ABC of the blues 15: lightnin' hopkins

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lightnin' hopkinsLightnin' Hopkins (1912 - 1982), nascido Sam John Hopkins foi um influente guitarrista, cantor e compositor texano de country blues. Na lista dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista 'Rolling Stone' está na 71º posição. Hopkins foi uma figura chave na transição do blues rural para o blues urbano. Hopkins era um bluesman cuja carreira começou na década de 20 e até a década de 40, viajou através do Texas tocando em piqueniques e festas. Ao longo do caminho, Hopkins viu mudanças no gênero, mas nunca alterou seu som triste que se traduzia na guitarra acústica e elétrica. Seus irmãos John Henry e Joel também foram talentosos bluesmen, mas foi Sam, que se tornou uma estrela. Em 1920, ele conheceu o lendário bluesman cego Blind Lemon Jefferson e teve a chance de tocar com ele. Depois serviu como seu guia. Na adolescência, Hopkins começou a trabalhar com outro grande bluesman do pré-guerra, o cantor Texas Alexander, que era seu primo. Nos anos 30, esta parceria foi interrompida por um tempo com a prisão de Hopkins. Ele foi condenado por ter cometido adultério com uma mulher branca e cumpriu pena na prisão de Houston. Depois disso, ele gravou para uma série de etiquetas e foi redescoberto por folcloristas, em 1959, levando a um ressurgimento da sua popularidade e o lançando para a fama mundial. Até os anos 60 e 70, Hopkins continuou a gravar. Ele excursionou pelos Estados Unidos e pela Europa, mas enquanto sua fama crescia, sua música permanecia a mesma de quando perambulava pelo Texas, manteve-se fiel às raízes. Hopkins morreu vítima de câncer no esôfago aos 69 anos em Houston, Texas. Leia +...


Tracklist
01. Lightnin' Hopkins - Katie Mae Blues
02. Lightnin' Hopkins - Play with Your Poodle
03. Lightnin' Hopkins - Automobile
04. Lightnin' Hopkins - "T" Model Blues
05. Lightnin' Hopkins - Baby Please Don't Go
06. Lightnin' Hopkins - Needed Time
07. Lightnin' Hopkins - Short Haired Woman
08. Lightnin' Hopkins - Mad with You
09. Lightnin' Hopkins - Lightnin' Boogie
10. Lightnin' Hopkins - Give Me Central 209
11. Lightnin' Hopkins - Coffee Blues
12. Lightnin' Hopkins - What's the Matter Now
13. Lightnin' Hopkins - I'm Wild About You Baby
14. Lightnin' Hopkins - Movin' On Out Boogie
15. Lightnin' Hopkins - Policy Game
16. Lightnin' Hopkins - Lightnin' Jump
17. Lightnin' Hopkins - Late in the Evening
18. Lightnin' Hopkins - They Wonder Who I Am
19. Lightnin' Hopkins - Had a Gal Called Sal
20. Lightnin' Hopkins - Blues for My Cookie



ABC of the blues volume 15

parte I    parte II



the ultimate jazz archive: swing to bebop 30

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bud shank

Bud Shank (1926 - 2009) foi saxofonista e flautista e chegou à fama no início dos anos 50 na orquestra de Stan Kenton como flautista, e ao longo da década se apresentou com vários grupos de jazz de pequeno porte. Passou a década seguinte como músico de estúdio em Hollywood. Na década de 70 se apresentou regularmente com o ‘The L.A. Four’, grupo de jazz que tinha como membros o guitarrista brasileiro Laurindo Almeida, o baixista Ray Brown e o baterista Shelly Manne. Finalmente, na década de 80, Bud Shank abandonou a flauta para se concentrar exclusivamente em tocar saxofone. Clifford Everett Shank, Jr. nasceu em Ohio e começou a tocar clarinete, mas mudou para saxofone antes de cursar a universidade. Em 1946, ele trabalhou com Charlie Barnet antes de Stan Kenton. Ele também teve um forte interesse pela bossa nova no início dos anos 50 e em 1962 pelo jazz fusion com tradições indianas em colaboração com o compositor e citarista indiano Ravi Shankar. Shank foi um dos primeiros músicos do jazz a explorar a música brasileira, e gravou vários álbuns para a ‘World Pacific’, uma gravadora de world music dos anos 50. Durante sua carreira, Shank trabalhou com Sergio Mendes e ‘The Mamas and The Papas’, seu trabalho de flauta é ouvido na famosa música ‘California Dreamin'’ do grupo. Shank atingiu as paradas de sucesso em 1966, com seu álbum ‘Michelle’, uma coleção de covers de hits pop. Em 2005 ele formou a ‘Bud Shank Big Band’ em Los Angeles para comemorar o 40º aniversário da ‘Neophonic Orchestra’ de Stan Kenton. Bud Shank morreu de uma embolia pulmonar um dia depois de voltar de San Diego, Califórnia, onde estava gravando um novo álbum.



clifford brown

Clifford Brown (1930 - 1956), também conhecido como ‘Brownie’, foi um influente e altamente cotado trompetista. Ele morreu aos 25 anos, deixando para trás apenas quatro anos de gravações. No entanto, ele teve uma influência considerável nos trompetistas de jazz. Clifford Brown ganhou o seu primeiro trompete do pai em 1945 e entrou na banda da escola pouco tempo depois. Um ano mais tarde, o misterioso mundo dos acordes e improvisações do jazz começou a ser notado em Clifford especialmente pelo músico e entusiasta de jazz Robert Lowery. O trompetista adolescente começou a participar de festivais na Filadélfia, quando se graduou, em 1948. No mesmo ano, entrou para a 'Maryland State College' com uma bolsa de estudo, mas houve um pequeno senão: a faculdade estava momentaneamente sem um departamento de música. Brownie permaneceu por um ano na faculdade, a estudar matemática, e no seu pouco tempo livre tocava ao lado de figuras importantes do bop como Kenny Dorham, Max Roach, J.J. Johnson e Fats Navarro. Este último, bastante impressionado com as suas potencialidades, inspirou e encorajou-o. Teve então a oportunidade de entrar em outra faculdade com um bom departamento de música e uma boa banda de 16 elementos. Aí, pôde aprender arranjos musicais, até uma certa noite de 1950, em que depois de um concerto, no caminho de casa, se envolveu no primeiro de três acidentes automobilísticos, o último dos quais fatal. Durante sua hospitalização de um ano, Dizzy Gillespie visitou o jovem trompetista. Após palavras de encorajamento de Dizzy Gillespie, decidiu continuar a sua carreira musical. Teve o seu próprio grupo na Filadélfia por uns tempos, e posteriormente juntou-se ao combo de Chris Powell e depois ao de Tadd Dameron em Atlantic City. Seguiu em turnê pela Europa em 1953 ao lado de Lionel Hampton. Em 1954, ganhou o prêmio da ‘Down Beat’ como a nova estrela do ano. Mudando-se para a Califórnia, formou uma aliança com Max Roach, a qual durou até à sua morte prematura, em 1956. Em suas mãos o bebop atingiu o pico de criatividade. A sua vida limpa tem sido citada como a quebra da influência da heroína no mundo do jazz, um modelo estabelecido por Charlie Parker. Clifford ficou longe das drogas e não gostava de álcool. O saxofonista tenor, compositor e arranjador de bebop e hard bop, Benny Golson, que tinha feito uma temporada na banda de Lionel Hampton, com Brown, escreveu ‘I Remember Clifford’ para honrar a sua memória. A peça tornou-se um clássico do jazz, e vários outros músicos prestaram homenagem ao gravarem suas próprias interpretações.



charlie parker

Charlie Parker (1920 – 1955) é juntamente com Dizzy Gillespie, o criador e a principal voz instrumental do bebop. Tocou entre 1937 e 1941 na orquestra de Jay McShann, porém com muitas interrupções e períodos de profundas dificuldades financeiras e pessoais. Tocou ainda nas orquestras de Earl Hines em 1943 e de Billy Eckstine em 1944. De repente rompeu com as orquestras e passou a tocar com pequenos conjuntos, principalmente com o grupo de músicos geniais que se reuniam no ‘Minton´s’ e que viriam a formar o núcleo criativo do bebop. Os improvisos de Parker possuíam uma intensidade, liberdade e virtuosismo até então desconhecidos no jazz. No entanto, seguiam uma lógica impecável. Parker teve uma vida pessoal extremamente conturbada, o que o levou à morte prematura, em 1955, aos 35 anos. Leia +...



barney kessel

Barney Kessel (1923 - 2004) foi guitarrista que influenciado pelo estilo de Charlie Christian, seu grande ídolo, começou a tocar aos dezesseis anos em turnê com bandas de baile antes de passar para bandas como a liderada por Chico Marx. Aos dezenove anos mudou-se para Los Angeles onde rapidamente se estabeleceu entre os grandes músicos da cidade. Em 1944 ele participou do filme ‘Jammin 'the Blues’, que contou com Lester Young, e em 1947 ele gravou com Charlie Parker. Na década de 50, fez uma série de álbuns com Ray Brown no baixo e Shelly Manne na bateria. Também foi membro do Oscar Peterson Trio, com Ray Brown por um ano. Era considerado um dos principais membros do grupo de músicos conhecido como 'The Wrecking Crew'. Nesta função, ele tocou em centenas de famosas gravações pop, incluindo álbuns e singles de Phil Spector, 'The Beach Boys', 'The Monkees' e muitos outros. Em 1973 formou com os guitarristas Herb Ellis e Charlie Byrd o grupo ‘Great Guitars’. Ele rapidamente se estabeleceu como um grande guitarrista de jazz pós-Charlie Christian. Em 1983 fez seu debut em Nova Iorque como líder. Barney Kessel ficou conhecido com seu estilo despojado, incrível swing e sua maestria ao improvisar harmonicamente, somado a sua capacidade de tirar profunda emoção de belas baladas. Infelizmente este músico extraordinário passou por maus momentos. Em 1992 sofreu um infarto que o forçou a dedicar-se somente a dar aulas o que afetou bastante seu orçamento. No início de 2001 foi diagnosticado com câncer no cérebro, que causou sua morte em 2004. Barney Kessel influenciou diversos músicos da Bossa Nova, dentre os quais Eumir Deodato e João Gilberto. Barney Kessel é conhecido por seu trabalho inovador e em especial pelo seu vasto conhecimento de acordes e inversões.



the ultimate jazz archive 30


30-1: Bud Shank (1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. Speak Low 02. Atabaque 03. Acertate mas 04. Amor flamenco 05. Terra seca 06. Baa-too-kee 07. Inquitacao 08. Tocata 09. Cariсosa 10. Noctambulism 11. Non'o 12. Hazardous 13. Blue baião 14. Stairway to the stars

30-2: Clifford Brown (1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. Carvin' the rock 02. Bellarosa 03. Cookin' 04. Brownie speaks 05. De-Dah 06. You go to my head 07. Wail bait 08. Hymn of the orient 09. Brownie eyes 10. Cherokee 11. Easy living 12. Minor mood 13. Philly JJ 14. Choose now 15. Stockholm sweetni' 16. Scuse these blues 17. Lover come back to me

30-3: Charlie Parker (1949-1954)
parte I    parte II

Tracklist
01. Au Privave 02. K.C. Blues 03. She Rote 04. Swedish Schnapps 05. Laird Bird 06. The Song is You 07. Kim 08. Why Do I Love You? 09. My Little Suede Shoes 10. Fiesta 11. Lover Man 12. Blues for Alice 13. Begin the Beguine 14. I Can't Get Started 15. What is This Thing Called Love? 16. Almost Like Being in Love 17. I Remember You 18. Confirmation 19. Chi Chi 20. Now's the Time 21. I Love Paris 22. Love For Sale

30-4: Barney Kessel (1952-1954)
parte I    parte II

Tracklist
01. Seven Come Eleven 02. Night And Day 03. Long Ago And Far Away 04. Somebody Loves Me 05. Strike Up The Band 06. 'S Wonderful 07. I Got Rhythm 08. Love Walked In 09. Tenderly 10. Bernardo 11. Vicky's Dream 12. Just Squeeze Me 13. What Is There To Say? 14. Salute To Charlie Christian 15. I Let A Song Go Out Of My Heart 16. Lullaby Of Birdland 17. Barney's Blues



michael bloomfield

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the paul butterfield blues band

michael bloomfieldMichael Bloomfield foi um dos primeiros grandes guitarristas de blues da América branca, ganhando reputação na banda de Paul Butterfield. Agraciado por uma técnica prodigiosa ele também seguiu carreira solo, com resultados variáveis. Desconfortável com o tratamento dado de herói da guitarra, Bloomfield tendia a ficar longe dos holofotes. Depois de passar apenas alguns anos sob as suas luzes, ele manteve uma carreira de menor visibilidade durante os anos 70 devido à sua aversão à fama e o vício acentuou essa aversão. Michael Bloomfield Bernard e seu irmão Allen nasceram e cresceram em Chicago em uma abastada família judia. Filhos de um rico industrial que fez fortuna na fabricação e venda de equipamentos para restaurantes. Bloomfield e seu pai nunca tiveram uma estreita relação. Solitário, tímido e desajeitado ele se interessou pela música através das estações de rádio do Sul, que ouvia à noite, o que lhe deu uma fonte regular de rockabilly, R&B e blues. Ele recebeu sua primeira guitarra em seu ‘b'nai mitzvá’, nome dado à cerimônia que insere o jovem judeu como um membro maduro na comunidade judaica.

Quando adolescente Bloomfield saia furtivamente da casa de seus pais, com a ajuda das empregadas domésticas, para visitar os clubes de blues no lado sul de Chicago. Foi lá que ele e seus amigos de escola conheceram Muddy Waters, o vocalista e guitarrista Big Joe Williams, o gaitista Little Walter, bem como o futuro gaitista Charlie Musselwhite, o vocalista e produtor Nick Gravenites, e o gaitista e bandleader Paul Butterfield. Bloomfield, por vezes, pulava no palco para uma jam com os músicos o que o tornou conhecido. Consternado com a volta a uma escola privada na Costa Leste em 1958 ele finalmente se formou em uma escola para jovens problemáticos de Chicago. Por esta época, ele abraçou a subcultura beatnik, freqüentando lugares perto da Universidade de Chicago e conseguiu emprego como gestor de um clube popular e frequentemente tocava guitarra com os veteranos do blues e com várias bandas diferentes. Seu estilo de tocar recebeu influências dos mestres da guitarra elétrica de Chicago: Muddy Waters, Rush Otis e Buddy Guy. E logo se tornou um guitarrista experiente, e começou a tocar em bandas de bailes na Universidade de Chicago.

mike bloomfield - the group

‘The Group’ (Columbia Recording Studio, Chicago - 1964)

Em 1964, Bloomfield foi descoberto pelo lendário produtor musical John Hammond, que o contratou para a CBS, e gravou algumas sessões com sua banda chamada ‘The Group’ que incluia Charlie Musselwhite. No entanto, depois de várias gravações inéditas a gravadora não sabia como comercializar um guitarrista de blues americano branco. No começo de 1965, Bloomfield juntou-se à banda de Paul Butterfield, uma banda racialmente integrada. Individualmente, o trabalho de Bloomfield foi aclamado como uma ponte entre o Chicago blues e o rock contemporâneo. Mais tarde, em 1965, chegou à fama como guitarrista convidado por Bob Dylan com o single, ‘Like a Rolling Stone’, no inovador álbum, ‘Highway 61 Revisited’, de 1965, o primeiro álbum de Dylan a ser gravado inteiramente com uma banda de rock. E também foi destaque no ‘Newport Folk Festival’. Nesse meio tempo, Bloomfield estava desenvolvendo interesse pela música oriental, especialmente a indiana, que influenciou no álbum ‘East-West’, o segundo do ‘The Butterfield Blues Band’, um álbum que fundiu blues, jazz, world music, rock psicodélico e de uma forma sem precedentes. A banda se tornou a favorita na emergente cena musical de San Francisco e, em 1967, Bloomfield deixou o grupo permanentemente e foi buscar novos projetos.

michael bloomfield - paul butterfield blues band    bob dylan & bloomfied

'The Butterfield Blues Band’| Bob Dylan e Michael Bloomfield

Bloomfield rapidamente formou uma nova banda chamada ‘Electric Flag’ com Nick Gravenites nos vocais, o organista Barry Goldberg, o baixista Harvey Brooks e o baterista Buddy Miles; e com uma seção de metais, o que permitiu ao grupo adicionar música soul à sua longa lista de influências. O ‘Electric Flag’ estreou no ‘Monterey Pop Festival’ em 1967 e lançou o primeiro álbum ‘A Long Time Comin'’ em 1968. Os críticos elogiaram o som do grupo qualificando-o como intrigante. Infelizmente, a banda já estava se desintegrando devido a rivalidade entre os membros e a péssima gestão, para não mencionar o abuso de heroína. Bloomfield deixou a banda que ele formou antes do álbum ser lançado. Em seguida ligou-se ao organista Al Kooper, com quem havia tocado na banda de Dylan, e lançaram o álbum ‘Super Session’ que destacou suas habilidades e as de Stephen Stills do outro lado. Emitido em 1968, o álbum recebeu excelentes críticas e, além disso se tornou o álbum mais vendido na carreira de Bloomfield. O sucesso de ‘Super Session’ levou ao ‘The Live Adventures of Mike Bloomfield and Al Kooper’, gravado ao longo de três shows e com estréia de Bloomfield cantando.

michael bloomfield - electric flag

'Electric Flag'
da esquerda para a direita: Nick Gravenites, Marcus Doubleday, Mike Bloomfield (com a bandeira americana na mão), Harvey Brooks, Buddy Miles, Barry Goldberg e Peter Strazza

Bloomfield, no entanto, foi cauteloso com o sucesso comercial e o crescente desencanto com a fama já era evidente. Ele também estava cansado das turnês e depois da gravação do segundo álbum com Kooper, ele se aposentou por um tempo. No entanto, continuou como guitarrista de sessão e produtor, e também começou a compor para trilhas sonoras de filmes, incluindo alguns filmes pornográficos, e ocasionalmente, excursionou com ‘Bloomfield and Friends’, que incluia Nick Gravenites e Mark Naftalin. Além disso, retornou ao estúdio em 1973 para uma sessão com John Hammond e o pianista de New Orleans, Dr. John; o resultado, ‘Triumvirate’, foi lançado pela Columbia, mas não fez muito sucesso. Durante o final dos anos 70, continuou a gravar álbuns solo de desigual qualidade para vários rótulos menores, geralmente em ambientes predominantemente acústicos. Destes, ‘If You Love These Blues, Play ‘Em as You Please’ lançado em 1976, é considerado o melhor. Produzido pela revista ‘Guitar Player’ como um álbum de instrução sobre os vários estilos de tocar guitarra blues foi indicado ao prêmio Grammy.

Infelizmente, Bloomfield também estava atormentado pelo alcoolismo e pelo vício em heroína durante a maior parte dos anos 70, o que fez dele uma figura pouco confiável e, que lentamente, custou-lhe algumas de suas associações musicais de longa data, assim como seu casamento. Em 1980, aparentemente, ele tinha se recuperado o suficiente para uma turnê na Europa; no final deste mesmo ano, ele também apareceu no palco em San Francisco com Bob Dylan para uma interpretação de ‘Like a Rolling Stone’. No entanto, em 1981, Bloomfield foi encontrado morto em seu carro de uma overdose de drogas, com apenas 37 anos. Em 2003, foi classificado em 22º pela revista ‘Rolling Stone’ entre os 100 maiores guitarristas de todos os tempos.

michael bloomfield - goin down slow


michael bloomfield - don't say that I ain't your man! (1994)    michael bloomfield - I'm cutting out (1964-1965)    michael bloomfield - If You Love These Blues (2004)

Don't Say That I Ain't Your Man! (1994)
(Essential Blues 1964-1969)

Tracklist
01. I've Got You In The Palm Of My Hand 02. Last Night 03. Feel So Good 04. Goin Down Slow 05. I Got My Mojo Working 06. Born In Chicago 07. Work Song 08. Killing Floor 09. Alberts Shuffle 10. Stop 11. Mary Ann 12. Dont Throw Your Love On Me So Strong 13. Dont Think About It Baby 14. It Takes Time 15. Carmelita Skiffle

I'm Cutting Out (2001)

Personnel: Michael Bloomfield (guitar and vocals); Charlie Musselwhite (harmonica); Mike Johnson (guitar); Sid Warner (bass); Norman Mayell (drums); Brian Friedman (piano)
Tracklist: 01. I Got My Mojo Working 02. I Feel So Good 03. Goin’ Down Slow 04. I’ve Got You In The Palm Of My Hand 05. The First Year I Was Married 06. I’m Cutting Out 07. Lonesome Blues 08. I Got My Mojo Working 09. Last Night 10. I Feel So Good

If you love these blues Play 'Em As You Please (2004)

Tracklist:
01. If You Love These Blues 02. Hey, Foreman 03. Narrative #1 04. WDIA 05. Narrative #2 06. Death Cell Rounder Blues 07. Narrative #3 08. City Girl 09. Narrative #4 10. Kansas City Blues 11. Narrative #5 12. Mama Lion 13. Narrative #6 14. Thrift Shop Rag 15. Narrative #7 16. Death in My Family 17. East Colorado Blues 18. Blue Ghost Blues 19. Narrative #8 20. The Train Is Gone 21. Narrative #9 22. The Alter Song 23. I'll Overcome 24. I Must See Jesus 25. Great Dreams from Heaven 26. Gonna Need Somebody on My Bond 27. I Am a Pilgrim 28. Just a Closer Walk With Thee 29. Have Thine Own Way 30. Farther Along 31. Peace in the Valley

‘Super Session’ é um álbum imaginado por Al Kooper com Mike Bloomfield e Stephen Stills, que não tocam juntos no álbum, Bloomfield toca da primeira a quinta faixa, e Stills da sexta a nona, as três últimas são faixas bônus. O disco foi habilmente enriquecido com a seção rítmica poderosa de Harvey Brooks (baixo) e Hoh Eddie (bateria), bem como Barry Goldberg (piano elétrico) em ‘Shuffle Albert’ e ‘Stop’.

‘The Live Adventures Of Mike Bloomfield & Al Kooper’ foi gravado em setembro de 1968 no ‘Fillmore East ‘, uma casa de shows mantida pelo empresário de rock Bill Graham durante o final dos anos 60 e começo dos 70 na Second Avenue, New York. Funcionou de 1968 a 1971, sendo palco para os concertos dos maiores astros de rock da época. Era casa-irmã do Fillmore Auditorium (posteriormente renomeado para Fillmore West), que Graham mantinha em sua base de operações, São Francisco, Califórnia. O álbum contém várias releituras de clássicos do rock e do blues, e algumas músicas de autoria da dupla. Carlos Santana acompanhou a dupla nesse disco.

‘Fillmore East: The Lost Concert Tapes 13-12-68’, também gravado no ‘Fillmore East’ só foi lançado em 2003 e teve a participação especial de Johnny Winter em ‘It's My Own Fault’.

Super Session (1968)    Live Adventures of Michael Bloomfield & Al Kooper (1968)    Fillmore East: The Lost Concert Tapes 12-13-68

Super Session (1968)

Personnel: Mike Bloomfield (guitarra); Al Kooper (vocal, piano, orgão); Stephen Stills (guitarra); Barry Goldberg (piano em ‘Albert's Shuffle’ e ‘Stop’); Harvey Brooks (baixo); Eddie Hoh (bateria)
Tracklist: 01. Albert's Shuffle 02. Stop 03. Man's Temptation 04. His Holy Modal Majesty 05. Really 06. It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry 07. Season of the Witch 08. You Don't Love Me 09. Harvey's Tune 10. Albert's Shuffle 11. Season of the Witch 12. Blues for Nothing 13. Fat Grey Cloud [live]

The Live Adventures of Michael Bloomfield & Al Kooper (1968)
CD 1    CD 2

Personnel: Mike Bloomfield (guitarra); Al Kooper (orgão, piano); John Kahn (baixo); Skip Prokop (bateria); Carlos Santana (guitarra); Elvin Bishop (guitarra)
Tracklist CD 1: 01. Opening Speech 02. The 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy) 03. I Wonder who 04. Her Holy Modal Highness 05. The Weight 06. Mary Ann 07. Together 'til the End of Time 08. That's All Right 09. Green Onions
Tracklist CD 2: 01. Opening Speech 02. Sonny Boy Williamson 03. No more Lonely Nights 04. Dear Mr. Fantasy 05. Don't Throw your Love on Me so Strong 06. Finale-Refugee

Fillmore East: The Lost Concert Tapes 12-13-68 (2003)

Personnel: Michael Bloomfield (vocal, guitarra); Al Kooper (vocal, piano, orgão); Johnny Winter (vocal, guitarra); Paul Harris (piano); Johnny Cresci (bateria)
Tracklist
01. Introductions 02. One Way Out 03. Mike Bloomfield's Introduction of Johnny Winter 04. It's My Own Fault 05. 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy) 06. (Please) Tell Me Partner 07. That's All Right Mama 08. Together Till the End of Time 09. Don't Throw Your Love on Me So Strong 10. Season of the Witch

ABC of the blues 16: howlin' wolf

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howlin' wolfHowlin' Wolf (1910 - 1976), nascido Chester Arthur Burnett foi um influente cantor, guitarrista e gaitista. Com voz potente e uma ameaçadora presença física, Howlin' Wolf é comumente classificado entre os principais músicos do blues elétrico. Uma série de canções escritas ou popularizadas por ele tornaram-se clássicos do blues. Com o seu enorme físico, ele era uma presença imponente, com uma das vozes mais memoráveis de todos os cantores clássicos do Chicago blues da década de 50. Seu estilo era frequentemente contrastado com a apresentação menos temível, mas também poderosa de seu contemporâneo e profissionalmente rival Muddy Waters. Howlin’ Wolf, Sonny Boy Williamson, Little Walter e Muddy Waters são os maiores artistas de blues que gravaram para a ‘Chess Records’, em Chicago. Em 2004, a ‘Rolling Stone Magazine’ classificou Howlin' Wolf em 51º em sua lista dos 100 maiores artistas de todos os tempos. Nascido em Mississippi, quando ainda criança, Howlin foi expulso de casa pela mãe e o padrasto por se recusar a trabalhar na fazenda, e foi morar com seu tio, Will Young, que o maltratava. Com 13 anos, fugiu para se juntar a seu pai, onde ele finalmente encontrou um lar feliz. Durante o auge de seu sucesso, ele retornou para sua cidade natal para ver sua mãe, mas foi levado às lágrimas quando ela o rejeitou e se recusou a aceitar qualquer dinheiro que ele lhe oferecesse, dizendo que se tratava de dinheiro do diabo, vindo de onde viera, do blues, música do diabo. Em 1930, Howlin’ Wolf encontrou Charley Patton, que o ensinou a tocar guitarra. Com Patton, Wolf também aprendeu sobre carisma.

Em 1941, com trinta anos, ele foi recrutado pelo Exército dos EUA. Encontrando dificuldades para se adaptar à vida militar voltou para a sua família e ajudou na agricultura. Em 1948, ele formou uma banda e rapidamente se tornou uma celebridade local. Suas primeiras gravações foram feitas em 1951. Na década de 60 excursionou pela Europa com o ‘American Folk Blues Festival’ organizado pelos produtores alemães Horst Lippmann e Fritz Rau. Na década de 70, com o seu guitarrista de longa data, Hubert Sumlin, viajou para Londres junto com o produtor da ‘Chess Records’ para gravar o álbum ‘Howlin' Wolf London Sessions’ acompanhado pelas estrelas do blues britânico, tais como Eric Clapton. Ao contrário de muitos outros músicos de blues, depois que ele deixou a sua infância pobre para começar uma carreira musical, Howlin' Wolf sempre foi bem sucedido financeiramente, uma distinção rara para um homem negro e cantor de blues da época. Em seu início de carreira, este foi o resultado de sua popularidade musical e sua habilidade de evitar as armadilhas do álcool e drogas em que tantos caíram. Apesar de analfabeto, com 40 anos finalmente voltou para a escola, e mais tarde para estudar contabilidade e outros cursos destinados a ajudar na sua carreira. No final dos anos 60, ele sofreu vários ataques cardíacos e, em 1970, seus rins foram severamente danificados em um acidente automobilístico. Ele morreu em 1976 de complicações de doença renal. O ‘Howlin’ Wolf Memorial Blues Festival’ é realizado anualmente em West Point, Mississippi. Leia +...


Tracklist
01. Howlin' Wolf - Look-A-Here Baby
02. Howlin' Wolf - Smile at Me
03. Howlin' Wolf - California Boogie
04. Howlin' Wolf - My Baby Walked Off
05. Howlin' Wolf - Chocolate Drop
06. Howlin' Wolf - Mr. Highway Man
07. Howlin' Wolf - Color and Kind
08. Howlin' Wolf - Everybody's in the Mood
09. Howlin' Wolf - (Well) That's Alright
10. Howlin' Wolf - Baby Ride with Me
11. Howlin' Wolf - Decoration Day Blues
12. Howlin' Wolf - Moanin' at Midnight
13. Howlin' Wolf - The Wolf Is at Your Door
14. Howlin' Wolf - Getting Old and Grey
15. Howlin' Wolf - Oh, Red!
16. Howlin' Wolf - My Last Affair
17. Howlin' Wolf - Dorothy Mae
18. Howlin' Wolf - I Got a Woman (Sweet Woman)
19. Howlin' Wolf - Bluebird Blues
20. Howlin' Wolf - Howlin' Wolf Boogie



ABC of the blues volume 16

parte I    parte II



ABC of the blues 17: alberta hunter & ivory joe hunter

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ABC of the blues

alberta hunterAlberta Hunter (1895 - 1984) foi cantora de jazz e blues, compositora e enfermeira. Iniciou a carreira musical por volta de 1920, e desde então, tornou-se cantora de sucesso, aclamada pela crítica na mesma linha que Ethel Wathers e Bessie Smith, com ‘voz negra’ indiscutível e humor irreverente em suas apresentações. Em 1950, ela se retirou dos palcos, tornando-se enfermeira em New York. Retornou ao meio artístico apenas em 1977, com apresentações públicas e gravações até a sua morte, em 1984, aos 89 anos. Alberta Hunter nasceu em Memphis, Tennessee, fugiu de casa aos doze anos e foi para Chicago para tentar a carreira de cantora e atriz de variedades. Por volta de 1920, mudou-se para New York onde, desde 1921 gravou para a quase totalidade das gravadoras da cidade, sendo acompanhada por excelentes músicos, como Louis Armstrong, Sidney Bechet, as bandas de FIetcher Henderson e Fats Waller. Nos anos 20 começou também sua atividade teatral, atuando na revista ‘How Come’. Em 1934 foi para Londres, atuar no musical ‘Show Boat’ que realizou junto ao barítono Paul Robenson. Ainda em Londres gravou com a orquestra de Jack Jackson. De volta definitivamente a New York em 1937, iniciou uma longa carreira no rádio. Em 1952 voltou à Inglaterra como cantora na orquestra de Snub Mosley. Depois de algumas atividades teatrais na revista da Broadway ‘Mrs. Patterson’, decidiu deixar a música para se tornar enfermeira e cuidar de sua mãe enferma. Retornou em grande estilo em 1977 aos 81 anos, cumprindo um longo contrato no ‘Cookery’ em Greenwich Village, New York, emplacando um grande sucesso, ‘Amtrak Blues’ e recebendo o prêmio ‘Handy’ de melhor cantora viva de blues. Quando veio a falecer já era reverenciada como uma das maiores lendas do jazz e do blues. Leia +...

Ivory Joe HunterIvory Joe Hunter (1914 - 1974) foi cantor de rhythm and blues, compositor e pianista. Depois de uma série de hits nas paradas dos EUA a partir de meados dos anos 40, tornou-se amplamente conhecido com ‘Since I Met You Baby’ em 1956. O que lhe valeu o apelido de ‘The Baron of the Boogie’ e também como ‘The Happiest Man Alive’. Sua produção musical ia de R&B ao blues, boogie-woogie, e country, e Hunter teve sucesso em todos os gêneros. Excepcionalmente, ele foi homenageado no ‘Monterey Jazz Festival’ e no ‘Grand Ole Opry’, que apresenta concertos semanais de música country em Nashville, Tennessee, das maiores estrelas do gênero desde 1925. Hunter nasceu em Kirbyville, Texas, e desde cedo desenvolveu interesse pela música. Seu pai, tocava guitarra e sua mãe cantava gospel. Aos 13 anos já era um pianista de talento e quando adolescente fez sua primeira gravação para Alan Lomax, da Biblioteca do Congresso dos EUA, em 1933. No início dos anos 40, Hunter teve seu próprio programa de rádio no Texas, e em 1942 ele se mudou para Los Angeles, juntando-se ao ‘Three Blazers’ de Johnny Moore quando compôs e gravou sua primeira canção, ‘Blues At Sunrise’. No final de 1940, Hunter fundou a 'Pacific Records'. Em 1954, ele havia gravado mais de 100 músicas e se mudou para a ‘Atlantic Records’. Ao visitar Memphis, Tennessee, na primavera de 1957, Hunter foi convidado por Elvis Presley para visitar Graceland. Os dois passaram o dia juntos, cantando. Presley gravou várias de suas canções. Em 1959, pouco antes de sua popularidade começar a declinar gravou música country fazendo aparições regulares no ‘Grand Ole Opry’. Em 1974, o câncer de pulmão o levou à morte.


Tracklist
01. Alberta Hunter - Down Hearted Blues
02. Alberta Hunter - Why Did You Pick Me Up
03. Alberta Hunter - Don't Pan Me
04. Alberta Hunter - Jazzin' Baby Blues
05. Alberta Hunter - You Can't Have It All
06. Alberta Hunter - You Shall Reap Just What You Sow
07. Alberta Hunter - Taint Nobody's Business
08. Alberta Hunter - If You Want to Keep your Daddy
09. Alberta Hunter - Chirping the Blues
10. Alberta Hunter - Some Day Sweetheart
11. Ivory Joe Hunter - Heaven Came Down to Earth
12. Ivory Joe Hunter - It May Sound Silly
13. Ivory Joe Hunter - I Need You
14. Ivory Joe Hunter - You Mean Everything to Me
15. Ivory Joe Hunter - Shooty Booty
16. Ivory Joe Hunter - Yes, I Want You
17. Ivory Joe Hunter - I Just Want to Love You
18. Ivory Joe Hunter - I'll Never Leave You, Baby
19. Ivory Joe Hunter - All About the Blues
20. Ivory Joe Hunter - She's Gone



ABC of the blues volume 17

parte I    parte II



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 lou donaldson

Lou Donaldson (1926) é saxofonista e é mais conhecido por sua abordagem soulful e bluesy de tocar o saxofone alto, embora em seus anos de formação ele tenha sido fortemente, como muitos do bebop o foram, influenciado por Charlie Parker. Lou Donaldson foi um dos primeiros discípulos do lendário Charlie Parker. Suas primeiras gravações foram com emissários do bop, o vibrafonista Milt Jackson e o pianista Thelonious Monk em 1952, e participou de vários pequenos grupos com outros luminares do jazz como o trompetista Blue Mitchell, o pianista Horace Silver, e o baterista Art Blakey. Ele era membro do quinteto de Art Blakey e apareceu em alguns dos seus melhores álbuns como o ‘A Night At Birdland’, Vols. I & II, gravação ao vivo com Clifford Brown, Horace Silver, Art Blakey e Tommy Potter. Em 1953, ele também gravou sessões com o trompetista Clifford Brown, e o baterista Philly Joe Jones. Lou Donaldson gravou nos gêneros bop, hard bop e jazz soul. Hoje, com 79 anos de idade ainda toca com o mesmo estilo que o estabeleceu como um dos saxofonistas mais populares de sempre e continua em turnê pela Europa, Japão e EUA.



art farmer

Art Farmer (1928 – 1999) nascido Arthur Stewart Farmer foi trompetista e tocou flugelhorn, instrumento de bronze semelhante a uma trombeta. Tocou também o flumpet, uma combinação de trompete e flugelhorn projetado para ele por David Monette, artesão que desenha e constrói instrumentos de bronze e bocais para músicos. Seu irmão gêmeo idêntico, Addison Farmer foi baixista. Filho de um metalúrgico Art Farmer trabalhou como músico dos anos 40 em diante. Morando em Los Angeles, ele tocou nas bandas do saxofonista Benny Carter e do pianista Jay McShann entre outros. Juntou-se à orquestra de Lionel Hampton por volta de 1953, quando os trompetistas Clifford Brown e Quincy Jones estavam também com Hampton na época. Tendo se mudado para New York, trabalhou mais tarde com o saxofonista Gigi Gryce, o pianista Horace Silver e o saxofonista e clarinetista Gerry Mulligan, entre outros. Na mesma década se apresentou em gravações de arranjadores mais importantes da época e formou o ‘The Jazztet’ com o compositor e saxofonista tenor Benny Golson, o grupo não teve compromissos suficientes para durar além de 1962, mas ajudou na carreira do pianista McCoy Tyner e do trombonista Grachan Moncur III. No início de 1960, Art Farmer formou um trio com o guitarrista Jim Hall e o baixista Steve Swallow, mais tarde com o baterista Pete La Roca e o pianista Steve Kuhn. Em seguida mudou-se para a Europa, para Viena, onde tocou com ‘Kenny Clarke-Francy Boland Big Band’, uma das bandas de jazz mais notáveis formadas fora dos Estados Unidos. Com o saxofonista Benny Golson reviveu a ‘The Jazztet’ na década de 80 para uma série de compromissos com Curtis Fuller no trombone.



tal farlow

Tal Farlow (1921 - 1998) nascido Talmage Farlow Holt foi guitarrista. Farlow nasceu em Greensboro, North Carolina, e era quase tão famoso por sua relutância em tocar publicamente como por suas incríveis habilidades. Seu pai lhe deu um bandolim e ensinou alguns acordes, a partir daí Tal Farlow foi autodidata. Ele trocou o bandolim por uma guitarra quando adolescente, na mesma época em que trabalhava como pintor. Após vários anos de trabalho como músico começou a tocar profissionalmente em 1948 com a banda do famoso vibrafonista e pianista Marjorie Hyams. Com ‘Red Norvo Trio’ do vibrafonista Red Norvo, que originalmente incluía Charles Mingus, entre 1049-1953, Tal Farlow se tornou famoso no mundo do jazz. Suas mãos enormes e a capacidade de espalhá-las sobre o braço da guitarra lhe valeu o apelido de ‘Octopus’, e fez dele um dos melhores guitarristas da época. Depois de seis meses com ‘Artie Shaw's Gramercy Five’ em 1953, Farlow montou seu próprio grupo, que por um tempo incluiu o pianista Eddie Costa. Em 1958, aposentou-se em tempo integral e se estabeleceu em New Jersey, retornando para a carreira de pintor de sinais. No entanto, continuou a tocar em datas ocasionais em clubes locais. Em 1962, a ‘Gibson Guitar Corporation’, com a participação de Farlow, produziu a guitarra ‘Tal Farlow’. Tal Farlow morreu de câncer com 77 anos.



charles mingus

Charles Mingus (1922-1979) é o mais influente contrabaixista do jazz moderno. Nascido numa base militar em Nogale, Arizona, cresceu em Los Angeles. Tendo começado a estudar música ainda criança, depois de tentativas sem muito sucesso com o trombone e o violoncelo, acabou por se decidir pelo contrabaixo na época do colégio. Seu talento logo foi percebido, e Mingus tocou nos anos 40 nos grupos de Barney Bigard, Louis Armstrong e Lionel Hampton. Participou do trio do vibrafonista Red Norvo com o guitarrista Tal Farlow em 1950-1951. Nos anos 50 tocou com grandes músicos: Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington, a quem admirava muito. Em 1956 Mingus gravou o disco ‘Pithecanthropus Erectus’, reconhecido como uma obra-prima, que estabeleceu definitivamente seu nome como um dos líderes do jazz moderno. Nos dez anos seguintes, ele compôs e gravou discos antológicos. Durante a década de 60, porém, problemas psicológicos e dificuldades financeiras fizeram a carreira de Mingus entrar em colapso, não sem antes gravar mais uma de suas obras-primas, ‘The Black Saint and The Sinner Lady’, e também o disco solo como pianista, ‘Mingus Plays Piano’. A vida profissional e pessoal melhorou apenas em 1971, com o recebimento de uma bolsa de composição da fundação Guggenheim; a venda das matrizes do selo ‘Debut’, que fora fundado por Mingus e Max Roach, para a ‘Fantasy’; e a publicação da surpreendente autobiografia ‘Beneath the Underdog’. A partir daí, começou a haver um reconhecimento maior por parte do público, mas o fogo criador havia atenuado. Em 1977, Mingus foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. Em 1978, realizou-se um concerto em sua homenagem na Casa Branca, ao qual Mingus compareceu já numa cadeira de rodas. O fim viria em 1979, depois de uma série desesperada de tentativas de cura usando diversos tipos de medicina não-convencional. Depois de sua morte, seu prestígio cresceu ainda mais, e os grupos ‘Mingus Dinasty’ e ‘Mingus Big Band’ levaram seu legado adiante. Mingus possuía uma personalidade complexa e mesmo agressiva, não são poucas as histórias de Mingus tendo agredido outros músicos. Foram diversas interrupções na produção musical por conta de sua instabilidade emocional. Sentia com intensidade o drama do preconceito racial, usando diversas vezes a música como veículo de protesto. Nos anos 50 e 60, Mingus abriu novos caminhos para o jazz e para o contrabaixo. Seu toque ao contrabaixo é nervoso, veloz e irregular, e seus solos são longos e intensos. Ele fez com o contrabaixo o que Max Roach e Art Blakey fizeram com a bateria, trouxe-o para o primeiro plano. As composições de Mingus revelam um pensamento musical sofisticado. Em certo sentido, ele pode ser considerado um precursor do free jazz. No entanto, nunca deixou de cultivar, mesmo em peças mais profundamente radicais, as raízes do jazz. Ora vanguardista, ora tradicionalista, ora lírico, ora feroz, porém sempre inovador e profundamente musical, Mingus criou, ao longo de seus 56 anos, uma obra profunda, que tem servido de inspiração para gerações de músicos. Leia +...



the ultimate jazz archive 31


31-1: Lou Donaldson (1952-1954)
parte I    parte II

Tracklist
01. Roccus 02. Lou's blues 03. Cheek to cheek 04. The things we did last summer 05. Sweet juice 06. Down home 07. The best things in life are free 08. If I Love again 09. Caracas 10. The stroller 11. Moe's bluff 12. After you've gone 13. Blues 14. Split kick

31-2: Art Farmer (1953-1956)
mediafire

Tracklist
01. Mau Mau 02. Work of Art 03. The Little Bandmaster 04. Up in Quincy's Room 05. Wildwood 06. Evening in Paris 07. Elephant Walk 08. Tiajuana 09. When Your Lover Has Gone

31-3: Tal Farlow (1952-1955)
parte I    parte II

Tracklist
01. Strike up the band 02. Skylark 03. Have you met miss jones? 04. Tenderly 05. And she remembers me 06. My old flame 07. Cherokee 08. Autumn in New York 09. Tal's blues 10. I like to recognize the tune 11. There will never be another you 12. Just one of those things 13. Tenderly 14. It's you or no one

31-4: Charles Mingus (1954)
mediafire

Tracklist
01. What Is This Thing Called Love 02. Spur of the Moment 03. Thrice Upon A Theme 04. Four Hands 05. Minor Intrusions



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dizzy gillespie

Dizzy Gillespie (1917 – 1993) foi um dos mentores do bebop, um dos criadores da linguagem do trompete jazzístico moderno, e um verdadeiro embaixador da música. Os únicos trompetistas que se equiparam a Dizzy, em termos de importância musical e histórica, são Louis Armstrong e Miles Davis. Nascido em Cheraw, Carolina do Sul, John Birks Gillespie experimentou o trombone antes de se decidir aos 12 anos pelo trompete, instrumento com o qual se iniciou profissionalmente aos 14 anos. Tocou em diversas orquestras, na segunda metade dos anos 30 e no início dos anos 40, como as de Frankie Fairfax, Cab Calloway, Benny Carter, Lionel Hampton, Duke Ellington, Teddy Hill e outros. Dizzy teve como grande modelo o trompetista Roy Eldrige, a quem inclusive substituiu na ‘Teddy Hill Band’, em 1937. O jeito irreverente e as brincadeiras que fazia com colegas e mesmo com os próprios regentes lhe valeram muitas reprimendas e até demissões. Entre 1942 e 1945, Dizzy tocou nas orquestras de Earl Hines e de Billy Eckstine, que constituíram verdadeiros celeiros de talentos do nascente estilo bebop. Em 1941 Dizzy encontrou Charlie Parker pela primeira vez, quando este tocava na orquestra de Jay McShann. A partir daí, os dois tocaram juntos diversas vezes, com diferentes grupos. Eram sem dúvida os maiores astros da cena e dando contornos definitivos ao bebop. Somente em 1945, porém, Dizzy e Bird finalmente gravariam juntos.Em 1945 Dizzy opta pelo formato big band. Sua orquestra do período 1946-1950 contou com músicos de peso, como Milt Jackson, John Lewis, Ray Brown e Kenny Clarke - que, juntos, constituiriam a primeira formação do Modern Jazz Quartet-, além de Jay Jay Johnson, Yusef Lateef e até John Coltrane. Essa orquestra teve que ser desfeita em 1950 devido a dificuldades econômicas. Mas Dizzy continuou muito ativo, e participou de turnês do ‘Jazz at the Philarmonic’. Em 1956 formou novamente uma orquestra, que até 1958 fez turnês patrocinadas pelo Departamento de Estado norte-americano. Nos anos 60, 70 e 80, alternou as big bands com as pequenas formações. Fez várias turnês por todo o mundo, tocando com músicos locais sempre que podia. Durante toda a carreira, Dizzy esteve sempre aberto a influências étnicas, como a música cubana, brasileira, africana e do Oriente Médio. Dizzy Gillespie é um dos maiores virtuoses do trompete, talvez o maior, e trata de explorar essa qualidade em suas apresentações. Seu fraseado é cheio de elementos surpreendentes e saltos vertiginosos, explorando as notas superagudas do instrumento. Sua capacidade criativa como improvisador parece inesgotável. O arrojo, a agressividade e o humor da música de Dizzy podem ser vistas como uma extensão de sua personalidade de showman e entertainer nato. Dizzy também canta e nunca deixou totalmente de lado o seu lado clown, para deleite das platéias de todo o mundo.



phil woods

Phil Woods (1931) começou a ter lições de saxofone com a idade de 12 anos, com Harvey LaRose. Depois de se formar no colégio, foi para New York onde passou um verão na ‘Manhattan School of Music’ e quatro anos na ‘Juilliard’. Suas primeiras influências foram Benny Carter, Johnny Hodges e Charlie Parker. Durante os anos 50 e 60, Philip Wells Woods se apresentou e gravou discos com bandas próprias e às vezes acompanhado pelo saxofonista Gene Quill. Em meados de 1950, Quincy Jones contratou Phil para tocar sax-alto na big band de Dizzy Gillespie para excursionar no Oriente Médio financiado pelo ‘U.S. State Department’. Em 1959, Quincy o contratou para tocar em sua banda no show musical, ‘Free and Easy’, que ficou em cartaz durante um ano. A lista de músicos e cantores com os quais Phil Woods se apresentou ou gravou é uma lista de super estrelas: Billy Holiday, Benny Goodman, Bill Evans, Michel Legrand, Oliver Nelson, Thelonious Monk, Dizzy Gillespie, Charlie Barnett e Bob Brookmeyer são algumas delas. Em 1968, Phil foi morar na Europa onde formou a ‘European Rhythm Machine’. Em 1973 retornou para os Estados Unidos. Depois de uma breve estada em Los Angeles, Phil se mudou novamente para New York e lá fundou o ‘Phil Woods Quartet’. Nos últimos discos a música de Woods tem se tornado mais delicada e emocional, mas sem apelo pop ou comercial. Uma das personalidades mais marcantes do jazz, Phil Woods sempre oferece aos seus fiéis ouvintes uma lição de vitalidade do jazz contemporâneo.



jackie mclean
donald byrd

Jackie McLean (1931 - 2006) foi saxofonista, compositor, bandleader e educador. Considerado como a quintessência do saxofone hard bop, Jackie McLean foi um dos poucos veteranos a navegar pelas ondas das novas idéias do movimento do free-jazz. Como instrumentista e educador, John Lenwood McLean é uma das grandes lendas do jazz. Nascido em New York começou a tocar o saxofone quando tinha 15 anos, e muito cedo já estava tocando com Sonny Rollins entre 1948 e 49. Durante os 10 anos seguintes, ele trabalhou com Miles Davis, Paul Bley e Charles Mingus; foi um dos membros do combo de Art Blakey, o ‘The Jazz Messengers’ antes de formar seu próprio quinteto em 1958. Em gravações como ‘4,5 and 6’ e ‘Swing Swang Swingin’, McLean improvisou sob a pesada influência de Charlie Parker, mas manteve seu estilo próprio quanto ao ritmo e o sentimento do blues. Mclean escreveu sucessos como ‘Dig’ e ‘Hip Strut’ e atuou na peça ‘The Connection’ de 1959 até 1961. Enquanto recebia inspiração dos inovadores do final dos anos 50 e começo dos anos 60, McLean gravou ‘New Soil’, ‘One Step Beyond’, ‘Destination...Out!’ e ‘New And Old Gospel’ que incluiu Ornette Coleman no trompete. Em 1968, McLean começou a lecionar na ‘University of Hartford’ em Connecticut. Em 1970, ele e sua esposa, Dollie McLean, fundaram o ‘Artists Collective, Inc.’ de Hartford, uma organização dedicada a preservar a arte e a cultura da diáspora africana. E forneceu programas de educação e instrução em dança, teatro, música e artes visuais. E Jackie McLean continuou lecionando e se apresentando no mundo todo, sempre liderando formações com seus alunos de Hartford, incluindo o seu filho René McLean, que é saxofonista e flautista, bem como educador de jazz. Jackie McLean recebeu vários prêmios nacionais e internacionais e foi o único músico de jazz americano que fundou um departamento de estudos em uma universidade e uma organização. Depois de uma longa doença, McLean morreu em 2006.

Donald Byrd (1932), nascido Donaldson Toussaint L'Ouverture Byrd II é trompetista e considerado um dos principais do estilo hard bop da geração pós-Clifford Brown. Donald Byrd nasceu em Detroit, Michigan e enquanto frequentava a escola secundária tocou com Lionel Hampton. Tocou também na banda da força aérea, licenciou-se em música na Universidade de Wayne State e o mestrado fez na Escola de Música de Manhattan. Durante este período, em Manhattan, juntou-se ao grupo ‘The Jazz Messengers’, de Art Blakey, onde substitui Clifford Brown. Em 1955, gravou com Jackie McLean e Mal Waldron. No ano seguinte deixou os ‘The Jazz Messengers’, e iniciou um período que tocou com diversos músicos de jazz, como John Coltrane, Sonny Rollins, Herbie Hancock e Thelonious Monk. Em 1964, tocou com Eric Dolphy em Paris, antes da morte deste, duas semanas depois. Nos anos 70, afastou-se do hard-bop e se aproximou do jazz fusion e do rhythm and blues. Juntamente com ‘Mizell Brothers’, produziu o álbum ‘Black Byrd’, que se tornou o álbum mais vendido, até a data, da ‘Blue Note Records’. Os álbuns seguintes, também com ‘Mizell Brothers’, atingiram vendas igualmente significativas. Donald Byrd também lecionou música no Instituto Hampton, Universidade de Nova Iorque, Universidade Howard e na Escola Oberlin. Em 1974, criou os ‘Blackbyrds’, um grupo com seus melhores alunos.



the jazz messengers

The Jazz Messengers, grupo fundado por Art Blakey, baterista e bandleader que junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do moderno bebop, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Art Blakey sempre deu apoio aos solistas, e mais tarde, como líder do ‘The Jazz Messengers’, incluiu muitos jovens músicos que se tornaram nomes de destaque no jazz. O legado da banda não é conhecido apenas pela sofisticada música que produziu, mas como um campo de provas para várias gerações de músicos de jazz. ‘The Jazz Messengers’ foi inicialmente liderado por Blakey e o pianista Horace Silver. Embora o nome não tivesse sido usado na primeira das suas gravações, Blakey e Silver gravaram juntos em várias ocasiões, mas o nome foi usado pela primeira vez em uma gravação de 1954, nominalmente liderada por Horace Silver, com Blakey na bateria, o saxofonista Hank Mobley, trompetista Kenny Dorham e o baixista Doug Watkins. O trompetista Donald Byrd substituiu Kenny Dorham, e o grupo gravou um álbum chamado simplesmente de ‘The Jazz Messengers’ em 1956. A banda ficou conhecida como ‘Art Blakey and the Jazz Messengers’ com Blakey assumindo o grupo como único líder quando Horace Silver com Mobley, Byrd e Watkins formaram um novo quinteto com uma variedade de bateristas. Durante um período que abrange mais de quarenta anos ‘Art Blakey and The Jazz Messengers’ produziu centenas de registros e prosperou em meio a inúmeras mudanças de formação, sempre recebendo os melhores músicos do jazz incluindo os trompetistas Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen. Leia +...



the ultimate jazz archive 32


32-1: Dizzy Gillespie (1953-1954)
parte I    parte II

Tracklist
01. Impromptu 02. It s the talk of the town 03. I let a song go out of my heart 04. Girl of my dream 05. Exactly like you 06. Siboney 07. It dont mean a thing 08. One alone 09. Sometimes i m happy 10. Pretty eyed baby

32-2: Phil Woods (1954-1955)
parte I    parte II

Tracklist
01. Stella By Starlight 02. Five 03. Joanne 04. Back And Blow 05. Woodlore 06. Falling In Love All Over Again 07. Be My Love 08. On A Slow Boat To China 09. Get Happy 10. Strollin' With Pam

32-3: Jackie McLean & Donald Byrd (1955)
mediafire

Tracklist
01. It's You Or No One 02. Blue Doll 03. Little Melonae 04. The Way You Look Tonight 05. Mood Malody 06. Lover Man

32-4: The Jazz Messengers (1955)
parte I    parte II

Tracklist
01. Yesterdays 02. Prince Albert 03. I Waited For You 04. Lady Bird 05. Deciphering The Message 06. Just One Of Those Things 07. Hank's Symphony 08. Gone With The Wind



the ultimate jazz archive: swing to bebop, modern jazz


The Ultimate Jazz Archive:
Swing to Bebop, Modern Jazz


18-1 Joe Venuti e Eddie Lang (1926-1933)
18-2 Fats Waller (1929-1938)
18-3 Coleman Hawkins (1929-1935)
18-4 Art Tatum (1933-1941)

19-1: Ben Webster (1932-19440)
19-2: Django Reinhardt (1936-1937)
19-3: Benny Goodman (1935-1936)
19-4: Roy Eldridge (1935-1941)

20-1: Earl ‘Fatha’ Hines (1934-1942)
20-2: Lester Young (1936-1944)
20-3: Teddy Wilson (1934-1946)
20-4: Benny Carter (1936-1937)

21-1: Lionel Hampton (1937-1940)
21-2: Charlie Shavers (1938-1941)
21-3: Charlie Christian (1939-1941)
21-4: Dexter Gordon (1943-1947)

22-1: Erroll Garner (1944-1947)
22-2: Slam Stewart (1945-1946)
22-3: Wardell Gray (1946-1949)
22-4: Lucky Thompson (1945-1947)

23-1: Don Byas (1912 - 1972)
23-2: Illinois Jacquet (1922 - 2004)
23-3: Charlie Parker (1945-1947)
23-4: Dizzy Gillespie (1945-1946)

24-1: Eddie 'Lockjaw' Davis (1946-1948)
24-2: Lennie Tristano (1946-1949)
24-3: Thelonious Monk (1947)
24-4: Fats Navarro (1947-1949)

25-1: George Shearing (1947-1953)
25-2: Gene Ammons (1947-1953)
25-3: Sonny Stitt (1949-1952)
25-4: Bud Powell (1949-1950)

26-1: Lee Konitz (1949-1951)
26-2: Miles Davis (1949-1953)
26-3: Zoot Sims (1950-1953)
26-4: Herbie Mann (1954-1956)

27- 1: James Moody (1951-1955)
27-2: Stan Getz (1950-1952)
27-3: Dave Brubeck (1949-1953)
27-4: The Modern Jazz Quartet (1951-1955)

28-1: Jay Jay Johnson (1949-1953)
28-2: Gerry Mulligan (1950-1953)
28-3: Sonny Rollins (1951-1953)
28-4: Paul Quinichette (1951-1953)

29-1: Art Pepper (1950-1954)
29-2: Shorty Rogers (1951-1956)
29-3: Horace Silver (1952)
29-4: Chet Baker (1952-1954)

30-1: Bud Shank (1953)
30-2: Clifford Brown (1953)
30-3: Charlie Parker (1949-1954)
30-4: Barney Kessel (1952-1954)

31-1: Lou Donaldson (1952-1954)
31-2: Art Farmer (1953-1956)
31-3: Tal Farlow (1952-1955)
31-4: Charles Mingus (1954)

32-1: Dizzy Gillespie (1953-1954)
32-2: Phil Woods (1954-1955)
32-3: Jackie McLean & Donald Byrd (1955)
32-4: The Jazz Messengers (1955)


Fontes Biográficas: Wikipédia | E-Jazz | Clube do Jazz

the clash

the clashCom contundentes canções como ‘London Calling’ e ‘Should I Stay Or Should I Go’, ‘The Clash’ foi uma das bandas punk mais famosas da década de 70 e se tornou um pilar do rock moderno. As letras politizadas do ‘Clash’, sua experimentação musical e atitude rebelde tiveram uma influência profunda no rock, em especial no rock alternativo. Os membros da banda eram: na guitarra e vocais, Joe Strummer, nascido John Mellors em Ankara, Turquia; no baixo, Paul Simonon nascido em Londres; na guitarra e vocal, Mick Jones, também londrino; e na bateria, Nicky ‘Topper’ Headon de Dover, Inglaterra. A música da banda era frequentemente carregada de ideologia política de esquerda. Joe Strummer, em particular, foi um militante comprometido com as causas de esquerda. Assim como a maioria das primeiras bandas de punk, o ‘Clash’ protestava contra a monarquia e a aristocracia. Mas, ao contrário destas, o Clash rejeitou o niilismo (desprezo pelos valores contra-culturais, ausência de finalidade e de resposta ao ‘porquê’). Ao ‘Clash’ é creditado como a banda pioneira na defesa da política radical no punk rock, sendo seus membros conhecidos como os ‘bagunçeiros pensantes’.

A visão política da banda era expressada em letras de canções como ‘White Riot’, que encorajava os jovens brancos a entrarem para organizações que defendessem os direitos dos negros; ‘Career Opportunities’, que tratava da alienação dos mal-pagos, dos trabalhos rotineiros e o descontentamento com a falta de alternativas no mercado de trabalho; e ‘London's Burning’, que falava da desolação e do tédio no interior da capital britânica. Por um tempo, eles realmente fizeram parecer ser a única banda que importava. ‘Sex Pistols’ pode ter sido a primeira banda de rock punk britânica, mas o ‘The Clash’ foi definitivamente a banda de verdadeiros roqueiros punks. Onde ‘Sex Pistols’ foi niilista, ‘The Clash’ foi ardente na defesa de causas sociais. Além disso, eles tinham dois compositores excepcionais, Joe Strummer e Mick Jones, cada um com estilo e voz marcantes. ‘The Clash’ posicionou-se, apaixonadamente, como rebelde com causa e como resultado, ganhou fãs e críticos ardorosos em ambos os lados do Atlântico. Enquanto eles se tornaram os heróis do rock’n’roll no Reino Unido, e quando finalmente entraram no mercado norte-americano em 1982, a banda infelizmente implodiu vários meses mais tarde.

 joe strummer    paul simonon    mick jones    nicky headon

Joe Strummer | Paul Simonon | Mick Jones | Nicky ‘Topper’ Headon

A banda foi formada em 1976, na época com o baterista Terry Chimes, e o álbum de estréia auto-intitulado foi lançado em 1977. Com canções como ‘White Riot’, que combinava a energia do hard rock com consciência social, o álbum se tornou um dos favoritos dos críticos. Com um seguimento robusto de fãs no Reino Unido, a banda excursionou pelos Estados Unidos no final dos anos 70 e lançou seu álbum ‘London Calling’ em 1979, hoje considerado, por muitos, como o melhor. O álbum triplo ‘Sandinista’ de 1980 com temas como a corrupção e a injustiça, celebrava os rebeldes de esquerda que haviam derrubado o déspota nicaragüense Anastasio Somoza. O álbum revelou uma grande variedade de influências musicais que incluíam o reggae; o ‘ska’, um gênero musical que teve sua origem na Jamaica no final da década de 50; o ‘dub’ que também surgiu na Jamaica no final da década de 60 e que inicialmente era apenas uma forma de remix de músicas reggae. Em meio a rumores de que Joe Strummer e Mick Jones não estavam se dando bem, eles lançaram em 1982, com grande sucesso, o álbum ‘Combat Rock’. Em 1983 Mick Jones deixou a banda e formou o grupo ‘Big Audio Dynamite’. Com uma nova formação, Joe Strummer e Paul Simonon lançaram ‘Cut the Crap’ em 1984, mas a banda foi oficialmente extinta em 1986.

the clash

Para uma banda que sempre cantou sobre a revolução da classe operária, ‘The Clash’ tinha raízes surpreendentemente tradicionais. Joe Strummer, nascido John Graham Mellor, passou a maior parte de sua infância em colégio interno. Com seus vinte anos formou a banda de rock ‘The 101'ers’. Na mesma época, Mick Jones estava liderando um grupo de hard rock chamado ‘London SS’. Ao contrário de Strummer, Jones veio da classe trabalhadora de Brixton. Na adolescência, ele era fascinado por rock’n’roll, e tinha formado o ‘London SS’ com a intenção de replicar o som de ‘Mott the Hoople’ e ‘Faces’. Paul Simonon, amigo de Jones, se juntou ao grupo como baixista em 1976. Na época, a banda também contou com o baterista Tory Crimes, nascido Terry Chimes, que substituiu Topper Headon (Nicky Headon). Depois de ouvir ‘Sex Pistols’ em concerto, Joe Strummer decidiu acabar com o ‘The 101'ers’ no início de 1976, a fim de buscar uma nova direção musical. Junto com o colega guitarrista Keith Levene, se juntou ao ‘London SS’ agora rebatizado de ‘The Clash’.

‘The Clash’ realizou seu primeiro concerto em 1976, apoiando os ‘Sex Pistols’ em Londres. Keith Levene deixou a banda logo depois. E ‘The Clash’ partiu em excursão no notório ‘Anarchy Tour’. Embora tenham realizado apenas três concertos no circuito, a banda conseguiu um contrato discográfico em 1977 e gravou seu álbum de estréia. Terry Chimes deixou o grupo, e Topper Headon o substituiu na bateria. Ao longo de 1977, Joe Strummer e Mick Jones, estavam entrando e saindo da cadeia por uma série de infrações, que iam desde o roubo de uma fronha do hotel até depredações, enquanto Paul Simonon e Nicky Headon foram presos por atirarem em pombos-correio com uma pistola de ar. A imagem de desordeiros foi reforçada consideravelmente por tais eventos, mas a banda também partiu para o ativismo social, começando como atração principal no concerto ‘Rock Against Racism’. Pouco depois começaram a trabalhar em seu segundo álbum ‘Give 'Em Enough Rope’ com um som limpo, mas poderoso, projetado para quebrar o mercado norte-americano.

the clash

'The Clash' (1979)

No início de 1979, ‘The Clash’ começou sua primeira turnê norte-americana, intitulada ‘Pearl Harbor '79’. Após a segunda turnê, a banda contratou o tecladista Mickey Gallagher. Em ambas as turnês tiveram o apoio de Bo Diddley, Sam & Dave, Lee Dorsey, e Screamin' Jay Hawkins, bem como da banda punk ‘The Cramps’. A escolha desses nomes indicava que os integrantes eram fascinados por essas lendas. Este fascinio se tornou a força motriz por trás do álbum ‘London Calling’ que ostentava uma variedade de estilos, que vão desde rockabilly e rhythm and blues de New Orleans, a hard rock e reggae. ‘The Clash’ excursionou com sucesso pelos EUA, Reino Unido e Europa no início de 1980, período em que o pseudo-documentário ‘Rude Boy’ foi lançado na Inglaterra. No mesmo ano, foi lançado ‘Sandinista!’ que vendeu mais nos EUA do que no Reino Unido. Além disso, o público da banda no Reino Unido foi encolhendo ligeiramente.

Depois de passar 1981 excursionando, Nicky Headon deixou a banda e comunicou à imprensa que saiu devido a diferenças políticas, mas mais tarde foi revelado que a separação foi devido ao uso de drogas pesadas. A banda substituiu Headon por Terry Chimes, e lançou em 1982, ‘Combat Rock’. O álbum foi bem graças ao hit ‘Rock the Casbah’. No mesmo ano, a banda abriu o show do ‘The Who’ em sua turnê de despedida. Embora estivessem no auge em 1983, a banda estava começando a desmoronar. Terry Chimes foi demitido e substituído por Pete Howard. Joe Strummer e Paul Simonon também demitiram Mick Jones porque ele se distanciou da idéia original do ‘Clash’ e contrataram os guitarristas Vince White e Nick Sheppard. Com a banda renovada lançaram ‘Cut the Crap’ que foi recebido com opiniões e vendagem extremamente pobres. No início de 1986, Joe Strummer e Paul Simonon decidiram dissolver a banda. Vários anos depois, Paul Simonon formou a banda ‘Havana 3 A.M.’ e se concentrou em pintura, atualmente, faz parte da banda virtual ‘Gorillaz’. Joe Strummer dividiu-se entre a carreira musical e a cinematográfica, atuou em alguns filmes, gravou trilhas sonoras. Em 1991, ele se afastou discretamente dos holofotes. Em 2002, depois de trabalhar na compilação ‘The Clash Essential’, morreu subitamente, vitima de um ataque cardíaco, poucos meses antes da introdução da banda no ‘Rock and Roll Hall of Fame’. Mick Jones estava ocupado com a sua banda, ‘Big Audio Dynamite’, atualmente, também faz parte da banda virtual ‘Gorillaz’ como guitarra base. Depois de ser despedido do ‘Clash’, Nick ‘Topper’ Headon seguiu sem rumo com seu vício em heroína. Fã de jazz formou uma banda que durou pouco tempo. Atualmente ele está limpo e continua a tocar. Foi em um de seus shows que ele ficou sabendo da morte de Joe e, em 2003, anunciou que tocaria em tributo ao antigo companheiro de banda. De acordo com o ‘The Times’, o álbum de estreia do ‘Clash’ é, ao lado de ‘Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols’, é a declaração definitiva do punk e ‘London Calling’ continua sendo um dos álbuns de rock mais influentes.

the clash - the clash (1977) the clash - give 'em enough rope (1978) the clash - London Calling (1979) the clash - cut the crap (1985)

The Clash (1977)
Give 'Em Enough Rope (1978)
London Calling (1979)
Cut the Crap (1985)

The Clash
01. Clash City Rockers 02. I'm So Bored With The U.S.A. 03. Remote Control 04. Complete Control 05. White Riot 06. White Man In Hammersmith Palais 07. London's Burning 08. I Fought The Law 09. Janie Jones 10. Career Opportunities 11. What's My Name 12. Hate And War 13. Police And Thieves 14. Jail Guitar Doors 15. Garageland

Give 'Em Enough Rope
01. Safe European Home 02. English Civil War 03. Tommy Gun Listen 04. Julie's Been Working for the Drug Squad 05. Last Gang in Town 06. Guns on the Roof 07. Drug-Stabbing Time 08. Stay Free 09. Cheapskates 10. All the Young Punks (New Boots and Contracts)

London Calling
01. London Calling 02. Brand New Cadillac 03. Jimmy Jazz 04. Hateful 05. Rudie Can't Fail 06. Spanish Bombs 07. The Right Profile 08. Lost in the Supermarket 09. Clampdown 10. The Guns of Brixton 11. Wrong 'Em Boyo 12. Death or Glory 13. Koka Kola 14. The Card Cheat 15. Lover's Rock 16. Four Horsemen 17. I'm Not Down 18. Revolution Rock 19. Train in Vain

Cut the Crap
01. Dictator 02. Dirty Punk 03. We Are The Clash 04. Are You Red..Y 05. Cool Under Heat 06. Movers And Shakers 07. This Is England 08. Three Card Trick 09. Play To Win 10. Fingerpoppin' 11. North And South 12. Life Is Wild

the clash - sandinista! (1980) the clash - combat rock (1982) the clash - the essential clash (2003)

Sandinista! (1980)
CD 1    CD 2

Sandinista! CD 1
01. The Magnificent Seven 02. Hitsville U.K. 03. Junco Partner 04. Ivan Meets G.I. Joe 05. The Leader 06. Something About England 07. Rebel Waltz 08. Look Here 09. The Crooked Beat 10. Somebody Got Murdered 11. One More Time 12. One More Dub 13. Lightning Strikes (Not Once But Twice) 14. Up In Heaven (Not Only Here) 15. Corner Soul 16. Lets Go Crazy 17. If Music Could Talk 18. The Sound Of Sinners

Sandinista! CD 2
01. Police On My Back 02. Midnight Log 03. The Equaliser 04. The Call Up 05. Washington Bullets 06. Broadway 07. Lose This Skin 08. Charlie Don't Surf 09. Mensforth Hill 10. Junkie Slip 11. Kingston Advice 12. The Street Parade 13. Version City 14. Living In Fame 15. Silicone On Sapphire 16. Version Pardner 17. Career Opportunities 18. Shepherds Delight

Combat Rock (1982)

Combat Rock
01. Know Your Rights 02. Car Jamming 03. Should I Stay Or Should I Go 04. Rock The Casbah 05. Red Angel Dragnet 06. Straight To Hell 07. Overpowered By Funk 08. Atom Tan 09. Sean Flynn 10. Ghetto Defendant 11. Inoculated City 12. Death Is A Star

The essential Clash (2003)
CD 1    CD 2

The essential Clash CD 1
01. White Riot 02. 1977 03. London's Burning 04. Complete Control 05. Clash City Rockers (Original Version) 06. I'm So Bored With The U.S.A. 07. Career Opportunities 08. Hate & War 09. Cheat 10. Police & Thieves 11. Janie Jones 12. Garageland 13. Capital Radio One 14. (White Man) In Hammersmith Palais 15. English Civil War 16. Tommy Gun 17. Safe European Home 18. Julie's Been Working For The Drug Squad 19. Stay Free 20. Groovy Times 21. I Fought The Law

The essential Clash CD 2
01. London Calling 02. The Guns Of Brixton 03. Clampdown 04. Rudie Can't Fail 05. Lost In The Supermarket 06. Jimmy Jazz 07. Train In Vain (Stand By Me) 08. Bankrobber 09. The Magnificent Seven 10. Ivan Meets G.I. Joe 11. Police On My Back 12. Stop The World 13. Somebody Got Murdered 14. The Street Parade 15. This Is Radio Clash 16. Ghetto Defendant 17. Rock The Casbah 18. Straight To Hell 19. Should I Stay Or Should I Go 20. This Is England

the clash - london calling



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