ABC of the blues 34: robert nighthawk & johnny otis

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robert nighthawkRobert Lee McCollum (1909-1967) foi uma das figuras fundamentais na história do blues. Embora ele tenha gravado dos anos 30 ao início dos anos 40 sob uma variedade de nomes, - Robert Lee McCoy, Rambling Bob, Peetie's Boy, - ele finalmente adotou o pseudônimo Robert Nighthawk do título do seu primeiro disco, ‘Prowling Night Hawk’. Nascido em Helena, Arkansas, saiu de casa muito jovem e se tornou um músico de rua. Durante esse período foi com Houston Stackhouse que aprendeu a tocar guitarra slide, e com quem viajou pelo sul do Mississipi. Morou por um tempo em Memphis, onde tocou com bandas locais, dentre elas a ‘Memphis Jug Band’. Depois de viajar pelo Mississipi, ele achou interessante adotar o nome de sua mãe, e como Robert Lee McCoy se mudou para St. Louis, Missouri. Nessa época, década de 30, tocou com Henry Townsend, Big Joe Williams e Sonny Boy Williamson. Os quatro gravaram juntos no estúdio da ‘Victor Records’ e Robert Lee McCoy também gravou o seu primeiro disco. Essas gravações levaram os outros à uma carreira em Chicago, ao contrário de Robert McCoy que continuou sua vida errante, acompanhando outros músicos ou sozinho. Também se tornou uma voz conhecida nas estações das rádios locais. Depois Robert Lee McCoy desapareceu.

Maxwell Street (1927)    Maxwell Street (1950)
Maxwell Street 1927/1950

Após alguns anos, ele ressurgiu como o guitarrista Robert Nighthawk usando a técnica de slide guitar e gravou pela ‘Chess Records’, entre 1949 e 1950, e competiu com Muddy Waters pela posição principal nas gravações da Chess. Muddy Waters se sobressaiu por ter mais domínio de palco. O enorme lapso na discografia de Nighthawk é devido ao seu desinteresse aparente em gravar e quando o fez, nunca alcançou o sucesso de seus alunos mais célebres, Muddy Waters e Earl Hooker. Ele era mais feliz trabalhando nos clubes e tabernas e no mercado aberto em que se transformava a Maxwell Street aos domingos. Em 1963, foi redescoberto tocando por algumas moedas nas ruas de Chicago, e então voltou a gravar algumas sessões, e se apresentou em clubes noturnos. Retornou para Arkansas como atração do famoso programa de rádio ‘King Biscuit Time’ da KFFA (AM) depois que Sonny Boy Williamson morreu. Em 1964, Nighthawk já podia ser encontrado tocando novamente em Maxwell Street, berço do Chicago blues, um movimentado mercado ao ar livre localizado no coração do gueto negro de Chicago. A Maxwell Street tornou-se um ímã para os músicos que chegavam a Chicago, bem como para aqueles já estabelecidos na cena do blues local. A ‘Rounder Records’ pela primeira vez, lançou algumas dessas músicas em 1980, como ‘Robert Nighthawk Live On Maxwell Street 1964’. Robert Nighthawk deixou Chicago e voltou para sua cidade natal, Helena, e ficou por lá até a sua morte por insuficiência cardíaca, em 1967. Robert Nighthawk não é normalmente um nome lembrado quando se discute os grandes do blues de todos os tempos, mas deveria.

Robert Nighthawk Live On Maxwell Street


johnny otisJohnny Otis (1921) além de baterista, pianista, vibrafonista e cantor, era bandleader, produtor musical, caçador de talentos, dono de gravadora, empresário de discoteca, discotecário, apresentador de TV em show de variedades, autor, além de algumas outras descrições. E foi um dos mais importantes personagens brancos da história do rhythm and blues. Nada mau para um filho de imigrantes gregos que adorava jazz e r&b com tanto fervor que adotou a cultura afro-americana como sendo a sua própria. Nascido na Califórnia como John Alexander Veliotes mudou seu nome para Otis ainda na adolescência. A bateria foi a sua primeira paixão antes de se estabelecer em Los Angeles durante os anos 40 e se juntar ao grupo do clarinetista e bandleader de jazz Harlan Leonard onde gozava de uma bem sucedida carreira como baterista. Não demorou muito para que o dono do clube suplicasse a Otis para montar sua própria orquestra. Depois de tocar em várias orquestras de swing, ele fundou sua própria banda, ‘California Rhythm and Blues Caravan’, em 1945. Com esse grupo, viajou em turnê pelos Estados Unidos emplacando vários sucessos em 1952.

Como produtor musical descobriu vários artistas, tornando-se também um influente disc jockey em Los Angeles. A orquestra de Otis apoiou uma de suas muitas descobertas, Big Mama Thornton, na canção ‘Hound Dog’, bem como um jovem Little Richard. Otis foi um magistral caçador de talentos; entre suas descobertas estão os cantores de rhythm and blues, Jackie Wilson, Little Willie John, Hank Ballard e Etta James. Em 1955, Otis assumiu a responsabilidade de começar a sua própria etiqueta, a ‘Dig Records’, para mostrar seu próprio trabalho, bem como os de suas mais recente descobertas. O rock’n’roll estava em seu apogeu em 1957, quando o multi-instrumentista, em 1958, colocou nas paradas, ‘Willie and the Hand Jive’, que se tornaria sua canção mais conhecida. ‘Every Beat of My Heart’ sua outra composição famosa se tornou um enorme sucesso com ‘Gladys Knight and the Pips’. Nos anos 60 Otis entrou para o jornalismo e depois para a política, não sendo bem-sucedido. Ele continuou a tocar nos anos 80, embora seus inúmeros projetos paralelos o mantivessem afastado dos palcos por bastante tempo. Na década de 90 era proprietário de um clube de blues e também foi pastor da ‘Landmark Community Gospel Church’. Encabeçou o ‘San Francisco Blues Festival’ e organizou um programa de rádio, ‘The Johnny Otis Show' na popular KFFA (AM). Devido ao declínio da sua saúde o último show foi ao ar em 2006. Johnny Otis foi influência para o jovem Frank Zappa, entre outros.

johnny otis & the dreramers (1954)

Johnny Otis & The Dreramers (1954)

Johnny Otis como bandleader do seu grupo ‘The Johnny Otis Rhythm & Blues Caravan’, em uma série de singles para a etiqueta Savoy, empregou vários vocalistas como Little Esther Phillips, Linda Hopkins e Mel Walker; e instrumentistas como o guitarrista Pete Lewis e o saxofonista Big Jay McNeely. Nas canções ‘Mean Ole Gal’, ‘Get Together Blues’ e ‘Double Crossing Blues’ a vocalista é Little Esther. ‘Double Crossing Blues’ de 1950, foi número um na parada musical de R&B e Esther, na época do lançamento tinha 14 anos de idade, tornando-se a mais jovem cantora a ter uma música nas paradas. Na música ‘Going to See My Baby’ não consegui identificar o vocalista.


Tracklist
01. Robert Nighthawk - Crying Won't Help You
02. Robert Nighthawk - Seventy-Four
03. Robert Nighthawk - Nighthawk Boogie
04. Robert Nighthawk - Kansas City
05. Robert Nighthawk - Bricks in My Pillow
06. Robert Nighthawk - Maggie Campbell
07. Robert Nighthawk - Feel So Bad
08. Robert Nighthawk - You Missed a Good Man
09. Robert Nighthawk - The Moon Is Rising
10. Robert Nighthawk - Take It Easy, Baby
11. Johnny Otis - Good Ole Blues
12. Johnny Otis - Mean Ole Gal
13. Johnny Otis - Hangover Blues
14. Johnny Otis - Thursday Night Blues
15. Johnny Otis - I Gotta Guy
16. Johnny Otis - Get Together Blues
17. Johnny Otis - Double Crossing Blues
18. Johnny Otis - Head Hunter
19. Johnny Otis - Going to See My Baby
20. Johnny Otis - New Orleans Shuffle



ABC of the blues volume 34

parte I    parte II



3 comentários:

Khalit Sabanur disse...

Otis is great!

Mais um banho musical, menina!


Beijo

Não Sei disse...

sou tua fã >< adoro o estilo do te blog e a idealização em si.

mara* disse...

Meninas! Adoro um afago. Beijos.

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