the ultimate jazz archive: swing to bebop 24

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eddie 'lockjaw' davis

Eddie ‘Lockjaw’ Davis (1922 - 1986), nascido Edward Davis, foi saxofonista tenor e tocou com o trompetista Cootie Williams, com o bandleader Lucky Millinder, com o saxofonista Andy Kirk, com o trompetista Louis Armstrong e com o pianista, maestro e compositor Count Basie, bem como com as suas próprias bandas e fez muitas gravações como líder. Eddie tocou nos gêneros swing, bop, hard bop, jazz latino e soul jazz. Algumas de suas gravações da década de 40 também podem ser classificadas como rhythm and blues. Sua banda de 1946, ‘Eddie Davis and His Beboppers’, era constituída pelo trompetista Fats Navarro, pelo pianista Al Haig, pelo cantor Huey Long, pelo baixista Gene Ramey e pelo baterista Denzil Best. Na década de 50 ele tocou com o saxofonista Sonny Stitt, enquanto em 1960-1962 o seu parceiro foi o saxofonista tenor Johnny Griffin e liderou um quinteto. Nos anos 60, Davis e Griffin também fizeram parte de ‘The Band Kenny Clarke-Francy Boland Big’, uma das mais notáveis bandas de jazz, juntamente com outros, principalmente músicos europeus. Em seus últimos anos, muitas vezes Eddie gravou com o trompetista Harry ‘Sweets’ Edison e permaneceu como solista até à sua morte aos 65 anos. Eddie ‘Lockjaw’ Davis foi um músico que forneceu uma ligação a partir da era big band e o fenômeno soul jazz dos anos 50 e 60. E foi pioneiro em combos constituídos por sax e órgão. Entre 1955-60 ele excursionou e gravou com a organista Shirley Scott. Depois que Scott deixou a banda, Davis nunca mais retornou ao som de órgão e sax tenor, apesar de seu sucesso com ele. Eddie Lockjaw Davis era um saxofonista tenor da velha escola, e seu legado sobrevive em suas vastas gravações e memoráveis performances ao vivo, quando ele dominou o palco.



 lennie tristano

Lennie Tristano (1919 - 1978), nascido Leonard Joseph Tristano foi pianista, compositor e professor de improvisação do jazz. Ele se apresentou nos gêneros cool jazz, bebop, post bop e avant-garde. Lennie Tristano continua a ser uma figura um tanto esquecida na história do jazz, mas sua enorme originalidade e deslumbrante trabalho como improvisador têm sido muito apreciado por experientes fãs de jazz. Além disso, seu trabalho como professor exerceu uma influência substancial no jazz através de figuras como Lee Konitz e Bill Evans. Tristano nasceu em Chicago em uma família de imigrantes italianos. Cego desde a infância estudou piano e teoria musical desde a adolescência, graduando-se como bacharel em 1943. O seu interesse por jazz o fez mudar para New York em 1946 e sua avançada compreensão de harmonia o empurrou até às complexidades do bebop. Embora Tristano sempre foi explícito a respeito de reconhecer a sua enorme dívida para com Charlie Parker e Bud Powell outros ingredientes fundamentais em seu estilo eram Nat King Cole e Art Tatum, influência mais audível em suas primeiras gravações. Tristano tocou e gravou com figuras proeminentes do bebop, tais como Dizzy Gillespie e Charlie Parker. Entre as suas mais importantes gravações foi uma sessão com um sexteto em 1949 com seus alunos, os saxofonistas Lee Konitz e Warne Marsh. Depois de gravar uma série de composições estruturadas convencionalmente, Tristano gravou ‘Intuition’ e ‘Digression’, peças completamente improvisadas e freqüentemente citadas como os primeiros exemplos registrados de free jazz ou livre improvisação. Tristano lançou dois álbuns importantes na Atlantic Records: ‘Lennie Tristano’ de 1955, famoso por incluir experiências inovadoras em ‘Requiem’ e ‘Turkish Mambo’. ‘Requiem’ é uma homenagem ao falecido Charlie Parker, e é notável por seu sentimento de profundo blues, um estilo que não é geralmente associado à Tristano. E o álbum ‘The New Tristano’ de 1962 que continua a ser um marco do piano solo no jazz. Cada vez mais raras as apresentações públicas fez com que suas gravações se tornassem escassas, e muitas delas são gravações de concertos. Algumas de suas apresentações ao vivo foram gravadas e liberadas, incluindo as do ‘Half Note Club’ em Nova York da década de 50, e shows na Europa dos anos 60. Tristano foi um dos primeiros músicos a iniciar sua própria gravadora, a ‘Jazz Records’, que ainda existe e é dirigida por sua filha, a baterista Carol Tristano. Por meados dos anos 50, Tristano concentrava-se mais em educação musical. E ele pode ser considerado como um dos primeiros professores a ensinar o jazz de uma forma estruturada, começando no final de 1940 e continuando até a sua morte em 1978. Tristano ensinava cada aluno individualmente e, portanto, as aulas eram estruturadas para atender as necessidades de cada indivíduo, e cada um foi desafiado de forma a encontrar e expressar seus sentimentos musicais, ou de estilo. Muitas vezes os seus alunos aprendiam a cantar e tocar os improvisados solos de alguns dos mais conhecidos nomes do jazz, incluindo Louis Armstrong, Lester Young, Billie Holiday, Charlie Parker e Bud Powell a partir de gravações originais. Mas, Tristano salientava que o aluno não estava aprendendo a imitar o artista, mas sim a usar a experiência sobre o sentimento musical transmitido pelo artista. Uma das principais ferramentas de ensino utilizados por Tristano foi o metrônomo. Ao praticar fundamentos como escalas e desenvolver uma forte consciência da batida foi um elemento chave de sua filosofia de ensino. O livro ‘Jazz Visions: Lennie Tristano and His Legacy’ lançado pelo baixista Peter Ind, em 2005, documenta e discute contribuições de Tristano ao jazz.



thelonious monk

Thelonious Monk (1917 - 1982), compositor e pianista e considerado um dos mais importantes músicos do jazz era famoso por seus improvisos de poucas e boas notas. Preciso, fazia com duas ou três notas o que outros pianistas faziam com nove ou dez. Cada nota entrava perfeitamente no contexto da música, numa mistura melódica e rítmica. Somente notas necessárias e muito bem trabalhadas. Monk tinha um estilo único, tocava encurvado, com uma má postura, além de seu dedilhado ruim, com os dedos rígidos, que ficavam perfeitamente eretos e batiam nas teclas tal qual uma baqueta faria em um tambor. Excêntrico, não era muito bem visto pela crítica da época, porém era unanimidade entre os jazzistas. Compunha melodias e criava ritmos nada comuns. Compôs vários temas que hoje são considerados standards. Apesar de ser lembrado como um dos fundadores do bebop, seu estilo, com o passar do tempo, evoluiu para algo único, próprio, com harmonias dissonantes, com abruptos ataques ao piano e uso de silêncios e hesitações. Thelonious Sphere Monk nasceu na Carolina do Norte, EUA. Em 1922, sua família se mudou para Manhattan, New York. Monk começou a tocar piano aos nove anos de idade e apesar de ter tido aulas formais era, essencialmente, um auto didata. Monk dizia ser influenciado por Duke Ellington e James P. Johnson. Sua técnica desenvolveu-se muito quando participava de competições que reuniam os grandes solistas de jazz da época no ‘Minton Playhouse’, clube e bar localizado no primeiro andar do Hotel Cecil, no Harlem, e fundado pelo saxofonista tenor Henry Minton. A cena musical desenvolvida no Minton foi essencial para a criação do bebop e aproximou Monk de outros grandes nomes desse estilo, como Dizzy Gillespie, Charlie Christian, Kenny Clarke, Charlie Parker e, mais tarde, Miles Davis.

Em 1944, Monk fez sua primeira gravação de estúdio com o quarteto de Coleman Hawkins, um dos primeiros músicos a confiar no talento de Monk, tendo este retribuído o favor anos depois ao convidar Hawkins para uma sessão em 1957 com John Coltrane. Monk sempre é descrito como um homem excêntrico, peculiar. Era conhecido pelo seu característico estilo hipster, um movimento que despreza tudo o que está na moda, tudo o que é comercial e tudo o que a maior parte da população ouve. Monk e Dizzy Gillespie são imagens emblemáticas da cultura hipster dos anos 40 e 50 e por ter desenvolvido um estilo único. Monk era também famoso por emitir aforismos impenetráveis e por permanecer em longos períodos de muda abstração, para diversão e perplexidade dos que o rodeavam. Há uma gravação famosa de ‘The Man I Love’ em que Miles Davis perde a paciência com um longo intervalo silencioso num solo de Monk e entra no meio, como se quisesse acordar o pianista. O documentário ‘Thelonious Monk: Straight, No Chaser’ de 1989, produzido por Clint Eastwood e dirigido por Charlotte Zwerin, atribui seu estranho comportamento a doenças mentais. Não há notícias de diagnósticos oficiais, mas Monk várias vezes ficava muito animado por dias e, aos poucos, parava de falar e recolhia-se. Alguns culpam o comportamento de Monk pelo uso inadvertido de drogas como LSD e peiote. Outros clínicos sustentam que Monk foi mal-diagnosticado e lhe foram dados medicamentos que causaram-lhe sérios danos cerebrais. Monk desapareceu no meio dos anos 70, fazendo poquíssimas apresentações em sua última década de vida. Com sinais de depressão e péssimo estado de saúde, Monk, então, passou seus últimos seis anos de vida na casa de sua velha patrocinadora e amiga, a Baronesa Nica de Koenigswarter, que cuidara também de Charlie Parker durante sua última doença. Monk não tocou piano nesse período, apesar de haver um em seu quarto, e falou com pouquíssimas pessoas. Por fim, sofreu um AVC e morreu. Monk compôs ao longo de sua vida apenas 71 temas. Ainda assim, é considerado um dos poucos grandes compositores do jazz. Muitas de suas obras são referências pela sua brilhante, única e, muitas vezes, bizarra forma de linguagem em relação ao jazz clássico, o chamado padrão. Desde sua morte, sua música vem sendo descoberta por um público maior e é sempre posto ao lado de grandes nomes do jazz, como Miles Davis, John Coltrane e Bill Evans.



fats navarro

Fats Navarro (1923 - 1950), nascido Theodore Navarro foi trompetista e um dos pioneiros do bebop, e do jazz de improvisação, nos anos 40. A sua carreira foi de curta duração, mas teve influência em vários músicos, como Clifford Brown. Fats Navarro nasceu na Flórida, filho de pais de origem cubana e chinesa. Começou a tocar piano com 6 anos, e trompete aos 13. Terminou os seus estudos com 17 anos, e juntou-se a grupos de dança, dando concertos no centro-norte dos EUA. Após tocar com várias bandas, e com experiência, Navarro decidiu ficar em New Yorl, em 1946, e é nesta cidade que a sua carreira realmente se iniciou. Tocou, entre outros, com Charlie Parker. O seu virtuosismo, que rivalizava com Dizzy Gillespie, deu-lhe a oportunidade de tocar com Kenny Clarke, Dexter Gordon, Coleman Hawkins, Benny Goodman, Bud Powell, e Tadd Dameron. A sua origem cubana, e consequente a capacidade de falar a língua espanhola, levaram-no a tocar em clubes latinos de New York, e a gravar músicas com essa influência como ‘Jahbero’, ‘Casbah’ ou ‘Stop’, esta última composta pelo saxofonista tenor, Don Lanphere. Com problemas de saúde agravada pela tuberculose e obesidade, Navarro tornou-se consumidor de heroína. E lentamente, acabou por falecer com apenas 26 anos.




the ultimate jazz archive 24



24-1: Eddie 'Lockjaw' Davis (1946-1948)

Tracklist
01. Surgery 02. Lockjaw 03. Afternoon In A Doghouse 04. Athlete's Foot 05. Callin' Dr Jazz 06. Fracture 07. Hollerin' And Screming 08. Stealing Trash 09. Just a Mystery 10. Red Pepper 11. Spinal 12. Maternity 13. Licks A Plenty 14. Foxy 15. Sheila 16. Real Gone Guy 17. But Beautiful 18. Leapin' on Lenox 19. Raven' At The Haven 20. Minton's Madhouse 21. Huckle Bug 22. Music Goes Down Around 23. Lockjaw's Bounce


24-2: Lennie Tristano (1946-1949)

Tracklist
01. Out On A Limb 02. I Can't Get Started 03. I Surrender Dear 04. Interlude (Night In Tunisia) 05. Blue Boy 06. Atonement 07. Colin' Off With Ulanov 08. Supersonic 09. On A Planet 10. Air Pocket 11. Celestia 12. Progression 13. Subconscious-Lee 14. Retrospection 15. Judy 16. Wow 17. Crosscurrent 18. Yesterdays 19. Marionette 20. Sax Of A Kind 21. Intuition 22. Disgression


24-3: Thelonious Monk (1947)

Tracklist
01. Humph 02. Evonce 03. Suburban eyes 04. Thelonious 05. Epistrophy 06. Evidence 07. Mysterioso 08. Nice work if you can get it 09. Ruby my dear 10. Well you needn't 11. April in Paris 12. Off minor 13. Introspection 14. In walked bud 15. Monk's mood 16. Who knows 17. 'Round midnight 18. Four in one 19. Four in one (alternate take) 20. Eronel 21. Stright no chaser 22. Willow weep for me 23. Ask me now


24-4: Fats Navarro (1947-1949)

Tracklist
01. The Chase 02. The Squirrel 03. Our Delight3 04. Dameronia 05. A Bebop Carol 06. The Tadd Walk 07. Gone With the Wind 08. That Someone Must Be You 09. Nostalgia 10. Barry's Bop 11. Bebop Romp 12. Fats Blows 13. Jahbero 14. Lady Bird 15. Symphonette16 . I Think I'll Go Away 17. Sid's Delight 18. Casbah



terry callier

Terry CallierA sua voz aquece, sua música é para ser ouvida em frias noites solitárias. Terry Callier é guitarrista, cantor e compositor de jazz, soul e folk. Praticamente desconhecido ao longo de décadas, finalmente começou a ganhar o reconhecimento após a sua redescoberta durante o início dos anos 90. Nascido em Chicago, aprendeu a tocar piano aos três anos, começou a compor aos onze. Cresceu cantando em grupos doo-wop, um estilo musical vocal baseado no rhythm and blues e caracterizado por um backing vocal harmonioso e suave. Amigo de infância de Curtis Mayfield enquanto freqüentava a faculdade, ele aprendeu a tocar violão, e eventualmente tocava no ‘Fickle Pickle’ um café de Chicago onde chamou a atenção de Charles Stepney, arranjador da Chess Record, que produziu o single de estréia de Callier ‘Look at Me Now’ em 1962. Em 1964, conheceu o produtor Samuel Charters do selo ‘Prestige’, um ano depois eles entraram no estúdio para gravar ‘The New Folk Sound of Terry Callier’, no entanto, Charters viajou para o México com as fitas originais e o álbum só foi lançado sem alarde em 1968.

Terry Callier lançou várias obras-primas nos anos 70, mas nunca atingiu o estrelato. Destemido, continuou a ser um personagem da cena musical de Chicago e em 1970 ele e seu parceiro Larry Wade, e seu amigo de infância Jerry Butler juntaram-se para compor e gravaram para rótulos locais. O sucesso aconteceu em 1972 com a música ‘I Just Can't Help Myself’ que acabou juntando novamente Callier com Charles Stepney, agora produtor da ‘Cadet’, que rendeu o álbum ‘Occasional Rain’ em 1973, uma bela fusão de folk e jazz que lançou as bases para o álbum do ano seguinte, ‘What Color Is Love?’, uma jóia rara, um álbum fabuloso, a começar pela capa, uma guitarra acústica nos levando para o folk e uma vocalização completamente soul. Apesar das criticas favoráveis e de construir uma base de fãs dedicados, Callier não conseguiu sucesso comercial, e depois de gravar ‘I Just Can't Help Myself’ em 1975 foi demitido.

terry callier

Terry Callier ressurgiu em 1978 e finalmente conquistou as paradas de sucesso com o single ‘Sign of the Times’ e até apareceu no ‘Montreux Jazz Festival’. No entanto, depois de mais alguns anos de turnês ele praticamente desapareceu. No início dos anos 80 abandonou a música, pois, foi-lhe concedida a custódia da sua filha Sundiata de 12 anos de idade e decidiu procurar uma fonte de rendimentos mais estável. Estudou programação de computadores e em 1984 conseguiu um emprego na Universidade de Chicago. Ressurgiu das cinzas quando DJ's britânicos descobriram as suas antigas gravações, começando a tocá-las em discotecas. Terry convidado para tocar em clubes londrinos, nos seus períodos de férias no emprego, renasceu para uma geração pronta a reconhecer a sua qualidade. Posteriormente regressou às gravações publicando o álbum ‘Time Peace’ em 1998, o seu debut em uma grande gravadora depois de duas décadas com o qual ganhou o prêmio ‘Time For Peace’ atribuído pelas Nações Unidas, pela relevante contribuição artística para a paz mundial. Curiosamente, os seus colegas na Universidade de Chicago nada sabiam da vida de Callier como músico, mas após o prêmio as notícias da sua vida secreta tornaram-se conhecidas, levando-o a ser demitido pela empresa. Callier continuou a sua carreira musical.

terry caller - keep your head right


terry callier - what color is love (1973)    terry callier - Time Peace (1998)

What color is love? (1973)     |    Time Peace (1998)

Tracklist: What color is love? (1973)
01. Dancing Girl 02. What Color Is Love 03. You Goin' Miss Your Candyman 04. Just As Long As We're In Love 05. Ho Tsing Mee (A Song Of The Sun) 06. I'd Rather Be With Yo 07. You Don't Care

Tracklist: Time Peace (1998)
01. Ride Suite Ride (Intro) 02. Lazarus Man 03. Keep Your Heart Right 04. Aka New York Al 05. Traitor To The Race 06. C'Est La Vie 07. Java Sparrow 08. Coyote Moon09. People Get Ready / Brotherly Love 10. Love Theme From Spartacus 11. No More Blues12. Timepeace / No One Has To Tell You / Build A World Of Love

terry callier - occasional rain (1973)    terry callier - I just can't help myself (1975)

Occasional Rain (1973)     |    I Just Can't Help Myself (1975)

Tracklist: Occasional Rain (1973)
01. Segue #1 - Go Ahead On 02. Ordinary Joe 03. Golden Circle 04. Segue #5 - Go Ahead On 05. Trance On Sedgewick Street 06. Do You Finally Need A Friend 07. Segue #4 - Go Ahead On 08. Sweet Edie-D 09. Occasional Rain 10. Segue #2 - Go Ahead On 11. Blues For Marcus 12. Lean On Me 13. Last Segue - Go Ahead On

Tracklist: I Just Can't Help Myself (1975)
01. (I Just Can't Help Myself) I Don't Want Nobody Else 02. Brown-Eyed Lady 03. Gotta Get Closer to You 04. Satin Doll 05. Until Tomorrow 06. Alley-Wind Song 07. Can't Catch The Trane 08. Bowlin' Green

terry callier - collected (2007)    terry collier - life lessons (2006)

Collected (2007)

Life Lessons: The Best of
CD 1    CD 2

Tracklist: Collected
01. Dancing Girl 02. Love Theme From Spartacus 03. Ordinary Joe 04. What Color Is Love 05. Lean On Me 06. Trance On Sedgewick Street 07. I'd Rather Be With You 08. Browm Eyed Lady 09. Until Tomorrow 10. Satin Doll 11. Keep Your Heart Right 12. I Just Can't Help Myself I Don't Want Nobody Else 13. Sunset Boulevard 14. Love Can Do 15. Comin' Up From Babylon

Tracklist: Life Lessons: The Best of
CD 1: 01. Spin, Spin, Spin 02. 900 Miles 03. Look At Me Now 04. I’m A Drifter 05. Be My Woman [Live Chicago 1964]06. Ordinary Joe [Original Demo] 07. Can’t Catch The Trane [Original Demo] 08. Alley Wind Song [Original Demo] 09. You Goin’ Miss Your Candyman 10. Dancing Girl 11. African Violet [Live Washington DC 1982] 12. Big City [Live Washington DC 1982]
CD 2: 01. I Don’t Want To See Myself (Without You) 02. If I Could Make You (Change YOur Mind) 03. Lazarus Man 04. No More Blues 05. Monuments Of Mars 06. Darker Than A Shadow 07. Sierra Leone 08. Jazz, My Rhythm & Blues 09. Midnight Mile 10. What Colour Is Love? (Live London 2001) 11. Step Into The Night (Live London 2001) 12. People Get Ready (Live London 2001)

motown records: yesterday, today, forever

gravadora motown A 'Motown Records', nome inspirado na cidade de Detroit, Motor Town, foi constituída em 1959 pelo ex-boxeador, ex-funcionário da linha de montagem da Ford e por último, compositor e produtor de bandas Berry Gordy Jr. Depois de ir à falência com a loja de discos especializada em jazz que fundou com 700 dólares emprestados por seu pai, Berry Gordy foi aconselhado por Smokey Robinson, líder dos 'Miracles', a fundar uma gravadora especializada em música negra e assim, começou gravando discos no porão de casa e a distribuí-los. A Motown nasceu oficialmente em 1960, num sobrado, perto do centro de Detroit e novamente com apoio financeiro familiar de 800 dólares, primeiro como Tammy Records que se tornou Tamla Records, por problemas de direitos autorais. A espirituosa placa ‘Hitsville, USA’ (Cidade dos Sucessos, EUA), foi pendurada na entrada; um presságio da impressionante máquina de sucessos e estrelas em que se tornaria a gravadora. A Motown desempenhou um papel importante na integração racial da música popular como a primeira gravadora de propriedade de um negro e principalmente com artistas negros norte-americanos. Através do talento de compositores como o próprio Smokey Robinson, Brian e Eddie Holland e Lamond Dozier, os artistas da Motown foram uma presença significativa nas paradas dos anos 60 e início dos 70 com ritmos fortes e o acompanhamento de orquestras além de criarem coreografias, estilos e roupas marcantes exigidos pela gravadora.

motown - berry gordy

Berry Gordy, fundador da 'Motown Records' em frente a sede original da sua empresa em Detroit, Michigan (1960)

A gravadora criou artistas como Diana Ross e as 'Supremes', Stevie Wonder e Marvin Gaye nos anos 60. Nos anos 70, o 'Jackson Five', de onde surgiu Michael Jackson. Nos anos 80, Lionel Richie. E assim, alçou a seu devido status de importância ritmos como o soul e o rhythmn n' blues. Todos os maiores nomes da música negra americana passaram pela gravadora deixando um legado de canções inesquecíveis e demolindo barreiras entre o branco e o negro. Em 1970, Berry Gordy mudou a Motown de Detroit para Los Angeles e entrou para o mundo do cinema, onde produziu ‘Lady Sings The Blues’, em 1972, sobre a vida de Billie Holiday, e ‘Mahogany’, em 1975, ambos estrelados por sua superstar, Diana Ross. Berry Gordy chefiou a Motown até 1988, quando decidiu vendê-la para a MCA e aposentar-se em função de uma série de mudanças no mercado fonográfico. Hoje a Motown continua a produzir músicos de talento, mas a magia não é mais a mesma, dos dias gloriosos do passado, com músicas que fazem parte da história pessoal de muita gente. Em 1998, a gravadora passou para as mãos da Universal. Já em 2005 é criada a Motown Universal, que permanece com nomes como Stevie Wonder, Diana Ross e algumas novidades.

Mortes e drogas maculam legado da lendária gravadora Motown

Sem dúvida, a Motown, e seus artistas com canções inspiradas levaram alegria para milhões de pessoas em todo o mundo. Muitos se tornaram lendas vivas, mas o destino não foi igualmente benevolente para outros artistas e compositores que trabalharam no estúdio espartano da ‘Hitsville USA’. Drogas, pobreza, suicídio e assassinato acabaram com muitas figuras da Motown. Em algum momento durante os anos 1970, Marvin Gaye, o garoto terrível da gravadora, refletiu sobre sua carreira turbulenta numa canção obscura intitulada ‘Dream of a Lifetime’. A vida de Gaye terminou de modo violento em 1984. Seu pai, um ex-pastor, o matou a tiros numa briga familiar, um dia antes do 45º aniversário do cantor. Marvin Gaye, uma alma atormentada cujo estrelato foi marcado por drogas, divórcio, disputas com a gravadora e falência, é provavelmente o nome trágico mais famoso ligado à gravadora. Um ano antes de Gaye ser morto, o baixista virtuose James Jamerson morreu na obscuridade. Alcoólatra inveterado que tocou no álbum ícone de Gaye ‘What's going on’, de 1971. Desde sua morte Jamerson foi endeusado por aficionados de sua música.

motown - jam session

Jam session em 1960 com Kim Weston (microfone), Stevie Wonder(de óculos escuros), Berry Gordy Jr. no piano, Smokey Robinson (atrás, no centro) e Marv Johnson, a esquerda de Gordy.

mary wellsOutros casos trágicos ligados à Motown são menos conhecidos. O baterista Benny Benjamin, que dava o ritmo a boa parte do som feito na Motown, foi silenciado por um derrame cerebral em 1969, depois de combater as drogas e o álcool. Roger Penzabene, co-autor da obra-prima melancólica ‘I wish it would rain’, cantada pelo ‘Temptations’ cometeu suicídio em 1967. Paul Williams o co-fundador do ‘Temptations’, coração do grupo e vocalista principal de ‘Don't look back’, tornou-se alcoólatra e, com o tempo, ficou sem condições de cantar. Dois anos depois de deixar o grupo, ele se matou a tiros em 1973, sentado num carro estacionado a duas quadras da Motown. Outro problemático ex-integrante do ‘Temptations’, David Ruffin, que foi o vocalista principal em ‘My girl’, morreu de overdose de drogas em 1991. Uma das primeiras estrelas da Motown foi Mary Wells, que ficou famosa com ‘My guy’ e morreu no ano seguinte de câncer da garganta. Ela passou seus últimos dias de vida na pobreza, como também foi o caso da ex-Supreme Florence Ballard, morta em 1976 de trombose coronária. É claro que a maioria das gravadoras tem uma lista longa de astros mortos, e é fato conhecido que as pessoas criativas têm suas fragilidades. Mas a Motown, inicialmente, tratava seus artistas como membros de uma família, cuidando de todas suas necessidades pessoais e profissionais, depois, a gravadora passou a ser administrada como uma linha de montagem, com pressão forte sobre todos os artistas para que não parassem de produzir sucessos e fazer turnês. Aqueles que já bebiam ou usavam drogas tornaram-se alcoólatras ou viciados devido ao estresse das turnês. Ficaram deprimidos, e a depressão tinha suas raízes no ambiente reinante no setor do entretenimento.

Em 2009 a gravadora lançou o álbum triplo ‘Motown 50: Yesterday, Today, Forever’
celebrando os 50 anos de existência.

four tops - reach out, I'll be there


Motown 50 Yesterday, Today, Forever (2008)

Motown 50: Yesterday, Today, Forever (2008)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Jackson 5 - I want you back
02. Jackson 5 - I'll Be There
03. Michael Jackson - Ben
04. Marvin Gaye - What's going on
05. Michael Jackson - Ain't No Sunshine
06. Jackson 5 - ABC
07. Frank Wilson - Do I Love You (Indeed I Do)
08. Marvin Gaye - I heard it through the grapevine
09. Michael Jackson - One Day In Your Life
10. The Temptation - My Girl
11. The Isley Brothers - This Old Heart Of Mine (Is Weak For You)
12. Diana Ross - Ain't No Mountain High Enough
13. Four Tops - Reach Out, I'll Be There
14. The Supremes - You Can't Hurry Love
15. The Elgins - Heaven Must Have Sent You
16. Marvin Gaye - Let's get it on
17. Smokey Robinson - The Tears of a Clown

Tracklist CD 2
01. The Temptations - Papa was a rollin'stone
02. Jimmy Ruffin - What Becomes Of The Brokenhearted
03. Martha Reeves & The Vandellas - Heatwave
04. The Velvettes - Needle ina a Haystack
05. Smokey Robinson & The Miracles - The Tracks Of My Tears
06. The Temptations - Ain't Too Proud To Beg
07. The Supremes - Stop! In The Name Of Love
08. The Supremes - Stoned Love
09. The Supremes - Baby Love
10. Martha Reeves & The Vandellas - Dancing In The Street
11. Michael Jackson - Rockin' Robin
12. Martha Reeves & The Vandellas - Nowhere To Run
13. Diana Ross & Lionel Richie - Endless Love
14. Edwin Starr - Twenty Five Miles
15. Stevie Wonder - For Once In My Life
16. The Temptations - Get Ready
17. Marvin Gaye - Mercy Mercy Me (The Ecology)

Tracklist CD 3
01. The Usley Brothers - Behind a Painted Smile
02. Stevie Wonder - Signed, Sealed, Delivered (I'm Yours)
03. Commodores - Easy
04. Marvin Gaye & Tammy Terrel - Ain't nothing like the real thing
05. Edwin Starr - War
06. The Detroit Spinner - It's a Shame
07. The Temptations - Just My Imagination (Running Away With Me)
08. The Detroit Spinner - I'll Always Love You
09. Diana Ross & Marvin Gaye - You Are Everything
10. Diana Ross - I'm Still Waiting
11. The Marvelettes - When You're Young and in Love
12. The Miracles - Going to a Go-Go
13. Thelma Houston - Don't Leave Me This Way
14. Mary Wells - My Guy
15. The Marvelettes - Please Mr Postman
16. Four Tops - Standing in the shadows of love

the instruments of classical music

Música
É definida, tradicionalmente, como a arte de combinar sons para obter efeitos expressivos. Pode também ser compreendida como a arte de combinar som e silêncio. A partir de experiências revolucionárias da música contemporânea admite-se até a música feita só de ruídos ou silêncio.

Música erudita ocidental
Assim como em outras culturas, no ocidente distingue-se a música popular, de bases coletivas, da música erudita, cujo código nem sempre é acessível a todos. Essas duas vertentes ora se tocam, ora se afastam, a ponto de uma criar transformações na outra. A história da música erudita ocidental está associada à Igreja, às cortes, aos salões da burguesia, às salas de concerto e às universidades.

Orquestra
Uma orquestra é um agrupamento instrumental utilizado, sobretudo, para a execução de música erudita. Pequenas orquestras são denominadas orquestras de câmara. Orquestras completas são chamadas de orquestras sinfônicas ou orquestras filarmônicas. Essas denominações denotam a maneira que é sustentada a orquestra. A orquestra filarmônica é sustentada por uma instituição privada, ficando assim a sinfônica mantida por uma instituição pública. Uma orquestra terá, tipicamente, mais de oitenta músicos, em alguns casos mais de cem, embora em atuação esse número seja ajustado em função da obra reproduzida. Em alguns casos, uma orquestra pode incluir músicos ‘free-lancers’ para tocar instrumentos específicos que não compõem o conjunto oficial: por exemplo, nem todas as orquestras têm um harpista ou um saxofonista.

Uma orquestra sinfônica dispõe cinco classes de instrumentos:
- as cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, harpas)
- as madeiras (flautas, flautins, oboés, corne-inglês, clarinetes, clarinete baixo, fagotes, contrafagotes)
- os metais (trompetes, trombones, trompas, tubas)
- os instrumentos de percussão (tímpanos, triângulo, caixas, bumbo, pratos, carrilhão sinfónico, etc.)
- os instrumentos de teclas (piano, cravo, órgão)

Entre estes grupos de instrumentos e em cada um deles existe uma hierarquia. Cada secção (ou grupo de instrumentos) provê um solista (ou principal) que será o protagonista dos solos e da liderança do grupo. Os violinos são divididos em dois grupos: primeiros violinos e segundos violinos, o que pressupõe dois principais. O principal dos primeiros violinos é designado como chefe não só de toda a secção de cordas, mas de toda a orquestra, subordinado unicamente ao maestro, esse violinista é denominado ‘spalla’. Nos metais, o primeiro trombonista é o líder, enquanto que nas madeiras esse papel cabe ao primeiro oboísta.

The Instruments of Classical Music (1990)

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The Instruments of Classical Music Vol. 1 The Flute (1990)    The Instruments of Classical Music Vol. 2 The Oboe (1990)

The Instruments of Classical Music Vol. 3 The Trumpet (1990)    The Instruments of Classical Music Vol. 4 The Horn - Corno da Caccia (1990)

The Instruments of Classical Music Vol. 5 The Violin    The Instruments of Classical Music Vol. 6 The Cello

The Instruments of Classical Music Vol. 7 The Piano    The Instruments of Classical Music Vol. 8 The Organ

The Instruments Of Classical Music Vol. 9 The Harpsichord    The Instruments of Classical Music Vol. 10 The Guitar and Lute

preso silvio koerich, o psicopata cibernético

Essa notícia merece ser postada.

emerson22 de março de 2012, foi um grande dia. Emerson Eduardo Rodrigues, vulgo Silvio Koerich, e Marcelo Valle Silveira Mello, - racistas, homofóbicos, nazistas, - foram presos. Emerson, de Curitiba, Paraná, é o responsável pelo domínio silviokoerich.org. onde postava fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido ‘Búfalo Viril’, ele também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, Rio Grande do Norte, após ela ter se recusado a beijá-lo. Marcelo, que mora em Brasília, tem envolvimento com o site. Emerson parece ser o mentor de Marcelo. E a dupla tinha muitos seguidores nos sites. Psicopatas iguais a eles.

Os dois faziam ameaças de morte ao deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ), ofensas à presidenta Dilma Rousseff, e postavam mensagens de apologia a crimes contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, enquanto postavam fotografias de cenas pornográficas a envolver crianças e adolescentes. Acredita-se que Emerson pode ter participado de assassinatos em Curitiba. E os dois apoiaram o atirador Wellington Menezes, que em 2011 atacou a tiros uma escola em Realengo, no Rio, matando 12 crianças e suicidando-se em seguida. Tudo leva a crer que ambos, segundo policiais, teriam aconselhado Wellington Oliveira. A dupla ainda planejava atirar a esmo nos alunos da Universidade de Brasília (UnB). Os alunos de Ciências Sociais pareciam ser o foco principal de Mello e Rodrigues. O motivo? "Esquerdistas", como eram chamados, por terem ideais liberais sobre sexualidade e direitos de minorias.

marceloEmerson fazia comentários sobre a impossibilidade da Polícia Federal em localizá-lo por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil, na Malásia. Foram presos pela Polícia Federal, durante a ‘Operação Intolerância’, por incitação ao crime pela internet. O 'Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos' recebeu inúmeras denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site promovido pela dupla. Outras denúncias, inclusive a minha, de mesmo teor, foram dirigidas ao Ministério Público Federal e à ONG SaferNet, onde se registraram quase 70.000 pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso do site investigado. Um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira. E as investigações continuam para verificar se há outros envolvidos nesta rede criminosa, pois a tese da existência de uma rede terrorista é o fato de que os dois dispunham de 500 mil reais em uma conta bancária.

Consta da decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos que: 'Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das idéias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável'.

Emerson Eduardo Rodrigues, vulgo Silvio Koerich

Emerson Eduardo Rodrigues, sendo preso pela Polícia Federal...

Marcelo Valle Silveira Mello...e Marcelo Valle, que compartilhava a sua insanidade com Emerson

seasick steve

Seasick Steve

Resgatado das ruas para o estrelato Seasick Steve tem encantado uma ampla legião de seguidores que gostam de seu blues cru e apaixonado e de sua guitarra personalizada. Sobre a incrível vida de Seasick Steve e sua carreira de desenvolvimento tardio muito tem sido escrito recentemente. Os fatos, na medida em que ele se lembra deles, são os seguintes: Steven Gene Wold nasceu no ano de 1941, em Oakland, em San Francisco no período do pós-guerra, quando os brancos começaram a prestar atenção à música da América negra. Seu pai tocava piano boogie-woogie em uma banda local, raro para um homem branco. Steve tentou o piano, mas seus dedos não eram longos o suficiente para chegar a algum lugar como pianista. Em vez disso, aos 7 anos, ele se apaixonou por uma guitarra que conheceu em um acampamento de verão. No momento que a viu, sabia que ia tocar guitarra para sempre. Com KC Douglas, cantor e guitarrista de blues que trabalhou para o seu avô, teve aulas de guitarra enquanto ouvia as histórias do Delta do Mississippi. Após seus pais se separarem, Steve passou a viver com sua mãe. Para evitar abusos nas mãos de seu violento padrasto, aos 13 anos, fugiu de casa. Passou o resto de sua adolescência trabalhando em fazendas ou em parques de diversões, lugares onde não exigiam documentos.

Viajando longas distâncias saltando de caminhão em caminhão por toda a América, sempre com seu violão, Seasick Steve estava apenas tentando sobreviver, e essa era a única maneira na época. Foi preso como vagabundo e passou algum tempo em um centro de detenção juvenil. Sobre essa experiência disse certa vez: 'hobos' são pessoas que se deslocam à procura de trabalho, mendigos se deslocam, mas não olham para o trabalho e vagabundos não se movem e nem trabalham. Eu fui todos os três. Aos 16 anos, tocava nas ruas ao descobrir que não queria viver sob as pontes, mas o problema era que a música que tocava estava rapidamente saindo da moda. Na década de 60 começou a tocar em clubes na costa oeste apoiado por Son House, cantor e guitarrista de blues, e tinha amigos na cena musical, incluindo Janis Joplin e Joni Mitchell, mas o blues começava a ser um assunto morto nos Estados Unidos, antigos cantores do Mississippi estavam de volta, trabalhando nas estações de trem. Era o rock’n’roll chegando. Quando ouviu bandas como ‘The Steve Miller Band Blues’, ou ‘Santana Blues Band’, ou ‘The Paul Butterfield Blues Band’, ele realmente gostou delas, mas aquilo não era o blues que ele cresceu ouvindo em Memphis, Mississippi e Tennessee.

seasick steve

Na década de 70, Steve já casado, se sustentava e a esposa e seus dois filhos trabalhando em empregos braçais que podia encontrar. Partiu para a Europa, em 1972, tocou no metrô de Paris. Foi contratado como engenheiro de estúdio e tocou guitarra em bandas. Na década de 80, quando retornou aos Estados Unidos com uma garçonete norueguesa que ele conheceu em um bar em Oslo, durante uma de suas passagens com uma banda em turnê, ela queria viver em um lugar que parecesse com a Noruega e assim, escolheram uma cidade ao norte do estado de Washington. Foi depois que ele montou o seu estúdio em Olympia, uma cidade próxima ao sul de Seattle, que a carreira musical de Steve começou a engrenar. Descobriu que o punk grunge estava decolando e em seu estúdio gravou com várias bandas como ‘Modest Mouse’ e ‘Bikini Kill’. Conheceu ‘Nirvana’ tocando em um bar e Kurt Cobain tornou-se um amigo e que na opinião de Steve não merecia estar com a feia e desagradável Courtney Love que já tinha agredido sua amiga Cathleen Hannah do ‘Bikini Kill’.

Sua carreira de blues foi reativada em 1996 quando apoiou RL Burnside, cantor, compositor e guitarrista de blues, ao se apresentar em Seattle. Seasick Steve e sua guitarra enlouqueceram a platéia. Dez anos no úmido noroeste do Pacífico foi o suficiente para Elizabeth Wold, sua esposa norueguesa e em 2001, por insistência dela, Steve e seus três filhos (ele tinha mais dois com a primeira esposa) mudaram-se para Oslo. Foi em Oslo que Steve adquiriu seu apelido ‘Seasick’ depois de uma experiência de revirar o estômago em um cruzeiro para a Dinamarca. Em 2006, com 65 anos, seu primeiro álbum, ‘Dog House Music’ foi lançado pela gravadora independente Bronzerat e sacudiu a mídia. Em 2007, ele gravou um álbum com os músicos suecos, Jo Husmo no baixo e Kai Christoffersen na bateria. ‘Cheap by Seasick Steve and the Level Devils’ foi lançado no Reino Unido por dois DJs influentes, Charlie Gillett e Joe Resonance que incentivaram Seasick Steve a ir para Londres.

seasick steve

Justamente quando parecia que as coisas estavam finalmente começando a acontecer para Seasick Steve, ele sofreu um ataque cardíaco em casa, em Oslo. Felizmente para ele, sua esposa era treinada como enfermeira. Steve sobreviveu e havia muitas pessoas esperando para ouví-lo na Grã-Bretanha. No circuito dos festivais europeus no verão de 2007, ele foi a sensação e eleito como a melhor revelação na ‘Mojo Awards’, cerimônia que teve início em 2004 pela ‘Mojo’, revista sobre música publicada mensalmente no Reino Unido. Em 2009, foi nomeado pela ‘Brit Award’ na categoria de melhor artista masculino internacional individual. Steve, que detesta o que ele chama de ‘a polícia do blues’ e considera qualquer elogio da comunidade purista como ‘o beijo da morte’ tem o prazer de acolher todos os jovens que vêm aos seus shows, e que nada sabem sobre Charley Patton ou Son House.

Sea Sick Steve - Diddley Bo (Live)



seasick steve - dog house music (2006) Cheap by Seasick Steve and the Level Devils (2007) seasick steve - it's all good (2007)

Dog House Music (2006)
Cheap by Seasick Steve and the Level Devils (2007)
It's All Good (2007)

Tracklist: Dog House Music
01. Yellow Dog 02. Things Go Up 03. Cut My Wings 04. Fallen Off a Rock 05. Dog House Boogie 06. Save Me 07. Hobo Low 08. Shirly Lou 09. My Donny 10. The Dead Song 11. Last Po’ Man 12. Salem Blues 13. I’m Gone

Tracklist: Cheap by Seasick Steve and the Level Devils
01. Cheap 02. Rockin' Chair 03. Hobo Blues 04. Story 1 05. Sorry Mr Jesus 06. Love Thang 07. Dr Jekyll And Mr Hyde 08. Story 2 09. 8 Ball 10. Xmas Prison Blues 11. Levi Song 12. Rooster Blues

Tracklist: It's All Good
01. It's All Good 02. Thunderbird 03. The Jungle 04. Last Po' Man (Stylus Rex Remix)

seasick steve - I started out with nothin’  (2008) seasick steve - man from another time (2009) seasick steve - songs for elisabeth (2010)

I Started Out With Nothin’ and I Still Got Most of it Left (2008)
Man From Another Time (2009)
Songs for Elisabeth (2010)

Tracklist: I Started Out With Nothin’ and I Still Got Most of it Left
01. Started Out With Nothin' 02. Walkin' Man 03. St Louis Slim 04. Happy Man 05. Prospect Lane 06. Thunderbird 07. Fly By Night 08. Just Like A King 09. One True 10. Chiggers 11. My Youth

Tracklist: Man From Another Time
01. Diddley Bo 02. Big Greenand Yeller 03. Happy [To Have A Job] 04. The Banjo Song 05. Man From Another Time 06. That's All 07. Just Because I Can [CSX] 08. Never Go West 09. Dark 10. Wenatchee 11. My Home [Blue Eyes] 12. Seasick Boogie

Tracklist: Songs for Elisabeth
01. 8 Ball 02. Walkin Man 03. My Donny 04. Dr Jekyll & Mr Hyde 05. Just Like A King 06. My Home [Blue Eyes] 07. Ready For Love

seasick steve - the best of (2011)

Walkin’ Man: The Best of Seasick Steve (2011)

Tracklist
01. Dog House Boogie 02. Cheap 03. I Started Out with Nothin' and I Still Got Most of It Left 04. Diddley Bo 05. Thunderbird 06. Happy Man 07. Cut My Wings 08. Treasures 09. St. Louis Slim 10. 8-Ball 11. Don't Know Why She Loves Me But She Do 12. Walkin' Man 13. You Can't Teach an Old Dog New Tricks 14. Fallen Off a Rock 15. The Banjo Song 16. Never Go West 17. My Donny 18. Prospect Lane 19. Xmas Prison Blue 20. That's All 21. Dark

ABC of the blues 10: snooks eaglin & sleepy john estes

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snooks eaglinSnooks Eaglin (1936 - 2009), guitarrista e cantor, nascido Fird Eaglin, Jr. em Nova Orleans era também chamado de Blind Snooks Eaglin em seus primeiros anos de carreira. Seu estilo vocal quando adolescene, na década de 50, lembrava Ray Charles e por isso, às vezes era chamado de ‘Little Ray Charles’. Considerado uma lenda da música de Nova Orleans, Snooks Eaglin tocou uma grande variedade de estilos: blues, rock and roll, jazz, country e música latina. Em seus primeiros anos, o blues tocado era sempre acústico e a sua capacidade de desempenhar esta variedade de estilos lhe rendeu o apelido de ‘the human jukebox’. Eaglin alegava em entrevistas que seu repertório musical incluía algumas músicas do ano de 2500. Em seus shows ao vivo, ele não costumava preparar o que iria apresentar, era imprevisível, mesmo para seus companheiros de banda. Tocava o que lhe vinha à cabeça, e os pedidos do público. Ele era muito querido e respeitado por colegas músicos e fãs. Snooks Eaglin perdeu a visão, não muito tempo depois de seu primeiro aniversário após ser atacado por glaucoma, e passou vários anos no hospital com outras doenças. Com cerca de cinco anos de idade ganhou uma guitarra de seu pai, e aprendeu sozinho a tocar, ouvindo e tocando junto com o rádio. Travesso, recebeu o apelido de ‘Snooks’ baseado no personagem de rádio chamado ‘Baby Snooks’. Em 1947, com 11 anos, ganhou um concurso de talentos organizado por uma estação de rádio. Três anos depois, ele abandonou a escola para cegos para se tornar músico profissional. Em 1952, juntou-se aos ‘Flamingoes’ uma banda local de sete integrantes fundada por Allen Toussaint, compositor, produtor discográfico e figura influente de R&B em New Orleans. ‘Flamingoes’ não tinha um baixista e de acordo com Eaglin, ele tocava a guitarra e o baixo ao mesmo tempo. Com a banda ele ficou durante vários anos, até a sua dissolução em meados dos anos 50. Como artista solo, gravações e turnês eram incompatíveis, e para um músico com uma carreira de cerca de 50 anos, sua discografia é bastante pequena. Sua primeira gravação foi em 1953, tocando guitarra em uma sessão de gravação para o cantor de R&B, James ‘Sugar Boy’ Crawford. As primeiras gravações com seu próprio nome vieram quando Harry Oster, folclorista e musicólogo da ‘Louisiana State University’, encontrou-o tocando nas ruas de Nova Orleans. Oster fez gravações de Eaglin entre 1958 e 1960, durante sete sessões, que mais tarde se tornaram registros em vários selos. Estas gravações foram no estilo blues e folk, com Eaglin tocando apenas a sua guitarra, sem banda. Até 1963, gravou para a ‘Imperial Records’ com James Booker no piano e Smokey Johnson na bateria. Ao contrário das gravações de Harry Oster, estes trabalhos são no estilo R&B. Em 1964 gravou sozinho em sua casa com uma guitarra para a sueca ‘Broadcasting Corporation’. Até o restante da década ele, aparentemente, não fez gravações. O álbum seguinte veio somente em 1971. E outro em 1978 com Ellis Marsalis no piano. Além de seu próprio trabalho, juntou-se em sessões de gravação com Professor Longhair. Entre 1987 e 1999, gravou quatro álbuns de estúdio e um álbum ao vivo. Snooks Eaglin morreu de um ataque cardíaco e havia sido diagnosticado com câncer de próstata.

sleepy john estesSleepy John Estes (1899 ou 1904 – 1977), também conhecido como Sleepy John, era guitarrista, compositor e vocalista, nascido como John Adam Estes em Ripley, Lauderdale County, Tennessee. Em 1915, o pai de Estes, um meeiro que também tocou um pouco de guitarra, levou a família para Brownsville, Tennessee. Tempos depois, Estes perdeu a visão do seu olho direito quando um amigo jogou uma pedra para ele durante um jogo de baseball. Com 19 anos, enquanto trabalhava no campo, começou a tocar profissionalmente. Os locais eram na sua maioria piqueniques, com o acompanhamento de Hammie Nixon na gaita e James ‘Yank’ Rachell, na guitarra e bandolim. Com os dois músicos, Sleepy John Estes tocou por mais de cinqüenta anos e fez sua estréia como uma gravação em Memphis, Tennessee, em 1929, numa sessão organizada pelo caçador de talentos, engenheiro de gravação e produtor musical Ralph Peer para a ‘Victor Records’. Sua parceria com Hammie Nixon foi documentada pela primeira vez em 1935 com sua última sessão de gravação pré-guerra em 1941. E fez um breve retorno a gravação em 1952, mas ficou desconhecido do público por duas décadas. Sleepy John Estes foi um cantor de estilo vocal chorado e freqüentemente se juntava com o guitarrista ‘Yank’ Rachell, Hammie Nixon, e o pianista Jab Jones. Revivalistas do blues pensavam que ele teria morrido há muito tempo, Big Bill Broonzy havia escrito sobre isso. Até que foi localizado, em 1962, por Bob Koester, fundador e proprietário da ‘Delmark Records’, a mais antiga gravadora independente de jazz e blues dos EUA; e Samuel Charters, historiador de música, escritor, produtor musical e poeta. Sleepy John Estes estava completamente cego e vivendo na pobreza. Ele retomou às turnês e gravações, se reuniu com Hammie Nixon e excursionou pela Europa e várias vezes pelo Japão, com discos lançados na ‘Delmark Records’. Registros geralmente considerados menos interessantes do que os de pré-guerra. No entanto, Estes, Nixon e Rachell também fizeram uma aparição bem sucedida em 1964 no ‘Newport Folk Festival’. Bob Dylan menciona Estes nos encarte do álbum ‘Bringing It All Back Home’ de 1965. Muitas das canções originais de Estes foram baseadas em eventos da sua própria vida ou sobre as pessoas que ele conhecia de sua cidade natal, Brownsville, Tennessee, como o advogado mencionado em ‘Lawyer Clark Blues’; o mecânico de automóveis em ‘Vassie Williams' Blues’; ou a menina por quem se apaixonou em ‘Little Laura Blues’. Ele também aconselhou sobre questões agrícolas em ‘Working Man Blues’ e em ‘Special Agent (Railroad Police Blues)’, e narrou a sua própria tentativa de chegar para uma sessão em um estúdio de gravação pulando de um trem de carga. Estes sofreu um acidente vascular cerebral enquanto se preparava para uma turnê européia. Sua sepultura está junto a um pequeno bosque de árvores isoladas, mas não escondida.


Tracklist
01. Snooks Eaglin - Careless Love
02. Snooks Eaglin - Let Me Go Home, Whisky
03. Snooks Eaglin - Trouble in Mind
04. Snooks Eaglin - St. James Infirmary
05. Snooks Eaglin - Rock Island Line
06. Snooks Eaglin - Sophisticated Blues
07. Snooks Eaglin - I'm Looking for a Woman
08. Snooks Eaglin - Look Down That Lonesome Road
09. Snooks Eaglin - I Got a Questionnaire
10. Snooks Eaglin - One Scotch, One Bourbon, One Beer
11. Sleepy John Estes - Jack and Jill Blues
12. Sleepy John Estes - Poor Man's Friend
13. Sleepy John Estes - Hobo Jungle Blues
14. Sleepy John Estes - Airplane Blues
15. Sleepy John Estes - Floating Bridge
16. Sleepy John Estes - Need More Blues
17. Sleepy John Estes - Fire Department Blues
18. Sleepy John Estes - New Someday Baby
19. Sleepy John Estes - Liquor Store Blues
20. Sleepy John Estes - Brownsville Blues



ABC of the blues volume 10

volume 10



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george shearing

George Shearing (1919 - 2011) foi um pianista britânico, considerado uma lenda e reconhecido pelo clássico ‘Lullaby of Birdland’. Cego de nascença, Shearing foi um dos nove filhos de um carvoeiro e começou a tocar piano aos três anos de idade. Foi influenciado por jazzistas como Teddy Wilson e Fats Waller. Na década de 30, ele se juntou a 'Ambrose Dance Band', uma banda profissional só de cegos e fez a sua primeira gravação em 1937, sob a supervisão do então jovem pianista britânico e crítico de jazz, Leonard Feather. George Shearing se tornou uma estrela em sua terra natal, tocando para a BBC, e fazendo parte dos grupos com sede em Londres do violinista francês Stéphane Grappelli na década de 40. Influenciado por Leonard Feather, emigrou em 1947 para New York onde absorveu o bebop e substituiu Errol Garner no trio de Oscar Pettiford e liderou um quarteto juntamente com Buddy DeFranco. Um compositor de destaque e arranjador há mais de cinco décadas, George Shearing, durante os anos 50 e 60, liderou um dos quintetos mais populares do mundo do jazz, tocando em um estilo que ele chamava ‘locked hands’ e inventou um som único derivado da combinação de piano, vibrafone, guitarra, baixo e bateria; do qual participaram grandes nomes. Shearing gravou inúmeros discos de sucesso e contribuiu também como pioneiro dos pequenos combos de jazz afro-cubano nos anos 50. Desta forma, Cal Tjader, apesar de ser descendente de suecos, se iniciou nos ritmos cubanos, latinoamericanos e caribenhos sem jamais abandonar tais sonoridades até a sua morte. O quinteto também contava com os percussionistas Mongo Santamaria, Willie Bobo e Armando Peraza entre seus músicos. Mais tarde, George Shearing se apresentou nas formações em trio, duo ou solo. Também trabalhou com os cantores Nat King Cole, Peggy Lee, Ernestine Anderson, Carmen McRae e Mel Tormé. Ele gravou cinco álbuns aclamados com Mel Torme, incluindo ‘An Evening with Mel Torme & George Shearing’ de 1982, vencedor do prêmio Grammy. A dupla ganhou um segundo Grammy no ano seguinte. Shearing continuou a ser uma força vital também na década de 90. Em 1996, o pianista foi nomeado pela rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham como Oficial da Ordem do Império Britânico por sua musicalidade e serviço na promoção das relações entre Inglaterra e EUA.



gene ammons

Gene Ammons (1925 - 1974) também conhecido como ‘the boss’, foi saxofonista tenor, e filho do pianista de boogie-woogie Albert Ammons. Nascido em Chicago, Illinois, como Eugene Ammons, começou a ser reconhecido quando ainda estava na escola. Em 1943, então com 18 anos, juntou-se à banda do trompetista King Kolax. No ano seguinte uniu-se à banda de Billy Eckstine que deu a ele o apelido de ‘Jug’ e tocando ao lado de Charlie Parker e mais tarde Dexter Gordon. Apresentações notáveis deste período incluem ‘Blowin' the Blues Away’, com um duelo entre saxofone de Ammons e de Dexter Gordon. Depois de 1947, quando Eckstine se tornou um artista solo, Ammons fez parte de um grupo que incluía Miles Davis e Sonny Stitt. Em 1949 substituiu Stan Getz na banda de Woody Herman e em 1950 formou um dueto com Sonny Stitt. Os anos 50 foram um período fértil para Ammons que produziu algumas gravações aclamadas, como ‘The Happy Blues’ apresentando o pianista de hard bop Freddie Redd e o saxofonista Lou Donaldson. Sua carreira foi interrompida depois de duas penas de prisão por posse de narcóticos, a primeira de 1958 a 1960, e a segunda de 1962 a 1969. Após a sua libertação em 1969, depois de ter cumprido uma pena de sete anos na penitenciária Joliet, ele assinou o maior contrato já oferecido na época pelo produtor musical Bob Weinstock da ‘Prestige Records’. Gene Ammons e Von Freeman foram os fundadores da escola de Chicago do saxofone tenor. O estilo de Ammons mostrou influências de Lester Young, assim como de Ben Webster. Juntamente com Dexter Gordon e Sonny Stitt, ajudou no desenvolvimento emergente do movimento bebop e a variedade rítmica de Charlie Parker é evidente em sua maneira de tocar. Enquanto adepto dos aspectos técnicos do bebop, Ammons mais que Lester Young, Bem Webster ou Charlie Parker, ficou também em contato com o blues e o R&B comerciais. Nos anos 60, foi um dos fundadores do movimento que combinava o saxofone tenor e o órgão elétrico Hammond B3 e mostrou pouco interesse, no entanto, no jazz modal de John Coltrane, Henderson Joe ou Wayne Shorter que foi emergente, no mesmo período. Gene Ammons é considerado uma grande influência sobre o estilo de jazz popular do saxofonista tenor Joshua Redman. Gene Ammons morreu de câncer em Chicago com 49 anos.



sonny stitt

Sonny Stitt (1924-1982) foi um saxofonista competente e confiável, e isso fica demonstrado pelo grande número de sessões de gravação em que participou como sideman, nos anos 50, 60 e 70. No início dos anos 40 tocou sax alto na orquestra de Tiny Bradshaw, e em 1945 entrou para a célebre big band de Billy Eckstine, onde estavam também outros bebop como os tenoristas Gene Ammons e Dexter Gordon. Ammons seria seu parceiro musical entre o fim dos anos 40 e o início dos anos 60. Depois tocou na big band e no sexteto de Dizzy Gillespie e gravou com Bud Powell e J. J. Johnson em 1949. Nesse ano começou a tocar sax tenor e barítono. Liderou diversos pequenos grupos nos anos 50 e gravou com o trio de Oscar Peterson em 1957. Voltou a se reunir por um breve período com Dizzy no final dos anos 50, e tocou com o quinteto de Miles Davis em 1960, substituindo John Coltrane. Sonny Stitt tocou com os ‘giants of jazz’: Dizzy Gillespie, Art Blakey, Kai Winding, Thelonious Monk e Al McKibbon no início dos anos 70. A influência de Charlie Parker sobre Sonny Stitt é incontestável, e absorveu muito de Bird, evidente apenas quando toca sax alto. À medida que Sonny começou a privilegiar o sax tenor em vez do alto, a similaridade de estilo, inicialmente muito forte, foi se diluindo. Quando toca tenor lembra, em vários momentos, Lester Young. Nas baladas, em particular, apresenta seu lado mais lírico. Nesse sentido, Sonny está mais próximo de Dexter Gordon. Dominou o bebop, pois esteve presente no movimento desde sua origem, mas também teve o seu lado mais cool; e assim acabou desenvolvendo um estilo próprio, que combina influências de ambos. Sonny Stitt morreu de câncer aos 58 anos. (por V.A. Bezerra)



bud powell

Bud Powell (1924-1966), garoto prodígio do Harlem começou a tocar piano com cinco anos de idade; aos sete já era levado por músicos de jazz a concertos e ensaios para ser admirado; e aos dez já imitava músicos como Fats Waller e Art Tatum, sendo este último a maior influência sobre ele. Na adolescência conheceu seu amigo, guru e admirador Thelonious Monk. Excêntrico e solitário, aos vinte anos, levou pancadas na cabeça de um policial durante uma briga de bar. Como consequência tinha fortes dores de cabeça, e ainda maior estado de ausência. Foi internado de hospital em hospital. No entanto, no mesmo período ajudou a criar, ao lado de Charlie Parker, Thelonious Monk e Dizzy Gillespie o bebop. Powell era um dos únicos músicos capazes de desafiar Charlie Parker em duelos, como os de ‘Round Midnight’, em histórica gravação ao vivo no 'Birdland', clube localizado na Broadway e inspirado em Yardbird, apelido formal de Charlie Parker. Em 1941, Bud Powell já era um nome relativamente conhecido no meio musical nova-iorquino e foi convidado pelo ex-trompetista da orquestra de Duke Ellington, Cootie Williams, para excursionar com sua banda. Agravaram-se seus problemas com a bebida, e passava dias perambulando pelas ruas, voltando para casa com a ajuda de amigos como o então adolescente e admirador Jackie McLean, que cuidou dele durante certo período.

Anos mais tarde, foi preso junto com Thelonious Monk por porte de drogas e foi mais uma vez mandado para uma instituição psiquiátrica, onde permaneceu por um ano e meio. Lá recebeu sessões de eletrochoque e só lhe foi permitido tocar piano uma vez por semana, sob supervisão. Sua memória foi seriamente danificada, não se lembrando de amigos próximos, como Monk, e não reconhecendo gravações suas. Ao sair estava ainda mais alterado; seu estilo ficou definitivamente prejudicado, e durante os anos 50 suas apresentações são por vezes geniais e freqüentemente paupérrimas. Em 1959 mudou-se para Paris, acompanhado de uma moça a quem chamava de ‘Buttercup’ (algo como ‘chuchu’) e que se dizia sua esposa; no entanto, nunca foram casados. Tempos mais tarde, seu amigo Francis Paudras descobriu que a tal moça lhe dava doses diárias e cavalares de calmantes, e junto com Johnny Griffin o afastou dela. Bud Powell melhorou e voltou a compor. Compõem ‘In the Mood for a Classic’, dedicada ao povo francês, que tanto apreciava a sua música e o tratou com muito carinho nos cinco anos que lá viveu. Francis Paudras conseguiu agendar seis semanas para o amigo no ‘Birdland’ e Bud Powell recebe mais atenção em seu retorno do que em toda sua carreira, e esse retorno foi um sucesso. Não muito tempo depois o comportamento irregular de Powell atrapalhou seus planos novamente, e o contrato de seis semanas foi cancelado antes de seu término. Solitário, e vagando por New York, Powell retornou à sua vida auto-destrutiva. Voltou a beber descontroladamente, o que o levou à morte por cirrose hepática aos 41 anos. Apesar do curto tempo de vida, passado, em grande parte, em instituições mentais, e das poucas gravações, Powell figura entre os maiores nomes do jazz. (por Fernando Jardim)




the ultimate jazz archive 25



25-1: George Shearing (1947-1953)

Tracklist
01. When Darkness Falls 02. So Rare 03. Buccaneer's Bounce 04. Have You Met Miss Jones? 05. Sweet And Lovely 06. Bop's Your Uncle 07. Sophisticated Lady 08. Cozy's Bop 09. September In The Rain 10. East Of The Sun (West Of The Moon) 11. Conception 12. Pick Yourself Up 13. Jumpin' With Symphony Sid 14. I'll Remember April 15. Summertime 16. I Didn't Know What Time It Was 17. I'll Be Around 18. Easy Living 19. How High The Moon 20. Lonely Moments 21. Lullaby Of Birdland 22. Love Is Just Around The Corner


25-2: Gene Ammons (1947-1953)

Tracklist
01. El Sino 02. Ineta 03. Wild Leo 04. Leaping Leo 05. You Go To My Head 06. Jug Head Rumble 07. Goodbye 08. Don't Do Me Wrong 09. My Foolish Heart 10. Baby, Won't You Please Say Yes 11. Prelude To A Kiss 12. You're Not The Kind 13. Just Chips 14. Street Of Dreams 15. Good Time Blues 16. Travellin' Light 17. Redtop 18. Fuzzy 19. Stairway To The Stars 20. Jim Dawgs


25-3: Sonny Stitt (1949-1952)

Tracklist
01. Elora 02. Afternoon in Paris 03. Teapot 04. Blue mode 05. All God's Chillun Got Rhythm 06. Sonny Side 07. Bud's Blues 08. Sunset 09. Fine and Dandy 10. I want to be happy 11. Taking a chance of love 12. P.S. I love you 13. This can't be love 14. Can't be friends 15. Liza (All the Clouds I'll roll away) 16. Imagination 17. Cherokee 18. After you've gone 19. Our very own 20. Sitt's it 21. Cool mambo 22. Blue Mambo 23. Sonny Sounds 24. Ain't misbehavin' 25. Later


25-4: Bud Powell (1949-1950)

Tracklist
01. Tempus Fugit 02. Celia 03. Cherokee 04. I'll Keep Loving You 05. Strictly Confidential 06. All God's Chillun Got Rhythm 07. So Sorry Please 08. Get Happy 09. Sometimes I'm Happy 10. Sweet Georgia Brown 11. Yesterdays 12. April In Paris 13. Body And Soul



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