where blues meets rock

Grandes guitarristas, vocalista e compositores. Omar Dykes, nascido no Mississippi vive em Austin, Texas. Em 1973 formou a banda 'Omar & the Howlers'. Walter Trout de New Jersey quando mudou para Los Angeles se tornou sideman de Percy Mayfield. Trabalhou também na banda de John Lee Hooker. Em 1981 foi convidado para tocar no 'Bluesbreakers' de John Mayall onde dividiu o palco com o guitarrista Coco Montoya com quem formou a banda 'Walter Trout Band' em 1989. Dave Hole, nasceu na Inglaterra e vive na Austrália. Michael Katon cresceu em Ypsilanti, Michigan, e começou a tocar em clubes e bares com 15 anos, em bandas de blues e jazz. Big Sugar, banda canadense composta pelo vocalista e guitarrista Gordie Johnson, o baixista Terry Wilkins e o baterista Al Cruz. O texano Marc Benno trabalhou com 'The Doors' e Eric Clapton. Mason Ruffner da banda 'The Rockers Blues' que apoiou lendas do blues como Lightnin 'Hopkins, John Lee Hooker e Memphis Slim. O canadense Pat Travers inspirado em Hendrix, Jeff Beck, Eric Clapton e Jimmy Page.

the barrelhouse brothers - black dog blues



Tracklist: Volume I
01. Omar Dykes - Everywhere I Go
02. Walter Trout Band - Say Goodbye To The Blues
03. Dave Hole - Up All Night Thinking
04. Michael Katon - You Love Me Up
05. Night Trains - Phillip West
06. Big Sugar - Ride Like Hell
07. Hamsters - Check Up From The Neck Up
08. Marc Benno - Love Junkie
09. Mason Ruffner - Loaded Down
10. Pat Travers - Elaine
11. Jan James - It's Over



where blues meets rock vol. 1

volume 1




Tracklist: Volume 2
01. Omar & The Howlers - World Of Trouble
02. Walter Trout Band - How Much Do You Want
03. Dave Hole - Blues Will Call Your Nam
04. Michael Katon - Attack Of Badness
05. Bobby Mack - Sooner Or Later
06. Hamsters - Come To Poppa
07. Pat Travers - Steppin' Out
08. Jan James - If I Hold On To You
09. Rev Brown - Hypnotised
10. Blues Mobile Band - I Can't Stand It
11. Rob Tognoni - Itty Bitty Mama
12. Tolo Marten - Rainy Day
13. Joe Taino - Take Me Now



where blues meets rock vol. 2

volume 2




Tracklist: Volume 3
01. Omar & The Howlers - Bessie Mae
02. Walter Trout Band - Obstacles In My Way
03. Dave Hole - You Got The Blues
04. Michael Katon - Lucky Lucky Lucky
05. Bobby Mack - Hip Shake
06. Hamsters- Hey Baby
07. Rob Tognoni - Stones And Colours
08. Joe Taino - Cold Pillow
09. Carl Verheyen - Under Saturn Rings
10. Innes Sibun - Fun Missing You
11. Jon Tiven Group - Laugh



where blues meets rock vol. 3

volume 3




Tracklist: Volume 4
01. Omar & The Howlers - Radio Man
02. Dave Hole - Holding Pattern
03. Michael Katon - She's All Mine
04. Jay Hooks - Where You Going?
05. Earl Verheyen - Revival Downs
06. Tony Galla - ASAP
07. Bobby Mack - Pourin' Rain
08. Lance Keltner - Let's go Bowling
09. Walter Trout - Obstancles in My Way
10. Rob Tognoni - Dark Angel (Live)
11. Omar & The Howlers - Don't You Know



where blues meets rock vol. 4

volume 4




Tracklist: Volume 5
01. Paul Gilbert/Jimi Kidd - Girls Watching
02. Michael Katon - The Detroit River Dirty Blues
03. Jay Hooks - Last Stand
04. Michael Lee Firkins - Still Alive and Well
05. The Barrelhouse Brothers - Black Dog Blues
06. Jan James - Built Me A Man
07. Omar & The Howlers - Life Without You
08. Tony Galla - A.S.A.P.
09. Carl Verheyen - Yes It Is
10. Greg Koch - Ain't Got Problems
11. Steve Fister - Funny 'Bout The Money
12. Rob Lamothe/Craig Erickson - Connection
13. Rob Tognoni - Drink Jack Boogie
14. Dave Hole - Short Fuse Blues



where blues meets rock vol. 5

volume 5




Tracklist: Volume 6
01. Walter Trout - Put It Right Back
02. Joe Bonamassa - Reconsider Baby
03. Leslie West - Baby Please Don't Go
04. Greg Koch - Bored To Tears
05. Joe Louis Walker - Ain't That Cold
06. Paul Gilbert - Freedom
07. Stoney Curtis Band - Last Train To Chicago
08. Jay Hooks - Cold Natured Thang
09. Michael Katon - Rock'n'roll, Whiskey, Blood 'N Guts
10. Jan James - Limousine Blue
11. Barrelhouse Bros - It's No Secret
12. Dave Hole - Keep Your Motor Running
13. Carl Verheyen - Revival Downs (Live)
14. Joe Bonamassa - Walk In My Shadows (Live)



where blues meets rock vol. 6

volume 6





dusty springfield

dusty springfieldA diva mais pop da Grã-Bretanha, Dusty Springfield, também foi a cantora branca de soul mais famosa de sua época, uma artista emocional notável, que por décadas acompanhou as transformações musicais com consistência e pureza inigualáveis. É aclamada com uma das cinco poderosas divas pop dos anos sessenta, sendo as outras, - Aretha Franklin, Dionne Warwick, Diana Ross e Martha Reeves. Em Amy Winehouse a influência de Dusty: penteado volumoso e rímel preto nos olhos, que fez dela um ícone da ‘swinging sixties’, um termo genérico aplicado ao cenário da moda e cultural que floresceu em Londres, na década de 60. A sensual Dusty abrangeu desde o pop, o soul até o rhythm and blues com profundidade e sofisticação ímpar. Dusty não precisava mostrar seios e pernas. Firmou-se num momento em que às mulheres não era dado muito espaço na indústria da música. Em 1964, ela tornou-se a vocalista mais popular da Grã-Bretanha.

Nascida em uma família irlandesa como Mary Isobel Catherine Bernadette O'Brien em 1939, em Hampstead, Londres, Dusty cresceu em meio a música clássica e jazz. Seu pai a incentivava a ouvir Duke Ellington, Count Basie, Glenn Miller e Cole Porter. Enquanto sua mãe a levava ao cinema e a museus. A sua primeira grande influência foi Peggy Lee. Ao completar seus estudos, juntou-se ao trio pop ‘The Lana Sisters’, onde aprendeu sobre harmonia, técnicas de microfone, gravações, aparições na TV e shows ao vivo. Em 1960, formou o trio folk ‘The Springfields’ com seu irmão Dion O' Brien e seu amigo Tim Feild. Em 1963, atraída pelo rhythm & blues, adotou o nome do grupo para seguir carreira solo. Sozinha, estava livre para explorar a música negra norte-americana. O que ela conseguiu foi nada menos do que uma reinvenção da música soul britânica. Seu primeiro single, ‘I Only Want to Be With You’ rapidamente alcançou as paradas britânicas e norte-americanas e revelou o estilo que a iria consagrar. O primeiro álbum, ‘A Girl Called Dusty’, foi lançado em 1964.

The Lana Sisters    The Springfields

The Lana Sisters | The Springfields

No mesmo ano, hits como ‘Stay Awhile’ e ‘I Just Don’t Know What To Do With Myself’, perderam apenas para os ‘Rolling Stones’ e ‘Beatles’. E foi deportada da África do Sul por se recusar a se apresentar diante de uma platéia racialmente segregada. Em 1965, participou do festival da canção italiana em San Remo, mas não se classificou. Durante a competição ouviu a canção ‘Io Che Non Vivo (Senza Te)’ e gravou a sua versão em inglês, ‘You Don't Have To Say You Love Me’. Até 1969, Dusty chegou às paradas mais de 20 vezes. A década de 60 chegou ao final e muitas cantoras foram consideradas fora de moda, assim Dusty foi para Memphis, Tennessee, em 1968 e assinou contrato com a ‘Atlantic Records’. Com a banda ‘The Memphis Cats’, os backing vocals de ‘The Sweet Inspirations’, o guitarrista Reggie Young, o baixista Tommy Cogbill, e o baterista Gene Chrisman gravou o álbum ‘Dusty in Memphis’, o mais aclamado da carreira e apesar de ser classificado entre os melhores álbuns de todos os tempos, não vendeu bem, nem mesmo na Inglaterra. ‘Dusty in Memphis’ é considerado um marco do soul e do R&B e influenciou Amy Winehouse, Duffy e Adele. Foi nesta época que Dusty indicou o ‘Led Zeppelin’ para a ‘Atlantic Records’, pois conhecia o multi-instrumentista John Paul Jones de gravações anteriores.

Dusty Springfield & Carole PopeNos anos 70, Dusty enfrentou crises tanto em sua música como em sua vida pessoal. Em 1971, frustrada com sua carreira e perseguida pela imprensa, em um ato corajoso, revelou ser homossexual. Mudou-se para os Estados Unidos, e se aposentou, deixando para trás o material de dois discos não lançados. Seu primeiro de muitos retornos foi em 78 com o álbum ‘It Begins Again’, com sucesso mediano. Outros discos vieram, mas os bons tempos de fama ficaram para trás. Nos anos 80, lançou algumas gravações que não chamaram a atenção. Em 1981, em New York, Dusty conheceu Carole Pope, famosa vocalista do movimento punk dos anos 70 no Canadá. Dusty foi morar com Carole em Toronto, em uma fazenda, onde pudesse viver junto aos animais que tanto adorava, principalmente, os gatos. Essa união foi o início de um caso tempestuoso que durou apenas 18 meses. Dusty foi para Los Angeles para começar a trabalhar em um novo álbum. Neste momento, em que o sucesso já não era o mesmo, e o relacionamento com Carole era tênue e começou a desmoronar, Dusty sucumbiu. Alcoólatra e dependente de drogas, foi hospitalizada várias vezes devido à auto-flagelação e foi diagnosticada com depressão maníaca.

Superados os vícios, em 1987, foi convidada pela dupla pop britânica ‘Pet Shop Boys’ para a faixa ‘What Have I Done To Deserve This’, que instantaneamente, se tornou sucesso mundial, chegando a quase todas as paradas, e um jovem público descobriu Dusty Springfield. Ainda com a dupla foram lançadas ‘Nothing Has Been Proved’ e ‘In Private’; e em 1994, um documentário sobre sua vida, ‘Full Circle’. Ainda nesse ano, Dusty foi incluída por Tarantino na trilha sonora de ‘Pulp Fiction’ com o clássico ‘Son Of A Preacher Man’. Em 1995, foi diagnosticada com câncer de mama, e depois de meses de terapia de radiação acreditou-se que a doença estivesse em remissão. No verão de 1996, no entanto, o câncer havia retornado, e em 1999, Dusty Springfield morreu aos 59 anos de idade. Seu amigo Elton John ajudou a introduzi-la ao ‘Rock and Roll Hall of Fame’.

dusty springfield - natchez trace


dusty springfield - a girl called dusty (1964)    dusty springfield - dusty in memphis (1999)    dusty springfield - at her very best (2006)

A Girl Called Dusty (1964)

Dusty in Memphis (1999) (remastered)
parte I    parte II

At Her Very Best (2006)
CD 1    CD 2

Tracklist: A Girl Called Dusty
01. Mama Said 02. You Don't Own Me 03. Do Rei Mi 04. When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes 05. My Colouring Book 06. Mockingbird 07. Twenty-Four Hour From Tulsa 08. Nothing 09. Anyone Who Had A Heart 10. Will You Love Me Tomorrow 11. Wishin' And Hopin' 12. Don't You Know 13. I Only Want To Be With You (Alternate Mix) 14. He's Got Something 15. Every Day I Have To Cry 16. Can I Get A Witness 17. All Cried Out 18. I Wish I'd Never Loved You 19. Once Upon A Time 20. Summer Is Over

Tracklist: Dusty in Memphis
01. Just a Little Lovin' 02. So Much Love 03. Son of a Preacher Man 04. I Don't Want to Hear It Anymore 05. Don't Forget About Me 06. Breakfast in Bed 07. Just One Smile Listen 08. The Windmills of Your Mind 09. In the Land of Make Believe 10. No Easy Way Down 11. I Can't Make It Alone 12. What Do You Do When Love Dies 13. Willie & Laura Mae Jones 14. That Old Sweet Roll (Hi-De-Ho) 15. Cherished 16. Goodbye 17. Make It with You 18. Love Shine Down 19. Live Here with You 20. Natchez Trace 21. All the King's Horses 22. I'll Be Faithful 23. Have a Good Life Baby 24. You've Got a Friend 25. I Found My Way

Tracklist: At Her Very Best
CD 1: 01. You Don’t Have To Say You Love Me 02. Son Of A Preacher Man 03. Take Another Little Piece Of My Heart 04. I Wanna Make You Happy 05. I Just Don’t Know What To Do With Myself 06. Will You Love Me Tomorrow 07. Breakfast In Bed 08. Twenty-Four Hours From Tulsa 09. Am I The Same Girl 10. Make It With You 11. Oh No! Not My Baby 12. In The Middle Of Nowhere 13. Stay Awhile 14. That’s How Heartaches Are Made 15. Ain’t No Sunshine Since You’ve Been Gone 16. I Close My Eyes And Count To Ten 17. The Windmills Of Your Mind 18. Give Me Time 19. Some Of Your Lovin’ 20. Island Of Dreams 21. What Do You Do When Love Dies 22. Little By Little 23. Quiet Please There’s A Lady On Stage (Live)
CD 2: 01. The Look Of Love 02. Spooky 03. I Only Want To Be With You 04. Anyone Who Had A Heart 05. You’ve Got A Friend 06. Your Hurtin’ Kind Of Love 07. Wishin’ & Hopin’ 08. How Can I Be Sure? 09. This Girl’s In Love With You 10. (They Long To Be) Close To You 11. Losing You 12. Wish I’d Never Loved You 13. Goin’ Back 14. All I See Is You 15. I’ll Try Anything 16. If You Go Away 17. You Don’t Own Me 18. Brand New Me 19. The Star Of My Show 20. Reputation 21. What Have I Done To Deserve This? – feat. Pet Shop Boys 22. In Private

ABC of the blues 27: magic sam & jimmy mccracklin

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magic samSamuel ‘Magic Sam’ Gene Maghett (1937-1969) nasceu em Granada, Mississippi e aprendeu a tocar o blues de ouvir discos de Muddy Waters e Little Walter. Após se mudar para Chicago com dezenove anos, assinou contrato com a ‘Cobra Records’ e tornou-se conhecido após seu primeiro disco, ‘Love All Your’ em 1957. Ele era conhecido por seu estilo ‘tremolo’ de tocar guitarra, que consiste na repetição rápida de uma nota ou a alternância rápida entre duas ou mais notas musicais. Após se mudar para Chicago em 1950, a sua guitarra foi ouvida com sucesso em clubes de blues no West Side de Chicago. Magic Sam, juntamente com Otis Rush e Buddy Guy contribuiu para um novo tipo de blues. Nesta época tocou brevemente com o guitarrista Homesick James Williamson e já tinha seguidores antes de ser convocado para o Exército que desertou depois de algumas semanas sendo capturado e condenado a seis meses de prisão. Em 1963, ele recebeu a atenção nacional com o single ‘Feelin' Good (We're Gonna Boogie)’. Depois de uma turnê bem-sucedida pelos EUA, Reino Unido e Alemanha, excursionou com o gaitista Charlie Musselwhite. Sua carreira foi interrompida por um ataque cardíaco fulminante aos 32 anos. Seu estilo de guitarra, vocal e composições inspiraram e influenciaram muitos músicos de blues desde então. Leia +...

jimmy mccracklinJimmy McCracklin (1921) é pianista, vocalista e compositor. Seu estilo reúne o West Coast Blues, um tipo de blues influenciado pelo jazz; o jump blues, desempenhado por pequenos grupos e com metais foi o precursor do rhythm and blues e rock’n’roll; e o próprio rhythm and blues. Em uma carreira que já dura sete décadas, Jimmy McCracklin compôs quase mil canções e gravou centenas delas em mais de 30 álbuns, e possui quatro discos de ouro. McCracklin ingressou na Marinha dos Estados Unidos em 1938, mais tarde, estabeleceu-se em Richmond, Califórnia, onde começou a se apresentar no clube 'Savoy', propriedade de Willie Mae ‘Granny’ Johnson onde eram servidos cerveja e vinho, e refeições caseiras típicas da cozinha do sul. A banda da casa era composta por músicos que se alternavam com freqüência, tais como BB King, Charles Brown e L.C. Robinson. Em 1946, formou o grupo ‘Jimmy McCracklin and his Blues Blasters’, com o guitarrista Lafayette Thomas, que permaneceu com o grupo até o início dos anos 60. Depois de mais de 10 anos em uma série de pequenas gravadoras seu primeiro álbum solo foi lançado em 1962, na sua própria gravadora. Por um breve período no início de 1970 tocou no ‘Continental Club’ em San Francisco acompanhando T-Bone Walker, Irma Thomas, Big Joe Turner, Big Mama Thornton e Etta James. Em 1967, Otis Redding e Carla Thomas fizeram sucesso com ‘Tramp’, canção creditada a McCracklin e ao guitarrista Lowell Fulson. McCracklin continuou a fazer turnês e produzir novos álbuns nos anos 80 e 90. E participou do ‘San Francisco Blues Festival’ até 2007. Bob Dylan citou McCracklin como o seu favorito.


Tracklist
01. Magic Sam - All Your Love
02. Magic Sam - Love Me with a Feeling
03. Magic Sam - Everything Gonna Be Alright
04. Magic Sam - Easy Baby
05. Magic Sam - 21 Days in Jail
06. Jimmy McCracklin - Listen Woman
07. Jimmy McCracklin - I Can't Understand Love
08. Jimmy McCracklin - Josephine (Just Won't Let Her Go)
09. Jimmy McCracklin - Love When It Rains
10. Jimmy McCracklin - I Think My Time Is Here
11. Jimmy McCracklin - Deceivin' Blues
12. Jimmy McCracklin - Beer Drinkin' Woman
13. Jimmy McCracklin - Hamburger Joint
14. Jimmy McCracklin - Just Won't Let Her Go
15. Jimmy McCracklin - Rockin' All Day
16. Jimmy McCracklin - Gotta Cut Out
17. Jimmy McCracklin - Rockin' Man
18. Jimmy McCracklin - Looking for a Woman
19. Jimmy McCracklin - True Love Blues
20. Jimmy McCracklin - The Walk



ABC of the blues volume 27

parte I    parte II



ABC of the blues 28: percy mayfield & johnny moore’s three blazers

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percy mayfieldPercy Mayfield (1920-1984) foi famoso pelas canções ‘Hit the Road Jack’ e ‘Please Send Me Someone to Love’, e conhecido pelo seu estilo vocal. Descrito como o poeta do blues, Mayfield cantou baladas sobre angústia, melancolia, dor, e suicídio. Ele foi um dos compositores mais criativos da Califórnia blues. Suas canções foram gravadas por artistas tão diversos como Sade e Robert Nighthawk. Como compositor, para Ray Charles, escreveu quatro hits. Mayfield nasceu em Minden, Louisiana, e ainda criança, mostrou talento para a poesia e isso o levou a compor e cantar. Ele começou a carreira aos 15 anos, atuando no Texas e depois se mudou para Los Angeles, California em 1942 onde o sucesso como cantor continuou a iludi-lo. Enquanto aprimorava as suas composições, complementava a renda trabalhando como taxista. Finalmente, em 1947, uma pequena gravadora o contratou para gravar a sua canção ‘Two Years of Torture’, que foi sucesso ao longo dos anos. Apesar de seu estilo vocal sofrer influência de Charles Brown, Mayfield considerava-se, acima de tudo, um cantor de baladas e não de blues. As suas primeiras influências foram os barítonos Al Hibbler que cantou com a orquestra de Duke Ellington, e Billy Eckstein, bandleader da era do swing. Mayfield cantou suas próprias baladas, num estilo suave. Sua gravação mais famosa, ‘Please Send Me Someone to Love’, de 1950, foi amplamente gravada por muitos outros cantores. Um acidente de carro em 1952 o deixou gravemente ferido, como sequela, uma desfiguração facial limitava as suas apresentações. No entanto, isso não impediu que Mayfield continuasse a escrever e gravar para a ‘Specialty Records’, em seguida, gravando para 'Chess Records'. Sua carreira continuou a florescer e em 1961, Mayfield chamou a atenção de Ray Charles com sua canção ‘Hit the Road Jack’ que o contratou para o seu próprio selo, ‘Tangerine Records’, principalmente como compositor. Mayfield morreu de um ataque cardíaco um dia antes de completar 64 anos.

Johnny Moore's Three Blazers‘Johnny Moore’s Three Blazers’ foi um influente grupo vocal e instrumental na década de 40 e 50. Os membros originais eram: Johnny Moore (1906-1969); Charles Brown (1920-1999) e Eddie Williams (1912-1995). Johnny Moore e seu irmão mais novo Oscar cresceram no Texas onde começaram a tocar guitarra e formaram a própria banda. Em meados dos anos 30 mudaram para Los Angeles, como milhares de outros texanos, onde Oscar Moore influenciado pelo guitarrista Charlie Christian escolheu o caminho do jazz e entrou para o trio do pianista Nat King Cole. Johnny Moore permaneceu no rhythm and blues e seu estilo de guitarra influenciou Chuck Berry. Ele se juntou e formou vários grupos, antes do ‘Three Blazers’ com dois companheiros texanos, o baixista Eddie Williams e o pianista e vocalista Charles Brown, recém-chegado na cidade. O grupo começou a ganhar concursos de talentos amadores e chamar a atenção, no entanto a primeira gravação foi devido à reputação de Oscar Moore. Robert Scherman da ‘Atlas Records’ tinha perdido recentemente Nat ‘King’ Cole para a ‘Capitol Records’ e estava ansioso para gravar um outro trio quando Oscar lhe disse sobre o grupo de seu irmão. Scherman concordou em gravar desde que Oscar tocasse com eles. Os registros foram posteriormente lançados como ‘Oscar Moore with The Three Blazer’s’ o que perturbou terrivelmente Johnny, e assim foram procurar outra gravadora e tiveram em 1945 o primeiro hit de sucesso, ‘Blues At Sunrise’. Em 1946, o sucesso foi ‘Driftin' Blues’ com Charles Brown no vocal. Embora Brown fosse a principal estrela do grupo, Johnny Moore se recusou a permitir o seu próprio crédito nos registros. O grupo seguiu com uma série de outros grandes hits. Mas, em 1948, frustrado pela falta de reconhecimento e recompensa financeira, Charles Brown deixou o grupo para uma carreira solo de sucesso com a ‘Aladdin Records’. Johnny Moore e Eddie Williams continuaram com uma sucessão de vocalistas, Billy Valentine, Mari Jones, Floyd Dixon e Frankie Ervin. Oscar Moore participava, ocasionalmente, como músico convidado. Durante a revolução do rock'n'roll, as gravações eram poucas, pelos velhos tempos, Charles Brown se utilizava de Johnny Moore e Eddie Williams para acompanhá-lo em algumas de suas sessões durante 1953-1954. Johnny Moore, e seu grupo continuaram a gravar para pequenos selos até o início dos anos 60.


Tracklist
01. Percy Mayfield - Please Send Me Someone to Love
02. Percy Mayfield - Strange Things Happening
03. Percy Mayfield - What a Fool I Was
04. Percy Mayfield - Lost Love (Baby, Please)
05. Percy Mayfield - Advice
06. Percy Mayfield - Nightmare
07. Percy Mayfield - You Don't Exist No More
08. Percy Mayfield - Get Way Back
09. Percy Mayfield - The River's Invitation
10. Percy Mayfield - Life Is Suicide
11. Johnny Moore's Three Blazers - Dragnet Blues
12. Johnny Moore's Three Blazers - Saturday Night (Four Nights Drunk)
13. Johnny Moore's Three Blazers - Johnny, Johnny
14. Johnny Moore's Three Blazers - Down in Texas
15. Johnny Moore's Three Blazers - Be Cool
16. Johnny Moore's Three Blazers - Playing Numbers
17. Johnny Moore's Three Blazers - Crazy with the Blues
18. Johnny Moore's Three Blazers - Nightmare Blues
19. Johnny Moore's Three Blazers - Gee, It's Rough
20. Johnny Moore's Three Blazers - I Don't Know, Yes I Know



ABC of the blues volume 28

parte I    parte II



jazz-club: trumpet & violin

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Em ‘Jazz-Club: Trumpet’ ouvimos em ‘You Go to My Head’, Louis Armstrong, considerado a personificação do jazz e famoso tanto como cantor quanto como solista, em meados dos anos 50 em um encontro com o pianista canadense Oscar Peterson, um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos. Há duas faixas com aquele que é tido como um dos mais influentes músicos do século XX, Miles Davis, primeiro como sideman com o não menos influente saxofonista Charlie Parker em ‘Au Privave’ e acompanhado pela banda do pianista francês Michel Legrand em 'Round Midnight’, ambas classificadas como monumentos do jazz. Norman Granz, fundador da ‘Verve Records’ na década de 50 teve uma safra de trompetistas estelares, tais como Dizzy Gillespie, uma das maiores figuras no desenvolvimento do movimento bebop no jazz moderno; Kenny Dorham, pouco conhecido, apesar de seu grande talento e influência, era basicamente um musician´s musician (músico de músicos); Clifford Brown, apesar de ter morrido com apenas 25 anos, foi um influente e altamente cotado trompetista; Nat Adderley, irmão do saxofonista Cannonball Adderley; Thad Jones, irmão do pianista Hank Jones e do baterista Elvin Jones. Dono de um estilo fluente, lírico e fortemente ligado ao blues, Lee Morgan surgiu no cenário da música como membro da banda de Dizzy Gillespie e ganhou projeção no Jazz Messengers, grupo liderado pelo baterista Art Blakey. Clark Terry, que além de trompetista foi o pioneiro no jazz no uso do ‘flugelhorn’, instrumento de bronze semelhante a uma trombeta, juntamente com o canadense Maynard Ferguson e Clifford Brown acompanha Dinah Washington em ‘ I've Got You Under My Skin’. De fontes européias, o ícone da escola cool do jazz West Coast, Chet Baker, que residia e tocou quase que exclusivamente na Europa; Donald Byrd, considerado um dos principais do estilo hard bop, nos anos 70, afasta-se do hard bop entrando no jazz fusion, jazz-funk, soul jazz e rhythm and blues; e Freddie Hubbard, principal nome do trompete no jazz surgido depois de Miles Davis esteve presente em gravações históricas do jazz de vanguarda. O negligenciado Don Ellis que mais tarde trabalhou como compositor de trilhas sonoras; e por fim, o sofisticado Roy Eldridge da era do swing e um precursor do bebop.

louis armstrong - you go to my head
(with oscar peterson trio)



Tracklist
01. Louis Armstrong with Oscar Peterson Trio - You Go to My Head
02. Dizzy Gillespie & His Orchestra - Groovin' High
03. Miles Davis with Charlie Parker - Au Privave
04. Kenny Dorham with the Max Roach Quintet - I'll Take Romance
05. Clifford Brown with Max Roach - Gerkin' for Perkin
06. Lee Morgan with Art Blakey's Jazz Messengers - Miguel's Party
07. Clark Terry, Maynard Ferguson, Clifford Brown - I've Got You Under My Skin
08. Miles Davis with Michel Legrand - 'Round Midnight
09. Chet Baker - Alone Together
10. Nat Adderly with Cannonball Adderley Quintet - Fuller Bop
11. Thad Jones with Count Basie - Corner Pocket
12. Donald Byrd - 52nd Street Theme
13. Freddie Hubbard - Just One Of Those Things
14. Don Ellis - Whiplash
15. Roy Eldridge - Where's Art



jazz club trumpet (1989)
Jazz-Club: Trumpet (1989)



Enquanto a maioria dos CDs da coleção ‘Jazz-Club’ tem quinze faixas ou mais, a edição de ‘Jazz Club: Violin’ contém apenas dez, dada a escassez aguda de violinistas estrelas no jazz. Na primeira metade do disco, violinistas veteranos, Joe Venuti, considerado o pai do violino de jazz; a elegância nostálgica do francês Stephane Grappelli que Fundou o ‘Quintette du Hot Club de France’ com Django Reinhardt; Stuff Smith, que juntamente com Stéphane Grappelli e Joe Venuti, foi um dos violinistas mais proeminentes da era swing; Ray Nance, conhecido por sua longa associação com Duke Ellington durante a maior parte dos anos 40 e 50; e o dinamarquês Svend Asmussen que trabalhou em cruzeiros acompanhando nomes como Josephine Baker e Fats Waller e também com Benny Goodman, Lionel Hampton, e Duke Ellington. Todos esses violinistas da era swing. Do jazz-rock apenas o polonês Michel Urbaniak é ouvido em dueto com o guitarrista Emmett Chapman; os demais são representados por faixas. O francês Jean-Luc Ponty, pioneiro na utilização de um violino elétrico; o violinista e guitarrista Don ‘Sugarcane’ Harris que foi um sideman com John Mayall & the Bluesbreakers e Frank Zappa; o francês Didier Lockwood que tocou rock progressivo e jazz fusion com a banda francesa de rock progressivo ‘Magma’ na década de 70; e o polonês Zbigniew Seifert, que se tornou um dos principais violinistas do jazz moderno, antes de morrer de câncer aos 32 anos de idade. ‘Jazz-Club: Violin’ faz justiça aos vários estilos destes grandes violinistas.


Tracklist
01. Joe Venuti - After You've Gone
02. Stuff Smith with Dizzy Gillespie - Purple Sounds
03. Ray Nance - Some of These Days
04. Stephane Grappelli - Manoir de Mes Reves/ Daphne
05. Svend Asmussen, Stuff Smith - Timme's Blues
06. Jean-Luc Ponty - You've Changed
07. Don "Sugarcane" Harris - Carlsbad
08. Didier Lockwood - Autumn Leaves
09. Zbigniew Seifert - Stillness
10. Michal Urbaniak - Piece for 15 Strings



jazz club violin (1989)
Jazz-Club: Violin (1989)



jazz-club: guitar & tenor sax

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A PolyGram passou um pente fino em seus arquivos e ‘Jazz-Club: Guitar’ oferece uma lista bastante representativa do pós-II Guerra Mundial apesar de, surpreendentemente, estarem fora do conjunto, Eddie Lang, considerado o ‘pai da guitarra no jazz’; Charlie Christian, figura chave no desenvolvimento do bebop e do cool jazz e na popularização da guitarra elétrica e o guitarrista belga de origem cigana, Django Reinhardt. A série começa com Les Paul na influente ‘Moten Swing’, marca registrada do bandleader Bennie Moten. Continua com Chuck Wayne, Herb Ellis, Barney Kessel e Tal Farlow, todos, discípulos de Charlie Christian. Também presente está Billy Bauer, que se estabeleceu como solista no movimento bebop; e Jimmy Raney, notável por seu trabalho com Stan Getz; antes de chegar à ruptura estilística de Wes Montgomery em ‘Tear It Down’. Em seguida, a coleção salta para a excelente escolha ‘Downstairs’, executada por Kenny Burrell cujo modo de tocar é fundamentado no bebop e no blues; Jim Hall, considerado um dos maiores guitarristas de jazz vivo; e Joe Pass, cujo estilo de acordes abriu novas possibilidades para a guitarra no jazz. Segue com um dos maiores guitarristas do Brasil, Baden Powell, e o defensor da música brasileira, especialmente a bossa nova, Charlie Byrd que com Stan Getz gravou o álbum ‘Samba Jazz’, que difundiu a bossa nova na cena musical norte-americana; as estrelas do soul jazz George Benson e Grant Green; o representante do jazz rock, o guitarrista inglês John McLaughlin, conhecido como integrante do grupo de Miles Davis nos fins dos anos 60; e Larry Coryell, representante do jazz fusion, tocando junto com o guitarrista belga Philip Catherine, que fez parte do quinteto de Jean-Luc Ponty.


Tracklist
01. Les Paul - Moten Swing
02. Chuck Wayne - Conception
03. Billy Bauer - Interlude
04. Herb Ellis - Patti Cake
05. Barney Kessel - Heat Wave
06. Jimmy Raney - Nobody Else But Me
07. Tal Farlow - You Came Along (From Out Of Nowhere)
08. Wes Montgomery - Tear It Down
09. Kenny Burrell - Downstairs
10. Joe Pass - Li'l Darling
11. Baden Powell - Samba Triste
12. George Benson - Song For My Father
13. Charlie Byrd - O Pato
14. John McLaughlin - Extrapolation
15. Larry Coryell & Phillip Catherine - Blues For Django And Stephane
16. Jim Hall - Up Up And Away
17. Grant Green - Cantaloupe Woman



jazz club guitar (1989)
Jazz-Club: Guitar (1989)



‘Jazz Club: Tenor Sax’ é uma obra-prima de grandes nomes. As 14 faixas fornecem uma verdadeira história para os principiantes, incluindo os três mais importantes tenores: Coleman Hawkins, que transformou o saxofone em instrumento solo; Ben Webster e Lester Young. E mergulha no virtuosismo instrumental e improvisação do bebop que se tornou sinônimo de jazz moderno com Dexter Gordon, considerado um dos pioneiros desta influente corrente do jazz; Gene Ammons juntamente com Dexter Gordon e Sonny Stitt, que ajudou a integrar a evolução do emergente bebop. John Coltrane, considerado pela crítica especializada como o maior sax tenor do jazz e um dos maiores jazzistas e compositores deste gênero de todos os tempos, junto com Coleman Hawkins, Lester Young e Sonny Rollins, mudou as perspectivas do saxofone. Assim como Wayne Shorter que tocou no 'Jazz Messengers' de Art Blakey no final dos anos 50 e no segundo quinteto de Miles Davis nos anos 60.

john coltrane - you're a weaver of dreams



Tracklist
01. Lester Young - All Of Me
02. Don Byas/Ben Webster - Perdido
03. Dexter Gordon - The Shadow Of Your Smile
04. Gene Ammons/Sonny Stitt - Autumn Leaves
05. Johnny Griffin/Eddie 'Lockjaw' Davis - Again 'N' Again
06. Sonny Rollins - What's My Name?
07. Al Cohn/Zoot Sims - You'd Be So Nice To Come Home To
08. Hank Mobley - Sugar Hips
09. Wardell Gray/Stan Getz - Ballad Medley (excerpt) From Norman Granz' Jam Session: Indian Summer/Willow Weep For Me/If I...
10. Wayne Shorter - A Night In Tunesia
11. John Coltrane - You're A Weaver Of Dreams
12. Joe Farrell/Booker Ervin/Yusef Lateef - Take The A-Train/Exactly Like You
13. Joe Henderson - What's New?
14. Coleman Hawkins - Picasso



jazz club tenor sax (1989)
Jazz-Club: Tenor Sax (1989)



jazz-club: bass & drums

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Selecionar gravações de baixistas é uma tarefa especialmente difícil, dada a relativa escassez de gravações de baixistas como líderes, mas a série Jazz-Club tem uma antologia de arquivos fascinantes da ‘PolyGram’, gravadora da qual a ‘Verve Records’ se tornou parte na década de 70. Embora existam algumas inevitáveis omissões gritantes devido a laços com outros rótulos, tais como Jimmy Blanton, Milt Hinton, Scott LaFaro e Charlie Haden entre outros, a coleção percorre o caminho através dos anos 40 com Slam Stewart em ‘Beyond The Blue Horizon’ de 1944, fechando com o surgimento de Jaco Pastorius e Stanley Clarke nos anos 70 com o jazz-rock. Outros baixistas ancorando suas bandas estão aqui também, Chubby Jackson, Eddie Safranski, Paul Chambers, Red Mitchell, Sam Jones, Ron Carter, Niels-Henning Orsted-Pedersen e Richard Davis. ‘Prayer For Passive Resistance’ (Charles Mingus), ‘The Golden Striker’ (Percy Heath), ‘Blues In The Closet’ (Oscar Pettiford), ‘Solo For Unaccompanied Bass’ (Ray Brown) e ‘Bass Folk Song’ (Stanley Clarke) são faixas de destaque.


Tracklist
01. Slam Stewart - Beyond The Blue Horizon
02. Chubby Jackson - Northwest Passage
03. Charles Mingus - Prayer For Passive Resistance
04. Ray Brown - Solo For Unaccompanied Bass
05. Oscar Pettiford - Blues In The Closet
06. Percy Heath - The Golden Striker
07. Eddie Safranski - How High The Moon Pt. 1
08. Paul Chambers - Little Beaver
09. Red Mitchell - If I Where A Bell
10. Sam Jones - Tribute To Brownie
11. Ron Carter - Stompin' At The Savoy
12. Niels-Henning Ørsted Pedersen - Younger Than Springtime
13. Richard Davis - Muses For Richard Davis
14. Jaco Pastorius - Foreign Fun
15. Stanley Clarke - Bass Folk Song



jazz club bass (1989)
Jazz-Club: Bass (1989)



Nos anos 80 o renascimento do jazz estava em pleno andamento, e a Polygram conseguiu lançar a série Clube-Jazz Drums que possui um mix completo que varia do bebop e hard bop ao free jazz e fusion. Art Blakey, junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do moderno estilo bebop de tocar bateria. Jo Jones foi um dos primeiros bateristas a promover o uso de pincéis na bateria. Quando o bebop começou a mudar o jazz na década de 40, Shelly Manne se adaptou ao estilo rapidamente, tocando com Dizzy Gillespie e Charlie Parker. Elvin Jones foi um dos mais influentes bateristas de jazz da era pós-bop e trabalhou como sideman para Charles Mingus, Teddy Charles, Bud Powell e Miles Davis. Philly Joe Jones tocou com todos os grandes músicos do bebop e de pós-guerra: Miles Davis, Bill Evans e outros. Billy Higgins tocou principalmente o free jazz e o hard bop. Dannie Richmond é mais conhecido entre os fãs do jazz por seu trabalho com Charles Mingus, e entre os fãs do pop por seu trabalho com Joe Cocker e John Elton. Billy Cobham foi mundialmente reconhecido após gravar o álbum ‘Bitches Brew’ de Miles Davis, considerado o primeiro álbum de jazz-rock da história da música. Alphonse Mouzon é conhecido baterista de jazz fusion. Gene Krupa famoso por seu estilo extravagante foi professor de Peter Criss, ex-baterista do ‘Kiss’. Buddy Rich foi um baterista da era do swing e muitos músicos, críticos e inclusive a maioria dos bateristas famosos de todo o mundo o consideram o melhor baterista de todos os tempos. Tony Williams ficou famoso na banda do trompetista Miles Davis e foi um dos pioneiros do jazz fusion. Louis Bellson foi pioneiro no uso de dois bumbos. Paul Humphrey trabalhou como baterista de sessão na década de 60 para Wes Montgomery e Charles Mingus entre outros de vários estilos. Willie Bobo fez seu nome no jazz latino, mais especificamente o jazz afro-cubano.

billy higgins - d.b. blues



Tracklist
01. Art Blakey - Blues March
02. Jo Jones - Norman's Blues
03. Kenny Clarke - Si Si
04. Max Roach - Jordu
05. Shelly Manne - Let's Go Back To The Waltz
06. Elvin Jones - Three And One
07. Philly Joe Jones - Gone With The Wind
08. Billy Higgins - D.B. Blues
09. Dannie Richmond - Do Nothin' Til You Hear From Me / I Let A Song Go Out Of My Heart
10. Billy Cobham - Billie's Bounce
11. Alphonse Mouzon - The Ram And The Scorpio
12. Gene Krupa & Buddy Rich - Drum Battle
13. Tony Williams - Big Nick
14. Shelley Manne, Louis Bellson, Paul Humphrey, Willie Bobo - One Score And Four Drummers Ago



jazz club drums (1989)
Jazz-Club: Drums (1989)



jazz-club: vocal & big band

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‘Jazz-Club: Vocal’ uma compilação da ‘Verve’, é repleta de excelentes desempenhos e oferece um panorama real dos vocalistas, principalmente, dos anos 50 e 60. Na década de 30 e 40, o jazz era do gênero mainstream e quando o rock'n'roll surgiu nos anos 50, todos esses grandes vocalistas da época continuaram trabalhando e mantiveram o desempenho. E houve um ressurgimento da popularidade deste tipo de jazz vocal tradicional durante meados dos anos 50 e 60. São 16 faixas lideradas por Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Mel Tormé, e Billy Eckstine. E também há algumas relativamente desconhecidas do grande público de Carmen McRae, Jon Hendricks, Nina Simone e Jimmy Rushing. Uma coleção nostálgica.

jimmy rushing - evenin'



Tracklist
01. Ella Fitzgerald - Air Mail Special
02. Billie Holiday - Stormy Weather
03. Sarah Vaughan - He's My Guy
04. Anita O'Day - S'Wonderful/They Can't Take That Away from Me
05. Dinah Washington - Back Water Blues
06. Astrud Gilberto - One Note Samba
07. Nina Simone - The Other Woman
08. Carmen McRae - The Very Thought of You
09. Louis Armstrong - On the Sunny Side of the Street
10. Jack Teagarden - Mis'ry and the Blues
11. Jimmy Rushing - Evenin'
12. Mel Tormé - Take the "A" Train
13. Joe Williams - Alright, O.K. You Win
14. Billy Eckstine - St. Louis Blues Part 1&2
15. Jon Hendricks - Stockholm Sweetnin'
16. Dave Lambert - Donna Lee



jazz club vocal (1989)
Jazz-Club: Vocal (1989)



‘Jazz- Club: Big Band’ traz 16 faixas os maiores líderes de big bands, Benny Goodman, Woody Herman, Count Basie, Dizzy Gillespie, Quincy Jones e suas respectivas orquestras. Big band é uma expressão que indica um grande grupo instrumental associado ao jazz e é uma das formações musicais mais usadas pelos artistas desse gênero. Esse tipo de formação foi muito popular dos anos 20 aos anos 50, período que ficou conhecido como a Era do Swing. Uma big band consiste, basicamente, de 12 a 25 músicos. As músicas tocadas possuem, geralmente, arranjos mais elaborados, muito frequentemente sendo previamente preparados e escritos em partituras. Ali, os solos e improvisações são executados nos momentos determinados no arranjo. É das big bands também que provém a expressão band leader, que é assim chamado o artista no qual influencia toda a banda, que se inspira e o segue. Esse artista geralmente é o 1º trompetista. Dentre as maiores big band's estão, por exemplo, as dos artistas: Maynard Ferguson, Dizzy Gillespie, Count Basie, Duke Ellington, Glenn Miller e Benny Goodman.


Tracklist
01. Benny Goodman & his Orchestra - Big John's Special
02. Woody Herman & his Orchestra - Blue Flame
03. Gene Krupa & his Orchestra - After You've Gone
04. Harry James & his Orchestra - I've Heard That Song Before
05. Lionel Hampton & his Orchestra - Oh! Lady Be Good
06. Count Basie & his Orchestra - Rails
07. Buddy Rich & his Orchestra - Ain't It The Truth
08. Johnny Hodges with Billy Strayhorn & the Duke Ellington Orchestra - Taylor Made
09. Dizzy Gillespie & his Orchestra - Cool Breeze
10. Maynard Ferguson - Roamin' Showman
11. Terry Gibbs Big Band - Too Close For Comfort
12. Pete Rugolo & his Orchestra - Oscar And Pete's Blues
13. Quincy Jones & his Orchestra - Cheerokee
14. Gerry Mulligan and the Concert Band - Little Rock Getaway
15. Gil Evans & his Orchestra - El Toreador
16. Oliver Nelson Orchestra - Hoe Down



jazz club big band (1989)
Jazz-Club: Big Band (1989)



ben webster

Ben WebsterBen Webster é considerado, juntamente com Lester Young e Coleman Hawkins, sua principal influência, um dos três grandes tenores do swing. E será sempre lembrado como um dos músicos de jazz mais clássicos de todos os tempos. As principais características que chamam a atenção no som de Webster são a agressividade exibida nos blues rápidos quanto o romantismo demonstrado nas baladas. Essas duas faces de sua música correspondiam, segundo os que lhe eram próximos, aos dois pólos que coexistiam em sua personalidade, ora irascível, ora cordial. As baladas lentas, executadas de forma lânguida e expressiva, foram o gênero que Ben passou a privilegiar com o passar dos anos, e pelo qual ficaria famoso. Benjamin Francis Webster nasceu em Kansas City, Missouri em 1909 e quando criança teve aulas de violino e aprendeu a tocar blues no piano com seu vizinho Pete Johnson e logo depois estava tocando para filmes mudos em Amarillo, Texas. Estudou música na Wilberforce University e em 1930, intrigado com o saxofone depois que ouviu ‘Singin' the Blues’ com Frankie Trumbauer, ele encontrou Budd Johnson, que lhe mostrou algumas noções básicas do instrumento. E não muito tempo depois foi tocar saxofone na banda da família de Lester Young onde teve mais algumas dicas com Lester e seu pai.

Ben Webster, Billie Holiday, Johnny Russell (1935)    Ben Webster, Eddie Barefield, Buck Clayton, Benny Morton (1947)

Ben Webster, Billie Holiday, e o saxofonista e clarinetista Johnny Russell, atrás um guitarrista desconhecido que pegou carona na foto (Harlem, 1935); Ben Webster, o saxofonista e clarinetista Eddie Barefield, o trompetista Buck Clayton, e o trombonista Benny Morton (1947)

Com o tempo se destacou nas bandas sulistas de Gene Coy e Blanche Calloway com quem fez a sua estréia em disco antes de ingressar como solista na orquestra de Bennie Moten tornando-se uma das estrelas de 1932. Durante toda a década de 30 tocou nas big bands de Fletcher Henderson, Benny Carter, Cab Calloway, Bryant Willie e Teddy Wilson. Mas, a sua maior ambição era tocar com Duke Ellington o que aconteceu quando o clarinetista e saxofonista tenor Barney Bigard tirou férias em 1935 e assim, Webster teve a oportunidade de fazer parte da banda, apenas por duas ou três semanas já que Barney voltou e Webster teve que sair. Mas, em 1940, entrou em caráter permanente para a orquestra, tornando-se o primeiro grande solista de sax tenor de Ellington, e participou de gravações famosas, como ‘All too soon’ e ‘Cotton Tail’, que além de seu solo memorável teve um solo de saxofones organizado por ele. Duke Ellington o ajudou a encontrar o seu próprio estilo, deixando de ser um clone de Coleman Hawkins. Embora tenha permanecido na orquestra apenas por três anos, tornou-se muito popular e passou a ser um paradigma para a maioria dos jovens saxofonistas, que procuravam imitá-lo.

Duke Ellington, Ben Webster, Jimmy Hamilton (1948)    Ben Webster & Kenny Drew Trio (1965)

Duke Ellington, Ben Webster, Jimmy Hamilton (1948); Ben Webster & Kenny Drew Trio: Alex Riel na bateria; Kenny Drew no piano e Niels-Henning Ørsted Pedersen no baixo (Copenhagen - 1965)

Depois de deixar a orquestra de Ellington, tocou com grupos pequenos, tanto na função de líder como acompanhando músicos como Stuff Smith, Red Allen, Raymond Scott, John Kirby e Sidney Catlett. E em New York ouviu emocionado Charlie Parker pela primeira vez. Voltou a se juntar a Ellington por um breve período, em 1948-1949. Em 1953-54 fez a primeira turnê com o ‘Jazz At The Philharmonic’, título de uma série de concertos de jazz, turnês e gravações produzidas pelo empresário e produtor Norman Granz, uma figura fundamental no jazz norte-americano e fundador de cinco gravadoras: Clef, Norgran, Down Home, Verve e Pablo.

Charles Mingus e Ben Webster    Abbey Lincoln e Ben Webster (1966)

Charles Mingus e Ben Webster; Abbey Lincoln e Ben Webster (1966)

Apesar da música de Ben Webster ser considerada fora de moda nessa década, o saxofone de Webster em baladas, tocadas com calor e sentimento, se tornou bastante popular e Norman Granz gravou com ele em muitas sessões. Nessa mesma década, Webster gravou com Billie, Peggy Lee, Ella e Carmen McRae. Gravou também com Art Tatum, em 1956, apoiado pelo baixista Red Callender e o baterista Bill Douglass. Tocou de forma constante até 1964 quando se mudou permanentemente para Copenhagen, Dinamarca, para se juntar a outros músicos de jazz norte-americanos. Como músico expatriado tocava em shows, festivais e excursionou pela Europa desfrutando de grande popularidade. Tocou e gravou à vontade, seja com músicos locais, seja com músicos americanos. Faleceu em Amsterdam, Holanda, em 1973. Após a sua morte, foi criado o ‘Ben Webster Foundation’ para apoiar a divulgação do jazz na Dinamarca. E o prêmio anual ‘Ben Webster Prize’ é atribuído a jovens músicos excepcionais. A coleção particular de Webster de gravações de jazz esta arquivada no departamento de música da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca em Odense.

ben webster - cotton tail
(duke ellington and his famous orchestra)


‘Three Classic Albums’ contém três grandes álbuns em dois CDs: ‘Soulville’, de 1957, e ‘Ben Webster Meets Oscar Peterson’ de 1959, ambos gravados com o trio do pianista canadense Oscar Peterson, com Herb Ellis na guitarra, Ray Brown no baixo, Stan Levey na bateria (no álbum ‘Soulville’) e Ed Thigpen na bateria do álbum ‘Ben Webster Meets Oscar Peterson’; e ‘Ben Webster & Associates’, também gravado em 1959, logo após a morte de Lester Young. Ben Webster é acompanhado por Coleman Hawkins e Johnson Budd, dois dos grandes nomes do sax tenor. O trompetista Roy Eldridge também está presente. E a seção rítmica é composta pelo pianista Jimmy Jones, o guitarrista Les Spann, o baixista Ray Brown e o baterista Jo Jones.

‘Big Ben’ contém gravações iniciais de Ben Webster como membro das bandas de Blanche Calloway, Bennie Moten, Teddy Wilson e Duke Ellington e com outros grupos, tanto como bandleader. Contém 98 faixas de Ben Webster nas décadas de 30 e 40 com os maiores músicos da época incluindo Duke Ellington, o trombonista Jack Teagarden, e o pianista e guitarrista Gaillard Slim.

ben webster - big ben (2002)

Big Ben (2002)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4

CD 1: Cotton Tail
01. Blanche Calloway And Her Joy Boys - Without That Gal
02. Bennie Moten's Kansas City Orchestra - Toby
03. Bennie Moten's Kansas City Orchestra - The Blue Room
04. Fletcher Henderson And His Orchestra - Happy As The Day Is Long
05. Fletcher Henderson And His Orchestra - Hotter Than 'ell
06. Benny Carter And His Orchestra - Dream Lullaby
07. Benny Carter And His Orchestra - Everybody Shuffle
08. Bob Howard And His Orchestra - The Ghost Of Dinah
09. Willie Bryant And His Orchestra - Rigamarole
10. Teddy Wilson And His Orchestra - What A Little Moonlight Can Do
11. Teddy Wilson And His Orchestra - A Sunbonnet Blue
12. Willie Bryant And His Orchestra - The Voice Of Old Man River
13. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Truckin'
14. Duke Ellington And His Orchestra - In A Jam
15. Cab Calloway And His Orchestra - The Wedding Of Mr And Mrs Swing
16. Teddy Wilson And His Orchestra - Easy To Love
17. Teddy Wilson And His Orchestra - I'll See You In My Dreams
18. Fletcher Henderson And His Orchestra - Sing You Sinners
19. Lionel Hampton And His Orchestra - Early Session Hop
20. Teddy Wilson And His Orchestra - 71
21. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Solitude
22. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Congo Brava
23. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Cotton Tail
24. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Bojanges (A Portrait Of Bill Robinson)

CD 2: All too soon
01. Duke Ellington And His Famous Orchestra - All Too Soon
02. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Sepia Panorama
03. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Chloe (Song Of The Swamp)
04. Rex Stewart And His Orchestra - Linger Awhile
05. Duke Ellington And His Orchestra - Stardust
06. Barney Bigard And His Orchestra - Lament For Javanette
07. Jack Teagarden's Big Eight - St. James Infirmary
08. Jack Teagarden's Big Eight - The World Is Waiting For The Sunrise
09. Jack Teagarden's Big Eight - Big Eight Blues
10. Jack Teagarden's Big Eight - Shine
11. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Blue Serge
12. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Just A-Settin' And A-Rockin'
13. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Five O'clock Drag
14. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Chelsea Bridge
15. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Perdido
16. Duke Ellington And His Famous Orchestra - The C Jam Blues
17. Slim Gaillard & His Flat Foot Floogie Boys - Palm Springs Jump
18. Slim Gaillard & His Flat Foot Floogie Boys - Ra-Da-Da-Da
19. Slim Gaillard & His Flat Foot Floogie Boys - Groove Juice Special
20. Duke Ellington And His Famous Orchestra - Main Stem
21. Ben Webster Quintet - Woke Up Clipped
22. Ben Webster Quintet - Teezol
23. Ben Webster Quintet - 'Nuff Said

CD 3: 52nd Street Days
01. Ben Webster Quintet - The Horn
02. Ben Webster Quintet - Dirty Deal
03. Ben Webster Quintet - Don't Blame Me
04. Ben Webster Quintet - I Surrender Dear
05. Ben Webster Quintet - Tea For Two
06. Woody Herman And His Orchestra - Noah
07. Woody Herman And His Orchestra - Cryin' Sands
08. James P. Johnson's Blue Note Jazzmen - Victory Stride
09. James P. Johnson's Blue Note Jazzmen - After You've Gone
10. Cozy Cole All Stars - Joshua
11. Cozy Cole All Stars - Talk To Me
12. Cozy Cole All Stars - Body And Soul
13. Big Sid Catlett Quartet - Sleep
14. Big Sid Catlett Quartet - Linger Awhile
15. Big Sid Catlett Quartet - Memories Of You
16. Big Sid Catlett Quartet - Just A Riff
17. Walter Thomas And His Jump Cats - Blues On The Delta
18. Ben Webster Quartet - Honeysuckle Rose
19. Ben Webster Quartet - I Surrender Dear
20. Ben Webster Quartet - Blue Skies
21. Ben Webster Quartet - Kat's Fur
22. Benny Morton All Stars - My Old Flame
23. Benny Morton All Stars - The Sheik Of Araby

CD 4: Stardust
01. Benny Morton All Stars - Conversing In Blue
02. Benny Morton All Stars - Limehouse Blues
03. Woody Herman All Stars - John Hardy's Wife
04. Ben Webster and his Orchestra - The Jeep Is Jumpin'
05. Ben Webster and his Orchestra - I Got It Bad (And That Ain't Good)
06. Ben Webster and his Orchestra - Dark Corners
07. Ben Webster and his Orchestra - Blues, Mister Brim
08. Ben Webster Quintet - Frog And Mule
09. Ben Webster Quintet - Spang
10. Ben Webster Quintet - Doctor Keets
11. Ben Webster Quintet - Park And Tilford Blues
12. Tony Scott Sextet - You're Only Happy When I'm Blue
13. Jay McShann and his Orchestra - New Style Baby
14. Jay McShann and his Orchestra - Let's Love Awhile
15. Jay McShann and his Orchestra - Nasty Attitude
16. Jay McShann and his Orchestra - Slow Down Baby
17. Jay McShann and his Orchestra - The Duke And The Brute
18. Jay McShann and his Orchestra - Reach
19. Johnny Otis and his Orchestra - One O'Clock Jump
20. Johnny Otis and his Orchestra - Stardust
21. Ben Webster Sextet - Randle's Island
22. Ben Webster Sextet - Old Folks
23. Ben Webster Sextet - King's Riff
24. Ben Webster Sextet - You're My Thrill

ben webster - three classic albums (2011)

Three Classic Albums (2011)
CD 1    CD 2

Tracklist: Soulville (1957)
01. Soulville 02. Late Date 03. Time On My Hands 04. Lover Come Back To Me 05. Where Are You? 06. Makin' Whoopee 07. Ill Wind

Tracklist: Ben Webster Meets Oscar Peterson (1959)
08. The Touch Of Your Lips 09. When Your Lover Has Gone 10. Bye-Bye Blackbird 11. How Deep Is The Ocean? 12. In The Wee, Small Hours Of The Morning 13. Sunday 14. This Can't Be Love

Tracklist: Ben Webster And Associates (1959)
15. In A Mellow Tone 16. De-Dar 17. Young Bean 18. Time After Time 19. Budd Johnson

ABC of the blues 29: memphis minnie & big maybelle

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memphis minnieMemphis Minnie (1897-1973) é mais lembrada hoje em dia por ter escrito a música ‘When the Levee Breaks’, que, com letra e melodia ligeiramente alteradas, foi regravada pelo ‘Led Zeppelin’ em seu quarto álbum. Mais uma música, entre tantas surrupiadas pela banda dos mestres do blues? Por volta de 1904, Lizzie Douglas, conhecida por sua família como ‘Kid’, nasceu em Argel, Louisiana. Depois sua família mudou-se para uma fazenda em Mississippi. Ela foi uma das mais influentes e pioneira cantora e guitarrista do sexo feminino de todos os tempos. Ela gravou durante 40 anos, quase inédito para qualquer mulher no show business e única entre artistas mulheres de blues. A personagem extravagante que usava pulseiras feitas de dólares de prata era uma artista muito popular a partir do início dos anos de depressão até a segunda guerra mundial. Memphis Minnie foi amada pelo público negro de blues dos anos 30 e 40 e mais tarde foi relativamente ignorada pelo público branco. Talvez seja porque Memphis Minnie não se encaixasse no mito da jovem trágica, mais facilmente comercializada. Ela formou uma vida muito diferente das possibilidades limitadas oferecidas às mulheres de seu tempo. A música de Memphis Minnie permaneceu popular por mais de duas décadas, porque era lírica e instrumentalmente em sintonia com a vida dos negros americanos.

Minnie foi uma das primeiras de sua geração de artistas de blues a assumir a guitarra elétrica. Em 1942, ela combinou o blues de Louisiana com as raízes do blues de Memphis para produzir seu próprio som, e juntamente com Big Bill Broonzy e Tampa Red, transformou o country blues em blues elétrico urbano abrindo caminho para Muddy Waters, Bo Diddley, Little Walter e Jimmy Rogers viajarem de pequenas cidades do sul para as grandes cidades do norte. Segundo alguns relatos, ela foi casada três vezes, e cada vez com um guitarrista de blues: Kansas Joe McCoy; possivelmente Casey Bill Weldon, embora haja pouca ou nenhuma evidência sobre isso; e Ernest ‘Little Son Joe’ Lawlers.

Depois de aprender a tocar violão e banjo quando criança, ela fugiu de casa aos treze anos de idade e viajou para Memphis, Tennessee, tocando violão em casas noturnas e na rua como Lizzie ‘Kid’ Douglas. No ano seguinte, entrou para o circo dos irmãos Ringling. Seu casamento e sua primeira gravação foi em 1929, e com Kansas Joe McCoy, quando um caçador de talentos da ‘Columbia Records’ ouvi-os tocando, no estilo Memphis, em uma barbearia da Beale Street, um lugar onde dentistas e senhoras da igreja se misturavam com os cantores e prostitutas. E a canção ‘Bumble Bee’ se tornou um hit. Na década de 30 ela se mudou para Chicago com McCoy. Em 1935, os dois se separaram e em 1939 ela se casou com Ernest ‘Little Joe Son’ Lawlers, que foi seu parceiro durante 23 anos. Suas gravações com Son Joe são em estilo dueto, com piano, baixo ou bateria adicionados em algumas sessões. Em 1940 ela estava em turnê com uma empresa vaudeville, um tipo de teatro de variedades e que foi um dos mais populares tipos de entretenimento durante várias décadas.

Mais tarde, Minnie viveu em Indianapolis e Detroit, voltando para Chicago no início dos anos 50. A partir daí, no entanto, o interesse do público em sua música diminuiu. Em 1957 Minnie teve um ataque cardíaco incapacitante, e Little Joe Son tornou-se demasiado doente para tocar. Eles voltaram para Memphis onde a irmã de Minnie, Daisy, cuidava deles. Após a morte de Joe Son em 1962 Minnie passou seus últimos anos em uma casa de repouso onde morreu de um derrame em 1973. Na parte de trás do seu túmulo lê-se: ‘As centenas de canções gravadas por Minnie são o material perfeito para nos ensinar sobre o blues. Ouvindo as músicas de Minnie ouvimos suas fantasias, seus sonhos, seus desejos, mas ouvimos como se fossem nossos’. Minnie estava entre os primeiros vinte artistas eleitos para o ‘Hall of Fame’ na premiação inaugural do ‘W. C. Handy’, em 1980. Memphis Minnie, gradualmente, obteve o reconhecimento que ela merece por seu papel no desenvolvimento do blues.

big maybelleBig Maybelle (1924-1972), como ficiou conhecida profissionalmente, quando criança cantou gospel, e na adolescência mudou para ‘rhythm and blues’. Como cantora e pianista, sua canção de 1956, ‘Candy’ recebeu o ‘Grammy Hall of Fame Award’ em 1999. Nascida como Mabel Louise Smith, em Jackson, Tennessee, começou a sua carreira com a banda de Dave Clark em 1936, e também excursionou com a ‘International Sweethearts of Rhythm’, a primeira banda integrada de mulheres. Ela então se juntou a orquestra de Christine Chatman como pianista, e fez sua primeira gravação em 1944. Sua estréia na carreira solo como Mabel Smith, foi em 1947, acompanhada pelo trompetista de jazz Oran ‘Hot Lips’ Page, mas teve pouco sucesso inicial. Entre 1947 e 1950 se apresentou com a orquestra de Tiny Bradshaw. No entanto, em 1952, ela assinou contrato com a ‘Okeh Records’, cujo produtor Fred Mendelsohn deu a ela o nome artístico Big Maybelle. Sua primeira gravação foi sucesso, seguido por mais dois. Em 1955 gravou ‘Whole Lotta Shakin' Goin On’, produzido por Quincy Jones, dois anos antes da versão de Jerry Lee Lewis. Mais sucessos seguiram-se ao longo da década de 50, incluindo ‘Candy’, um dos seus maiores sucessos. Ela se apresentou no Teatro Apollo em Nova York, no Newport Jazz Festival, e apareceu no documentário ‘Jazz on a Summer's Day’, juntamente com Mahalia Jackson e Dinah Washington. Depois de 1959 ela gravou para uma variedade de rótulos, mas os hits já não faziam sucesso. Ela continuou a se apresentar até o início dos anos 60, quando o vício das drogas e problemas de saúde a nocautearam. Big Maybelle morreu de coma diabético em 1972. Leia +...

memphis minnie & kansas joe mccoy    big maybelle & rufus thomas

Memphis Minnie & Kansas Joe McCoy (1929)
Big Maybelle e o cantor de rhythm and blues, funk e soul e comediante de Memphis, Rufus Thomas


Tracklist
01. Memphis Minnie - Frisco Town
02. Memphis Minnie - Moonshine
03. Memphis Minnie - Nothing in Rambling
04. Memphis Minnie - I'm Talking About You
05. Memphis Minnie - Joe Louis Strut
06. Memphis Minnie - Me and My Chauffeur Blues
07. Memphis Minnie - My Baby Don't Want Me No More
08. Memphis Minnie - Bumble Bee
09. Memphis Minnie - Boy Friend Blues
10. Memphis Minnie - In My Girlish Days
11. Big Maybelle - Gabbin' Blues (Don't Run My Business)
12. Big Maybelle - Rain Down Rain
13. Big Maybelle - Way Back Home
14. Big Maybelle - Please Stay Away from My Sam
15. Big Maybelle - Jinny Mule
16. Big Maybelle - I've Got a Feelin'
17. Big Maybelle - One Monkey Don't Stop No Show
18. Big Maybelle - Hair Dressin' Women
19. Big Maybelle - Don't Leave Poor Me
20. Big Maybelle - No More Trouble out of Me



big maybelle - no more trouble out of me

ABC of the blues volume 29

parte I    parte II



ABC of the blues 30: roy milton & amos milburn

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roy miltonRoy Milton (1907-1983) foi cantor, baterista e bandleader de ‘rhythm and blues’. Neto de uma Chickasaw, ele nasceu e cresceu em uma reserva indígena em Wynnewood, Oklahoma, antes de se mudar para Tulsa. Juntou-se à banda do trombonista e pianista Ernie Fields no final de 1920, como cantor e, mais tarde, como baterista. Mudou-se para Los Angeles, Califórnia em 1933, onde formou sua própria banda, o ‘Solid Senders’, com Camille Howard no piano, apresentando-se em clubes e começou a gravar na década de 40. Seu primeiro lançamento foi ‘Milton's Boogie’. Sua grande chance veio em 1946, quando seu ‘R.M. Blues’ se tornou um hit, atingindo o segundo lugar na parada 'Billboard' de 'rhythm and blues’ e vigésimo na parada pop. Seu sucesso ajudou a gravadora ‘Specialty Records’ de Art Rupe, um dos seus principais produtores musicais. Milton e sua banda tornaram-se uma grande atração, e ele continuou a gravar com sucesso através do final dos anos 40 e início dos anos 50. Ele deixou a gravadora em 1955, mas os lançamentos em outros rótulos não tiveram o mesmo sucesso, devido ao rock’n’roll que veio com força total. No entanto, o baterista permaneceu ativo, emocionando a multidão no Festival de Jazz de Monterey em 1970, como parte da banda do pianista, vibrafonista, baterista, cantor e compositor de ‘rhythm and blues’, Johnny Otis.

amos milburnAmos Milburn (1927-1980) foi cantor e pianista de 'rhythm and blues', e muito popular durante os anos 40 e 50. O pianista texano de 'boogie-woogie' foi importante para o blues nos anos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Suas canções eram admiradas pelos colegas músicos, tais como os pianistas Little Willie Littlefield, Floyd Dixon e seu principal discípulo, Fats Domino. Ele é reconhecido, por muitos, como uma das figuras mais importantes do blues moderno e é considerado um precursor do rock’n’roll. Amos Milburn nasceu e morreu em Houston, Texas. Com cinco anos Milburn estava tocando piano. Alistou-se na Marinha dos Estados Unidos quando tinha quinze anos e recebeu medalhas ao participar da batalha nas Filipinas, antes de voltar para Houston e organizar uma banda e tocar nos clubes com músicos de jazz e blues. Em 1946 atraiu a atenção dos que organizaram uma sessão de gravação para a ‘Aladdin Records’ em Los Angeles, Califórnia. O relacionamento de Milburn com a gravadora durou oito anos e produziu mais de 75 canções.

Sua versão cover do blues ‘Down the Road a Piece’ foi semelhante em muitos aspectos, ao rock’n’roll. No entanto, nenhuma se tornou popular até 1949, quando ‘Hold Me Baby’ e ‘Chicken Shack Boogie’ foram as mais vendidas segundo uma pesquisa da ‘Billboard’. E Amos Milburn se tornou um dos principais intérpretes associados à Central Avenue, principal rua de Los Angeles. Ele também era um artista popular em suas turnês, e foi premiado pelas revistas ‘Beat Down’, dedicada ao jazz e ao blues, e pela ‘Billboard’, especializada em 'rhythm and blues' e pop. Entre as suas mais conhecidas canções está ‘One Scotch, One Bourbon, One Beer’. E em 1950, ‘Bad, Bad, Whiskey’ atingiu o topo das paradas. A partir daí gravou uma série de canções sobre bebidas, nenhuma escrita por Milburn, mas pelo compositor Rudy Toombs. No entanto, não há qualquer evidência de que Milburn fosse alcóolatra.

Milburn continuou gravando canções de sucesso até 1952 e se apresentando em turnês pelo país e tocando em clubes. Enquanto em turnês pelos EUA anunciou que iria desmantelar a sua banda e continuar como solo. Após três anos de desempenho individual voltou para Houston em 1956 a reformou a sua banda. Ele tentou retomar o sucesso comercial com alguns lançamentos, mas seu tempo já havia passado. Mesmo assim, Milburn, em 1960, gravou o sucesso ‘Please Come Home for Christmas’. Em 1962, o produtor musical e fundador da gravadora ‘Motown’, Berry Gordy, emitiu um álbum de seus antigos sucessos onde Stevie Wonder tocou gaita nas sessões. Ao longo dos anos seguintes, Milburn teria sucessos variados, mas nenhum de seus hits seria o sucesso de suas gravações anteriores. Sua saúde se deteriorou e em 1970 ele sofreu o primeiro de uma série de derrames. Em 1972, Amos Milburn gravou um álbum com Johnny Otis depois de ter sido incapacitado por um derrame, tanto que Otis tocou as partes da mão esquerda no piano. Seu segundo derrame resultou na amputação de uma perna por causa de problemas circulatórios. Ele morreu logo depois com 52 anos.


Tracklist
01. Roy Milton - Cryin' and Singin' the Blues
02. Roy Milton - I Want a Little Girl
03. Roy Milton - My Blue Heaven
04. Roy Milton - 'Taint Me
05. Roy Milton - Groovy Blues
06. Roy Milton - Waking Up Blues
07. Roy Milton - Sympathetic Blues
08. Roy Milton - Playboy Blues
09. Roy Milton - Rhythm Cocktail
10. Roy Milton - Bye Bye Blues
11. Amos Milburn - Chicken Shack Boogie
12. Amos Milburn - I'm Still a Fool for You
13. Amos Milburn - All Is Well
14. Amos Milburn - My Happiness Depends on You
15. Amos Milburn - I Know You Love Me
16. Amos Milburn - One Scotch, One Bourbon, One Beer
17. Amos Milburn - Bad Bad Whiskey
18. Amos Milburn - Let's Have a Party
19. Amos Milburn - Down the Road Apiece
20. Amos Milburn - Trouble in Mind



ABC of the blues volume 30

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