wynton marsalis

wynton marsalisNo jazz e na música clássica combinado com sua atitude, muitas vezes sem rodeios, e mesmo cercado pela controvérsia ao longo de sua carreira, Wynton Marsalis continua a contribuir para a integridade musical. Apesar das críticas, o seu talento nunca foi questionado, ele é universalmente reconhecido como um mestre da música. Sua carreira abrange o jazz, a música erudita e o trabalho de bandleader. Um prodígio do trompete de Nova Orleans que se juntou a famosa banda ‘Art Blakey's Jazz Messengers’ quando ainda era adolescente e ao longo dos anos liderou várias outras bandas de jazz, tornando-se em seguida diretor artístico do ‘Jazz at Lincoln Center’, em Nova York. Em 1983, recebeu dois ‘Grammy Awards’; um na categoria de música clássica como melhor solista instrumental com orquestra e o outro como melhor solista de jazz instrumental, tornando-se o primeiro artista a realizar esta façanha. Nos anos seguintes vieram outros prêmios, nove no total. Tocou com grandes nomes do jazz e tem uma vasta discografia. É um dos mais conhecidos músicos de jazz das décadas de 80 e 90. Em 1994, ele publicou seu primeiro livro, ‘Sweet Swing Blues on the Road’. Em 1997 recebeu o primeiro Prêmio Pulitzer com ‘Blood on the Fields’. A sua extrema popularidade e o seu estilo franco fizeram dele uma figura um tanto controversa nos círculos do jazz. Marsalis é conhecido como um purista, e rejeita o 'fusion' e o 'free jazz', é a favor do jazz mais tradicional que o coloca em confronto com seu irmão mais velho Branford, um saxofonista de jazz e também de música clássica, mas que já tocou com Sting.

wynton marsalis & miles davis (1986)

Wynton Marsalis & Miles Davis (1986)

wynton marsalis em Kirkland House (1987)

O mestre Wynton Marsalis ensinando no Sanders Theatre em Kirkland House,
uma das 12 casas de graduação da Harvard University em Cambridge, Massachusetts (1987)

Wynton Marsalis sempre foi duramente criticado pelo seu extremismo purista em relação ao rumo que muitos músicos de jazz, inclusive seu maior ídolo, Miles Davis, estavam tomando nos anos 80, ao misturarem o jazz com outros ritmos, como o rock, o hip-hop e a música eletrônica, dando início ao jazz fusion. Influenciado por artistas do início de 1900 até os anos 60, Marsalis irritava-se com os da década de 70, definida pelos puristas como um período de degradação do jazz devido ao seu objetivo comercial e com influência da música popular. Pelo conhecimento que tem sobre a história do jazz, Wynton Marsalis assumiu a missão de não só recriar o jazz verdadeiro, mas também ensinar a sua definição. Diretor do ‘Jazz At Lincoln Center’ ele também é considerado embaixador da música americana pelo seu profundo respeito e divulgação das tradições musicais.

ynton marsalis e os irmãos branford e jason

Wynton Marsalis e os irmãos Branford (saxofonista) e Jason (baterista) - (2011)

wynton marsalis & & eric clapton & carlos henriquez (2011)

Wynton Marsalis, Eric Clapton e o baixista Carlos Henriquez no Jazz At Lincoln Center (2011)

Wynton Marsalis nasceu em uma família de músicos, em Nova Orleans, o autoproclamado berço do jazz. Seu pai, Ellis Marsalis, tocava piano e trabalhou como instrutor de improvisação do jazz em ‘New Orleans Center for the Arts Creative’. Sua mãe, Dolores Marsalis, antes de dedicar sua vida a criar seus seis filhos, cantou em bandas de jazz. O filho mais velho Branford Marsalis foi o primeiro prodígio da família musical. Branford tocava clarinete e piano e se tornou um saxofonista profissional. Wynton não seguiu o exemplo do seu irmão. Quando tinha seis anos de idade, Al Hirt, com quem seu pai tocou, deu a ele um dos seus antigos trompetes. Wynton Marsalis fez a sua estréia como trompetista aos sete anos quando tocou ‘The Marine Hymn’ na escola. Aos 12 anos, ouviu uma gravação do trompetista Clifford Brown e decidiu levar a sério o instrumento. Logo depois, ouviu um álbum clássico do trompetista Maurice Andre, que despertou seu interesse pela música clássica. Em New Orleans, graduou-se com média máxima tornando-se finalista para a bolsa da Universidade de Yale. Com 14 anos de idade ganhou um concurso de jovens na Louisiana que lhe deu a oportunidade de tocar com a Orquestra Filarmônica como solista.

Aos 19 anos, pediu a Art Blakey para fazer parte do seu ‘Jazz Messengers’. Suas apresentações começaram a atrair a atenção nacional, e ele se tornou diretor musical da banda. Decidiu então mudar a sua imagem e começou a usar ternos. Foi uma demonstração de seriedade. No ano seguinte, recebeu uma oferta para excursionar pelos EUA e Japão com o quarteto de Herbie Hancock. A atenção sobre ele aumentou o que resultou em um contrato para gravar jazz e música clássica. Seu autointitulado álbum de estréia foi lançado em 1981. E seu primeiro álbum clássico, ‘Trumpet Concertos’, foi gravado em Londres, com a ‘National Philharmonic Orchestra’. Nesse mesmo ano formou sua própria banda de jazz com seu irmão Branford. Em 1984, Marsalis definiu outro precedente, tornando-se o primeiro artista a receber dois prêmios Grammy em duas categorias no mesmo ano. No final de 1996, a revista 'Time' nomeou-o com uma das 25 pessoas mais influentes da América. Quando não está trabalhando em sua própria música, ele viaja para escolas de todo o país para falar sobre a música em um esforço para continuar a tradição do jazz. Quando o furacão Katrina devastou sua cidade natal em 2005, Marsalis entrou em ação, organizando shows beneficentes em Nova York e Nova Orleans para arrecadar fundos para assistência e reconstrução. No ano seguinte à catástrofe, ele continuou a escrever e falar, num esforço para manter a atenção do país focada em muitas tarefas inacabadas de restauração. Além de suas realizações como artista Wynton Marsalis amadureceu para uma figura pública de coragem e convicção.

Um estudo de Marsalis sobre os estilos de blues de New Orleans resultou em uma trilogia intitulada ‘Soul Gestures in Southern Blue’. Os três volumes são: ‘Thick in the South’, ‘Uptown Ruler’ e ‘Levee Low Moan’ que recordam todos os diferentes cenários e épocas da música de Nova Orleans.

wynton marsalis - thick in the south (1991)    wynton marsalis - uptown ruler (1991)    wynton marsalis - levee low moan (1991)

Soul Gestures in Southern Blue (1991)
volume 1    volume 2    volume 3

Volume 1: Thick in the South
Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Joe Henderson (saxophone); Marcus Roberts (piano); Bob Hurst (bass); Jeff Wattss, Elvin Jones (drums)
Tracklist: 01. Harriet Tubman 02. Elveen 03. Thick in the South 04. So This Is Jazz, Huh? 05. L. C. On The Cut

Volume 2: Uptown Ruler
Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Todd Williams (saxophone); Marcus Roberts (piano); Reginald Veal (bass); Herlin Riley (drums)
Tracklist: 01. Psalm 26 02. Uptown Ruler 03. Truth Is Spoken Here, The 04. The Burglar 05. Prayer 06. Harmonique 07. Down Home with Homey 08. Psalm 26

Volume 3: Levee Low Moan
Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Wessel Anderson (alto saxophone); Todd Williams (tenor and soprano saxophone); Marcus Roberts (piano); Reginald Veal (bass); Herlin Riley (drums)
Tracklist: 01. Levee Low Moan 02. Jig's Jig 03. So This Is Jazz, Huh? 04. In the House of Williams 05. Superb Starling

‘Blood On The Fields’, embora Wynton Marsalis não tenha usado este termo, é um oratório sobre a escravidão norteamericana. Oratório é uma grande composição musical que inclui uma orquestra, um coro e solistas. Diferentemente da ópera, em um oratório há pouca ou nenhuma interação entre os personagens, e nao existem adereços ou trajes. O oratório se tornou extremamente popular no início do século 17, na Itália, para o público da ópera que era proibida pela Igreja durante a quaresma. O oratório tornou-se a principal escolha durante esse período. ‘Blood On The Fields’ foi encomendado pelo ‘Lincoln Center’ e durante um período de três horas e meia de jazz, com sua experiência pessoal como afroamericano Wynton Marsalis criou uma peça que transcende o sofrimento da escravidão através da realização artística com os mesmos cantores e músicos que estrearam no ‘Lincoln Center’ de Nova York em 1994. Marsalis compôs o oratório para três cantores, Jon Hendricks, Cassandra Wilson, Miles Griffith e uma orquestra de 14 peças, e descreve a história de dois escravos, Leona e Jesse, que passaram da escravidão para a liberdade e encontraram o amor apesar das dificuldades.

wynton marsalis - bood on the fields (1997)

Blood On The Fields (1995)
Wynton Marsalis & The Lincoln Center Jazz Orchestra
CD 1  CD 2  CD 3


Personnel: Wynton Marsalis (conductor, trumpet); Jon Hendricks, Cassandra Wilson, Miles Griffith (vocals); Michael Ward (violin); Victor Goines (soprano & tenor saxophones, clarinet, bass clarinet); Walter Blanding (soprano saxophone); Wess Anderson (alto saxophone); Robert Stewart (tenor saxophone); James Carter (baritone saxophone, clarinet, bass clarinet); Russell Gunn, Roger Ingram, Marcus Printup (trumpet); Wycliffe Gordon (trombone, tuba); Wayner Goodman, Ron Westray (trombone); Eric Reed (piano); Reginald Veal (bass); Herlin Riley (drums, tambourine)

Tracklist: CD 1
01. Calling the Indians Out 02. Move Over 03. You Don't Hear No Drums 04. The Market Place 05. Soul for Sale 06. Plantation Coffle March 07. Work Song (Blood on the Fields)

Tracklist: CD 2
01. Lady's Lament 02. Flying High 03. Oh We Have a Friend in Jesus 04. God Don't Like Ugly 05. Juba and a O'Brown Squaw 06. Follow the Drinking Gourd 07. My Soul Fell Down 08. Forty Lashes 09. What a Fool I've Been 10. Back to Basics

Tracklist: CD 3
01. I Hold Out My Hand 02. Look and See 03. The Sun Is Gonna Shine 04. Will The Sun Come Out? 05. The Sun Is Gonna Shine 06. Chant to Call the Indians Out 07. Calling the Indians Out 08. Follow the Drinking Gourd 09. Freedom Is In the Trying 10. Due North

Jelly Roll Morton era o nome artístico de Ferdinand Joseph la Menthe Morton, pianista, compositor e orquestrador estadunidense nascido em 1885. Ele aprendeu sua arte como pianista nos bordéis de Nova Orleans. Foi o primeiro compositor importante do jazz, que durante suas viagens no início do século passado incorporou em seu estilo, o gospel, blues, ragtime e as influências francesas, hispânicas e caribenhas. A música de Jelly Roll Morton prova que o jazz é moderno, sua música é tão forte agora como quando ele a criou. Sua música é atemporal e suas composições contam a história de New Orleans. Ele foi o primeiro teórico sobre jazz, e para Marsalis, todas as suas teorias estavam corretas e assim, o mais talentoso e sofisticado músico de sua geração, reuniu jovens músicos para tocar a música de Jelly Roll Morton que era um homem como ele, acreditava em sua arte.

wynton marsalis - mr jelly lord (1999)

Mr. Jelly Lord (1999)


Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Eric Lewis (piano); Herlin Riley (drums); Reginald Veal (bass); Wycliffe Gordon (trombone, tuba, and trumpet); Lucien Barbarin, Wessell Anderson (alto saxophone); Victor Goines (tenor and soprano saxophones, clarinet); Michael White (clarinet); Donald Vappie (banjo, guitar); Danilo Perez, Harry Connick, Jr., Eric Reed (piano)
Tracklist: 01. Red Hot Pepper 02. New Orleans Bump 03. King Porter Stomp 04. The Pearls 05. Deep Creek 06. Mamanita 07. Sidewalk Blues 08. Jungle Blues 09. Big Lip Blues 10. Dead Man Blues 11. Smokehouse Blues 12. Billy Goat Stomp 13. Courthouse Bump 14. Black Bottom Stomp15. Tom Cat Blues

wynton marsalis - the magic touch (2004)    wynton marsalis - standards and ballads (2008)

The Magic Hour (2004)    |    Standards & Ballads (2007)

The Magic Hour (2004)
Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Dianne Reeves, Bobby McFerrin (vocals); Carlos Henriquez (bass); Eric Lewis (piano); Ali Jackson (drums)
Tracklist: 01. Feeling of Jazz (with Dianne Reeves) 02. You and Me 03. Free to Be 04. Baby, I Love You (with Bobby McFerrin) 05. Big Fat Hen 06. Skipping 07. Sophie Rose-Rosalee 08. Magic Hour

Standards & Ballads (2007)
Personnel: Wynton Marsalis (vocals, trumpet); Shirley Horn (vocals); Kent Jordan (alto flute); Todd Williams (clarinet, soprano saxophone, tenor saxophone); Alvin Batiste (clarinet); Branford Marsalis (soprano saxophone, tenor saxophone); Wes Anderson (alto saxophone); Herb Harris, Victor Goines, Walter Blanding (tenor saxophone); Joe Temperley (baritone saxophone); Wycliffe Gordon (trombone); Ellis Marsalis, Eric Reed, Kenny Kirkland, Marcus Roberts (piano); Phil Bowler, Reginald Veal, Robert Leslie Hurst III, Ron Carter, Ben Wolfe (bass guitar); Jeffrey Watts, Herlin Riley, Jeff "Tain" Watts, Lewis Nash (drums)
Tracklist: 01. When It’s Sleepytime Down South 02. Stardust 03. Embraceable You 04. Reflections 05. After You’ve Gone 06. The Seductress 07. My Ideal 08. Spring Yaounde 09. Melancholia 10. Where Or When 11. I Guess I’ll Hang My Tears Out To Dry 12. April In Paris 13. I Can’t Get Started 14. Flamingo

Wynton Marsalis é o diretor artístico do ‘Jazz at Lincoln Center’ e em ‘Vitoria Suite’ usa o blues como base para explorar conjuntamente a música de dois mundos e duas culturas: o jazz e o blues da América do Norte e a música indígena da região basca da Espanha e do flamenco. O álbum originou-se de uma simples conversa entre Marsalis e seu velho amigo Iñaki Añua, e diretor do prestigiado ‘Vitoria-Gasteiz Jazz Festival’, na Espanha, que lhe pediu para escrever um blues para o 25º aniversário do festival. ‘Vitoria Suite’ não é só com músicos americanos, teve também a colaboração dos principais músicos espanhóis, como o lendário guitarrista flamenco Paco de Lucia, cuja contribuição é um testemunho do poder da interação cultural.

wynton marsalis - vitoria suite (2010)

Vitoria Suite (2010)
wynton marsalis & paco de lucia
(Jazz at Lincoln Center Orchestra)
CD 1  CD 2

Personnel: Wynton Marslis: trumpet, music director; Sean Jones: trumpet; Ryan Kisor: trumpet; Marcus Printup: trumpet; Vincent Gardner: trombone; Chris Crenshaw: trombone; Elliot Mason: trombone; Sherman Irby: alto saxophone; Ted Nash: alto saxophone, soprano saxophone, flute, clarinet; Walter Blanding Jr: tenor saxophone, soprano saxophone; Victor Goines: tenor saxophone, soprano saxophone, clarinet, bass clarinet; Joe Temperley: baritone saxophone, sopano saxophone, bass clarinet; Dan Nimmer: piano; Carlos Henriquez: double bass; Ali Jackson: drums. Guest musicians: Paco de Lucia: guitar; Chano Dominguez: piano; Israel Suarez "El Pirana": percussion; Tomas Moreno "Tomasito": jaleos, palmas, stamps; Blas Cordoba "El Kejio": jaleos, palmas

Tracklist: CD 1
01. Mvt. I: Big-12 - Gran Doce
02. Mvt. II: Smooth In The Night - Suave En La Noche
03. Mvt. III: Jason And Jasone - Jason y Jasone
04. Mvt. IV: Bulería El Portalón - Bulería El Portalón
05. Mvt. V: Blood Cry - La Llamada De La Sangre
06. Mvt. VI: Iñaki´s Decision - La Decisión De Iñaki

Tracklist CD 2
01. Mvt. VII: The Tree Of Freedom - El Árbol De La Libertad - Askatasunaren Zuhaitza
02. Mvt. VIII: Deep Blue (From The Foam) - Profundo Lamento (Desde La Espuma)
03. Mvt. IX: This Land And The Ocean - Esta Tierra y El Mar
04. Mvt. X: Dato Street Fiesta - Fiesta En La Calle Dato
05. Mvt. XI: Basque Song - Canción Vasca - Euskal Abestia
06. Mvt. XII: Menditzorrotza Swing - Menditzorrotza Swing

‘Existem diferentes estilos musicais, mas as raízes deles nos unem’. Assim Wynton Marsalis, explica a sua união com o guitarrista Eric Clapton, na série de shows realizados no Lincoln Center, em Nova York, em 2011. A temporada deu origem ao CD e ao DVD ‘Play the Blues’. Marsalis se refere ao fato dele e Eric não serem pesquisadores do mesmo tipo de música. Marsalis é um notório purista do jazz e de suas origens, e que chegou a torcer o nariz para as fases rock e hip-hop do seu irmão saxofonista Branford; Clapton, um rockstar de um eclético currículo, nunca escondeu seu amor eterno pelos precursores do blues. Juntos, entraram em um feliz acordo para recuperar, com ajuda de uma incrível banda dirigida por Marsalis, tanto os elementos primordiais jazzísticos, com destaque para os ritmos dançantes de Nova Orleans, quanto os blueseiros. Um dueto sensacional. E o resultado é puro prazer. Entre toadas dos anos 1920; uma pérola do bluesman Howlin’ Wolf; e cantos tradicionais do folclore sulista norte-americano, aprece uma versão de ‘Layla’, clássico de Clapton gravado originalmente em 1970. Antes de tocá-la, o autor explica ao público que a escolha da canção foi feita pelo baixista Carlos Henríquez. (por Daniel Setti)

wynton marsalis & clapton - play the blues (2011)

Play the Blues (2011)
wynton marsalis & eric clapton
(Live From Jazz At Lincoln Center)


Personnel: Wynton Marsalis (trumpet); Eric Clapton (guitar,vocal); Dan Nimmer (piano); Carlos Henriquez (bass); Ali Jackson (drums); Marcus Printup (trumpet); Victor Goines (clarinet); Chris Crenshaw (trombone,vocals); Don Vappie (banjo); Chris Stainton (keyboard)
Tracklist: 01. Ice Cream 02. Forty-Four 03. Joe Turner’s Blues 04. The Last Time 05. Careless Love 06. Kidman Blues 07. Layla 08. Joliet Bound 09. Just A Closer Walk With Thee (feat. Taj Majal) 10. Corrine, Corrina (feat. Taj Majal) 11. Stagger Lee (feat. Taj Majal)

wynton marsalis - portrait of louis armstrong



wynton marsalis & eric clapton - layla




5 comentários:

filloeiro disse...

Hace tiempo que paseo por aquí y nunca te he agradecido tus ganas de compartir y tu gusto por la música.

Pues no me parece justo, así que como agradecimiento me ha parecido buena idea compartir contigo este disco editado el mes pasado por Wynton Marsalis con motivo del festival de jazz de Vitoria-España.

A ver que os parece.

Wynton Marsalis & Paco De Lucía - Vitoria Suite (2010)

http://www.multiupload.com/BW3M5EU4O0
http://www.multiupload.com/OHOQ5D6RTX

Esta alojado en este link
http://www.emuleland.net/showthread.php?t=61932

Por si alguien se quiere pasar a saludar.

Gracias a tod@s los que hacéis posible este blog.

filloeiro disse...

Sorry, me he dado cuenta de que muertos los links.
Aquí los tenéis nuevos.

http://www.multiupload.com/XGTKQVFUYM
http://www.multiupload.com/ONBCTFRYSO

Edison Junior disse...

Grande Wynton Marsalis! O cara é fera mesmo. Tenho esse álbum com o Clapton, é muito bom.
Quanto aos clássico, tem uma interpretação dele do Moto Perpétuo, de Paganini, que é de tirar o fôlego - literalmente. Que técnica!

Borboletas de Jade disse...

Mrs. Mara, sem palavras pela bela postagem e perfeita lapidação do génio Marsalis que faz jus a família de músicos que dispensa comentários. Mas arriscarei em dizer "SOBERBA" "IMPETUOSA" e "MAGNIFICA" o génio herculio desse trompetista inovador e purista nas fileiras do Jazz. - Mr. Butterfly

Anonymous disse...

O trabalho do Marsalis é admirável, ele se mantém fiel as suas raízes musicais e inova ao mesmo tempo.

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