love Is Gonna Get You 13. Walk This Way 14. Demons (featuring Fatboy Slim) 15. When I See You Bugz In The Attic Remix 16. I've Committed Murder (Gang Starr Remix - Featuring Mos Def) 17. Sexual Revolution (Norman Cook Radio Version)

Covered
01. Here Comes The Rain Again (Eurythmics 1983) 02. Creep (Radiohead 1992) 03. You Want Them Nervous (Skit) (Feat. J.B. Smoove) 04. Smoke Two Joints (The Toyes 1983-Sublime 1992) 05. La La La (Teaching The Kids) (Feat. Layann Al Saud, Avery Albert, Happy Hinds) 06. Teenagers (My Chemical Romance 2006) 07. The Power Of Love (Feat. Hugh Salk) 08. Nothing Else Matters (Metallica 1991) 09. Sail (Awolnation 2010) 10. I Try Is Cool And All But (Skit) (Feat. Nicole Scherzinger) 11. Maps (Yeah Yeah Yeahs 2003) 12. Lovelockdown-Buck (Kanye West 2008-Nina Simone 1967) 13. Mel Rap (Feat. Mel Hinds) 14. Bubbly (Feat. Idris Elba) (Colbie Caillet 2007) 15. Wake Up (Arcade Fire 2004) 16. Really (Skit) (Feat. MC Lyte)

macy gray – creep
(north sea jazz – 2010)



ABC of the blues 01: kokomo arnold & billy boy arnold

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Kokomo Arnold (1901 - 1968) foi cantor e guitarrista. Nascido James Arnold em Lovejoys Station, Geórgia, recebeu seu apelido em 1934 após lançar 'Old Original Kokomo Blues' pelo selo Decca. Era uma regravação de um blues do guitarrista Francis Blackwell, conhecido como Scrapper Blackwell, sobre a marca de café 'Kokomo'. Arnold era canhoto, e seu estilo intenso de tocar o slide e sua forma de cantar o distinguia dos demais músicos. Após aprender o básico da guitarra com seu primo John Wiggs, Arnold começou a acompanhar outros músicos no início da década de 20 enquanto trabalhava em uma fazenda em Buffalo, Nova Iorque, e como metalúrgico em Pittsburgh. Em 1929 Arnold mudou-se para Chicago e começou um negócio de contrabando de bebidas, atividade que manteve apesar da proibição. Em 1930 Arnold mudou-se brevemente para o sul, e realizou suas primeiras gravações, 'Rainy Night Blues' e 'Paddlin' Blues', usando o nome Gitfiddle Jim, para o selo 'Victor' de Memphis, Tennessee. Ele retornou para o contrabando em Chicago, mas foi forçado a viver de sua música quando a vigésima-primeira emenda à Consituição Norte-Americana acabou com a proibição de venda de bebidas alcóolicas em 1933. Desde a sua primeira gravação com a Decca com os cantores Peetie Wheatstram e o de piedmont blues Amos Eaton, mais conhecido pelo nome artístico Bumble Bee Slim, Kokomo Arnold foi uma figura central na cena do blues de Chicago. Sua maior influência na música moderna ocorreu através de Robert Johnson, que transformou 'Old Original Kokomo Blues' em 'Sweet Home Chicago' e 'Milk Cow Blues' em 'Milkcow Calf's Blues'. Ambas as músicas foram regravadas dezenas de vezes por diversos artistas, entre eles Elvis Presley, 'The Blues Brothers' e Eric Clapton. Em 1938 Arnold deixou a carreira musical para trabalhar em uma fábrica em Chicago. Redescoberto em 1962, ele não mostrou entusiasmo para retomar sua carreira e aproveitar o interesse renovado no blues que surgira entre a audiência branca. Arnold morreu vítima de um ataque cardíaco aos 67 anos.

Billy Boy Arnold (1935), nascido William Arnold, é gaitista, cantor e compositor. Nascido em Chicago, ele começou a tocar gaita quando criança, e em 1948 recebeu lições informais de seu vizinho John Lee Curtis Williamson, mais conhecido como Sonny Boy Williamson I, pouco antes da morte deste último. Arnold fez sua primeira gravação em 1952 com 'Hello Stranger' no pequeno rótulo 'Cool'. A gravadora deu-lhe o apelido de 'Billy Boy'. No início de 1950, ele tinha juntado forças com o músico de rua Bo Diddley e em 1955 tocou gaita na gravação da música de Bo Diddley, 'I'm a Man' lançada pela gravadora 'Checker Records'. No mesmo dia, nas sessões de Bo Diddley, Billy Boy gravou a sua composição 'You Got to Love Me', que não foi liberada até o box set, 'Chess Blues 1947-1967', em 1992. Arnold assinou um contrato de gravação solo com a 'Vee-Jay Records', gravando os originais de 'I Wish You Would' e 'I Ain't Got You'. Ambas foram posteriormente regravadas por 'The Yardbirds'. 'I Wish You Would' também foi gravada por David Bowie em seu álbum de 1973, 'Pin Ups'. No final dos anos 50 Arnold continuou a se apresentar em clubes de Chicago, e em 1963 gravou o LP, 'More Blues From The South Side' para o selo 'Prestige', mas como as oportunidades de gravação foram rareando Billy Boy Arnold desenvolveu uma carreira paralela como motorista de ônibus e, mais tarde, como oficial de condicional. Na década de 70, Arnold tinha começado a tocar em festivais, em turnês pela Europa, e a gravar novamente. Em 1977, gravou uma sessão para a BBC Radio 1, uma rede britânica de emissoras de rádio pertencente à BBC, com o disc jockey John Peel, conhecido por seu eclético gosto musical e seu estilo peculiar de apresentar-se. Em 1993, Billy Boy Arnold lançou o álbum 'Back Where I Belong' pela 'Alligator Records', seguidos pelos 'Cadillac Eldorado' em 1995 e Boogie 'n' Shuffle em 2001. Em 2012, lançou 'Blue and Lonesome' com o guitarrista britânico Tony McPhee e sua banda 'The Groundhogs'.


Tracklist
01. Kokomo Arnold - Backfence Picket Blues
02. Kokomo Arnold - Fool Man Blues
03. Kokomo Arnold - Long and Tall
04. Kokomo Arnold - Sally Dog
05. Kokomo Arnold - Cold Winter Blues
06. Kokomo Arnold - Sister Jane Cross the Hall
07. Kokomo Arnold - Wild Water Blues
08. Kokomo Arnold - Laugh and Grin Blues
09. Kokomo Arnold - Mean Old Twister
10. Kokomo Arnold - Red Beans and Rice
11. Billy Boy Arnold - My Heart Is Crying
12. Billy Boy Arnold - I Wish You Would
13. Billy Boy Arnold - I Ain't Got You
14. Billy Boy Arnold - Here's My Picture
15. Billy Boy Arnold - You Got Me Wrong
16. Billy Boy Arnold - Prisoner's Plea
17. Billy Boy Arnold - Every Day, Every Night
18. Billy Boy Arnold - No, No, No, No, No
19. Billy Boy Arnold - Rockinitis
20. Billy Boy Arnold - I Was Fooled





volume 01


the ultimate jazz archive: blues 16

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B. B. King (1925) é guitarrista e cantor. O 'B.B.' em seu nome significa 'Blues Boy', seu pseudônimo como moderador na rádio WDIA. É um dos mais reconhecidos guitarristas de blues da atualidade, sendo por vezes referido como o 'Rei do Blues'. É bastante apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B. King teria dito que poderia fazer uma nota valer por mil. Foi considerado o sexto melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone. Nascido como Riley Ben King em uma plantação de algodão em Itta Bena, perto de Indianola no Mississippi, teve uma infância difícil, aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia. Começou a tocar, por algumas moedas, nas esquinas das ruas e em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. Em 1947, partiu para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta e competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais eram ouvidos. Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B.B. King. Num sábado à noite ouviu uma guitarra elétrica que não tocava spiritual. Era T-Bone interpretando 'Stormy Monday' e foi o som mais belo que B. B. King ouviu na vida. E foi o que realmente o levou a querer tocar blues.

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofônica WDIA, com uma equipe e direção exclusivamente negra. 'King’s Sport', patrocinado por um tônico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo da transmissão e se transformou no 'Sepia Swing Club'. King precisou de um nome artístico para a rádio e foi apelidado de 'Beale Blues Boy', como referência à música de 'Beale Street Blues', que foi abreviado para 'Blues Boy King' e depois para B.B. King. Pouco depois do êxito de 'Three O'Clock Blues', em 1951, B. B. King começou a fazer várias turnês nacionais. Dos pequenos cafés, teatros de gueto, salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfônicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais identificáveis estilos musicais de guitarra. O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo. Em 1969, B.B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Começou a participar da maioria dos festivais de jazz por todo o mundo, e sua presença tornou-se regular no circuito das universidades e colégios. Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos Grammy Awards. Leia +...




Jimmy Witherspoon (1920 -1997) com seu estilo vanguardista, seus arranjos e produções fizeram dele um dos grandes cantores de blues do período pós-II Guerra. Jimmy Witherspoon também foi versátil o suficiente para caber confortavelmente no mundo do jazz. Witherspoon nasceu em Gurdon, Arkansas, e quando criança, cantava em um coral de igreja. As suas gravações de estréia fez com o pianista Jay McShann para a 'Philo' e a 'Mercury' em 1945 e 1946. Suas primeiras gravações próprias, usando a banda McShann, na 'Supreme Records' resultou no sucesso 'Ain't Nobody's Business, Pts. 1 & 2' em 1949. Suas apresentações ao vivo de 'No Rollin' Blues' e 'Big Fine Girl' também resultaram em dois hits em 1950. Depois disso, com o blues temporariamente fora de moda, foi uma época magra, com singles de pouco sucesso. No 'Monterey Jazz Festival' de 1959, Jimmy Witherspoon voltou à ribalta. Parcerias com Ben Webster e Groove Holmes foram gravadas, e as turnês pela Europa em 1961, com o trompetista Buck Clayton resultaram em algumas músicas memoráveis. Mas, o melhor de Witherspoon é o álbum 'Evening Blues' de 1960, que apresenta T-Bone Walker na guitarra e Clifford Scott no saxofone. Nos anos 70, Witherspoon decidiu por um intervalo nas apresentações ao vivo, e morando em Los Angeles, conseguiu um emprego como DJ, e continuou gravando. Em 1971, uniu-se com Eric Burdon, ex-vocalista do 'Animals' para o álbum 'Guilty'. Infelizmente, ele vendeu muito pouco. Em 1973 sua curta aposentadoria das apresentações ao vivo terminou e estava pronto para voltar para a estrada e montou uma banda incrível com um jovem Robben Ford na guitarra. Esses shows ao vivo receberam críticas positivas, rejuvenescendo Witherspoon em direção a um som definitivo de rock/soul. Em 1974, ele viajou para Londres para gravar 'Love Is a Five Letter Word' com o produtor de blues britânico Mike Vernon que tinha produzido álbuns de blues aclamados pela crítica britânica de John Mayall, Fleetwood Mac e da banda britânica de blues-rock 'Ten Years After'. No início dos anos 80, Witherspoon foi diagnosticado com câncer de garganta. Embora ele permanecesse ativo e ter sido atração em um concerto popular, o efeito da doença sobre seus vocais era óbvio. Witherspoon faleceu com 77 anos.




Howlin' Wolf (1910 - 1976), nascido como Chester Arthur Burnett foi um importante cantor, compositor e guitarrista. Com uma voz rouca e alta e um físico avantajado, Wolf é um dos mais significativos cantores do blues clássico de Chicago. Seu estilo ligeiramente tímido contrastava com as poderosas apresentações de seu rival contemporâneo Muddy Waters. Howlin' Wolf, Sonny Boy Williamson II, Little Walter e Muddy Waters são geralmente citados como os melhores músicos de blues que gravaram pela 'Chess Records'. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou Wolf como número #51 na sua lista dos 100 melhores artistas de todos os tempos. Nascido em White Station, Mississipi, ele recebeu o nome do 21º presidente dos Estados Unidos, e mais tarde foi apelidado de 'Big Foot Chester' e 'Bull Cow' por causa de seu tamanho. O apelido Howlin Wolf, é fruto das histórias que seu avô lhe contava sobre os lobos uivantes daquela parte do país. Os pais de Wolf se separaram quando ele era pequeno, e sua mãe, uma mulher muito religiosa o colocou para fora de casa ainda criança por ele se recusar a trabalhar na fazenda. Depois disso ele se mudou para a casa de um tio que o tratava muito mal. Quando tinha 13 anos, fugiu e caminhou 85 km a pé para se juntar ao seu pai, onde finalmente encontrou um lar feliz junto com seus vários irmãos paternos. Durante o seu sucesso, ele retornou para Chicago para ver a mãe novamente, o que o deixou muito magoado, pois ela o rejeitou e recusou pegar o dinheiro que ele estava lhe oferecendo, dizendo que ele havia ganho aquilo tocando a música do diabo. Em 1930, Wolf conheceu Charley Patton, o mais popular bluesman do Delta na época. Wolf escutava Patton tocar todas as noites no lado de fora de um bar e os dois tornaram-se amigos e logo Patton estava ensinando Wolf a tocar.

Wolf fez alguns spots publicitários para um programa de rádio da estação KWEM de Memphis e chamou a atenção de Ike Turner que acabou produzindo as primeiras gravações de Wolf. Essas gravações acabaram lhe assegurando um contrato com Sam Phillips na 'Sun Records'. As gravações foram mais tarde vendidas para a 'Chess Records'. Em 1952, Wolf se mudou para Chicago, deixando sua banda para trás em Memphis. Ele abriu um pequeno clube para apresentar talentos locais de blues, incluindo ele. Apesar de haver uma rivalidade evidente entre Wolf e Muddy Waters, foi Waters quem conseguiu o primeiro trabalho para Wolf em Chicago. Eles tinham grande admiração um pelo outro e chegaram a gravar sessões juntos acompanhados de outros grandes músicos como Little Walter e Bo Diddley. Wolf nunca lia música. Ele sentava em uma cadeira de metal no estúdio, com um óculos grande, camisa aberta tocando algum ritmo na guitarra de acordo com aquilo que parecia bom para ele. Geralmente ele demonstrava uma base do que queria para os músicos de sua banda e seguia em frente, enquanto os outros precisavam entender e tocar instintivamente até acertar o que Wolf queria. No final dos anos 60 ele sofreu vários ataques cardíacos e, em 1970, seus rins foram gravemente danificados em um acidente automobilístico. Howlin' Wolf morreu de complicações de doença renal. Sua lápide, supostamente comprada por Eric Clapton, tem a imagem gravada de uma guitarra e de uma gaita. Howlin 'Wolf amava os elefantes e há também uma imagem de um sobre sua lápide. Leia +...




Ray Charles (1930 - 2004) foi pianista pioneiro e cantor da soul music que ajudou a definir o seu formato ainda no final dos anos 50, além de um inovador intérprete de r&b. Considerado um dos maiores gênios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B. Foi eleito pela revista 'Rolling Stone' o 2º maior cantor de todos os tempos e 10º maior artista da música de todos os tempos. Nascido Ray Charles Robinson, era filho de Aretha Williams, que trabalhava numa serraria, e Bailey Robinson, um reparador de ferrovia. A família mudou-se para Greenville, Flórida, quando Ray era um bebê. Aretha cuidava da família sozinha já que Bailey teve mais três famílias. Ray Charles não nasceu cego. Ele ficou totalmente cego aos sete anos de idade e nunca soube exatamente por que perdeu a visão, apesar de existirem fontes que sugerem que sua cegueira era devido a glaucoma, enquanto outras fontes sugerem que Ray começou a perder a sua visão devido a uma infecção provocada por água com sabão nos seus olhos, que foi deixado sem tratamento. Frequentou escola para cegos e surdos na Flórida. Aprendeu também a escrever música e tocar vários instrumentos. Enquanto esteve na escola, a sua mãe morreu seguido por seu pai dois anos depois. Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a 'Atlantic Records' em 1952, enveredou pelo r&b.

E o nome Ray Charles Robinson foi encurtado para Ray Charles para evitar confusão com o famoso boxeador Sugar Ray Robinson. Quando o rock'n'roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou vários sucessos reunindo elementos de r&b e gospel que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado. A partir de então, embora sempre ligado ao soul, conviveu com o jazz, gravou baladas românticas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase e baladas country o seu maior sucesso comercial foi 'I Can't Stop Loving You', de 1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. O filme 'Ray', de 2004, interpretado por Jamie Foxx conta a vida do músico, partindo do momento em que deixa sua casa em direção a Seattle, para tentar a carreira profissional, até o sucesso e o vício da heroína e sua luta para se livrar dela. Ray Charles faleceu com 73 anos, vítima de uma doença no fígado. Leia +...






16-1 B.B. King (1949-1952)

Tracklist
01. Miss Martha King 02. When Your Baby Packs You Up and Goes 03. Got the Blues 04. Take a Swing with Me 05. Mistreated Woman 06. B.B. Boogie 07. The Other Night Blues 08. Walkin' and Cryin' 09. My Baby is Gone 10. B.B. Blues 11. Fine Looking Woman 12. She's Dynamite 13. She's a Mean Woman 14. Hard Working Woman 15. That Ain't the Way to do It 16. Three O'Clock Blues 17. She Don't Move No More 18. Shake it Up and Go 19. My Own Fault Darlin' 20. I Gotta Find My Baby


16-2 Jimmy Witherspoon (1950-1951)

Tracklist
01. I'm Just a Lady's Man 02. There Ain't Nothing Better 03. Love My Baby 04. Love and Friendship 05. Good Jumping aka Jump Children 06. I'm Just a Country Boy 07. Slow Your Speed 08. Geneva Blues aka Evil Woman 09. I'm Just Wandering (Part 1) 10. I'm Just Wandering (Part 2) 11. Baby, Baby 12. Sweet Lovin' Baby 13. The Doctor Knows Business aka Doctor Blues 14. Rain, Rain, Rain 15. Thelma Lee Blues


16-3 Howlin' Wolf (1951-1952)

Tracklist
01. Moanin' At Midnight 02. How Many More Years 03. Riding in the Moonlight 04. Dog Me Around 05. Morning At Midnight 06. Keep What You Got 07. Riding in the Moonlight 08. House Rockin' Boogie 09. Crying At Daybreak 10. Passing My Blues 11. My Baby Stole Off 12. I Want Your Picture 13. The Wolf is At Your Door (Howlin' for My Baby) 14. California Blues 15. California Blues 16. Look-A-Here 17. Howlin' Wolf Boogie 18. Smile At Me 19. Getting Old and Grey 20. Mr. Highway Man 21. My Baby Walked Off 22. C.V. Wine Blues 23. My Troubles and Me 24. Chocloate Drop 25. Highway Man


16-4 Ray Charles (1952-1954)

Tracklist
01. Roll with Me Baby 02. The Sun's Gonna Shine Again 03. Jumpin' in the Morning 04. The Midnight Hour 05. It Should Have Been Me 06. Heartbreaker 07. Sinner's Prayer 08. Mess Around 09. Losing Hand 10. Funny But I Still Love You 11. Feelin' Sad 12. I Wonder Who 13. Don't You Know 14. Ray's Blues 15. Nobody Cares 16. Mr. Charles Blues 17. Black Jack 18. I Got a Woman 19. Come Baby Come 20. Greenbacks


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