o.v. wright

O.V. Wright está entre as vozes mais lembradas da soul music. Um artista verdadeiramente apaixonante. Seu vocal melismático, técnica em que uma só sílaba é entoada com diversas notas, em parceria com a etiqueta 'Hi Records' do produtor e arranjador musical Willie Mitchell contribuiram para a soul music de Memphis tornar-se clássica durante os anos 70. Nascido em Leno, Tennessee, Overton Vertis Wright aprendeu a cantar no circuito gospel com os 'Sunset Travelers' e mais tarde liderou o grupo de música gospel 'The Harmony Echoes', antes de, em 1964, mudar para a música secular, música destituída da temática religiosa. Foi durante essa época que ele foi descoberto, junto com James Carr, por Roosevelt Jamison, compositor e produtor, e gravar 'That's How Strong My Love Is', uma balada apaixonada composta pelo próprio Jamison e mais tarde gravada por Otis Redding e os Rolling Stones. 'You're Gonna Make Me Cry' foi um grande sucesso em 1965. E no início dos anos 70 foram 'Ace of Spades', 'A Nickel and a Nail' e 'I Can't Take It'. Infelizmente, as drogas têm sido frequentemente citadas como causadoras da queda de Wright que foi preso e, apesar da 'Hi Records' liberar uma série de gravações, o seu sucesso comercial não conseguiu se recuperar após a sua libertação. As drogas continuaram a enfraquecer a sua saúde e o gigante da soul music morreu de um ataque cardíaco com apenas 41 anos de idade.

The Complete Backbeat (1973)
CD 1    CD 2    CD 3

CD 1
01. Ace of Spades 02. You're Gonna Make Me Cry 03. Drowning on Dry Land 04. Afflicted 05. A Nickel and a Nail 06. Eight Men, Four Women 07. Everybody Knows [The River Song] 08. Gone For Good 09. I'd Rather Be Blind, Crippled and Crazy 10. He's My Son (Just the Same) 11. I'll Take Care Of You 12. I've Been Searching 13. Poor Boy 14. Motherless Child 15. Don't Let My Baby Ride 16. When You Took Your Love From Me 17. Monkey Dog 18. Heartaches, Heartaches 19. I Don't Want to Sit Down 20. Why Not Give Me A Chance 21. What Did You Tell That Girl Of Mine 22. I'm Going Home (To Live With God)

CD 2
01. Nothing Comes To A Sleeper 02. This Hurt Is Real 03. Love The Way You Love 04. Please Forgive Me 05. Bachelor's Blues 06. Why Don't You Believe Me 07. Memory Blues 08. What About You 09. I'm In Your Corner 10. I Have None 11. How Long Baby 12. Can't Find True Love 13. You're So Good To Me 14. Oh Baby Mine 15. Missing You 16. I Can't Believe 17. Ace Of Spades (alt.) 18. I Can't Take It 19. He Made Woman For A Man 20. Nobody But You 21. Fed Up With The Blues 22. Slow And Easy

CD 3
01. You Must Believe In Yourself 02. I'll Hate Myself Tomorrow 03. I Could Write A Book 04. Lost In The Shuffle 05. Are You Going Where I'm Coming From 06. Pledging My Love 07. Wish I Were That Boy 08. You're Been Crying 09. Working Your Game 10. Don't Take It Away 11. I Want Everyone To Know 12. Ghetto Child 13. Treasured Moments 14. The Only Thing That Saved Me 15. What Did You Tell That Girl Of Mine (alt) 16. Blowing In The Wind 17. To You I Shall Cling 18. Gonna Forget About You 19. Born All Over 20. Henpecked Man 21. What More Can I Do 22. If It's Only For Tonight 23. That's How Strong My Love Is 24. There Goes My Used To Be

o.v. wright - ace of spades



ABC of the blues 02: richard berry & barbecue bob

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Richard Berry (1935 - 1997) foi cantor, compositor e músico. Na década de 50, Berry teve estreita ligação com grupos de 'doo-wop' de Los Angeles como ‘The Robins’ e fez parte do 'The Flairs’. O 'doo-wop' é um estilo de música vocal baseado no rhythm and blues que surgiu na comunidade negra norte-americana, na década de 40, e tornou-se popular nos Estados Unidos durante as década de 50 e 60. O estilo é caracterizado por um backing vocal harmonioso e suave, que muitas vezes os cantores faziam com a boca, imitando os próprios instrumentos musicais. O 'doo-wop' entrou em declínio no início dos anos 60, com a ascensão de novos estilos de rock and roll, especialmente da invasão britânica. Contudo, grupos brancos como 'Beach Boys', influenciados pelo jazz-vocal e o 'doo wop', mantiveram o estilo com bastante sucesso nos anos 60. O 'doo-wop' foi de grande importância na construção da soul music, sobretudo na gravadora Motown. Richard Berry é mais conhecido como o compositor e intérprete original de ‘Louie Louie’. A música passou a ser um sucesso com ‘The Kingsmen’ tornando-se uma das canções mais gravadas de todos os tempos, no entanto, Berry recebeu pouco benefício financeiro com a composição.

Berry nasceu ao sul de Monroe, Louisiana, e ainda criança, mudou com a família para Los Angeles. Com uma lesão no quadril teve que andar de muletas até os seis anos de idade. Seu primeiro instrumento musical foi o cavaquinho, que ele aprendeu quando participava de um acampamento de verão para crianças deficientes. E começou a cantar e tocar em grupos de 'doo-wop', gravando com vários deles antes de se juntar aos ‘The Flairs’ em 1953 e gravar ‘She Wants To Rock’ pela ‘Modern Records’. Alguns meses mais tarde, quando os produtores da ‘Spark Records’ precisaram de uma voz de baixo para gravar ‘Riot In Cell Block #9’ com os ‘The Robins’, Berry foi recrutado, mas sem o devido crédito. A voz de Berry também foi usada pela ‘Modern Records’, novamente sem créditos, no primeiro disco e de grande sucesso ‘The Wallflower (Dance with Me, Henry)’ de Etta James, e em vários outros de menor sucesso. No final de 1954, Berry deixou os ‘The Flairs’ para formar seu próprio grupo, ‘The Pharaohs’, ao mesmo tempo, que continuou com outros grupos como cantor e compositor.

Um dos grupos que Berry tocou depois de deixar os ‘The Flairs’ foi ‘Rick Rillera and the Rhythm Rockers’ um grupo latino de R&B. Em 1955, Berry foi inspirado a escrever ‘Louie Louie’, uma canção no novo estilo, o calypso, baseada em ‘El Loco Cha Cha’ na versão de René Touzet, e também influenciado por ‘Havana Moon' de Chuck Berry. Berry também afirmou que teve em mente ‘One For My Baby' de Frank Sinatra ao escrever a letra em papel higiênico quando ouviu o ritmo de ‘El Loco Cha Cha’. ‘Louie Louie’ finalmente se tornou um grande sucesso nacional e internacional em 1963 na versão estridente de ‘The Kingsmen’ com poucos traços de calypso. A quase ininteligível e inócua letra foi amplamente interpretada como obscena, e a música foi proibida por estações de rádio e até mesmo investigada pelo Federal Bureau of Investigation. A canção foi gravada mais de 1.000 vezes, no entanto, Berry recebeu pouca e nenhuma recompensa financeira por ter vendido os direitos autorais por US $ 750 em 1959 para pagar o seu casamento. Richard Berry continuou a escrever e gravar até o início dos anos 60, incluindo ‘Have Love, Will Travel’ que mais tarde se tornaria um hit local para os ‘Sonics’, mas com pouco sucesso comercial para ele próprio.

Em meados dos anos 80, Berry vivia na casa de sua mãe, quando a empresa de bebidas ‘California Cooler’ quis usar ‘Louie Louie’ em um comercial e descobriu que precisava da assinatura dele. Localizado pelo advogado da empresa foi mencionou a possibilidade de Berry tomar medidas para obter os direitos sobre sua música. O caso foi resolvido fora dos tribunais e Berry tornou-se milionário. ‘Louie Louie’ teve centenas de versões e é a segunda canção mais gravada de todos os tempos, foi classificada na posição # 55 entre as 500 maiores músicas de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Richard Berry continuou a tocar em shows e em 1993 se apresentou no ‘100 Club’, clube localizado em Londres e que alcançou o status de lendário na música britânica moderna, sendo palco de música ao vivo desde 1942. Em 1996, Berry reuniu-se com ‘The Pharaohs’ e ‘The Dreamers’ para um concerto beneficente em Long Beach, Califórnia. Sua saúde declinou logo depois, e ele morreu de insuficiência cardíaca em 1997.

Richard Berry & The Pharaohs se reuniram para um show especial em Long Beach, em 1996. Foi a apresentação final do grupo, Richard Berry morreu no ano seguinte, e Godoy Cobert faleceu em 2002.

richard berry & the pharaohs - have love will travel



Barbecue Bob (1902 - 1931) nascido como Robert Hicks, foi um dos primeiros músicos do blues piedmont, gênero popular no início do século XX que caracterizava-se por uma técnica peculiar de tocar guitarra sem palheta e o nome se refere à região de Piedmont, região do planalto localizado no leste dos Estados Unidos entre a Planície Costeira Atlântica e as principais montanhas Apalaches. Musicólogos muitas vezes citam Blind Blake como o criador deste estilo, embora, provavelmente, nunca tenha vivido na região, mas foram Josh White, Gary Davis, Blind Boy Fuller, Sonny Terry e Brownie McGhee seus artistas mais populares e que deram verdadeira forma ao estilo. O apelido Barbecue Bob veio do fato dele ter sido cozinheiro de uma churrascaria. Em uma das duas fotografias existentes Bob está com a sua guitarra vestindo um avental branco de corpo inteiro e chapéu de cozinheiro.

Barbecue Bob nasceu em Walnut Grove, Georgia. Ele e seu irmão, Charlie Hicks, juntamente com Curley Weaver, foram ensinados a tocar guitarra pela mãe de Curley, Savannah ‘Dip’ Weaver. Bob começou a tocar o violão de 6 cordas, mas trocou pelo violão de 12 cordas depois de se mudar para Atlanta, Georgia, em 1923 e se tornou um dos artistas proeminentes do estilo. Em Atlanta, Bob trabalhou numa variedade de funções, tocando sua guitarra paralelamente. Enquanto trabalhava no Tidwells' Barbecue em um subúrbio no norte de Atlanta chamou a atenção do caçador de talentos Dan Hornsby da ‘Columbia Records’. Hornsby decidiu usar a profissão de Hicks como um chamariz, tendo colocado um avental e chapéu de chef para fotos publicitárias e chamando-o ‘Barbecue Bob’.

Durante sua curta carreira, gravou ‘Barbecue Blues’, em 1927. O registro rapidamente vendeu 15.000 cópias e fez dele o artista mais vendido da ‘Columbia Records’, até aquela data. Apesar deste sucesso inicial, foi somente com a sua segunda sessão de gravação, em Nova York, no mesmo ano, que ele firmemente se estabeleceu no mercado. Nesta sessão ele gravou ‘Mississippi Heavy Water Blues’, uma canção inspirada pelas grandes inundações ocorridas em Mississippi na época. Esta canção, bem como seus outros lançamentos de blues ganhou popularidade considerável. O dueto em ‘It Won't Be Long Now’ foi gravado com seu irmão Charlie e em 1928, Bob gravou dois lados com a vocalista Nellie Florence, a quem conhecia desde a infância. Em 1930, ele gravou ‘We Sure Got Hard Times Now’, que contém referências sombrias aos efeitos iniciais da grande depressão. Embora Bob fosse predominantemente um músico de blues, também gravou algumas músicas tradicionais e spiritual.

Barbecue Bob também gravou, em 1930, como membro do ‘The Georgia Cotton Pickers’, um grupo que incluía o guitarrista Curley Weaver e o gaitista Buddy Moss. Gravaram um punhado de músicas incluindo a sua própria adaptação de ‘Diddie Wa Diddie’ de Blind Blake e ‘Sitting on Top of the World’ do popular e influente ‘The Mississippi Sheiks’. Estas foram as suas últimas gravações. Barbecue Bob morreu com 29 anos, de uma combinação de tuberculose e pneumonia provocadas por uma forte gripe. Sua gravação de ‘Mississippi Heavy Water Blues’, sobre a enchente ocorrida em 1927, foi tocada em sua sepultura antes do enterro. Bob teve alguma influência sobre músicos de blues de Atlanta, como o jovem Buddy Moss que tocou gaita com ele, mas a sua forma de tocar foi rapidamente ofuscada. Sua música, ‘Motherless Child Blues’ foi gravada e apresentada no palco por Eric Clapton. O irmão mais velho de Bob, Charley, também tocou blues e foi gravado pela ‘Columbia Records’ com o nome de ‘Laughing’ Charley Lincoln. No entanto, ele nunca recebeu a mesma aclamação que seu irmão.

barbecue bob - she's coming back some cold rainy day
(com buddy moss na gaita)




Tracklist
01. Richard Berry - Louie, Louie
02. Richard Berry - Sweet Sugar You
03. Richard Berry - You Look So Good
04. Richard Berry - Mess Around
05. Richard Berry - No Room
06. Richard Berry - I Want You to Be My Girl
07. Richard Berry - I'm Your Fool
08. Richard Berry - Walk Right In
09. Richard Berry - Give It Up
10. Richard Berry - Have Love, Will Travel
11. Barbecue Bob - Yo Yo Blues
12. Barbecue Bob - California Blues
13. Barbecue Bob - Motherless Chiles Blues
14. Barbecue Bob - She's Coming Back Some Cold Rainy Day
15. Barbecue Bob - Barbecue Blues
16. Barbecue Bob - Ease It to Me Blues
17. Barbecue Bob - Chocolate to the Bone
18. Barbecue Bob - Good Time Rounder
19. Barbecue Bob - Atlanta Moan
20. Barbecue Bob - Diddle-Da-Diddle





volume 02


the ultimate jazz archive: boogie woogie 17

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A origem do termo 'boogie-woogie' é desconhecido. No entanto, Dr. John Tennison, psiquiatra, pianista e musicólogo sugeriu alguns precursores interessantes da lingüística africana. Entre eles estão quatro termos africanos: a palavra ‘boog’ da língua Hausa e ‘booga’ da língua Mandinga, ambas significando ‘bater’, como batendo um tambor. Há também a palavra ‘bogi’ do Oeste Africano que significa ‘para dançar’, e ‘mbuki mvuki’ do Bantu, ‘mbuki’ que significa ‘voar’ e mvuki ‘dançar descontroladamente’. Os significados de todas estas palavras são consistentes com a dança e os comportamentos desinibidos historicamente associados a música boogie-woogie. A origem africana é evidente pois a música surgiu entre os recém-emancipados afro-americanos. Na literatura das partituras antes de 1900, há pelo menos três exemplos do uso da palavra ‘bogie’ em títulos de música nos arquivos da Biblioteca do Congresso dos EUA. E em 1901, ‘hoogie boogie’ apareceu no título de partituras publicadas. Quanto às gravações de áudio, a primeira aparição no título de uma gravação parece ter sido feita do ‘American Quartet’ por Thomas Edison em ‘That Synchopated Boogie Boo’ em 1913, e na composição ‘Boogie Rag’ de Wilbur Sweatman em 1917. No entanto, nenhum destes exemplos de partituras ou de gravação de áudio contém os elementos musicais que os identificam como boogie-woogie. As gravações ‘Weary Blues’ de 1915, do grupo ‘Louisiana Five’, uma das primeiras dixieland jazz band, e do pianista Artie Matthews são reconhecidas como as mais antigas com figuras musicais do boogie-woogie.

uma improvisação de barrelhouse,
um estilo vigoroso e rude do jazz para piano, originário de Nova Orleans

Blind Lemon Jefferson, cantor e guitarrista do Texas, usou o termo ‘booga rooga’ para se referir a uma figura que ele usou em ‘Match Box Blues’. Texas, como o estado de origem, foi reforçado por Jelly Roll Morton , que disse ter ouvido esse estilo de piano por lá no início do século 20. A primeira vez que a ortografia moderna ‘boogie-woogie’ foi usada em um título de gravação foi em 1928 na canção ‘Pine Top's Boogie Woogie’ de Pine Top Smith, cuja letra contém instruções de dança para ‘boogie-woogie’. A gravação ‘Chicago Stomps’ de Jimmy Blythe de 1924 é reconhecido como o primeiro disco solo de piano boogie-woogie. ’Pinetop’s Boogie Woogie’ de Pinetop Smith, gravada em 1928 foi a primeira gravação a ser um sucesso comercial, e ajudou a estabelecer o termo ‘boogie-woogie’ como um estilo. Outro exemplo de puro 'boogie-woogie' é ‘Honky Tonk Train Blues’ gravado por Meade Lux Lewis, lançado em 1930. Entre os muitos pianistas que foram expoentes do gênero, apenas alguns tiveram uma influência duradoura sobre a cena musical. Talvez o mais conhecido seja Albert Ammons. Sua ‘Boogie Woogie Stomp’, lançada em 1936, foi uma gravação fundamental, não apenas para o 'boogie-woogie', mas para a música em geral. Seus riffs com a mão direita são semelhantes aos utilizados no início do rock and roll pelos guitarristas. Os outros dois foram os compatriotas de Ammons, Meade ‘Lux’ Lewis e Pete Johnson. Antes deles os dois pianistas líderes foram Jimmy Yancey e ‘Pine Top’ Smith. Hoje, o 'boogie-woogie' está sendo difundido pelo pianista canadense Michael Kaeshammer, o norte-americano Rob Rio, o suíço Silvan Zingg e particularmente o alemão Axel Zwingenberger, cujas gravações e apresentações têm uma grande influência na cena contemporânea.

O estilo 'boogie-woogie' ganhou ainda mais atenção do público em 1938 e 1939, graças aos concertos ‘From Spirituals to Swing’ no Carnegie Hall promovidos pelo produtor musical John Hammond. Nos concertos, Big Joe Turner e Pete Johnson tocaram ‘Roll 'Em Pete’; Meade Lux Lewis tocou ’Honky Tonk Train Blues’ e Albert Ammons, ‘Swanee River Boogie’. ’Roll 'Em Pete’ agora é considerada como um dos primeiros precursores do rock and roll. Estes três pianistas, com Big Joe Turner, fixaram residência em New York e se apresentavam no popular e sofisticado clube ‘Café Society’. Eles, muitas vezes, tocavam em combinações com dois e até três pianos. Após os concertos do Carnegie Hall, era natural que bandas de swing incorporassem o ritmo 'boogie-woogie' em algumas das suas músicas. A banda de Tommy Dorsey gravou uma versão atualizada de ‘Pine Top’s Boogie Woogie’, em 1938. E a orquestra de Will Bradley teve uma série de sucessos com as versões originais de ‘Beat Me Daddy (Eight To The Bar)’, ‘Down The Road A-Piece’ e ‘Scrub Me Mamma With A Boogie Beat’. Depois disso, toda grande banda tinha um ou dois números de 'boogie- woogie' em seu repertório.

Albert Ammons | Meade Lux Lewis | Pete Johnson

Albert Ammons (1907 - 1949), nascido em Chicago, Illinois, de pais pianistas aprendeu a tocar com 10 anos de idade e quando adolescente já se apresentava com bandas nos clubes de Chicago. Após a I Guerra Mundial interessou-se pelo blues, ouvindo os pianistas Hersal Thomas e os irmãos Alonzo e Jimmy Yancey. No início dos anos 20 trabalhando como motorista de táxi para a empresa 'Silver Taxicab' conheceu um outro motorista de táxi que também tocava piano, Meade Lux Lewis. Logo os dois começaram a se apresentar em festas e clubes. Em 1934, Ammons tocou com a banda do 'Club DeLisa' onde permaneceu por dois anos. Durante esse tempo, seus parceiros foram Guy Kelly, Dalbert Bright, Jimmy Hoskins e Israel Crosby. Com o grupo 'Albert Ammons's Rhythm Kings' gravou para a 'Decca Records', em 1936. A versão de 'Swanee River Boogie' vendeu um milhão de cópias e Ammons se mudou de Chicago para Nova York, onde se juntou a outro pianista, Pete Johnson. Os dois se apresentavam regularmente no 'Café Society' ocasionalmente acompanhados por Meade Lux Lewis, e com outros notáveis do jazz como Benny Goodman e Harry James. Em 1938, os três se apresentaram no 'Carnegie Hall', um evento que ajudou a lançar a mania 'boogie woogie'. Depois participaram dos concertos ‘From Spirituals to Swing’ promovidos pelo produtor musical John Hammond. Duas semanas depois assinaram com a 'Blue Note Records'. Como sideman, Ammons gravou com Sippie Wallace em 1940 em uma sessão com seu filho, o saxofonista tenor Gene Ammons. Em 1944, Ammons interpretou ele mesmo no filme 'Boogie-Woogie Dream' com Lena Horne e Pete Johnson. Embora a moda boogie-woogie começasse a se diluir em 1945 Ammons não teve dificuldade em prosseguir. Ele continuou como artista solo, e entre 1946 e 1949 gravou para a 'Mercury Records' com o baixista Israel Crosby. Albert Ammons teve grande influência sobre inúmeros pianistas.

Meade Lux Lewis (1905 - 1964) também nasceu em Chicago. Em sua juventude foi influenciado pelo pianista Jimmy Yancey. Sua obra mais conhecida, 'Honky Tonk Train Blues', foi gravada em vários contextos, muitas vezes em arranjos para big band. Uma versão desta obra em 1927 marcou sua estréia na gravadora Paramount. O seu sucesso levou a mania 'boogie woogie' a uma década de duração. Lewis também tocou cravo em algumas gravações de 1941. Após a mania boogie-woogie terminar, continuou trabalhando em Chicago e Califórnia. Meade Lux Lewis participou dos filmes 'New Orleans' (1947) e 'Nightmare' (1956). Desconfortável como pianista do decadente boogie-woogie e do blues, Lewis passou seus últimos anos tocando ragtime e canções pop. Lewis morreu em um acidente de carro aos 58 anos.

Pete Johnson (1904 - 1967) nasceu em Kansas City, Missouri, e começou sua carreira musical em 1922 como baterista. De 1926 a 1938 ele trabalhou como pianista, muitas vezes acompanhando Big Joe Turner. Em 1938, Johnson e Turner tocaram no 'From Spirituals to Swing' no Carnegie Hall junto com Meade Lux Lewis e Albert Ammons, e depois trabalharam juntos no 'Café Society' por um longo tempo. A canção, 'Roll 'Em Pete', composta por Johnson e Turner, com Turner nos vocais e Johnson no piano, foi um dos primeiros registros do rock'n'roll, embora haja fortes motivos para acreditar que ele roubou a canção de Jelly Roll Morton, que esquecia de registrar suas obras, deixando-o sem direito a elas. No final de 1940, Johnson gravou o álbum conceitual, 'House Rent Party', em que ele começa a tocar sozinho, supostamente em uma casa vazia, e se juntam a ele JC Higgenbotham, JC Heard e outros grandes músicos de Kansas. Cada um apoiado por Johnson, e, em seguida, o grupo como um todo em uma jam. Neste álbum, Johnson mostra seu comando considerável de stride piano e sua capacidade de trabalhar com um grupo. Em 1949, Pete Johnson também escreveu e gravou 'Rocket 88 Boogie' que influenciou Ike Turner a gravar 'Rocket 88' em 1951. Em 1950, Pete Johnson mudou-se para Buffalo, e apesar dos problemas de saúde, continuou em turnês e a gravar, nomeadamente com Jimmy Rushing, Big Joe Turner e em 1958 com a 'Jazz at the Philharmonic' em turnê pela Europa. Um acidente vascular cerebral neste mesmo ano o deixou parcialmente paralisado. Seus últimos anos foram de pobreza extrema. Johnson fez uma última aparição em 1967 no concerto 'Spirituals to Swing' de John Hammond tocando com a mão direita uma versão de 'Roll 'Em Pete', dois meses antes de sua morte com 62 anos de idade.





17-1 Albert Ammons (1939-1946)

Tracklist
01. Boogie Woogie Stomp
02. Chicago in Mind
03. Suitcase Blues
04. Boogie Woogie Blues
05. Untitled Ammons Original
06. Bass Goin' Crazy
07. Backwater Blue
08. Changes in Boogie Woogie
09. Albert's Special Boogie Woogie
10. The Boogie Rocks
11. Blues on My Mind
12. Bugle Boogie
13. Doin' the Boogie Woogie
14. Oh, Lady be Good
15. Suitcase Blues
16. Boogie Woogie At the Civic Opera
17. Swanee River Boogie
18. Why I'm Leaving You
19. I Don't Want to See You
20. Red Sails in the Sunset


17-2 Meade 'Lux' Lewis (1940-1944)

Tracklist
01. Honky Tonk Train Blues
02. Bass on Top
03. Six Wheel Chaser
04. Tell Your Story
05. Tell Your Story N 2
06. Rising Tide Blues
07. Doll House Boogie
08. Denapas Parade
09. The Boogie Tidal
10. Randini's Boogie
11. Lux's Boogie
12. Yancey's Pride
13. Glendale Glide
14. Yancey Special
15. Blues Whistle
16. Chicago Flyer


17-3 Pete Johnson (1944-1947)

Tracklist
01. Kaycee Feeling
02. Lights Out Mood
03. Drive Bomber
04. Answer to the Boogie
05. Mr. Freddy Blues
06. Zero Hours
07. Bottomland Boogie
08. Rock it Boogie
09. Backroom Boogie
10. 1946 Stomp (1280 Stomp)
11. Pete's Lonesome Blues
12. Mr. Drums Meets Mr. Piano
13. Mutiny in the Doghouse
14. Pete Kay Boogie
15. Central Avenue Drag
16. 66 Stomp
17. Minuet Boogie
18. Yancey Street Boogie
19. Hollywood Boogie
20. Wiley's Boogie


17-4 The Big Band Boogie Woogie (1938-1956)

Tracklist
01. Artie Shaw and His Orchestra - Meade Lux Special
02. Tommy Dorsey and His Orchestra - Boogie Woogie
03. Bob Crosby and His Orchestra - Honky Tonky Train Blues
04. Woody Herman and His Orchestra - Indian Boogie Woogie
05. Benny Goodman and His Orchestra with Albert Ammons & Meade 'Lux' Lewis - Roll 'Em
06. Harry James and His Orchestra - Back Beat Boogie
07. Bob Zurke and His Delta Rhythm Band - Cow Cow Blues
08. Count Basie - Basie Boogie
09. Earl Hines and His Orchestra - Boogie Woogie on the St. Louis Blues
10. Charlie Barnet and His Orchestra - Scrub Me Mama with a Boogie Beat
11. Gene Krupa and His Orchestra - Drum Boogie
12. Count Basie Orchestra - Basie Boogie
13. Lionel Hampton - Hamp's Boogie Woogie
14. Jack Teagarden and His Orchestra - Boogie Woogie
15. Count Basie - Wild Bill's Boogie
16. Lionel Hampton - Hamp's Walking Boogie
17. Lionel Hampton and His Orchestra - Hamp's Boogie Woogie No. 2
18. Gene Krupa and His Swinging Big Band - Gene's Boogie
19. Count Basie - Hob Nail Boogie
20. Woody Herman and His Orchestra - Pinetop's Blues


Boogie Woogie History
Albert Ammons, Pete Johnson, Meade Lux Lewis



iron maiden

Conhecida por sucessos poderosos como ‘Two Minutes to Midnight’ e ‘The Trooper’, ‘Iron Maiden’ é uma das bandas mais influentes do heavy metal. A banda frequentemente imitada existe há mais de quatro décadas, e sempre foi atração embora nunca tivesse qualquer atenção da mídia dos EUA. Críticos alegavam que eram satanistas devido aos seus temas musicais obscuros e o uso sinistro do mascote ‘Eddie’, mesmo assim, tornou-se bem conhecida em todo o mundo e permaneceu consistentemente popular ao longo da sua carreira. O ‘Iron Maiden’ foi um dos primeiros grupos a ser classificado como ‘british metal’, junto com o ‘Black Sabbath’, ‘Led Zeppelin’, e uma série de outras bandas, no cenário do rock do final da década de 70. A música da banda mescla o peso do heavy metal com a velocidade do punk rock e as letras, quase nunca falam sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. Elas são baseadas em literatura como em ‘Brave New World’ inspirada no livro de mesmo nome escrito por Aldous Huxley; ‘Flight of Icarus’ no mito de Ícaro; ‘Rime of the Ancient Mariner’ no poema homônimo escrito pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge. Inspiradas também pelo cinema: ‘Where Eagles Dare’ teve influência do filme estadunidense com o mesmo nome. E em fatos históricos: ‘Powerslave’ é baseada nos Faraós, principalmente nas batalhas; ‘Run to the Hills’ na guerra dos colonos americanos com os Sioux; ‘The Trooper’ na Batalha de Balaclava, batalha da Guerra da Crimeia, travada entre o Império Russo e a coligação anglo-franco-otomana; ‘Paschendale’ na Primeira Guerra Mundial; ‘Aces High’ e ‘The Longest Day’ na Segunda Guerra Mundial.



O mascote da banda é um morto-vivo chamado Eddie the Head. Ele aparece nas capas de todos os álbuns e singles do Iron Maiden, o único single em que ele não aparece e na da canção ‘Wasting Love’. Eddie é criação do desenhista e designer inglês Derek Riggs.A banda tinha originalmente uma grande máscara que ficava embaixo das baterias e que por tubos jorrava tinta vermelha pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de Eddie the Head e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos. O nome da banda, ‘Iron Maiden’ refere-se a um instrumento de tortura utilizado na Idade Média. Era caracterizado por sua semelhança com um sarcófago, apresentava o rosto de uma mulher beatificada, onde colocavam os presos da época para sofrerem até a morte. Era utilizado em pessoas que praticavam qualquer tipo de crime contra o Estado, em interrogatórios com suspeita de bruxaria e em pessoas que mantinham relação com as forças do inferno. O seu interior era composto por espinhos extremamente afiados que perfuravam o corpo dos presos sem que pudesse atingir os órgãos para que este experimentasse o gosto terrível da dor até a morte. Outra característica deste instrumento de tortura era a sua estrutura extremamente grossa para não permitir que se ouvissem os gritos e gemidos.

O ’Iron Maiden’ foi formado em 1975 quando o baixista Steve Harris deixou o seu antigo grupo, ‘Smiler’, e por ter suas composições rejeitadas por outras bandas, decidiu ter sua própria e logo se juntou ao vocalista Paul Day, aos guitarristas Dave Sullivan e Terry Rance e ao baterista Ron Matthews. Paul Day foi mais tarde substituído pelo grande admirador do ‘Kiss’, Dennis Wilcock, que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Durante três anos, o grupo tocou em vários locais em Londres, tendo adquirido uma legião de fãs antes de finalmente obter um contrato de gravação. Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era fã de Ramones, Sex Pistols e The Clash e o único que tinha cabelo curto, as músicas da banda tornaram-se mais rápidas e diretas e juntando dois estilos, o metal e o punk, lançou um próprio. E gravaram, com apenas três faixas, ‘The Soundhouse Tapes’, uma das mais famosas ‘demo tapes’ da história do rock e ficaram em primeiro lugar nas paradas. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos entre eles, Tony Parsons, e assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje.



Tony Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. E a banda fez sua estréia em 1980 com o álbum ‘Iron Maiden’, um sucesso comercial e de crítica. E a banda abriu os concertos do ‘Kiss’ na turnê européia e do Judas Priest. Depois da turnê, Dennis Stratton foi despedido por não agradar Steve Harris já que era influenciado pelas músicas dos ‘Eagles’ e ‘George Benson’, portanto, não tinha a musicalidade que a banda procurava, além de se negar a usar roupas que os demais membros da banda usavam. Com a saída de Dennis, entrou Adrian Smith, trazendo uma nova melodia e estilo ao grupo, meio blues, meio experimental. E em 1981, a banda lançou seu segundo álbum, ‘Killers’, contendo os primeiros grandes sucessos. E assim, ‘Iron Maiden’ foi introduzido nos EUA. Perfeccionistas no palco e estúdio, nunca se soube de uso de drogas pela banda. Por outro lado, o vocalista Paul Di'anno, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, pelo uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações. E assim foi demitido e substituído por Bruce Dickinson, com condições impostas por ele: usar cabelo comprido e roupas que ele gostava, demonstrando personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde. E Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções, dando-lhes um tom mais melódico. E o seu álbum de estréia. e o mais aclamado da banda, foi ‘The Number of the Beast’ em 1982. E pela primeira vez, o ‘Iron Maiden’ saiu em uma turnê mundial, tocando em estádios e começando a chamada ‘Maidenmania’. Foi também nessa época que alguns grupos religiosos começaram a acusá-los de satanistas. Tudo por causa da canção ‘The Number of the Beast’, alusão explícita ao 666, o número da besta. Na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme ‘Damien: Omen II’.

Após o sucesso do álbum, a banda adquiriu prestígio internacional e status de estrela do rock. E o baterista Clive Burr saiu por não conseguir acompanhar o ritmo sendo substituido por um velho conhecido da banda, Nicko McBrain. Logo depois, gravaram ‘Piece of Mind’, um álbum mais psicodélico e que também parodiava as acusações de satanismo com uma mensagem escondida na canção ‘Still Life’, tocada de trás para frente com McBrain imitando o ditador de Uganda Idi Amin Dada e arrotando. O álbum seguinte, ‘Powerslave’ de 1984, também foi sucesso de vendas, e tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. E foi a maior turnê da história de uma banda de rock, até então, nenhuma outra teve uma produção como esta, com sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e um Eddie gigante, com mais de dez metros de altura. O álbum ‘Live After Death’, de 1985, foi o primeiro registro ao vivo. No álbum seguinte ‘Somewhere in Time’ de 1986, a banda decidiu inovar, usando guitarras sintetizadas pela primeira vez e com temáticas relacionadas a viagens, longas jornadas e tempo sem ser um álbum conceitual. Em 1988, mais uma vez, foi tentado algo diferente com o álbum de estúdio, ‘Seventh Son of a Seventh Son’, este sim, um álbum conceitual, que conta a história de uma criança que nasceu com dons sobrenaturais. O disco foi parcialmente baseado no livro ‘The Seventh Son’ do escritor norte-americano de ficção científica e fantasia, Orson Scott Card. O álbum é muitas vezes lembrado como o fim dos tempos de ouro do ‘Iron Maiden’ com a saída do guitarrista Adrian Smith, que alegou diferenças musicais, mas que na verdade pretendia realizar um antigo sonho seu, formar sua própria banda.



Depois de sete anos foi feita uma mudança, e para o lugar de Adrian Smith foi chamado Janick Gers, e em 1990 foi lançado ‘No Prayer for the Dying’, um álbum com um som mais pesado, mas as letras consideradas fracas e simples e a música não parecia tão provocadora. E no timbre de voz de Bruce Dickinson percebia-se algumas mudanças. O álbum seguinte ‘Fear of the Dark’ lançado em 1992, teve uma recepção melhor. A canção ‘Fear of the Dark’ se tornou uma das mais conhecidas da banda e a canção anti-guerra ‘Afraid to Shoot Strangers’ permaneceu nas paradas por sete anos. Mesmo com o metal perdendo espaço para o grunge em 1992, o ‘Iron Maiden’ continuava a encher estádios em todo o mundo. Em 1993, após a turnê para promover o álbum ao vivo ‘A Real Live One’, Bruce Dickinson saiu para seguir carreira solo. Sua despedida da banda foi filmada pela BBC e transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de ‘Raising Hell’. Para substituir Bruce, foram feitos testes para escolher o novo vocalista. O vencedor da disputa foi o desconhecido vocalista Blaze Bayley da banda Wolfsbane que chegou a abrir shows para o Maiden. Com uma voz semelhante ao de Bruce, mas mais sombria. A decisão não agradou aos fãs, mesmo assim, Blaze gravou dois álbuns. Após uma parada, em 1995, foi lançado ‘The X Factor’. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas e com quatro faixas sobre guerras. E no ano seguinte, lançaram ‘Virtual XI’. Os fãs continuavam descontentes e somando-se a isso havia os constantes deslizes vocais ao vivo de Blaze. E os conflitos passaram de musicais para pessoais. Em 1999, Blaze Bayley se afastou da banda. Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith retornaram, e a formação clássica estava de volta, com a adição de Janick Gers, que Smith pediu para continuar. E o ‘Iron Maiden’ seria a primeira banda desde o ‘Lynyrd Skynyrd’ a ter três guitarristas. E assim, gravaram ‘Brave New World’, o primeiro disco com seis integrantes. As canções são mais longas e as letras abordam temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, e o retorno ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley. Em 2003 foi lançado ‘Dance of Death’, que ganhou disco de ouro em diversos países. E em 2006, ‘A Matter of Life and Death’, com características progressivas e considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feitos pela banda. Em 2007, a banda fez uma turnê comemorando os 25 anos de lançamento do ‘The Number of the Beast’. ‘The Final Frontier’ foi lançado em 2010.

'Best of the Beast' é a primeira coletânea do Iron Maiden e contém as mais famosas músicas, consideradas os maiores clássicos desde a fundação da banda que se deu em 1975 até o álbum The X Factor de 1995, o primeiro do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley. A versão em duplo CD é mais completa e traz 27 canções, entre elas versões raras como a faixa 'Vírus', que era inédita, a faixa 'Iron Maiden', que era parte do primeiro compacto da banda, o Soundhouse Tapes, e uma versão da música 'Strange World' que ficou de fora desse mesmo compacto. Essa versão dupla era limitada e foi lançada apenas na Europa e Japão. A capa criada por Derek Riggs contém diversas versões de Eddie: com machado do álbum 'Killers', o lobotomizado de 'Piece of Mind', o soldado de 'The Trooper', a múmia de 'Powerslave', o zumbi atingido por raio de 'Live After Death', o cyborg de 'Somewhere in Time', e com a mão de gancho da turnê 'No Prayer on the Road'.

Best Of The Beast (1996)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Virus 02. Sign Of The Cross 03. Man On The Edge 04. Afraid To Shoot Strangers (live) 05. Be Quick Or Be Dead 06. Fear Of The Dark (live) 07. Bring Your Daughter... To The Slaughter 08. Holy Smoke 09. The Clairvoyant 10. Can I Play With Madness 11. The Evil That Men Do 12. Heaven Can Wait 13. Wasted Years

CD 2
01. Rime Of The Ancient Mariner (live) 02. Running Free (live) 03. 2 Minutes To Midnight 04. Aces High 05. Where Eagles Dare 06. The Trooper 07. The Number Of The Beast 08. Run To The Hills 09. Hallowed Be Thy Name 10. Wrathchild 11. Phantom Of The Opera 12. Sanctuary 13. Strange World 14. Iron Maiden (unreleased outtake)

'The Essential Iron Maiden' é a quarta compilação da banda britânica. Lançada exclusivamente na América do Norte, ao contrário das outras versões desta série, a lista de músicas é apresentada em ordem cronológica inversa, ou seja, as últimas músicas gravadas em estúdio aparecem primeiro.

The Essential Iron Maiden (2005)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Paschendale 02. Rainmaker 03. The Wicker Man 04. Brave New World 05. Futureal 06. The Clansman 07. Sign Of The Cross 08. Man On The Edge 09. Be Quick Or Be Dead 10. Fear Of The Dark 11. Holy Smoke 12. Bring Your Daughter...To The Slaughter 13. The Clairvoyant

CD 2
01. The Evil That Men Do 02. Wasted Years 03. Heaven Can Wait 04. 2 Minutes To Midnight 05. Aces High 06. Flight Of Icarus 07. The Trooper 08. The Number Of The Beast 09. Run To The Hills 10. Wrathchild 11. Killers 12. Phantom Of The Opera 13. Running Free (live) 14. Iron Maiden (live)

iron maiden - the clansman
(canção baseada na Escócia medieval)



Wake alone on the hills
With the wind in your hair
With a longing to feel
Just to be free

It is right to believe
In the need to be free
It's a time when you die
And without asking why

geater davis

geater davisPouco se sabe sobre Geater Davis além de que foi um dos grandes cantores de soul, de um estilo apaixonado cuja voz foi uma combinação de suavidade e aspereza. Comparado ao cantor de blues Johnnie Taylor, um cantor de baladas que conseguiu se adaptar aos tempos ou, especialmente, a Bobby "Blue" Bland, que nunca precisou de uma guitarra, gaita ou qualquer outro instrumento para impor a sua voz, Davis acabou cultuado como seus parceiros de soul James Carr, pelo poder de entrega emocional, ou a uma das vozes mais lembradas da soul music, Overton Vertis Wright. Vernon ‘Geater’ Davis nasceu em Kountze, Texas, e a maior parte de suas gravações foram durante a primeira metade dos anos 70, principalmente para pequenas etiquetas locais, muitas vezes, compondo o seu próprio repertório e, ocasionalmente, tocando guitarra também. O seu álbum ‘Sweet Woman's Love’ de 1971, mais tarde se tornou um dos favoritos entre os colecionadores britânicos e um clássico do soul. Infelizmente, Davis nunca vendeu muito bem, mesmo a despeito das turnês e apresentações no circuito Chitlin, nome dado às salas de espetáculos em todo leste e sul dos EUA destinados aos músicos, comediantes e outros artistas negros durante a segregação racial. Geater Davis morreu de um ataque cardíaco com apenas 38 anos de idade, sem nunca ter alcançado o grande sucesso que o seu talento merecia.

geater davis

Sweet Woman's Love (1971)

Tracklist
01. My Love Is So Strong For You 02. For Your Precious Love 03. I Love Yo 04. I Can Hold My Own 05. Cry, Cry, Cry 06. Don't Marry A Fool 07. St. James Infirmary 08. Wrapped Up In You 09. Sweet Woman's Love

geater davis

The Lost Soul Man (2005)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Ain't Worrying About Jody, Pt. 1 02. A Sad Shade of Blue 03. Don't Walk Off (And Leave Me) 04. A Whole Lot of Man 05. Don't Wan't to Lose You 06. I'll Meet You 07. I Know My Baby Loves Me 08. Heavy on My Mind, Pt. 1 09. Heavy on My Mind, Pt. 2 10. Hot Buttered Love [Version 1] 11. Hot Buttered Love [Version 2] 12. Chained and Bound 13. Ain't Worrying About Jody, Pt. 2

CD 2
01. Two That Stick Together 02. I'm Gonna Change 03. I'm So in Love with You 04. I've Got to Pay the Price 05. Long Cold Winter 06. Why Does It Hurt So Bad [Version 1] 07. Why Does It Hurt So Bad [Version 2] 08. Will It Be Me or Him, Pt. 1 09. Will It Be Me or Him, Pt. 2 10. You Made Your Bed 11. Your Heart Is So Cold, Pt. 1 12. Your Heart Is So Cold, Pt. 2

geater davis - a sad shade of blue



artie shaw


artie shawArtie Shaw parecia ter tudo. No auge de sua carreira, nos anos 30 e 40, ele foi elogiado como um dos músicos mais populares, formou bandas de sucesso, chegou a ganhar US$ 30.000 por semana, e se casou com algumas das mulheres mais desejadas da América. No entanto, ele desfazia os grupos logo após formá-los, o dinheiro era desprezado e se divorciou oito vezes. E aos 44 anos, ele simplesmente abandonou a sua carreira musical. Com a sua morte, no final de 2004, foi considerado como o último gigante sobrevivente da era do swing. Nascido em New York, seu pai trabalhava como alfaiate, sua mãe era costureira, e falavam iídiche. Quando tinha sete anos de idade, sua família mudou-se para New Haven, Connecticut, onde, pela primeira vez, Arthur Jacob Arshawsky envergonhou-se por ser judeu. Criança sensível tinha uma enorme necessidade de pertencer, de tornar-se parte de uma comunidade. À uma terrível sensação de insegurança juntava-se o desejo enorme de se provar digno, revelação feita mais tarde em sua autobiografia, ‘The Trouble With Cinderella: An Outline of Identity’. Shaw argumentava que o dinheiro, o sucesso e a fama poderiam suprir seus anseios, e que poderia atingí-los como músico, primeiro como saxofonista, depois como clarinetista. Ao longo de sua vida, Shaw parecia relutante em discutir sua vida pessoal além de seus próprios pensamentos em sua autobiografia. Nem escreveu sobre seus muitos namoros, casamentos e divórcios. E se mostrava indignado e partia agressivamente para cima dos entrevistadores que queriam saber sobre seus casamentos.

Artie Shaw foi um dos principais músicos de jazz e bandleaders da era do swing. Filho único de imigrantes judeus da Rússia e da Áustria era uma criança tímida, e profundamente revoltado pelos insultos anti-semitas de seus colegas de escola e ainda mais magoado ficou quando seu pai abandonou a família. Ele começou a tocar aos 12 anos de idade. Abandonou a escola para se tornar um músico melhor e tocava diariamente por até seis ou sete horas e só parava quando os lábios e dentes doíam com a pressão constante do bocal. Shaw aprendeu que o talento de qualquer grande artista é trazido à tona pelo desejo e pela dedicação. Shaw ouviu grandes nomes do jazz como Bix Beiderbecke e Louis Armstrong, em um esforço para melhorar o seu próprio estilo. Estimulado pela necessidade de sustentar sua família quando seu pai abandonou-os, Shaw decidiu ganhar a vida tocando música comercial. No entanto, fugiu de casa aos 15 anos.

Indo para Cleveland, ele finalmente encontrou trabalho com Austin Wylie, um bandleader bem conhecido. Além da música, Shaw era um ávido leitor e mantinha aspirações literárias. Em 1928, ganhou uma viagem para Hollywood, como prêmio em um concurso de redação onde reuniu-se com alguns músicos que ele havia conhecido. Estes músicos faziam parte da banda de Irving Aaronson, e Shaw se juntou ao grupo no ano seguinte. Com Aaronson, ouviu e aprendeu sobre as obras de compositores como Igor Stravinsky e Claude Debussy. A banda passou um tempo em Chicago e depois foi para Nova York em 1930. Por conta própria, Shaw logo se tornou músico de estúdio. Em 1932 casou-se com Jane Cairns, união que mais tarde foi anulada. Shaw, então, fez uma pausa na música por um tempo, escolhendo viver na Pensilvânia, e se concentrar como escritor. Tentou um novo casamento em 1934, vindo se divorciar em 1937. E em pouco tempo, ele estava de volta à cena musical de Nova York. Sendo convidado a participar de um concerto de swing no Teatro Imperial, montou uma banda e escreveu uma composição especial, ‘Interlude in B Flat’ para o evento. Pouco conhecido na época, se apresentou entre os grandes do swing como Tommy Dorsey e outros. Sua banda, no entanto, fez uma das apresentações mais memoráveis da noite, e o público ficou impressionado com a sua única canção. Isso o levou a organizar a sua própria banda. Nessa época ele se tornou Artie Shaw. Originalmente era Art Shaw, mas foi-lhe dito que o nome soava como um espirro. Reformulando a música de Cole Porter, Richard Rodgers e Jerome Kern entre outros, Shaw conseguiu o seu primeiro grande sucesso em 1938 com a sua versão de ‘Begin the Beguine’ de Porter.

artie shaw e billie holiday    artie shaw e benny goodman

Artie Shaw e Billie Holiday (1938) | Artie Shaw e Benny Goodman (1939), New York

Shaw é notadamente um dos poucos bandleaders que integraram suas bandas, mas desistiu depois de ter encontrado o preconceito racial, especialmente no sul. Sua primeira vocalista foi uma jovem Billie Holiday. Entre os membros da banda também estavam Roy Eldridge. Billie Holiday, no entanto, ficou por tempo suficiente para gravar com a banda uma das canções mais famosas de Shaw, ‘Any Old Times’. Artie Shaw logo se cansou de toda a atenção de seus fãs, chamando-os de idiotas saiu do palco, em 1939, durante um show em Nova York e foi para o México. Depois de alguns meses, ressurgiu, voltando a cumprir as suas obrigações contratuais com a gravadora ‘RCA Victor’, fazendo sucesso com ‘Frenesi’ música que ele descobriu no México. Outros sucessos se seguiram, e Shaw logo cimentou o estatus de uma das figuras mais importantes do swing. Seu sucesso rivalizava com os outros grandes nomes da época, como Benny Goodman e Glenn Miller. Uma vez que tanto ele quanto Goodman eram clarinetistas, a rivalidade foi mais intensa entre eles. Mesmo respeitando as habilidades técnicas de Goodman, Shaw dizia que eles tinham abordagens muito diferentes para a música, acreditava que ele estava mais focado em ser inovador em vez de agradar as massas como Goodman. Qualquer que fossem as suas intenções, a música de Shaw realmente atingiu o público e como era bonito também se tornou figura constante nas colunas de fofocas com os seus romances. E foi capaz de atrair a atenção da bela atriz Lana Turner, e se casaram em 1940, e se divorciaram após vários meses juntos.

artie shaw e lana turner
Artie Shaw e Lana Turner

Artie Shaw teve duas indicações ao Oscar neste mesmo ano por seu trabalho em ‘Second Chorus’, pela trilha sonora e pela música ‘Love of My Life’. Ele escreveu a música para a canção, enquanto Johnny Mercer criou a letra. Em 1941, casou-se com Elizabeth Kern, filha do compositor Jerome Kern. Depois de Pearl Harbor, Shaw se alistou e liderou uma banda da Marinha, infelizmente não registrado, que tocava para as tropas que serviam na Segunda Guerra Mundial no Pacífico. Mantendo uma programação implacável, ele e a banda tocavam em selvas, ilhas e nos navios. Shaw ficou tão exausto que sofreu um colapso mental, recebendo alta médica em 1944. Shaw e sua quarta esposa se separaram e mais uma vez, em 1945, se casou, dessa vez com uma das mais atraentes e encantadoras atrizes de Hollywood, Ava Gardner. A união durou cerca de um ano. E rapidamente ele se envolveu com a romancista Kathleen Winsor em outro curto casamento. No final dos anos 40, Shaw continuou a experimentação com a música, com gravações clássicas, bem como peças de jazz.

artie shaw e ava gardner
Artie Shaw e Ava Gardner

Brutalmente franco, Shaw escreveu sua autobiografia que foi publicada em 1952. Ele casou-se novamente nesse ano, desta vez com a atriz Doris Dowling. Nessa altura, Shaw sentiu-se fora de sintonia com as tendências populares na música e decidiu aposentar o clarinete em 1954. E também terminou com o seu casamento não muito tempo depois. E citou inúmeras razões para a sua saída repentina da cena musical: a insensibilidade e a ignorância que ele encontrou na cena da música popular; o efeito sufocante do público por suas gravações passadas; a estagnação criativa; e seu desejo de perseguir outros interesses, como a literatura. Mel Torme, que havia tocado com Shaw, tinha uma outra idéia sobre sua aposentadoria: Artie Shaw nunca ficou, nem por um dia de sua vida confortável em ser artista. Ele odiava estar na frente das multidões, e ele adorava tocar o clarinete se pudesse em sua sala só para ele.

Seus pontos de vista raciais o atraíram para o Partido Comunista. Embora ele aparentemente nunca tenha sido um membro foi intimado a comparecer diante da Comissão de Atividades Antiamericanas, em 1953. Ele se mudou para a Europa em 1956. Dedicando-se à escrita, Shaw passou vários anos vivendo na Espanha, com sua oitava esposa, a atriz Evelyn Keyes, com quem se casou em 1957. Ele publicou uma coleção de novelas intitulada ‘I Love You, I Hate You, Drop Dead!’ na década de 60. No início dos anos 70, Shaw mudou-se para a Califórnia, onde viveu o resto de sua vida. Ele e sua esposa Evelyn já viviam separados. Na década de 80, Shaw apareceu com uma banda que ele formou para tocar suas canções e arranjos mais populares. O clarinetista Dick Johnson servia como bandleader. Além de escrever uma coleção de histórias curtas, ‘The Best of Intentios’, Artie Shaw também dava palestras sobre música e assuntos diversos. Em 2004, ele morreu em sua casa de complicações relacionadas à diabetes.

artie shaw

Begin the Beguine (1938)
(Composed by Cole Porter. Arranged by Jerry Gray)

Tracklist
01. Nightmare 02. Indian Love Call 03. Back Bay Shuffle 04. Any Old Time 05. Traffic Jam 06. Comes Love 07. What Is This Thing Called Love? 08. Begin The Beguine 09. Oh! Lady Be Good 10. Frenesi 11. Serenade To A Savage 12. Deep Purple 13. Special Delivery Stomp 14. Summit Ridge Drive 15. Temptation 16. Star Dust 17. Blues (parts I & II) 18. Moonglow 19. Moon Ray 20. The Carioca

artie shaw

The Last Recordings Rare & Unreleased (1954)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Imagination 02. Besame Mucho 03. My Funny Valentine 04. Too Marvelous For Words 05. I Can't Get Started 06. The Sad Sack 07. Dancing On The Ceiling 08. Someone To Watch Over Me 09. Mysterioso 10. The Chaser

CD 2
01. Pied Piper Theme 02. Love Of My Life 03. Rough Ridin' 04. Yesterdays 05. Lyric 06. Bewitched, Bothered & Bewildered 07. Lugubrious 08. S'posin' 09. Tenderly 10. When The Quail Come Back To San Quentin

artie shaw

Who’s Excited (2001)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Concerto For Clarinet (part I And II) 02. King For A Day 03. Stardust 04. Prelude In C Major 05. Chantez Les Bas (sing 'em Low) 06. What Is There To Say 07. Who's Excited 08. Confessin' (that I Love You) 09. Solid Sam 10. Take Your Shoes Off Baby (and Start Runnin' Through My 11. Mind) 12. Love Me A Little Little 13. Blues In The Night 14. Beyond The Blue Horizon 15. Deuces Wild 16. Someone's Rocking My Dreamboat 17. Rockin' Chair 18. Just Kiddin' Around 19. Carnival 20. St. James Infirmary Blues 21. Needlenose 22. Two In One Blues

CD 2
01. The Japanese Sandman 02. A Pretty Girl Is Like A Melody 03. I Used To Be Above Love 04. No Regrets 05. South Sea Island Magic 06. It Ain't Right 07. Sugar Foot Stomp 08. Thou Swell 09. You're Giving Me A Song And A Dance 10. One, Two, Button Your Shoe 11. Let's Call A Heart A Heart 12. The Skeleton In The Closet 13. There's Something In The Air 14. Take Another Guess 15. There's Frost On The Moon 16. Love And Learn 17. Moon Face 18. The Same Old Line 19. You Can Tell She Comes From Dixie

Artie Shaw with Billie Holiday - Any Old Time
(única gravação de Billie feita com Artie Shaw)



lowell fulson

Lowell FulsonLowell Fulson foi guitarrista, compositor e uma grande voz do blues. Depois de T-Bone Walker, foi a figura mais importante do West Coast blues em 1940 e 1950. O guitarrista veterano, ativo há mais de meio século, não tinha medo de experimentar, gravou todas as nuances imagináveis do blues, desde o urbano até o blues rústico em dueto de duas guitarras com seu irmão Martin. Como compositor, inspirou interpretações de músicos como BB King, Ray Charles e Otis Redding, e suas composições continuam nos repertórios de bluesmen modernos. De acordo com algumas fontes, Fulson nasceu em uma reserva Choctaw em Oklahoma. E afirmou que era de ascendência Cherokee através de seu pai, mas também alegou ascendência Choctaw. Seu avô paterno tocava violino, e sua mãe cantava e tocava guitarra. Um tio lhe deu uma guitarra quando ele tinha 12 anos, e não muito tempo depois, Lowell Fulson se tornou um homem do blues. Suas influências foram o bluesman Blind Lemon Jefferson e Blind Boy Fuller. Em 1938 entrou para a banda de Dan Wright, composta por duas guitarras, dois bandolins, três violinos e dois banjos. Em 1939, com 18 anos, Lowell Fulson mudou-se para Ada, Oklahoma, e tornou-se o guitarrista acompanhante de Alger ‘Texas’ Alexander, um vocalista e pianista ocasional. Com Alexander aprendeu a arte de improvisar. Depois das viagens como acompanhante, mudou-se para Gainesville, Texas, em 1941, onde trabalhou como cozinheiro e tocou guitarra em bailes nos sábado à noite. Em 1943 ele foi convocado para a Marinha dos EUA. Em tempos de licença assistia ao grande guitarrista T-Bone Walker que teria uma profunda influência sobre a sua carreira pós-guerra. Dispensado da Marinha, em 1945, retornou brevemente para Oklahoma onde se apresentou em pequenas casas noturnas. Em 1946 formou um grupo com o pianista Eldridge McCarthy. Em 1948, gravou o hit ‘Three O’Clock in the Morning Blues’, que foi sucesso de BB King, em 1952, como ‘Three O’clock Blues’. Mais tarde King citou sua dívida musical e admiração por Fulson. Em 1949, seguiu para Califórnia, formando uma banda que incluía um jovem Ray Charles e o saxofonista tenor de jazz Stanley Turrentine que ajudou nos arranjos da banda. Mais tarde, Ray Charles gravaria ‘Sinner’s Prayer’, composição de Fulson.

Lowell Fulson

Matt Roe, Bob Corritore, Bob Tate, Lowell Fulson,
Emerson Carrethers, Jed Allen, and Dr. Fish

Em 1953, Fulson gravou para ‘Aladdin’, em Nova Orleans, e um ano depois começou a gravar para ‘Checker’, uma subsidiária da ‘Chess’, em Dallas. Sua estréia foi a canção ‘Reconsider Baby’, um clássico do blues gravado por vários artistas, desde Elvis Presley a Eric Clapton. Na década de 60 fez várias gravações na etiqueta ‘Kent’ baseada em Los Angeles. Somente em 1965 ele conseguiu sucesso com ‘Black Nights’, seu primeiro sucesso em uma década. ‘Tramp’ foi posteriormente regravada por Otis Redding e Carla Thomas. Em 1966 tocou em vários clubes de Chicago e, dois anos depois, gravou para uma etiqueta de Alabama. Fulson excursionou pela Europa em 1969 e apareceu em 1970 no ‘Ann Arbor Blues Festival’. Ao longo das décadas de 70 e 80, Fulson se apresentou de forma constante em festivais e clubes. Sua carreira foi impulsionada na década de 90, quando gravou o álbum ‘Hold On’ com o pianista e vocalista Jimmy McCracklin e o saxofonista Bobby Forte. Homenagens recentes testemunham a influência duradoura da música de Lowell Fulson. Inquieto e criativo, Lowell nunca parou e é um dos poucos bluesmen que exibe, ao som de sua guitarra, uma abordagem sutil do blues da autêntica escola do pós-guerra de T-Bone Walker. Lowell Fulson, que sofria de doença renal e diabetes e fazia diálise três vezes por semana, durante os últimos cinco anos, morreu de insuficiência renal, em Long Beach, na Califórnia. Ele tinha 77 anos. Apesar de sua doença, ele continuou a trabalhar em seus últimos anos, inclusive em 1998, quando com Mick Jagger, Keith Richards, Robert Plant, Jimmy Page e outros gravou ‘Blues Blues Blues’, um álbum tributo ao cantor de blues Jimmy Rogers.

Lowell Fulson    Lowell Fulson    Lowell Fulson

Hung Down Head (1962)    |    Soul (1966)    |    The Tramp Years (1967)

Hung Down Head
01. That's All Right 02. I Still Love You Baby 03. Reconsider Baby 04. I Want to Know 05. Low Society 06. Check Yourself 07. It's All Your Fault Baby 08. Do Me Right 09. Trouble, Trouble 10. Hung Down Head 11. Tollin' Bells

Soul
01. Change Your Ways [1966] 02. My Asching Back [1966] 03. Little Angel [1965] 04. Blues Around Midnight [1966] 05. Every Time It Rains [1964] 06. Sittin' Here Thinkin' [1965] 07. Just One More Time [1964] 08. Ask At Any Door In Time [1966] 09. Black Nights [1965] 10. Talkin' Woman [1964] 11. Shattered Dreams [1965] 12. Too Many Drivers [1964] 13. Strange Feeling [1964] 14. Trouble I´m In [1965]

The Tramp Years
01. Tramp 02. I'm Sinking 03. No Hard Feeling 04. Get Your Game Up Tight 05. Goin' Home 06. Two Way Wishing 07. Back Door Key 08. Make A Little Love 09. I Wanna Spend Christmas With You (Part 1) 10. I Wanna Spend Christmas With You (Part 2) 11. The Thing 12. Everything That I Took Away 13. Lost Lover 14. It Takes Money 15. Don't Bother Me 16. Little Girl 17. Hobo Meetin (Tramp Meetin') 18. Blues Pain 19. What The Heck 20. The Sweetest Thing 21. Lovin' Touch 22. Price For Love 23. Blues Soul 24. Pico

Lowell Fulson

Hold On (1992)
(Lowell Fulson & Jimmy McCracklin)

Tracklist
01. Working Man 02. Shake, Rattle and Roll 03. Me and My Woman 04. Ain’t That Sweet 05. Quicker the Better 06. It’s No Need 07. Real Name Is Danger Zone 08. I’m Just a Fool About You 09. Cryin’ Won’t Help 10. Hold On 11. Love Is the Bottom Line

Lowell Fulson

My First Recordings (1997)

Tracklist
01. Western Union Blues 02. Lazy Woman Blues 03. River Blues, Pt. 1 04. River Blues, Pt. 2 05. I Walked All Night 06. Between Midnight And Day 07. The Blues Is Killing Me 08. Did You Ever Feel Lucky 09. I'm Wild About You 10. Three O''Clock Blues 11. Crying Blues (Street Walking Woman) 12. You're Gonna Miss Me 13. Miss Katy Lee Blues 14. Rambling Blues 15. Fulson Blues 16. San Fransisco Blues 17. I Want To See My Baby 18. Trouble Blues 19. Don't Be So Evil 20. Black Widow Spider Blues 21. I'm Prison Bound 22. My Baby Left Me 23. Blues With A Feeling 24. Why Can't You Cry For Me 25. There Is A Time For Everything 26. Lowell Jumps One (Cash Box Boogie)

Lowell Fulson

The Complete Chess Masters (1997)
(50th Anniversary Collection)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Reconsider Baby 02. I Believe I'll Give It Up 03. Lonely Hours 04. Check Yourself 05. Loving You 06. Do Me Right 07. Lonely Hours 08. Check Yourself 09. Trouble, Trouble 10. I Still Love You Baby 11. It's A Long Time 12. Rollin' Blues (Instrumental) 13. It's All Your Fault Baby (It's Your Own Fault) 14. Tollin' Bells 15. Smokey Room 16. It Took A Long Time 17. Blues Rhumba 18. Be On Your Merry Way 19. Please Don't Go 20. Don't Drive Me Baby 21. You're Gonna Miss Me 22. Rock 'Em Dead

CD 2
01. I Wanna Make Love To You 02. You Better Rock This Moring 03. That's All Right 04. Worry, Worry 05. Coming Home 06. Have You Changed Your Mind 07. K.C. Bound 08. I'm Glad You Reconsidered 09. Low Society 10. Blue Shadows 11. I Want to Know, Parts 1&2 12. So Many Tears 13. Why Don't You Write Me 14. Hung Down Head 15. Pay Day Blues 16. Shed No Tears 17. Can She (Do It) 18. Trouble with the Blues 19. Love Grows Cold 20. Blue Soul 21. Love N Things 22. Father Time 23. Swinging Party 

lowell fulson - you're gonna miss me (1963)



soundtrack by woody allen

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wood allenDe pais de origem judaica e avós imigrantes judeus, de origem alemã, Allan Stewart Königsberg nasceu e passou sua infância de classe média no Brooklyn, bairro de Nova York. Segundo ele próprio, não teve uma infância muito feliz devido aos métodos severos de educação impostos por sua mãe. Seu pai era taxista. Durante os primeiros oitos anos de vida foi educado na língua iídiche, numa escola hebraica, e depois continuou os estudos no Brooklyn. Época que foi apelidado de Red por causa dos cabelos avermelhados e era muito popular entre os colegas, pois tinha facilidade para fazer mágicas, além de se destacar no basebol e no basquete. Foi para a Universidade de Nova York, em 1953, para estudar filosofia, onde ficou um semestre, até ser expulso. Para conseguir algum dinheiro, já assinando com o pseudônimo de Woody Allen, começou a escrever textos de humor para o comediante David Alber e para colunas de jornais e programas de rádio. Em 1955, já escrevia para programas de TV, atividade que exerceu durante cinco anos. Em 1962, começou a se envolver com cinema. Três anos mais tarde escreveu o roteiro de ‘What's New Pussycat?’, e atuou em seu primeiro longa-metragem. Em ‘Casino Royale’, a aventura de James Bond, de 1967, fez uma aparição como ator, interpretando Dr. Noah e Jimmy Bond. Em 1969, atuou e dirigiu, e começou a ser notado como criador com o seu primeiro filme ‘What’s up, tiger Lily?’, paródia de uma produção japonesa. Os demais filmes são comédias leves, e a consagração como diretor veio em 1977, quando dirigiu a comédia dramática ‘Annie Hall’ (no Brasil, com a tradução ridícula ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’), em parceria com a atriz Diane Keaton, com quem teve um relacionamento. O filme foi premiado com diversos Oscars e lançou uma bem sucedida série de dramas introspectivos. Fortemente inspirados por seu ídolo, o diretor sueco Ingmar Bergman, os anos 80 trouxeram alguns de seus maiores clássicos, explorando geralmente seus temas preferidos, como a cidade de Nova Iorque, a religião judaica, a psicanálise e a burguesia intelectual americana. É a fase em que ele trabalha muito com a atriz Mia Farrow.

Woody Allen escreve, dirige e, freqüentemente, interpreta o papel principal dos seus filmes, habitualmente comédias irônicas com personagens mais ou menos intelectuais que tentam adaptar-se às condições de vida da grande cidade e da sociedade norte-americana. Seus personagens de muitos filmes são recorrentes: um judeu neurótico, artista ou escritor provinciano. Além disso, percebe-se um tom reflexivo e existencial em seus filmes que representam o homem fragmentado e atordoado com a vida cotidiana, sentimentos que o próprio Woody Allen já confessou. É também conhecida a sua paixão por New York, a cidade é o cenário de quase todos os filmes que realizou. Os anos 90 marcaram uma mudança rumo às comédias leves, incluindo uma rara incursão no gênero musical com ‘Everyone Says I love You’. A partir dos anos 2000, suas comédias populares trazem atores pouco acostumados ao gênero para interpretarem protagonistas muito semelhantes ao próprio Woody Allen, com seus trejeitos físicos e vocais, e também uma fase de menor apreciação crítica, antes de ‘Match Point’, um inesperado retorno ao drama, com toques de suspense, que lhe valeu vários prêmios. Esta época também marca o início de sua viagem à Europa, quando ele deixa a sua querida New York para filmar na Inglaterra, Espanha, França e Itália. As características de Allen, além do humor, são as referências ao cinema clássico e a cineastas como Ingmar Bergman e Fellini. Também são evidentes as influências que recebeu de comediantes como Groucho Marx.

A vida amorosa de Woody Allen sempre deu o que falar. Antes da fama, já havia tido dois casamentos e, por conseqüência, dois divórcios. Depois da fama, namorou várias importantes atrizes, que sempre ficavam com os papéis principais de seus filmes. Com a atriz Mia Farrow, teve um relacionamento mais duradouro, quando começou um polêmico relacionamento com a filha adotiva de Mia, Soon Yi, com quem está casado até o momento. A imprensa, na época, tratou o assunto como se fosse um caso de incesto, mas, na verdade, não há nenhum parentesco entre os dois. Em 1990, Woody uniu-se a Martin Scorsese e Stanley Kubrick e fundaram a ‘Film Foundation’, organização dedicada à preservação da memória do cinema norte-americano.

wood allen

wood allen

Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen também se dedica à literatura e toca clarinete semanalmente em pequenos locais de Manhattan. Sua ligação com a música, principalmente com o jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora. De comportamento excêntrico, Woody Allen prefere tocar jazz com sua banda, ‘New Orleans Jazz Band’, do que viver na badalação do mundo do cinema. Allen é um fã apaixonado do jazz, que muitas vezes é destaque nas trilhas sonoras de seus filmes. Ele começou a tocar ainda quando criança, e seu nome artístico de clarinetista era Woody Herman. Ele já se apresentava publicamente desde os anos 60, com a ‘Preservation Hall Jazz Band’ na trilha sonora de ‘Sleeper’, e uma de suas primeiras performances televisivas foi em ‘ The Dick Cavett Show’ em 1971. Woody Allen e sua banda de jazz, especializada em clássicos do jazz de New Orleans do início do século XX, tocam a cada noite de segunda-feira no ‘Carlyle Hotel’ em Manhattan, e é composta por Woody Allen (clarinete), Simon Wettenhall (trompete), Jerry Zigmont (trombone), Cythia Sayer (piano), Eddy Davis (banjo, director musical), Conal Fowlkes (contrabaixo) e Rob Garcia (bateria). O filme documentário ‘Wild Man Blues’ dirigido por Barbara Kopple, documenta a turnê européia de Allen e sua banda em 1996. A banda lançou dois CDs: ‘The Bunk Project’ (1993) e a trilha sonora de ‘Wild Man Blues’ (1997) além de se apresentarem, por duas noites, no ‘Montreal Jazz Festival’ em 2008. Por muitos anos, Woody Allen quis fazer um filme sobre as origens do jazz em Nova Orleans. O filme, intitulado provisoriamente como ‘American Blues’, é baseado nas carreiras muito diferentes de Louis Armstrong e Sidney Bechet. Allen afirmou que o filme iria custar entre US $ 80 e US $ 100 milhões e é, portanto, pouco provável que seja feito.

    

Movie Music (2001)    |    More Movie Music (2001)

Movie Music
01. As Time Goes By - Arthur Wilson
02. Keepin' Out of Mischief Now - Tommy Dorsey
03. Stardust - Louis Armstrong
04. If Dreams Come True - Chick Webb
05. I'll See You in My Dreams - Django Reinhardt
06. You Made Me Love You - Harry James
07. I've Heard That Song Before - Harry James
08. The Flight of the Bumblebee - Harry James
09. September Song - Harry James
10. Body and Soul - Benny Goodman & His Trio
11. In the Mood - Glenn Miller
12. Begin the Beguine - Artie Shaw
13. Opus One - Tommy Dorsey
14. If You Are But a Dream - Axel Stordahl
15. Goodbye - Benny Goodman
16. I'm Gettin' Sentimental Over You - Tommy Dorsey
17. American Patrol - Glenn Miller
18. Take the 'A' Train - Duke Ellington
19. South American Way - Carmen Miranda
20. I'm in the Mood for Love - Erroll Garner
21. The Big Noise from Winnetka - Bob Crosby
22. Toot, Toot, Tootsie, Goodbye - Al Johson
23. Singin' the Blues (Till My Daddy Comes Home) - Frankie Trumbauer
24. Did I Remember (To Tell You I Adore You) - Bunny Berigan
25. Cocktails for Two - Carmen Cavallaro
26. Rhapsody in Blue - NBC Symphony Orchestra 

More Movie Music
01. Tickle-Toe - L. Young
02. Body and Soul - Heyman, Sour
03. Frenesí - A. Dominguez
04. Moonglow - Hudson, DeLange, Mills
05. Alabama Song - Weill, Brecht
06. Sing sing sing - L. Prima
07. That Jungle Jamboree - Razaf, Brooks, Waller
08. At the jazz Band Ball - LaRocca, Shields
09. Whispering - Schonberger, Coburn, Rose
10. Penthouse Serenade(When we're Alone) - Jason, Burton
11. Out of Nowhere - Heyman, Green
12. She´s Funny that Way - Whiting, Moret
13. Truckin´ - Weir, Garcia, Lesh, Hunter
14. Caravan - Tizol, Ellington, Mills
15. Sophisticated Lady - Ellington, Parish, Mills
16. Sunrise Serenade - Carle, Lawrence

Wild Man Blues (1998)
(Woody Allen and His New Orleans Jazz Band)

Tracklist
01. Hear Me Talkin' To Ya 02. Lonesome Blues 03. Dippermouth Blues 04. After You've Gone 05. Martha 06. Lead Me Savior 07. Swing A Lullaby 08. Last Night On The Back Porch 09. Shake That Thing 10. Yaaka Hula Hickey Dula 11. In The Evening 12. Come On And Stomp, Stomp, Stomp 13. Wild Man Blues 14. Tie Me To Your Apron Strings Again 15. Pappy's B Flat Blues



Woody Allen & His New Orleans Jazz Band – After You’ve Gone

After you’ve gone and left me crying
After you’ve gone there’s no denying
You’ll feel blue you’ll feel sad
You’ll miss the dearest pal you’ve ever had
There’ll come a time don’t forget it
There’ll come a time when you’ll regret it
Some day when you’ll grow lonely
Your heart will break like mine
And you’ll want me only
After you’ve gone after you’ve gone
Away

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