ABC of the blues 08: bo diddley

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bo diddleyBo Diddley (1928 - 2008) foi um influente cantor, compositor e considerado o 27º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana 'Rolling Stone'. Nascido como Ellas Otha Bates, mais tarde mudou seu nome para Ellas McDaniel devido à sua mãe adotiva. Entretanto, usou o nome artístico Bo Diddley, de acordo a algumas fontes, um jargão dos negros do sul dos Estados Unidos que significa ‘nada por enquanto’; ou como alega uma outra, era seu apelido quando boxeador. Na adolescência, Diddley ganhou a primeira guitarra de sua irmã, na mesma época que frequentava aulas de violino. Sua principal influência para se tornar um artista de blues veio de John Lee Hooker. Bo Diddley ficou conhecido pela ‘batida Bo Diddley’, uma batida feita usando-se a clave e que seria usada por vários outros artistas, incluindo Johnny Otis e Buddy Holly, assim como o músico de rockabilly Gene Vincent. Na música de Bo Diddley o ritmo é mais importante que a harmonia. Na maioria de suas canções, como na ‘Hey Bo Diddley’ e ‘Who Do You Love?’, não apresenta mudanças de acorde; isto é, elas não foram compostas com claves musicais, e o músico tem de cantar e tocar no mesmo acorde durante todo o tempo. Através dos anos, vários artistas gravaram suas versões das canções de Diddley. ‘The Animals’ gravaram ‘The Story of Bo Diddley’; os ‘Yardbirds’ gravaram ‘I'm a Man’ e tanto os ‘Woolies’ quanto George Thorogood alcançaram sucesso com ‘Who Do You Love’, também a favorita dos ‘The Doors’.

Bo Diddley usou uma variedade de estilos, do blues ao pop, frequentemente com o uso das maracas de Jerome Green. E foi um influente guitarrista, com vários efeitos especiais e outras inovações assim como também tocou violino e violoncelo; este último é o destaque de sua triste instrumental ‘The Clock Strikes Twelve’. Diddley raramente direcionava suas composições para o público adolescente. A exceção mais notável é provavelmente o álbum ‘Bo Diddley's a Surfer’, que apresentava a canção ‘Surfer's Love Call’. Apesar de nunca ter subido numa prancha, Bo exerceu uma influência definitiva nos guitarristas do surf rock. E para aumentar seus royalties escreveu várias músicas sob um pseudônimo. Assim, escreveu o pioneiro sucesso pop ‘Love is Strange’ para a dupla Mickey Baker e Sylvia Vanderpool. Em 2007, Diddley sofreu um derrame que afetou o lado esquerdo de seu cérebro, compromentendo a fala e a compreensão. Logo depois um incidente cardíaco enquanto se submetia a um check-up médico e veio a falecer em 2008, aos 79 anos, vítima de insuficiência cardíaca.


Tracklist
01. Bo Diddley - I'm a Man
02. Bo Diddley - Bo Diddley
03. Bo Diddley - Pretty Thing
04. Bo Diddley - Bring It to Jerome
05. Bo Diddley - Diddy Wah Diddy
06. Bo Diddley - I'm Looking for a Woman
07. Bo Diddley - Who Do You Love?
08. Bo Diddley - You Don't Love Me
09. Bo Diddley - Hey Bo Diddley
10. Bo Diddley - Mona (I Need You Baby)
11. Bo Diddley - Say Boss Man
12. Bo Diddley - Before You Accuse Me
13. Bo Diddley - Say Man
14. Bo Diddley - The Clock Strikes Twelve
15. Bo Diddley - Crackin' Up
16. Bo Diddley - Don't Let It Go
17. Bo Diddley - Mumblin' Guitar
18. Bo Diddley - She's Alright
19. Bo Diddley - Road Runner
20. Bo Diddley - The Story of Bo Diddley



ABC of the blues volume 08

volume 08



the ultimate jazz archive: swing to bebop 23

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 don byas

Don Byas (1912 - 1972) foi saxofonista tenor, mais associado ao estilo bebop. Ele tocou com Count Basie, Duke Ellington, Art Blakey e Dizzy Gillespie, entre outros, bem como liderou sua própria banda. Carlos Wesley Byas nasceu em Muskogee, Oklahoma, de pais músicos. Sua mãe tocava piano, e o pai clarinete. Byas iniciou sua formação em música clássica, aprendendo a tocar clarinete, violino e saxofone alto, que tocou até o final da década de 20. Benny Carter, que tocava muitos instrumentos, era seu ídolo nesta época. Don Byas começou a tocar em orquestras locais com 17 anos, com o pianista Bennie Moten, o trompetista Terrence Holder e o multi-instrumentista Walter Page. Depois mudou para o saxofone tenor e tocou com várias bandas de Los Angeles. Em 1935 tocou na banda de Lionel Hampton juntamente com o arranjador Eddie Barefield. Em 1937, mudou-se para Nova York para trabalhar com a banda de Eddie Mallory acompanhando a esposa de Mallory, a cantora Ethel Waters, em turnê, e também no Cotton Club. Gravou seu primeiro disco solo ‘Is This to Be My Souvenir’ em 1939. E no início de 1941, teve sua grande chance quando Count Basie o escolheu para suceder Lester Young. Em 1946, foi para a Europa em turnê com a big band de Don Redman. Eles eram a primeira orquestra só de negros a aparecer na capital francesa desde o final da segunda guerra mundial. Byas permaneceu na Europa onde viveu durante os últimos 26 anos de sua vida. Depois de tocar na Bélgica e na Espanha, ele finalmente se estabeleceu em Paris, e foi capaz de gravar quase imediatamente. Enquanto esteve em Genebra, gravou ‘Laura’ e ‘How High the Moon’. Em 1946, gravou pela primeira vez na França. Em 1947 e 1948 viveu em Barcelona. Byas estava no auge de sua forma ao longo destes anos e se tornou uma figura conhecida não só em Paris, mas também na Riviera. O tenor gravava regularmente e tinha muitos amigos. Eles o adoravam, não só pelo seu talento musical, mas também pelas suas habilidades na mesa de bilhar; como desportista da pesca e do mergulho; e como chef de cozinha especialista em comida crioula. Byas finalmente se mudou para Holanda e se casou com uma nativa. E trabalhou extensivamente na Europa, muitas vezes com músicos em turnês tais como Art Blakey, Duke Ellington, Gillespie, Bud Powell e Ben Webster. E também gravou fado com a cantora portuguesa Amália Rodrigues. Byas não retornou aos EUA até 1970, quando se apresentou no Festival de Jazz de Newport. Don Byas morreu em Amsterdam de câncer no pulmão, aos 59 anos.



 illinois jacquet

Illinois Jacquet (1922 - 2004) foi um saxofonista tenor, mais lembrado por seu solo em ‘Flying Home’, reconhecido como o primeiro solo de saxofone do gênero rhythm and blues. Jean-Baptiste Illinois Jacquet nasceu de uma mãe sioux e um pai crioulo em Broussard, Louisiana e se mudou para Houston, Texas, quando criança, onde foi criado com mais seis irmãos. Seu pai, Gilbert Jacquet, era um bandleader e quando ainda criança Illinois se apresentou na banda de seu pai, tocando saxofone alto. Seu irmão mais velho Russell Jacquet tocava trompete e outro irmão, Linton, bateria. Aos 15 anos, Illinois Jacquet começou a tocar com a orquestra de Milton Larkin, uma banda de dança de Houston. Em 1939, ele se mudou para Los Angeles, Califórnia, onde se encontrou com Nat King Cole. Em 1940, Cole o apresentou a Lionel Hampton, que havia retornado para a Califórnia e estava montando uma banda. Foi Hampton quem pediu ao jovem Jacquet para mudar para o saxofone tenor. Em 1942, aos 19 anos, com a orquestra de Hampton, Jacquet gravou ‘Flying Home’ onde um sax tenor foi ouvido pela primeira vez em discos. A gravação se tornou um hit. E a canção foi exaustivamente tocada nos shows ao vivo e continuou a ser tocada por cada saxofonista que substituiu Jacquet na banda, nomeadamente Arnett Cobb e Dexter Gordon, que alcançaram quase a mesma fama de Jacquet ao tocá-la. Ao sair da banda de Hampton em 1943 juntou-se à orquestra de Cab Calloway. Em 1944, retornou para a Califórnia e começou uma pequena banda com seu irmão Russell e o jovem Charles Mingus. Em 1946, foi para Nova York, e entrou para a orquestra de Count Basie, substituindo Lester Young. Jacquet continuou a tocar, principalmente na Europa, em pequenos grupos até os anos 60 e 70. E liderou a sua banda ‘Illinois Jacquet Big Band’ de 1981 até sua morte. Illinois Jacquet se tornou o primeiro músico de jazz a ser um artista com residência na Universidade de Harvard em 1983. Seus solos da década de 40 e suas apresentações na série de concertos no ‘Jazz at the Philharmonic’ influenciaram o estilo de tocar saxofone no rhythm and blues e no rock and roll, mas também continuou a ser ouvido no jazz, com músicos como Arnett Cobb, que também se tornou famoso por interpretar ‘Flying Home’, bem como Sonny Rollins, Eddie ‘Lockjaw’ Davis e Jimmy Forrest. Jacquet morreu de um ataque cardíaco, com 81 anos de idade.



charlie parker

Charles Parker (1920 - 1955) foi saxofonista e compositor. No início da sua carreira Parker foi apelidado de Yardbird; esse apelido mais tarde foi encurtado para Bird e permaneceu como seu apelido para o resto da sua vida. Charles Parker é comumente considerado um dos melhores músicos de jazz. Em termos de influência e impacto, sua contribuição foi tão significativa que Charles Mingus comentou que se Bird fosse vivo hoje, ele poderia pensar que estava vivendo em uma parede de espelhos. O talento de Bird é comparado, quase sem argumentos, com músicos lendários tais como Louis Armstrong e Duke Ellington. Sua reputação como um dos melhores saxofonistas é tal que alguns críticos dizem que ele é insuperável; o crítico de jazz Scott Yanow fala por muitos fãs do jazz e músicos, quando sugere que Parker foi indubitavelmente o melhor saxofonista de todos os tempos. A forma inovadora de Parker para melodia, ritmo e harmonia exerceu uma incalculável influência no jazz. Foi assim que, no pós-guerra, ao lado do trompetista Dizzy Gillespie, Parker tornou-se um dos fundadores do bebop, o novo estilo sofisticado com o qual o jazz se tornaria definitivamente música ‘para ouvir’, substituindo a música ‘para dançar’ que havia sido a marca das big bands dos anos 1940. Varias de suas canções tornaram-se standards e inúmeros músicos têm estudado a música de Parker e absorvido elementos do seu estilo. Parker tornou-se um ícone e figura-chave no desenvolvimento conceptivo do jazz como artista e intelectual, ao invés de apenas um entretenedor popular. Por várias vezes, Parker fundiu o jazz com outros estilos musicais, do clássico à música latina e abrindo um caminho seguido mais tarde por outros. Consumido pelo álcool e pelas drogas, Charles Parker teve uma existência breve e trágica, que inspirou criadores como o escritor argentino Julio Cortázar que se inspirou nele para delinear o personagem central do conto ‘O Perseguidor’ e o cineasta Clint Eastwood que recebeu seu primeiro Globo de Ouro com o filme ‘Bird’, de 1988, estrelado por Forest Whitaker, que por sua vez, levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. A biografia de Parker contabilizou duas tentativas de suicídio e uma longa internação em um sanatório, antes de chegar ao fim, aos 34 anos. O estrago causado em seu corpo pela vida desregrada era tão grande que o legista atribuiu ao morto a idade de 65 anos. Leia +...



dizzy gillespie

Dizzy Gillespie (1917-1993) é um dos mentores do bebop, um dos criadores da linguagem do trompete jazzístico moderno, e um verdadeiro embaixador da música. Os únicos trompetistas que se equiparam a Dizzy, em termos de importância musical e histórica, são Louis Armstrong e Miles Davis. Nascido em Cheraw, Carolina do Sul, John Birks Gillespie experimentou o trombone antes de se decidir aos 12 anos pelo trompete, instrumento com o qual se iniciou profissionalmente aos 14 anos. Tocou em diversas orquestras, na segunda metade dos anos 30 e na no início dos anos 40 e teve como grande modelo o trompetista Roy Eldrige, a quem inclusive substituiu na ‘Teddy Hill Band’, em 1937. O jeito irreverente e as brincadeiras que fazia com colegas e mesmo com os próprios regentes lhe valeram não poucas reprimendas e até demissões. Entre 1942 e 1945, Dizzy tocou nas orquestras de Earl Hines e de Billy Eckstine, que consituíram verdadeiros celeiros de talentos do nascente estilo bebop. Em 1941 Dizzy encontrou Charlie Parker pela primeira vez, quando este tocava na orquestra de Jay McShann. A partir daí, os dois tocaram juntos diversas vezes, com diferentes grupos e dando contornos definitivos ao bebop. Somente em 1945, porém, Dizzy e Bird finalmente gravariam juntos. Em 1945 Dizzy optou pelo formato big band. Sua orquestra do período 1946-1950 contou com músicos de peso, como Milt Jackson, John Lewis, Ray Brown e Kenny Clarke que, juntos, constituiriam a primeira formação do ‘Modern Jazz Quartet’, além de Jay Jay Johnson, Yusef Lateef e até John Coltrane. Essa orquestra teve que ser desfeita em 1950 devido a dificuldades econômicas. Mas Dizzy continuou muito ativo, e participou de turnês do ‘Jazz at the Philarmonic’. Em 1956 formou novamente uma orquestra, que fez turnês patrocinadas pelo Departamento de Estado norte-americano. Nos anos 60, 70 e 80, alternou as big bands com as pequenas formações e fez numerosíssimas turnês por todo o mundo.Durante toda a carreira, Dizzy esteve sempre aberto a influências étnicas, como a música cubana, brasileira, africana e do Oriente Médio. Dizzy Gillespie é um dos maiores virtuoses do trompete, talvez o maior, e tratou de explorar essa qualidade em suas apresentações. Seu fraseado é cheio de elementos surpreendentes e saltos vertiginosos, explorando as notas superagudas do instrumento. Sua capacidade criativa como improvisador parece inesgotável. O arrojo, a agressividade e o humor da música de Dizzy podem ser vistas como uma extensão de sua personalidade de showman nato. Dizzy também cantou e nunca deixou totalmente de lado o seu lado brincalhão, para deleite das platéias de todo o mundo. (por V.A. Bezerra)



the ultimate jazz archive 23



23-1: Don Byas (1945-1947)

Tracklist
01. Slam-In' Around 02. Harward Blues 03. Three O'Clock In The Morning 04. Stardust 05. Dark Eyes 06. Laura 07. Nancy 08. Embraceable You 09. Annie Laurie 10. I'm Beginning To See The Light 11. Rosetta 12. Ain't Misbehavin' 13. Body And Soul 14. Blue And Sentimental 15. These Foolish Things 16. Humoresque 17. Stormy Wether 18. Riffin' And Jivin' 19. I Can't Explain 20. Blues For Panassie


23-2: Illinois Jacquet (1946-1947)

Tracklist
01. Jumpin' Jacquet 02. Blues Mood 03. Jacquet In The Box 04. Don't Blame Me 05. Jacquet And No Vest 06. Jacqeut's Blues 07. Jacquet And Coat 08. Doggin' With Doggett 09. You Left Me All Alone 10. Blow, Illinois, Blow 11. Illinois Blows The Blues 12. Goofin' Off 13. It's Wild 14. Don't Push Daddy 15. Riffin' With Jacquet 16. Sahara Heat 17. I Surrender Dear 18. Destination Moon 19. For Truly


23-3: Charlie Parker (1945-1947)

Tracklist
01. Ko Ko 02. Billie's Bounce 03. Moose The Mooche 04. Yardbird Suite 05. Ornithology06. Night In Tunesia 07. Lover Man 08. The Gypsy 09. Be Bop 10. Bird's Nest 11. Cool Blues 12. Relaxin' At Camarillo 13. Cheers 14. Carvin' The Bird 15. Stupendous 16. Donna Lee 17. Chasin' The Bird 18. Cheryl 19. Buzzy 20. Dexterity 21. Bird Of Paradise


23-4: Dizzy Gillespie (1945-1946)

Tracklist
01. Good Bait (Dameron - Basie) 02. Blue 'N' Boogie (Gillespie) 03. All the Things You Are (Kern - Hammerstein) 04. Dizzy Atmosphere (Gillespie) 05. Salt Peanuts (Gillespie - Clarke) 06. I Can't Get Started (Dameron) 07. Hot House (Dameron) 08. Shaw 'Nuff (Gillespie - Brown - Fuller) 09. Hallelujah (Robin - Clifford) 10. Dizzy Boogie (Gaillard) 11. 'Round About Midnight (Williams - Monk) 12. When I Grow Too Old to Dream (Romsey) 13. Night in Tunisia (Gillespie - Paparelli) 14. Ol' Man Rebop (Wilson) 15. Anthropology (Parker - Gillespie) 16. Oop Bop Sh'bam (Gillespie - Brown - Fuller) 17. One Bass Hit, Pt. 1 (Gillespie - Brown - Fuller) 18. That's Earl, Brother (Gillespie) 19. 52nd Street Theme (Monk)



jimmy page, robert plant & cia

jimmy page'James Patrick Page' nasceu em Heston, Middlesex, Inglaterra. Page se interessou por rock desde cedo e aprendeu a tocar com um amigo da escola, Jeff Beck. Uma das primeiras influências de Page foi o rock norte-americano. Logo depois dessa fase, começou a prestar atenção nos guitarristas Rick Nelson e James Burton. Após deixar a escola, tinha o objetivo de trabalhar como assistente de laboratório, mas o seu amor pela guitarra e pela música obrigou-o a mudar de caminho. Com 16 anos, Page já tocava em algumas bandas locais. Em 1960 acompanhou o poeta beat Royston Ellis, tocando guitarra acústica enquanto o poema era recitado. Com a saúde debilitada deixou a banda e foi estudar pintura. Logo abandonou o pincel e se tornou músico de estúdio. Foi depois de uma apresentação que fez no ‘Marquee’, que Page conseguiu seus primeiros trabalhos de estúdio. Tocou com ‘Carter Lewis and The Southerners’ no disco ‘Your Momma Is Out Of Town’, que atingiu o Top 30. No lado B deste mesmo LP, Page tocava na canção ‘Somebody Told My Girl’, cujos solos se transformariam em sua marca registrada. Aos 19 anos, lançou o disco solo ‘She Just Satisfies’ no qual, excluindo-se a bateria, tocava todos os outros instrumentos. Page ainda acompanhou muitas bandas e cantores. Em 1969 aceitou um convite para entrar para os ‘Yardbirds’, o início do ‘Led Zeppelin’. Leia + sobre Led Zeppelin...

robert plant'Robert Anthony Plant' sempre foi interessado por blues, que ouvia fechado em seu quarto. Os primeiros cantores que Plant ouviu foram Otis Rush, Robert Jackson, Bukka White, Memphis Minnie, Skip James e Buddy Guy e Elvis Presley, que ele costumava imitar. Foi a partir dessas influências que Plant desenvolveu seu modo de cantar e logo conseguiu um estilo próprio. Aos 15 anos, já se apresentava em pubs e clubes folks em Bromwich, Staffordshire, Inglaterra, onde nasceu. Aos 16 anos saiu de casa para cantar em várias bandas e nestas trocas constantes aprendeu a tocar profissionalmente. E foi vocalista de uma das mais famosas e importantes bandas de rock do mundo dos anos 70, o ‘Led Zeppelin’, que fundou com Jimmy Page, e onde ficaram conhecidos pelo famoso duelo de voz e guitarra. Foi também eleito por três vezes símbolo sexual dos anos 70, e é conhecido pelo seu estilo poderoso com uma grande extensão de voz que incorpora a paixão pelo blues e folk. A inspiração de Plant para compor surgiu de suas viagens com Jimmy Page. Plant estava bastante deprimido quando escreveu os primeiros versos de ‘Stairway To Heaven’ e ‘Ramble On’ foi inspirada no livro ‘O Senhor Dos Anéis’, de J. R. Tolkien. Após o término do ‘Led Zeppelin’, Robert Plant prosseguiu em carreira-solo, mas também fez trabalhos em conjunto com o guitarrista Jimmy Page. Em 2008 foi agraciado com o título honorífico de ‘Comandante do Império Britânico’ pela Rainha Elizabeth II. No mesmo ano, foi nomeado, por uma revista norte-americana, como o melhor vocalista de metal do mundo. Robert deixou para trás nomes como: Rob Halford (Judas Priest), Steven Tyler (Aerosmith), Ozzy Osbourne (ex-Black Sabbath), Paul Stanley e Gene Simmons (Kiss) e Ian Gillan do Deep Purple. Na lista estavam presentes também Jimi Hendrix, Mick Jagger e David Bowie.

jimmy page & robert plant - led zeppelin (1977)

Robert Plant & Jimmy Page: Led Zeppelin (1977)

alison krauss'Alison Krauss' estudou violino clássico, mas aos oito anos começou a interessar-se pelo violino de bluegrass e começou a tocar em festas e festivais, tendo obtido vários prêmios. Bluegrass é uma forma de música popular e tradicional norte-americana, com raízes na música tradicional das ilhas britânicas, na música rural dos negros e no jazz e blues. Este é um dos gêneros musicais característicos do sul dos Estados Unidos. Utiliza-se, principalmente, de instrumentos acústicos como banjo, guitarra acústica, violão, bandolim, baixo acústico, dobro e violino. Como no jazz, os instrumentos revezam-se em solos e improvisos enquanto os outros fazem o acompanhamento. Além do virtuosismo em tocar violino, Alison chamou à atenção da critica por sua voz de soprano. Em 1985 foram publicadas as suas primeiras gravações com temas bluegrass e folk interpretados por ela, pelo seu irmão Viktor, Bruce Weiss e Jim Hoiles. Nesse mesmo ano, tendo ela 14 anos, firmou um contrato com uma gravadora especializada em música tradicional dos Estados Unidos que teve grande êxito. Produziu vários discos para outros cantores. Allison nasceu em Decatur, Ilinois, EUA, e conseguiu vários discos de platina e 21 prêmios Grammy.

robert plant & alison krauss

Robert Plant & Alison Krauss

the black crowesO vocalista Chris Robinson faz a linha de frente do ‘Black Crowes’, banda de rock norte-americana de Atlanta, Georgia, em parceria com seu irmão guitarrista Rich Robinson. ‘Black Crowes’ pode ser definido como a fusão de hard rock com rock psicadélico, misturando um blues pesado com rock básico. Com essa mescla convocaram o baixista Johnny Colt, o guitarrista Jeff Cease e o baterista Steve Gorman para gravarem o primeiro disco e a banda foi eleita revelação do ano pelos críticos norte-americanos. Com o sucesso, a banda se estabeleceu como uma atração obrigatória nos concertos populares de verão nos EUA. Ainda em 1992 a banda adicionou o tecladista Eddie Hersch ao grupo como um integrante permanente. Em 1997, a banda une-se a Jimmy Page para uma série de apresentações nos EUA e Inglaterra. Em 2000, lançam o álbum ‘Jimmy Page and the Black Crowes Live at the Greek'. Leia + sobre Black Crowes...

jimmy page & the black crowes

Jimmy Page & The Black Crowes

jimmy page & robert plant - kashmir


Em 1994, Jimmy Page reúne-se com Robert Plant para trabalhar no projeto ‘No Quarter’, um especial transmitido na MTV, o especial foi premiado com as mais altas audiências da história e dá origem a um CD e um vídeo. A maioria do material passa por novos arranjos de clássicos dos Zeppelin, tais como o épico ‘Kashmir’.

Jimmy Page & Robert Plant – No Quarter (1994)    Jimmy Page & Robert Plant - The Second Flight (1995)

Jimmy Page & Robert Plant
No Quarter (1994)    |    The Second Flight (1995)

No Quarter
01. Nobody's Fault But Mine 02. Thank You 03. No Quarter 04. Friends 05. Yallah 06. City Don't Cry 07. Since I've Been Loving 08. Battle of Evermore 09. Wonderful One 10. That's the Way 11. Gallows Pole 12. Four Sticks 13. Kashmir

The Second Flight
01. Introduction 02. Thank You 03. Bring It On Home 04. Ramble On 05. Shake My Tree 06. Lullaby 07. No Quarter 08. Gallows Pole 09. Hurdy Gurdy/Nobody's Fault But Mine 10. Hey Hey What Can I Do 11. The Song Remains the Same 12. Since I've Been Loving You 13. Friends 14. Calling to You/Break on Through/Dazed and Confused/Calling to You 15. Four Sticks 16. In the Evening 17. Black Dog 18. Kashmir

O álbum ‘Jimmy Page and the Black Crowes Live at the Greek’, consiste principalmente nos padrões ‘Led Zeppelin’ de se fazer música. Versões de clássicos zeppelianos com o toque especial dos irmãos Robinson fazem deste um disco empolgante do começo ao fim, com destaque para a alucinante versão de ‘Ten Years Gone’. Esse álbum arrepiou alguns conservadores no mundo da indústria fonográfica, por sua distribuição inicial ter sido feita online.

jimmy page & the black crowes - ten years gone


Jimmy Page & The Black Crowes – Live at the Greek  (2000)

Jimmy Page & The Black Crowes

Live at the Greek (2000)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Celebration Day 02. Custard Pie 03. Sick Again 04. What Is And What Should Never Be 05. Woke Up This Morning 06. Shapes Of Things 07. Sloppy Drunk 08. Ten Years Gone 09. In My Time Of Dying 10. Your Time Is Gonna Come

Tracklist CD 2
01. The Lemon Song 02. Nobody’s Fault But Mine 03. Heartbreaker 04. Hey Hey What Can I Do 05. Mellow Down Easy 06. Oh Well 07. Shake Your Money Maker 08. You Shook Me 09. Out On The Tiles 10. Whole Lotta Love 11. Lemon Song 12. Nobody’s Fault But Mine 13. Heartbreaker 14. Hey Hey What Can I Do 15. Mellow Down Easy 16. Oh Well 17. Shake Your Moneymaker 18. You Shook Me 19. Out on the Tiles 20. Whole Lotta Love

Robert Plant e Alison Krauss surpreenderam na 51ª edição do Grammy conquistando os gramofones de melhor colaboração pop em vocais com a música ‘Rich Woman’, gravação do ano pela faixa ‘Please Read the Letter’, melhor colaboração country com vocais por ‘Killing The Blues’ e melhor disco de folk norte-americano por ‘Raising Sand’, considerado também o melhor álbum de 2007.

robert plant & alison krauss - rich woman


Robert Plant & Alison Krauss - Raising Sand (2007)

Robert Plant & Alison Krauss
Raising Sand (2007)

Tracklist
01. Rich Woman 02. Killing the Blues 03. Sister Rosetta Goes Before Us 04. Polly Come Home 05. Gone, Gone, Gone (Done Moved On) 06. Through the Morning, Through the Night 07. Please Read The Letter 08. Trampled Rose 09. Fortune Teller 10. Stick With Me Baby 11. Nothin' 12. Let Your Loss Be Your Lesson 13. Your Long Journey

jeff beck

jeff beckJeff Beck sempre foi um músico criativo e de uma técnica excepcional que poderia ter feito muito mais sucesso não fosse por sua forte personalidade e por ser perfeccionista ao extremo. Amado ou odiado, escreveu seu nome na história da guitarra, tocando desde jazz fusion até rock’n’roll, passando por blues e funk e atualmente, sob influência da techno, mistura rock pesado e música eletrônica. Entre um estilo e outro, formou o ‘Jeff Beck Group’ com dois jovens então desconhecidos, o baixista Ron Wood e o vocalista Rod Stewart, e fez um dos mais importantes álbuns dos anos 60: ‘Truth’ que misturava blues, hard, heavy metal e até alguns detalhes do que viria a ser o rock progressivo. Mas o problema era a falta de composições dos integrantes do grupo, apesar de Rod Stewart ser um qualificado compositor, suas músicas, mais folk, eram inapropriadas para o que pretendia o grupo. Jeff Beck também nada conseguia e acabaram gravando um disco de covers. O ‘Jeff Beck Group’ ainda gravou mais três álbuns e a música mais conhecida é ‘People Get Ready’, uma balada que até hoje pode ser ouvida por aí.

O jovem inglês Geoffrey Arnold Beck fazia parte do coral da igreja aos 10 anos, já era apaixonado por música e além de ouvir as músicas do rádio que vivia ligado, adorava ouvir sua mãe Ethel tocar piano. Aprendeu a tocar violão com um instrumento emprestado. Jeff era fascinado pela guitarra elétrica, especialmente de seu ídolo Brad Kinnison, guitarrista-solo do 'Gene Vincent and the Blue Caps'. Outras grandes influências foram Chuck Berry e Steve Cropper. Como não tinha dinheiro para comprar uma guitarra, construiu sua primeira guitarra e, usando um rádio como amplificador, começou sua história.

jeff beck - the yardbirds

'The Yardbirds', banda que revelou três excelentes guitarristas: Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page

Com 15 anos, tocou em sua primeira banda, os ‘Deltones’, logo depois na ‘TheTridents’, banda de R&B, mas apenas passou a ser conhecido quando, com apoio de Lord Sutch do ‘Screaming Lord Sutch’ onde também tocou, substituiu o amigo Eric Clapton e tocou junto com o jovem Jimmy Page no ‘The Yardbirds’. Jeff mudou o rumo do grupo, fazendo com que abandonassem a fase mais purista do blues e indo de encontro ao psicodelismo que começava a tomar conta da cena britânica. Jeff permaneceu pouco tempo na banda, gravando apenas três álbuns em dois anos e saiu em 1966. O temperamento forte, o perfeccionismo e o fato dos outros músicos - exceção a Page - não conseguirem executar o que ele queria, o deixavam frustrado e enfurecido. Para piorar, os instrumentos utilizados nos shows, nem sempre eram de boa qualidade, o que o irritava ainda mais. Mais tarde, em 1967, ele formou o ‘Jeff Beck Group’. Desfeito o grupo, tentou formar um poderoso trio, quando sofreu um acidente de carro em 1970. Somente quando se recuperou voltou com uma nova versão do ‘Jeff Beck Group’ que não atraiu atenção.

jeff beck group

Jeff Beck Group (1967): Rod Stewart, Ron Wood, Mickey Waller e Jeff Beck

Cansado dos problemas com bandas, Jeff decidiu seguir carreira solo. O primeiro álbum ‘Blow by Blow’, um álbum instrumental de jazz-fussion, teve excelente repercussão e chamou a atenção de guitarristas impressionados com o que Jeff podia fazer. Em 1976, juntamente com o tecladista Jan Hammer do ‘Mahavishnu Orchestra’, lançou o clássico ‘Wired’, considerado um dos melhores álbuns de guitarristas solo. Após o álbum seguinte ‘There and Back’, gravado após um silêncio de três anos, Jeff aposentou a palheta e passou a usar apenas os dedos, algo inédito até então. Em 1987, tocou no segundo álbum solo de Mick Jagger. Apoiou Stevie Ray Vaughan em uma turnê e novamente se afastou. Em 1991, foi lançado o tributo 'Beckology'. Em 1992 acompanhou Roger Waters, um ano depois lançou ‘Crazy Legs’ com 'Big Town Playboys', uma homenagem a Gene Vincent. Emudeceu novamente ressurgindo em 1999, com ‘Who Else!’ influenciado pelo techno e música eletrônica. O álbum ‘You Had It Coming’ aconteceu dois anos depois. Com a faixa ‘Dirty Mind’, Beck venceu o seu terceiro Grammy de melhor rock instrumental. Jeff Beck é considerado o guitarrista dos guitarristas, o maior de todos, sendo um dos grandes músicos de todos os tempos e tem um legado imenso, que iniciou no ‘Yardbirds’ até começar uma carreira-solo irregular, com poucos discos, e seguiu tocando com Stevie Wonder, Rod Stewart, Tina Turner, Mick Jagger, Jon Bon Jovi, Buddy Guy, Roger Waters, entre muitos outros.

jeff beck with the yardbirds - steeled blues


jeff beck - truth (1968)    jeff beck - blow by blow (1975)    jeff beck - wired  (1976)

Truth (1968)    |    Blow by Blow (1975)    |    Wired (1976)

Truth
01. Shapes Of Things 02. Let Me Love You 03. Morning Dew 04. You Shook Me 05. Ol' Man River 06. Greensleeves 07. Rock My Plimsoul 08. Beck's Bolero 09. Blues De Luxe 10. I Ain't Superstitious

Blow by Blow
01. You Know What I Mean 02. She's A Woman 03. Constipated Duck 04. Air Blower 05. Scatterbrain 06. Cause We've Ended As Lovers 07. Thelonius 08. Freeway Jam 09. Diamond Dust

Wired
01. Led Boots 02. Come Dancing 03. Goodbye Pork Pie Hat 04. Head For Backstage Pass 05. Blue Wind 06. Sophie 07. Play With Me 08. Love Is Green

jeff beck - beckology (1991)

Beckology (1991)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. The Tridents - Trouble In Mind
02. The Tridents - Nursery Rhyme
03. The Tridents - Wandering Man Blues
04. The Yardbirds - Steeled Blues
05. The Yardbirds - Heart Full of Soul
06. The Yardbirds - I'm Not Talking
07. The Yardbirds - I Ain't Done Wrong
08. The Yardbirds - The Train Kept A-Rollin'
09. The Yardbirds - I'm A Man
10. The Yardbirds - Shapes Of Things
11. The Yardbirds - Over Under Sideways Down
12. The Yardbirds - Happenings Ten Years Time Ago
13. The Yardbirds - Hot House of Omagarashid
14. The Yardbirds - Lost Woman
15. The Yardbirds - Rock My Mind
16. The Yardbirds - The Nazz Are Blue
17. The Yardbirds - Psycho Daisies
18. The Yardbirds - Jeff's Boogie
19. The Yardbirds - Too Much Monkey Business (Live)
20. The Yardbirds - The Sun Is Shining (Live)
21. The Yardbirds - You're A Better Man Than I (Live)
22. The Yardbirds - Love Me Like I Love You (Live)
23. Jeff Beck - Hi Ho Silver Lining
24. Jeff Beck - Tally Man
25. Jeff Beck - Beck's Bolero

Tracklist CD 2
01. Jeff Beck Group with Rod Stewart - Shapes of Things
02. Jeff Beck Group with Rod Stewart - I Ain't Superstitious
03. Jeff Beck Group with Rod Stewart - Rock my Plimsoul
04. Jeff Beck Group with Rod Stewart - Jailhouse Rock
05. Jeff Beck Group with Rod Stewart - Plynth (Water Down The Drain)
06. Jeff Beck Group with Rod Stewart - Drinking Again
07. Jeff Beck Group - Definitely Maybe
08. Jeff Beck Group - New Ways Train Train
09. Jeff Beck Group - Going Down
10. Jeff Beck Group - I Can't Give Back the Love I Feel For You
11. Beck, Bogert, Appice - Superstition
12. Beck, Bogert, Appice - Black Cat Moan
13. Beck, Bogert, Appice - Blues Deluxe/BBA Boogie
14. Beck, Bogert, Appice - Jizz Whizz

Tracklist CD 3
01. Cause We've Ended as Lovers
02. Goodbye Pork Pie Hat
03. Love Is Green
04. Diamond Dust
05. Freeway Jam (Live)
06. The Pump
07. People Get Ready (with Rod Stewart)
08. Escape
09. Gets Us All in The End
10. Back on The Street
11. Wild Thing
12. The Train Kept A-Rollin'
13. Sleep Walk
14. The Stumble
15. Big Block
16. Where Were You

janis joplin

mulheres no rock'n'roll
chrissie hynde = the pretenders
crucified-barbara
dolores o'riordan = the cranberries
doro pesch = warlock
girlschool
imelda may
joan jett | lita ford = the runaways
siouxsie and the banshees
wendy o williams = plasmatics

janis joplin‘A gente parece um verme com uma grande sensação dramática. Talvez gostem mais de minha musica se pensarem que estou promovendo minha autodestruição. Entrei nisso porque tenho alguma coisa por dentro. Minha habilidade não foi adquirida, se faço algo, faço-o com toda a alma. Não consigo entrar em cena e fingir; tenho que libertar o que tenho dentro de mim’. Essas palavras são de Janis Joplin, numa entrevista que deu pouco antes do Festival de Woodstock, quando ainda era reconhecida como a maior cantora branca de rock dos Estados Unidos, o que equivalia a dizer do mundo. Embora parecesse plenamente realizada como artista diante do público, seus amigos sabiam que o resto de sua vida era um vazio. ‘O pior é a solidão, disse ela em outra entrevista. De certa forma, com a fama, perdemos todos os velhos amigos. As viagens nos distanciam e é difícil fazer novos amigos. Quando não estou em cena, estou ensaiando, vendo televisão, entrando e saindo de hotéis. É uma vida solitária. Vivo para o momento das apresentações, cheia de emoção e excitação, como esperando por alguém a vida toda’.

Janis Joplin teve uma carreira apaixonada e rápida, interrompida por sua morte aos 27 anos em consequência de uma dose excessiva de heroína. Em outubro de 1970, aos 27 anos, Janis Joplin foi encontrada morta no apartamento de um hotel de Hollywood por John Cooke, guitarrista da recém formada banda ‘Full-Tilt Boogie’. A cantora estava deitada de bruços, entre o criado-mudo e a cama e tinha 14 marcas de agulha no braço por onde injetou uma quantidade fatal de heroína, e o nariz quebrado, por uma provável queda. Ao seu lado, uma garrafa de uísque. Vivendo em um subúrbio de San Francisco, Janis estava em Hollywood gravando e bebia pelo menos um litro de uísque em cada uma de suas apresentações. Janis Joplin era a cantora de rock mais bem paga do mundo quando morreu. No mês anterior à sua morte, o guitarrista Jimi Hendrix, também com 27 anos, foi encontrado morto em um apartamento de Londres, vitima igualmente do excesso de drogas.

janis joplin - big brother and the holding company

Big Brother and The Holding Company

Tratada com repulsa Janis Lyn Joplin foi expulsa de três universidades e gostava de andar com os negros de Port Arthur, Texas, onde nasceu, e de ouvir os discos de Billie Holiday, Bessie Smith e Leadbelly. Janis teve uma infância dura, embora fosse filha de um proprietário de uma refinaria de petróleo. Tentou ser pintora, mas seu caminho foi traçado pelo blues. Começou a cantar country e blues na década de 60. Quando tinha 16 anos, já viajava pelos Estados Unidos de carona, fumava cigarros de palha e gostava de tomar gim. Frequentava guetos de negros, aprendia músicas sacras e lutava pela integração racial. Seu melhor amigo, um negro chamado Tio Tom, foi morto a pancadas pelos brancos. Aos 17 anos começou a cantar profissionalmente, em Austin, criando seus blues branco, ou cósmico, como preferia defini-lo.

janis joplin & tina turner (1960)

Janis com Tina Turner (1960)

Conheceu e apaixonou-se pelo músico, Bruce, morto em combate no Vietnã e sua vida chegou ao caos, fumava maconha e tomava LSD enquanto cantava em boates de terceira categoria em troca de bebida e sanduiches de bacon. Foi um amigo de Bruce, Sam Andrew, que em 1966 a levou para San Francisco onde tornou-se vocalista da banda ‘Big Brother and the Holding Company’, formada por Sam e James Gurley nas guitarras, Pete Albin no baixo e David Getz na bateria. No festival de Monterrey de 1967 a atuação de Janis Joplin na banda contagiou a platéia, principalmente por sua versão de 'Summertime'. A crítica também ficou impressionada com aquela voz rouca e a performance sensual da moça, que cantava blues como nenhuma cantora branca havia feito até então. Usava perucas roxas e vermelhas, às vezes não usava nada, os cabelos compridos sacudiam-se ao ritmo da música. Ofuscava as bandas que a convidavam para tocar, enlouquecia quando cantava. Chegou a ser processada por dizer palavrões em um de seus shows e a ser presa por ficar nua durante uma apresentação, em outra ocasião por insultar os guardas que procuravam protegê-la de suas fãs.

janis joplin

Em 1968 foi a grande atração do Festival Monterey onde apresentaram a canção ‘Piece of my Heart’. No mesmo ano a banda lançou o álbum 'Cheap Thrills', que foi um recorde de vendas. Logo depois Janis abandonou a banda para formar a sua própria. Foi para Woodstock, mas sua participação não apareceu no documentário e no disco pela má qualidade do show. Janis Joplin iniciou sua carreira solo em 1969. A rapidez com que ficou famosa talvez tenha sido um tanto violenta para uma personalidade tão instável. Janis passava da euforia ao desespero, bebia demais e usava heroína. Em 1970 veio ao Brasil e foi maltratada, no Teatro Municipal onde era esperada como uma estrela de Hollywood apareceu como uma hippie. E lançou o álbum 'Pearl' (seu apelido entre os amigos). Dias depois das gravações, Janis foi encontrada morta. 'Pearl' saiu com duas faixas a menos que o previsto. Foram lançadas várias coletâneas póstumas e em 1973 foi gravado um documentário, intitulado simplesmente ‘Janis’. Em 2003, ano em que Janis Joplin completaria 60 anos, chegou às lojas a coletânea 'Essential Janis Joplin' e a estréia do musical 'Love, Janis', supervisionado pela irmã Laura Joplin.

Janis Joplin – Anthology (1980)

Anthology (1980)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Piece of My Heart 02. Summertime 03. Maybe 04. Try (Just a Little Bit Harder) 05. To Love Somebody 06. Kozmic Blues 07. Turtle Blues 08. Oh, Sweet Mary 09. Little Girl Blue 10. Trust Me

Tracklist CD 2
01. Move Over 02. Half Moon 03. Cry Baby 04. Me and Bobby McGee 05. Mercedes Benz 06. Down on Me 07. Bye Bye Baby 08. Get It While You Can 09. Ball and Chain

janis joplin - kozmic blues



born to swing

O termo ‘swing’, que significa balanço e oscilação, é utilizado no jazz de duas formas completamente diferentes. No sentido técnico, usualmente arranjado para grandes orquestras dançantes, caracterizado por uma batida menos acentuada que a do estilo tradicional, e menos complexo, rítmica e harmonicamente falando, do que o jazz moderno. No sentido histórico, o swing coincide com a era do swing, o período clássico do jazz, que começa nos primeiros anos após a grande depressão econômica dos anos 20 e os últimos da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente entre 1932 e 1943. Embora o swing só tenha caído no gosto popular com a ascensão de Benny Goodman em 1935, o estilo já existia há mais de uma década. O jazz nas suas formas iniciais enfatizava a improvisação espontânea, mas à medida que as bandas de dança se tornaram populares nos anos 20 e começaram a usar mais três ou quatro instrumentos de sopros, se tornou necessário que os arranjos fossem escritos para que a música pudesse estar organizada e coerente.

O swing remete também às músicas de big bands. Até 1924, as big bands tendiam a tocar arranjos que ficavam amarrados às melodias, oferecendo poucas surpresas e inibindo a espontaneidade e a criatividade dos melhores solistas. Em 1924, o jovem cornetista Louis Armstrong se juntou à orquestra de Fletcher Henderson. Seu timbre, adicionado ao uso dramático do espaço e ao seu senso de balanço impressionaram bastante o arranjador chefe da orquestra de Henderson, Don Redman, e esse momento pode ser datado como o início do swing. Outras importantes big bands da década foram a de: ‘Bennie Moten's Kansas City Orchestra’, que no meio da década de 30 se tornaria a de Count Basie; a de Jean Goldkette em 1927 que contava com os arranjos de Bill Challis e solos do cornetista Bix Beiderbecke e do saxofonista Frankie Trumbauer; a de Ben Pollack que serviu de aprendizado para Benny Goodman, Glenn Miller e para o trombonista Jack Teagarden e a de Paul Whiteman, que por volta de 1927 tinha se tornado na maior orquestra de jazz. Porém, a essa altura os arranjos eram sempre mais avançados para os solistas do que aqueles praticados no jazz de New Orleans. A mais importante big band do final dos anos 20 e aquela que se sucedeu à de Fletcher Henderson foi a de Duke Ellington. Com a crise de 1929 e o começo da depressão econômica, era de se esperar que as big bands se tornassem pouco viáveis economicamente, mas por ironia, ocorreu o contrário. (fonte: clube do jazz)

glenn millerbunny beriganearl hinesfletcher hendersonbenny goodman

Glenn Miller | Bunny Berigan | Earl Hines | Fletcher Henderson | Benny Goodman

Alton Glenn Miller (1904-1944) foi trombonista profissional na banda de Ben Pollack e bandleader na era do swing. Mais tarde transformou-se num organizador de orquestras, sobretudo das dos irmãos Dorsey, iniciada em 1934, e de Ray Noble, organizada em 1935. Depois de ter tentado infrutiferamente formar a sua própria orquestra em 1937, acabou por conseguir no ano seguinte. Ele foi um dos artistas de mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands. Durante a 2.ª Guerra Mundial, era capitão, sendo promovido mais tarde a major e a diretor da banda da força aérea do exército dos Estados Unidos na Europa. Ao voar da Inglaterra para Paris, desapareceu; os corpos dos ocupantes nem os destroços do avião jamais foram avistados.

Rowland Bernard ‘Bunny’ Berigan (1908-1942) foi trompetista que chegou à fama durante a era do swing, mas cujo virtuosismo e influência foram encurtados por uma batalha perdida com o alcoolismo, que terminou em sua morte prematura aos 33 anos. Sua clássica gravação de 1937, ‘I Cant Get Started’, com letra do então pouco conhecido Ira Gershwin e música de Vernon Duke foi introduzida no Hall da Fama do Grammy em 1975.

Earl Kenneth Hines (1903-1983) foi compositor, líder de bandas e um dos mais importantes pianistas da história do jazz. Em Chicago conheceu Louis Armstrong e, juntamente com Zutty Singleton, tocaram no ‘Sunset Café’. Em 1927, esta torna-se a banda de Louis Armstrong, e Hines o seu diretor. Armstrong percebe o estilo ‘avant garde’ de Hine ao tocar piano como um trompete, recorrendo ao uso de oitavas para que o seu piano pudesse ser mais facilmente ouvido. Em 1928, lidera a sua própria banda. Foi no clube de Al Capone, o ‘Grand Terrace Ballroom’, que estreou como líder de banda. Pela sua banda passaram Nat King Cole, que o substituía no piano, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie Parker. Liderou a sua banda até 1947, quando passou temporariamente a liderar a banda de Duke Ellington, enquanto este se encontrava doente. O tempo das grandes bandas e orquestras encontrava-se no fim.

James Fletcher Henderson Hamilton Jr. (1897-1952) foi pianista, bandleader, arranjador e compositor, importante no desenvolvimento das bigbands e do swing. Henderson, juntamente com Don Redman, estabeleceu a fórmula para a música swing. Foi o responsável por trazer Louis Armstrong de Chicago para Nova York. Em 1922 ele formou sua própria banda, que rapidamente se tornou conhecida como a melhor banda composta por afro-americanos em Nova York. Além de sua própria banda, ele arranjou para várias outras bandas, incluindo as de Teddy Hill, Isham Jones, e a mais famosa, a de Benny Goodman.

Benjamin David Goodman (1909-1986) foi clarinetista e bandleader conhecido como ‘O Rei do Swing’, ‘Patriarca da Clarineta’, ‘O Professor’ e ‘Mestre do Swing’. Na década de 30, Benny Goodman liderou um dos grupos musicais mais populares da América. Seu concerto de 1938 no Carnegie Hall em Nova York é descrito como o mais importante na história da música popular. Goodman lançou as carreiras de muitos grandes nomes do jazz, e durante a era de segregação ele foi um dos primeiros a integrar em sua banda músicos negros. Foi responsável por um passo significativo na integração racial na América. No início dos anos 30, músicos negros e brancos não podiam tocar juntos na maioria dos clubes ou concertos. Benny Goodman quebrou a tradição ao contratar o pianista negro Teddy Wilson e o baterista branco Gene Krupa para tocarem no Trio Benny Goodman. Goodman continuou a sua ascensão meteórica ao longo do final dos anos 30 com sua big band, o seu trio e quarteto e um sexteto. Por meados dos anos 40, no entanto, as grandes bandas perderam muito de sua popularidade. Leia +...


Tracklist
01. Glenn Miller - American Patrol
02. Glenn Miller - Pavanne
03. Glenn Miller - Pagan Love Song
04. Glenn Miller - Stardust
05. Glenn Miller - Keep 'Em Flying
06. Bunny Berigan - Frankie and Johnny
07. Bunny Berigan - Mahogany Hall Stomp
08. Bunny Berigan - I Can't Get Started
09. Bunny Berigan - Little Gate's Special
10. Earl Hines - Sweet Georgia Brown
11. Earl Hines - Bubbling Over
12. Earl Hines - Father Steps In
13. Earl Hines - Boogie Woogie on St Louis Blues
14. Earl Hines - Deep Forest
15. Fletcher Henderson - St Louis Shuffle
16. Fletcher Henderson - Hot and Anxious
17. Fletcher Henderson - Sugar Foot Stomp
18. Fletcher Henderson - Limehouse Blues
19. Fletcher Henderson - Christopher Columbus
20. Benny Goodman - Down South Camp Feeling
21. Benny Goodman - Life Goes to a Party
22. Benny Goodman - If Dreams Come True
23. Benny Goodman - Big John's Special
24. Benny Goodman - Solo Flight
25. Benny Goodman - A String of Pearls



bunny berigan - I can't get started


born to swing
Born to Swing
volume 1



jimmy dorseytommy dorseyerskine hawkinsstan kentoncount basie

Jimmy Dorsey | Tommy Dorsey | Erskine Hawkins | Jimmie Lunceford | Stan Kenton | Count Basie

James ‘Jimmy’ Dorsey (1904-1957) foi um proeminente clarinetista, saxofonista, trompetista, compositor e bandleader. Conhecido como ‘JD’ compôs os standards de jazz ‘I'm Glad There Is You’ e ‘It's The Dreamer In Me’. Irmão mais velho de Tommy Dorsey que também se tornou um músico de destaque, Jimmy Dorsey é considerado um dos mais importantes e influentes saxofonistas de bigband e da era swing. Charlie Parker o mencionou como um dos seus favoritos.

Thomas Francis ‘Tommy’ Dorsey (1905-1956) foi trombonista, trompetista, compositor e maestro. Embora esteja em segundo lugar em relação a Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller ou Harry James, foi o maestro mais popular da era do swing, que durou de 1935 a 1945. Apelidado de ‘o cavalheiro sentimental do swing’, sua banda foi formada por grandes músicos do jazz, arranjadores e cantores, incluindo Frank Sinatra. E foi o artista mais vendido da história da ‘RCA Victor Records’, uma das maiores gravadoras do mundo, até a chegada de Elvis Presley, o qual se apresentou nacionalmente pela primeira vez no programa de televisão que Tommy apresentava com seu irmão Jimmy. Sedado com pílulas para dormir após uma refeição pesada, engasgou-se acidentalmente e faleceu aos 51 anos. Seu irmão regeu a banda depois, vindo a falecer um ano mais tarde.

Erskine Hawkins Ramsay (1914-1993) foi trompetista e bandleader de Birmingham, Alabama. No auge de sua popularidade durante a época dourada do swing, a maestria com que tocava o trompete lhe rendeu o apelido de ‘A Twentieth Century Gabriel’. O grupo de músicos que compunham sua orquestra produziu algumas das melhores e mais influentes músicas da era das big bands e sua popularidade se aproximou a das bandas lideradas por gigantes como Duke Ellington e Count Basie. Compositor do standart ‘Tuxedo Junction’ com o saxofonista e arranjador Bill Johnson, a canção se tornou um hit popular durante a Segunda Guerra Mundial na versão da ‘Glenn Miller Orchestra’.

James Melvin ‘Jimmie’ Lunceford (1902-1947) foi saxofonista e líder de banda. Bacharel em artes enquanto lecionava organizou uma banda de estudantes, a ‘Chickasaw Syncopators’, que depois teve seu nome alterado para ‘Jimmie Lunceford Orchestra’. A orquestra fez sua primeira gravação em 1930 e aceitou um convite para tocar no nightclub ‘The Cotton Club’ do Harlem, em 1933, que já apresentava Duke Ellington e Cab Calloway. A orquestra de Lunceford, com sua fina musicalidade e humor em sua música e letras, tornou-se a banda do clube, e a sua reputação começou a crescer rapidamente. Em 1947, Jimmie Lunceford entrou em choque e morreu de parada cardiorrespiratória durante uma sessão de autógrafos. Rumores circularam de que fora envenenado por um dono de restaurante revoltado por ter servido a um negro.

Stanley Newcomb Kenton (1911-1979) foi pianista, compositor e arranjador que liderou uma inovadora, controversa e muito influente orquestra de jazz. Kenton tocou nos anos 30 em algumas bandas, mas sua vocação natural sempre foi para bandleader. Formou sua primeira orquestra em 1941. Competente como pianista foi muito mais importante para seus companheiros, um deles o violonista brasileiro Laurindo Almeida, como arranjador. É considerado uma das influências da Bossa Nova, por seu modo suave de tocar. Nos anos seguintes, ele foi muito ativo como educador.

William ‘Count’ Basie (1904-1984) foi pianista, organista, compositor e bandleader. Foi autor das clássicas ‘One O'clock Jump’, ‘April in Paris’ e ‘Jumpin' at the Woodside’ executadas, com primor, respectivamente, por Duke Ellington e Benny Goodman, e suas orquestras. Chamado de ‘Count’ (conde), considerando-se a sua importância entre os grandes mestres da era swing assim como Benny Goodman (rei), Duke Ellington (duque), Lester Young (presidente) e Billie Holliday (lady). Basie levou sua orquestra de jazz quase continuamente por quase 50 anos. Muitos músicos notáveis ganharam destaque sob a sua direção, incluindo o saxofonista tenor Lester Young. Basie morreu de câncer no pâncreas com 79 anos.


Tracklist
01. Jimmy Dorsey - Don't Be That Way
02. Jimmy Dorsey - John Silver
03. Jimmy Dorsey - Major and Minor Stomp
04. Jimmy Dorsey - Turn Right
05. Tommy Dorsey - I'm Getting Sentimental Over You
06. Tommy Dorsey - Melody in F
07. Tommy Dorsey - Song of India
08. Tommy Dorsey - Boogie Woogie
09. Tommy Dorsey - Quiet Please
10. Erskine Hawkins - Gin Mill Special
11. Erskine Hawkins - Tuxedo Junction
12. Erskine Hawkins - After Hours
13. Jimmie Lunceford - Rhythm is Our Business
14. Jimmie Lunceford - T'ain't What You Do
15. Jimmie Lunceford - Uptown Blues
16. Jimmie Lunceford - Lunceford Special
17. Stan Kenton - Taboo
18. Stan Kenton - Adios
19. Stan Kenton - El Choclo
20. Count Basie - One o' Clock Jump
21. Count Basie - Blue and Sentimental
22. Count Basie - Jumpin' at the Woodside
23. Count Basie - Clap Hands, Here Comes Charlie
24. Count Basie - Rockin' the Blues
25. Count Basie - Red Bank Boogie



erskine hawkins - tuxedo junction


born to swing
Born to Swing
volume 2



cab calloway lucky millinder gene krupaharry james
bob crosbychick webblionel hampton

Cab Calloway | Lucky Millinder | Gene Krupa | Harry James | Bob Crosby | Chick Webb | Lionel Hampton

Cabell ‘Cab’ Calloway III (1907-1994) foi cantor e líder de banda nasceu em uma família de classe média de New York. Em 1931, gravou a famosa ‘Minnie the Moocher’ que mais tarde apareceu no famoso desenho da Betty Boop, assim como as músicas ‘St James Infirmary Blues’ e ‘The Old Man of the Mountain’. Calloway tinha um estilo enérgico de cantar e liderou uma das mais famosas bigbands dos Estados Unidos, no começo de 1930 até o final de 1940. A orquestra de Calloway contava com instrumentistas que incluiam o trompetista Dizzy Gillespie, o saxofonista Ben Webster, o violonista Danny Baker, e o baixista Milt Hilton. Participou de vários filmes, onde mostrou ser um ótimo ator como também um excelente dançarino, misturando elementos de sapateado com passos de dança de rua popularizada somente nos anos 70.

Lucius Venable ‘Lucky’ Millinder (1910-1966) foi um bandleader de rhythm and blues e swing. Embora não soubesse ler e nem escrever música, não tocar nenhum instrumento e raramente cantar, seu carisma e bom gosto musical fez sucesso com a sua banda, a maior a tocar rhythm and blues, e deu oportunidade a uma série de músicos influentes no alvorecer da era do rock and roll. Em 1953 estava trabalhando como DJ, e continuava em turnês com a sua banda, mas seu estilo estava começando a decair. Em 1954 assumiu a liderança da banda do 'Apollo Theater'. Em 1955 tornou-se editor de música e relações públicas de uma destilaria de uísque até morrer de uma doença do fígado.

Gene Krupa (1909-1973) foi influente baterista de jazz e compositor, famoso por seu estilo enérgico e extravagante. Foi professor de Peter Criss, ex-baterista do ‘Kiss’. Em 1933, pela primeira vez tocou com Benny Goodman, o primeiro grupo integrado nos Estados Unidos. Em seu hit ‘Sing, Sing, Sing’ foram gravados os primeiros solos de bateria. Em 1938, tocou com a orquestra de Goodman no famoso 'Carnegie Hall Concert Jazz'. Depois de uma briga pública com Goodman fundou a sua própria banda e teve vários hits com a cantora Anita O'Day e o trompetista Roy Eldridge. Muitos consideram Krupa como um dos mais influentes bateristas do século 20, particularmente em relação ao desenvolvimento do kit de bateria, um conjunto de outros instrumentos dispostos para serem tocados convenientemente por um único baterista.

Harry Haag James (1916-1983) foi maestro e um dos trompetistas mais populares da era das big bands. Filho de artistas circenses, quando tinha doze anos, passou a reger uma das bandas do circo. Em 1936, tornou-se membro da orquestra de Benny Goodman onde se juntou com os trompetistas Ziggy Elman e Chris Griffin para formar o ‘powerhouse trio’, um das sessões de trompete mais célebres da história do jazz. James era o solista principal e ficou famoso com seus solos nas canções ‘Ridin' High’, ‘Sing, Sing, Sing’ e ‘One o'Clock Jump’.

George Robert ‘Bob’ Crosby (1913-1993) foi bandleader e vocalista, mais conhecido por seu grupo de ‘Bob-Cats’, especializado em jazz Dixieland ou Jazz Tradicional, um subgênero criado em Nova Orleans, foi o último estilo que surgiu da mistura da música africana e européia depois de 1900. Bob Crosby começou a cantar no início dos anos 30 e participou de várias bandas inclusive dos irmãos Dorsey. E liderou a sua primeira banda em 1935, quando os ex-membros da banda de Ben Pollack o elegeram como líder titular.

William Henry Webb (1905-1939), mais conhecido como Chick Webb foi cantor, baterista e bandleader. Com 17 anos ele se mudou para New York City e com 21 estava conduzindo sua própria banda no Harlem. Em 1931, a banda tornou-se a banda da casa no ‘Savoy Ballroom’, um local de dança popular dos anos 20 onde brancos e negros dançavam juntos ao contrário da política do Cotton Club que apenas admitia brancos. No ‘Savoy Ballroom’ a banda de Webb competia com outras bandas de topo como a Orquestra de Benny Goodman ou a Count Basie Orchestra, mas ao final das batalhas os que dançavam preferiam a banda de Chick Webb que consideravam a melhor.

Lionel Leo Hampton (1908-2002), considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Hampton se juntou ao ‘Benny Goodman Trio’ formado por Goodman, Wilson Teddy e Gene Krupa expandindo-a para a ‘Benny Goodman Quartet’. Em 1940 deixou o grupo para formar a sua própria big band tornando-se popular durante os anos 40 e início dos anos 50 quando teve um forte interesse pelo judaísmo e arrecadou dinheiro para Israel. Em 1953 compôs a suíte ‘King David’. Mais tarde tornou-se membro da ‘Christian Science’.


Tracklist
01. Cab Calloway - Minnie the Moocher
02. Cab Calloway - Come On With the Come On
03. Cab Calloway - Jonah Joins the Cab
04. Lucky Millinder - Trouble in Mind
05. Lucky Millinder - Apollo Jump
06. Lucky Millinder - Mason Flyer
07. Lucky Millinder - Shipyard Social Function
08. Gene Krupa - Drummin' Man
09. Gene Krupa - Let Me Off Uptown
10. Gene Krupa - After You've Gone
11. Gene Krupa - Rockin' Chair
12. Harry James - Back Beat Boogie
13. Harry James - Flight of the Bumble Bee
14. Harry James - Trumpet Blues and Cantabile
15. Bob Crosby - South Rampart Street Parade
16. Bob Crosby - I'm Prayin' Humble
17. Bob Crosby - Boogie Woogie Maxixe
18. Bob Crosby - Sugar Foot Stomp
19. Chick Webb - Stomping at the Savoy
20. Chick Webb - Don't Be That Way
21. Chick Webb - Liza (All The Clouds Roll Away)
22. Chick Webb - Undecided / Chick Webb
23. Lionel Hampton - Flying Home
24. Lionel Hampton - Flying Home No. 2
25. Lionel Hampton - Hamp's Boogie Woogie



cab calloway - minnie the moocher


born to swing
Born to Swing
volume 3



artie shawles brownwoody herman fats wallercharlie barnetduke ellington

Artie Shaw | Les Brown | Woody Herman | Fats Waller | Charlie Barnet | Duke Ellington

Arnold Jacob Arshawsky (1910-2004) conhecido como Artie Shaw foi clarinetista, compositor e bandleader. Famoso por clássicos como ‘Begin the Beguine‘, versão de Cole Porter gravada em 1938 e uma das gravações de definição da época e ‘Oh, Lady Be Good’. Em 1940, Shaw participou do filme ‘Second Chorus’, estrelado por Fred Astaire e Paulette Goddard, no papel dele mesmo, e recebeu duas indicações ao Oscar pela Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção (Love of My Life). Ele também foi autor de livros de ficção e não-ficção. Shaw foi um dos mais populares líderes de big bands dos anos 30 e 40. Musicalmente inquieto também foi um dos primeiros defensores da Third Stream, termo cunhado em 1957 pelo compositor Gunther Schuller para descrever um gênero musical que é a síntese de música clássica e jazz. Artie Shaw também algumas sessões com pequenos grupos que flertaram com be-bop antes de se aposentar da música em 1954.

Les Brown Sr. (1912-2001) foi líder de big band e compositor, mais conhecido por suas quase sete décadas de trabalho com o grupo ‘Les Brown and His Band of Renown’. Em 1945, a banda foi destaque com Doris Day e a gravação de ‘Sentimental Journey‘. O lançamento da canção coincidiu com o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e se tornou tema oficial do regresso para casa para muitos veteranos.

Woodrow Charles Herman (1913-1987), conhecido como Woody Herman, foi clarinetista, saxofonista, cantor e bandleader. Liderando vários grupos chamados de ‘The Herd’, Herman foi um dos mais populares das décadas de 30 e 40. A sua primeira banda tornou-se conhecida por suas orquestrações de blues e às vezes era anunciada como ‘The Band That Plays The Blues’. Junto com a grande aclamação por suas apresentações de jazz e blues, Woody Herman encomendou uma série de composições clássicas para o compositor russo Igor Stravinsky, entre elas ‘Ebony Concerto’ para solo de clarinete. Ao longo da história do jazz, sempre houve músicos que procuraram combiná-lo com música clássica. ‘Ebony Concerto’ foi tocada ao vivo pela banda de Herman em 1946 no ‘Carnegie Hall’. Apesar do sucesso no ‘Carnegie Hall’ e outros triunfos, Herman foi obrigado a dissolver a orquestra em 1946, no auge de seu sucesso para passar mais tempo com a sua esposa com crescentes problemas com alcoolismo e dependência de comprimidos. Herman voltou em 1947 e continuou a se apresentar até 1980, após a morte de sua esposa e com sua saúde em declínio.

Thomas Wright Waller (1904-1943) mais conhecido como Fats Waller, foi pianista, organista, compositor e comediante. Foi um dos mais populares artistas de sua época, com sucesso comercial e de crítica, em seu país e na Europa. Ele era um talentoso pianista e mestre do stride piano. Leia +...

Charles Daly Barnet (1913-1991) foi saxofonista, compositor e bandleader. Embora tenha começado a sua carreira em 1933, estava no auge de sua popularidade entre 1939 e 1941, período em que gravou a sua versão do hit ‘Cherokee’. Admirador declarado de Count Basie e Duke Ellington que gravou a sua composição ‘In a Mizz’. Em 1949 ele se aposentou, aparentemente porque tinha perdido o interesse pela música e era um dos poucos herdeiros de uma família muito rica. Ocasionalmente voltou para breves apresentações, nunca em tempo integral. Em 1964, Barnet organizou uma festa privada para o seu herói musical, Duke Ellington e orquestra. Barnet morreu de complicações da doença de Alzheimer e pneumonia.

Edward Kennedy ‘Duke’ Ellington (1899-1974) foi compositor, pianista e líder de orquestra eternizado com a alcunha de ‘The Duke’. A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 20 até à de 60. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, e muitos permaneceram ao lado dele durante décadas. Seu primeiro emprego, no entanto, não foi na música. Sua grande paixão antes do piano foi o baseball, e para poder ver seus ídolos, arrumou um emprego de vendedor de amendoim. Leia +...


Tracklist
01. Artie Shaw - Begin the Beguine
02. Artie Shaw - Nightmare
03. Artie Shaw - Non-Stop Flight
04. Artie Shaw - One Foot in the Groove
05. Les Brown - Bizet Has His Day
06. Les Brown - Twilight Time
07. Les Brown - Leap Frog
08. Woody Herman - At The Woodchopper's Ball
09. Woody Herman - Blue Flame
10. Woody Herman - Hot Chestnuts
11. Woody Herman - Ingie Speaks
12. Fats Waller - I Got Rhythm
13. Fats Waller - Skrontch
14. Fats Waller - The Sheikh of Araby
15. Fats Waller - Chant of the Groove
16. Charlie Barnet - Echoes of Harlem
17. Charlie Barnet - The Moose
18. Charlie Barnet - Drop Me Off in Harlem
19. Charlie Barnet - Skyliner
20. Duke Ellington - Mood Indigo
21. Duke Ellington - It Don't Mean a Thing
22. Duke Ellington - Solitude
23. Duke Ellington - The Sergeant was Shy
24. Duke Ellington - Take the 'A' Train
25. Duke Ellington - Things Ain't What They Used to Be



artie shaw - begin the beguine


born to swing
Born to Swing
volume 4



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