the ultimate jazz archive: swing to bebop 26

posts relacionados
the ultimate jazz archive: blues

the ultimate jazz archive: boogie woogie
the ultimate jazz archive: swing to bebop, modern jazz
the ultimate jazz archive: big bands
the ultimate jazz archive: vocalists


lee konitz

Lee Konitz (1927) é compositor e saxofonista geralmente considerado uma das forças motrizes do cool jazz, mas também transita pelo bebop e avant-garde. Konitz foi um dos poucos a ter um som característico na década de 40, quando Charlie Parker exerceu uma enorme influência sobre os outros saxofonistas. Paul Desmond e, especialmente, Art Pepper foram fortemente influenciados por Konitz. A associação de Konitz com o movimento cool jazz, da década de 40 e 50, inclui a sua participação nas sessões do álbum ‘Birth of the Cool’ de Miles Davis, álbum lançado em 1957 com doze músicas gravadas ao longo de três sessões durante 1949 e 1950, com instrumentação inusitada e vários músicos notáveis, música composta com arranjos inovadores influenciados pela música clássica e técnicas como a polifonia. O seu trabalho com o pianista e teórico, professor de improvisação do jazz, Lennie Tristano veio no mesmo período. Durante sua longa carreira, Konitz já tocou com músicos de uma grande variedade de estilos de jazz. Konitz nasceu em Chicago, Illinois. Aos oito anos ganhou seu primeiro instrumento, um clarinete, mas depois abandonou o instrumento em favor do saxofone tenor, e finalmente o tenor alto. Suas maiores influências na época eram os swing das big bands que ele e seu irmão ouviam no rádio, em particular, Benny Goodman. Ouvindo Goodman foi o que o incitou a pedir um clarinete como presente. Konitz começou a carreira profissional em 1945, como substituto do saxofonista Charlie Ventura na banda de Teddy Powell. Um mês depois a banda se separou. Entre 1945 e 1947 trabalhou com o produtor e roteirista de filmes e programas de rádio Jerry Wald. Em 1946 conheceu o pianista Lennie Tristano e tocava com ele em um pequeno bar. Seu próximo trabalho substancial foi feito com o pianista e bandleader Claude Thornhill, em 1947, com Gil Evans como arranjador e Gerry Mulligan como compositor. Em 1949 ele se juntou com o grupo de Miles Davis para gravar o álbum ‘Birth of the Cool’. Sua estréia como líder também aconteceu em 1949, época em que também recusou a oportunidade de trabalhar com Benny Goodman, decisão que lamentou. No início de 1950, gravou e excursionou com a orquestra de Stan Kenton. Em 1967, gravou uma série de duetos com vários músicos. As configurações eram muitas vezes incomuns para o período, dois saxofone e um trombone. As gravações basearam-se em quase toda a história do jazz, desde Louis Armstrong. Konitz foi bastante prolífico, gravando dezenas de álbuns como líder da banda e também gravou com Dave Brubeck, Ornette Coleman, Charles Mingus, Gerry Mulligan, Elvin Jones e outros. Com o tempo tornou-se mais experimental e lançou uma série de álbuns de free jazz e avant-garde, tocando ao lado de muitos músicos muito mais jovens.



zoot sims

Zoot Sims (1925 - 1985) foi saxofonista, tocando principalmente o tenor e o soprano. John Haley ‘Zoot’ Sims nasceu em Inglewood, Califórnia, filho de artistas do vaudeville. Seu pai era dançarino e Sims se orgulhava de lembrar muitos dos passos que seu pai lhe ensinou. Inicialmente, Sims aprendeu a tocar clarinete. Seguindo os passos de Lester Young, foi um saxofonista tenor inovador. Ao longo de sua carreira, tocou com bandas de renome, incluindo a de Benny Goodman, Artie Shaw, Stan Kenton e Buddy Rich. Sims também foi um dos ‘Brothers Four’ de Woody Herman. Ele era conhecido, entre seus pares, como um dos mais fortes swingers. Muitas vezes excursionou com seus próprios combos e às vezes com o sexteto do seu amigo Gerry Mulligan e mais tarde com a ‘Band Mulligan Concert Jazz’. Na década de 50 e 60, Sims teve uma longa e bem sucedida parceria como co-líder no quinteto do saxofonista, arranjador e compositor Al Cohn, que registrou com o nome ‘Al e Zoot’. Um dos favoritos quintetos no ‘The Half Note’ de New York, um clube conhecido por apresentar músicos de jazz na década de 50 e 60, e custear suas despesas com transmissões de rádio ao vivo nas noites de sexta-feira. ‘Zoot’ Sims gostava do sax tenor, mas também gostava de tocar o alto e no final de sua carreira, acrescentou o saxofone soprano em suas apresentações. Sims adquiriu o apelido de ‘Zoot’ no início de sua carreira, enquanto estava na banda de Kenny Baker, na Califórnia. O apelido mais tarde foi usado para o saxofonista dos Muppets, um universo ficcional cujos personagens-título, criados por Jim Henson, podiam ser animais, humanóides, monstros, extraterrestres ou criaturas inventadas.



miles davis

Miles Davis (1926 - 1991) efetivamente constitui, sozinho, um capítulo à parte dentro do jazz. Pode-se dizer que ele foi uma verdadeira força propulsora do jazz durante mais de quarenta anos. Seu som ao trompete, puro, macio e quase sem vibrato, emitido freqüentemente com o uso da surdina, e seu fraseado conciso e despojado tornaram-se marcas registradas. Sua personalidade difícil, às vezes contraditória, também. Fundador do cool jazz, do jazz modal, do jazz-rock e da fusion, Miles fez da renovação das linguagens o principal gerador de sua música. Sua carreira, iniciada dentro do bebop, apresentou uma fase brilhante já em 1948-1950, onde o genial arranjador Gil Evans começou a escrever verdadeiras obras-primas que davam todas as condições para a expressividade de Miles. A colaboração Miles-Evans continuou ao longo dos anos 50. Os arranjos de Evans não têm paralelo em nenhuma big band, trata-se de peças com estruturas elaboradas, texturas sofisticadas, revelando influências variadas que incluíam, por exemplo, a música espanhola. Paralelamente ao trabalho com Gil Evans, Miles dava, a partir de 1949, os contornos ao nascente estilo cool, eminentemente apropriado à sua maneira intimista de tocar, gravando as sessões intituladas ‘Birth of the Cool’. A partir de 1956, Miles liderou quintetos e sextetos que, através de suas várias formações, entraria para a história do jazz.

Inicialmente o quinteto contava com o saxofonista John Coltrane, o pianista Red Garland, o contrabaixista Paul Chambers e o baterista Philly Joe Jones; esta formação gravou a série de discos intitulados ‘Relaxin', Workin', Steamin' e Cookin'’. Com a entrada do sax alto Cannonball Adderley, o conjunto se transformou no sexteto que gravou ‘Milestones’. Em 1959 Red Garland foi substituído por Bill Evans e Wynton Kelly, que se revezavam ao piano, e Jones cedeu o lugar a Jimmy Cobb, no sexteto que gravou um dos discos mais cult do jazz de todos os tempos, ‘Kind of Blue’. Com esse grupo, Miles começou a explorar o jazz modal, usando combinações harmônicas mais livres do que a harmonia tonal tradicional, e improvisando mais sobre os acordes do que sobre a melodia do tema. Em 1960-1961, houve pequenas mudanças, mas a base era mantida: ora Cannonball Adderley cedia o lugar a Sonny Stitt ou Hank Mobley, ora Jones voltava a assumir a bateria; o grupo também podia se reduzir a um quinteto, com apenas Coltrane ao tenor. Paralelamente ao trabalho com quinteto e sexteto, Miles retomou a colaboração com Gil Evans e gravou, em 1958 e 1960, duas obras-primas absolutas com orquestra: ‘Porgy and Bess’ e ‘Sketches of Spain’.

Em 1964 surgiu uma formação inteiramente nova do sexteto, com George Coleman no sax tenor, Herbie Hancock no piano, Ron Carter no contrabaixo e o brilhante adolescente Tony Williams na bateria. Hancock, Carter e Williams ocasionalmente foram substituídos, respectivamente, por Frank Butler, Richard Davis e Victor Feldman. Em 1965 a chegada do talentoso saxtenorista e compositor Wayne Shorter deu consistência ainda maior ao grupo. Ao lado de Shorter, Hancock, Carter e Williams, Miles gravou discos como ‘E.S.P.’, ‘Miles Smiles’, ‘Sorcerer’, ‘Nefertiti ‘e são recolhidos notáveis registros de shows ao vivo no ‘Plugged Nickel Club’ de Chicago, hoje restaurado e denominados como a ‘Pedra de Roseta do jazz moderno’. No final dos anos 60, Miles se encaminhou para mais uma renovação estética, começando a fazer experiências com a fusão entre jazz e rock. Nessa fase, ficou novamente em evidência uma faceta de Miles que já havia se manifestado com o quinteto dos anos 50: o descobridor de talentos. Para formar seus conjuntos de jazz-rock, Miles convocou os tecladistas Herbie Hancock, Chick Corea e Joe Zawinul, os bateristas Tony Williams e Jack DeJohnette, os contrabaixistas Dave Holland e Ron Carter, o guitarrista John McLaughlin, o saxofonista Wayne Shorter, o organista Larry Young, entre outros. O jazz-rock, do qual Miles estava se aproximando gradativamente com os discos ‘In a Silent Way’ e ‘Filles de Kilimanjaro’, nasceu efetivamente com o revolucionário, e ainda hoje moderno, álbum de 1969, ‘Bitches Brew’.

Com alguns outros discos até 1972, encerrou-se uma fase na carreira de Miles e tem início outra, ainda mais controversa que a de ‘Bitches Brew’. Durante os anos 70 e 80, Miles continuou realizando experiências, renovando completamente seus conjuntos com músicos pouco conhecidos, afastando-se do jazz, mesmo do jazz-rock, e aproximando-se do funk até do hip-hop. Mas, como se trata de Miles, nem por isso tal fusão se torna trivial ou comercial. Embora as opiniões se dividam acerca das obras desse período, o som e sua poderosa mente musical continuou inconfundível. Em setembro de 1991 o trompete de Miles silencia. E sua vasta e multifacetada obra certamente continua a fornecer material para análise e motivo de puro deslumbramento para muitas gerações.



herbie mann

Herbie Mann (1930 - 2003), nascido Herbert Jay Solomon, foi um dos primeiros músicos de jazz a se especializar em flauta e, talvez, o mais proeminente flautista durante os anos 60. No início de sua carreira, ele também tocou saxofone tenor e clarinete. Herbie Mann nasceu no Brooklyn, New York, em uma família judaica de ascendência russa vinda da Romênia. Sua primeira apresentação profissional foi com 15 anos. Na década de 50, já era um importante flautista do bop, tocando em combos com artistas como o saxofonista, clarinetista, maestro e compositor Phil Woods, com incursões ocasionais em clarinete baixo, sax tenor e flauta solo. Mann foi um dos pioneiros na fusão de jazz com world music. Ele incorporou elementos da música africana, em 1959, e em uma turnê patrocinada pelo governo acrescentou um tocador de conga à sua banda, e no mesmo ano gravou ‘Flutista’, um álbum de jazz afro-cubano. Em meados dos anos 60, Mann contratou o jovem Chick Corea para tocar em algumas de suas bandas. Em 1961, Mann esteve no Brasil e voltou aos Estados Unidos para gravar com os brasileiros Antonio Carlos Jobim e o guitarrista Baden Powell. Estes álbuns ajudaram a popularizar a bossa nova. Muitos de seus álbuns ao longo de sua carreira voltaram a temas brasileiros. Em 1966 passou a gravar estilos orientais e europeus com 'oud' e 'dumbek', instrumentos usados principalmente no Oriente Médio, Norte da África e Europa Oriental. Seguindo o sucesso do álbum ‘Memphis’ de 1969 gravou no estilo smooth jazz nos anos 70, o que trouxe algumas críticas de puristas do jazz, mas ajudou Mann a permanecer ativo durante um período de pouco interesse pelo jazz. Em 1974 passou a gravar reggae em Londres. Seu single mais popular foi ‘Hijack’ em 1975. Na década de 90 gravou canções pop, raro para um músico de jazz. Sua última aparição foi em maio de 2003 no ‘New Orleans Jazz’ e no ‘Heritage Festival’, aos 73 anos. Ele morreu em julho após uma longa batalha contra o câncer de próstata.



swing to bebop, modern jazz 26



26-1: Lee Konitz (1949-1951)

Tracklist
01. Progression 02. Tautology 03. Retrospection 04. Subconscious 05. Judy 06. Marshmallow 07. Fishin' Around 08. Tautology 09. Sound-Lee 10. Rebecca 11. You Go To My Head 12. Ice Cream Konitz 13. Palo Alto 14. Odjenar 15. Hibeck 16. Yesterdays 17. Ezz-thetic 18. Indian Summer 19. Duet For Saxophone And Guitar


26-2: Miles Davis (1949-1953)

Tracklist
01. Move 02. Jeru 03. Budo 04. Godchild 05. Deception 06. Down 07. Blue Room 08. Conception 09. My Old Flame 10. Bluing 11. Dig 12. It's Only A Papermoon 13. Out Of The Blue 14. Tasty Pudding 15. Willie The Whailer 16. Tempus Fugit


26-3: Zoot Sims (1950-1953)

Tracklist
01. Night And Day 02. Slingin' Hash 03. Tenorly 04 . I Understand 05. Don't Worry 'Bout Me 06. Crystals (Linger Awhile) 07. Zoot And Zoot 08. Trotting 09. It Had To Be You 10. Zoot Swings The Blues 11. Swingin' The Blues 12. East Of The Sun (West Of The Moon) 13. I Wonder Who 14. Zootcase 15. Tangerine 16. The Red Door 17. Sidewalks Of Cuba 18. Prospecting 19. Tasty Pudding 20. While My Lady Sleeps


26-4: Herbie Mann (1954-1956)

Tracklist
01. Between The Devil And The Deep Blue Sea 02. Things We Did Last Summer 03. After Work 04. Chicken Littler 05. Deep Night 06. Cuban Love Song 07. Moon Dreams 08. Scuffles 09. Purple Grotto 10. A Spring Morning 11. My Little Suede Shoes 12. Autumn Nocturne 13. Why DoI Love You 14. It Might As Well Be Spring 15. Woodchuck 16. Love Is A Simple Thing



4 comentários:

Edison Junior disse...

Que bom, assim parece que as coisas começam a voltar ao normal. Bjs e bom final de semana!

wowgoldbuyat disse...

It is very good!Very beautiful!

Runescape Gold
Buy Runescape Gold

mara* disse...

This is true!

mara* disse...

É preciso manter a normalidade Junior, apesar dos quilos de links perdidos. Sorte a minha que tenho tudo gravado em CDS, mas o trabalho para repor será monumental. Nem sei por onde começar!

Beijão e boa semana.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...