ABC of the blues 37: jimmy reed & otis rush

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jimmy reedJimmy Reed (1925-1976) foi cantor, guitarrista e gaitista e simplesmente não há no blues um som tão facilmente digerível, acessível, instantaneamente reconhecível, e tão fácil de tocar e cantar como o dele. Suas mais conhecidas canções tornaram-se parte do repertório do blues standard. Seu nome completo era Mathis James Reed e seu estilo era simples e facilmente imitado por todos, desde bandas de garagem até por Elvis Presley e os ‘Rolling Stones’, fazendo com que ele se tornasse o bluesman mais influente. E o mais surpreendente é que ele não possuía absolutamente nenhuma experiência técnica em qualquer um dos instrumentos escolhidos e a voz, certamente, não tinha a intensidade feroz de Wolf’ Howlin ou Muddy Waters. Reed manteve sua reputação, apesar do alcoolismo, às vezes a sua esposa teve que ajudá-lo a lembrar a letra de suas canções durante as gravações. Em 1957, Reed foi diagnosticado com epilepsia, por um longo tempo os médicos presumiram que fosse ‘delirium tremens’. Apesar de seus numerosos sucessos, os problemas pessoais o impediram de alcançar o mesmo nível de fama de outros artistas da época, embora tivesse mais hits que os demais. Em 1968, excursionou pela Europa com o ‘American Folk Blues Festival’. Jimmy Reed morreu de insuficiência respiratória, oito dias antes de completar 51 anos. Leia +...

otis rushOtis Rush (1935) é cantor e guitarrista e a ele é creditado, junto com Magic Sam e Buddy Guy, como sendo um dos arquitetos do estilo que ficou conhecido como West Side Chicago blues e tornou-se uma influência sobre muitos músicos, como Michael Bloomfield e Eric Clapton. Rush é canhoto e, ao contrário de muitos outros guitarristas canhotos, toca a guitarra para destros, simplesmente virada ao contrário, sem trocar o encordoamento o que contribui para o seu som característico. Rush tem uma voz poderosa de tenor e de grande alcance e se estabeleceu como um dos grandes bluesmen no circuito de Chicago. E permanece até hoje desde 1948, quando conheceu Muddy Waters e soube imediatamente o que ele queria fazer com o resto de sua vida. Fez sucesso ao tocar em clubes, tanto do lado do Sul quanto do West Side. Através do onipresente Willie Dixon assinou contrato com Eli Toscano da gravadora ‘Cobra Records’ em 1956 e lançou oito singles, alguns com Ike Turner na guitarra. A assustadoramente intensa ‘I Cant Quit You Baby’ foi sucesso imediato. Seu legado entre 1956-1958 na gravadora é magnífico, distingue-se as obras primas produzidas por Dixon: ‘Double Trouble’ e ‘My Love Will Never Die’ e a clássica ‘All Your Love (I Miss Loving)’.

Quando a gravadora faliu, em 1959, Rush conseguiu, através de Willie Dixon, um contrato de gravação com a ‘Chess’ em 1960, onde gravou outro clássico do blues, ‘So Many Roads, So Many Trains’. Na década de 60, Rush começou a tocar em outras cidades dos EUA e também na Europa, mais notadamente no ‘American Folk Blues Festival’. No final da década de 70, desgostoso por vários problemas pessoais e com as gravadoras, ele parou de tocar e gravar voltando apenas em 1985 excursionando em turnês pelos EUA. Finalmente, em 1994, a carreira desta lenda do blues de Chicago tomou a direção certa e gravou ‘Ain't Enough Comin' In’ o primeiro álbum de estúdio em 16 anos. Mais uma vez, uma série de problemas pessoais ameaçou acabar com o seu retorno, mas ele resistiu. Com ‘Any Place I'm Goin' de 1998, ganhou o seu primeiro ‘Grammy’ como o melhor álbum de blues tradicional. Embora ele não tenha gravado nenhum álbum novo, continuou a viajar e se apresentar. No entanto, em 2004 sofreu um derrame que o impediu de tocar desde então. Em 2006 lançou ‘Live and From San Francisco’, uma gravação ao vivo de 1999.


Tracklist
01. Jimmy Reed - Baby What You Want Me to Do
02. Jimmy Reed - Found Love
03. Jimmy Reed - Big Boss Man
04. Jimmy Reed - Hush Hush
05. Jimmy Reed - I'm Nervous
06. Jimmy Reed - Going by the River Pt. 1
07. Jimmy Reed - I Ain't Got You
08. Jimmy Reed - Come Love
09. Jimmy Reed - Meet Me
10. Jimmy Reed - I Was So Wrong
11. Otis Rush - Checking on My Baby
12. Otis Rush - Love That Woman
13. Otis Rush - My Baby Is a Good'un
14. Otis Rush - All Your Love
15. Otis Rush - If You Were Mine
16. Otis Rush - Violent Love
17. Otis Rush - My Love Will Never Die
18. Otis Rush - Three Times a Fool
19. Otis Rush - Keep On Loving Me Baby
20. Otis Rush - It Takes Time



ABC of the blues volume 37

parte I    parte II



ABC of the blues 38: jimmy rushing & tampa red

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jimmy rushingJimmy Rushing (1901-1972) foi um cantor de blues e jazz mais conhecido como o vocalista da orquestra de Count Basie. Apelidado como ‘Mister Five-a-Five’, uma referência carinhosa à sua altura e peso, ele era dono de uma voz potente que tanto dominava o blues shouter quanto o swing. Em qualquer um dos estilos ele irradiava alegria. Rushing conseguiu fama na frente da banda de Count Basie, entre 1935 e 1950, mas ao contrário de muitos cantores da banda ele foi capaz de continuar depois com uma série de gravações solo, que aumentaram ainda mais a sua reputação como o primeiro cantor de jazz de primeira classe. James Andrew Rushing foi criado em uma família musical, seu pai era trompetista e sua mãe cantora. Aprendeu piano, violino e teoria musical, e quando adolescente começou a atuar em casas noturnas. Em 1923, como cantor de blues, percorreu o centro-oeste dos EUA com grupos itinerantes antes de se mudar para Los Angeles, Califórnia, onde cantou com Jelly Roll Morton. Em 1927 se juntou à banda de jazz ‘Blue Devils’ do baixista e líder Walter Page, e em seguida excursionou com Bennie Moten de 1929 até a morte do líder em 1935, indo para a orquestra de Count Basie, quando este assumiu a liderança da banda de Moten.

A seção rítmica de Basie foi perfeita para Rushing, as gravações ‘For You Sent Yesterday’ e ‘Boogie Woogie’, em 1936, carimbaram o seu nome na cena nacional, como também o de Lester Young. Suas melhores gravações são, provavelmente, ‘Going to Chicago’ e ‘Harvard Blues’ com o famoso solo de saxofone de Don Byas. Quando se separou de Basie em 1950, vítima dos tempos difíceis para as ‘big bands’, Rushing então formou seu próprio grupo e lançou uma série de álbuns solo para a ‘Vanguard Records’, e depois fez parte em várias gravações pela ‘Columbia’ com Dave Brubeck, Coleman Hawkins e Benny Goodman. Gravou também com alunos de Basie, como o trompetista Buck Clayton e Jo Jones, conhecido depois como Papa Jo Jones, um dos mais influentes bateristas na história do jazz, bem como no álbum ‘Jazz Party’ de Duke Ellington em 1959. Jimmy Rushing apareceu na TV em ‘The Sound of Jazz’, em 1957, e foi destaque em 1960 no show ‘The Evolution of the Blues’ escrito e dirigido pelo gênio do ‘vocalese’, Jon Hendricks, para o ‘Monterey Jazz Festival’. Em 1969, cantou e atuou no filme ‘The Learning Tree’, o primeiro longa-metragem dirigido por um afro-americano, o pioneiro fotógrafo, músico, poeta, romancista, jornalista, ativista e diretor de cinema, Gordon Parks, mais lembrado por seus ensaios de fotos para a revista ‘Life’ e como o diretor do filme ‘Shaft’ de 1971. Depois que ficou doente, com leucemia, em 1971, a carreira de Jimmy Rushing terminou. Um ano depois, faleceu em Nova York.

tampa redTampa Red (1904-1981) nascido em Smithville, Georgia, como Hudson Woodbridge, mais conhecido desde a infância como Hudson Whittaker, ganhou o apelido por seu brilhante cabelo vermelho. Fora as dezenas de guitarristas que gravaram blues, apenas um punhado como Elmore James, Muddy Waters e Robert Johnson, por exemplo, deixaram marca, criando um estilo reconhecível e muito copiado. Tampa Red era outro guitarrista modelo e influente. Durante seu auge nos anos 20 e 30, ele foi chamado de ‘The Guitar Wizard’ e suas deslumbrantes gravações com a guitarra acústica ou elétrica mostra o porquê de ter recebido o título. Influenciado pelo seu irmão mais velho, Eddie, que tocava guitarra, ele foi inspirado por um velho músico de rua chamado Piccolo Pete. Na década de 20, tendo já aperfeiçoado a sua técnica de slide, ele se mudou para Chicago e começou a sua carreira como músico, adotando o nome de Tampa Red. Sua grande chance foi quando contratado para acompanhar Ma Rainey. Sua carreira musical de 30 anos produziu centenas de estilos: desde o ‘hokum’, um tipo música humorística que usa analogias ou eufemismos para fazer insinuações sexuais; o pop, e o ‘jive’, uma mistura de rock e boogie woogie, mas principalmente o blues incluindo composições clássicas como ‘Anna Lou Blues’, ‘Black Angel Blues’, ‘Crying Won't Help You’, ‘It Hurts Me Too’ e ‘Love Her with a Feeling’.

No início da carreira Tampa Red, se juntou ao pianista e compositor Tom Dorsey e formaram a banda ‘The Boys Hokum’. Ambos já haviam tocado juntos na banda da cantora Ma Rainey e como dupla fizeram grande sucesso em 1928 com a canção ‘Tight Like That’. Quando Tom Dorsey mudou o seu estilo para a música gospel, Red continuou como artista solo. Os que conhecem de Tampa Red apenas as gravações de hokum desconhecem um dos pilares do Chicago blues. Os seus companheiros eram Big Bill Broonzy com quem partilhou uma amizade especial e Lester Melrose, um dos primeiros produtores de registros de blues pela ‘Bluebird Records’ onde Tampa Red gravou juntamente com o pianista Big Maceo Merriweather. O que eles criaram ficou conhecido como ‘The Beat Bluebird’, uma mistura do velho estilo de blues com ritmos modernos.

Jazz Gillum (gaitista), Tampa Red, Little Bill Gaither (guitarrista), Big Bill Broonzy (guitarrista), Jack Dupree (pianista)

Jazz Gillum (gaitista), Tampa Red, Little Bill Gaither (guitarrista)
Big Bill Broonzy (guitarrista), Jack Dupree (pianista)

Tampa Red é frequentemente descrito como um músico ou artista urbano: tocava nas ruas; no circuito de representações de teatros vaudeville, um gênero de entretenimento de variedades tão diversificado em temas, gêneros e artistas; e nos diversos clubes de Chicago. Além disso, sua casa servia como salão de ensaio da comunidade do blues. De acordo com o testemunho de Big Bill Broonzy e Big Joe Williams, Tampa Red cuidava dos outros músicos, oferecendo-lhes uma refeição e um lugar para ficarem e, geralmente, facilitando a transição para a grande cidade. Por volta de 1940 ele estava tocando guitarra elétrica. E assim, se tornou a estrela de Chicago, uma importante ponte entre o blues rural do sul para o estilo do blues urbano que iria evoluir na Windy City, um dos muitos apelidos de Chicago.

No entanto, como muitos artistas de blues da pré-guerra a carreira de Tampa Red foi ofuscada por artistas mais jovens e iria ser ‘redescoberto’, como muitos outros sobreviventes tais como Son House e James Skip, no final década de 50 durante o revival do folk-blues. Em 1954 se aposentou devido aos problemas de saúde causados pelo alcoolismo que o deixou praticamente incapacitado. A influência de Tampa Red ainda é ouvida no blues de hoje, qualquer estudante de guitarra slide está familiarizado com a magia da guitarra de Red, um estilo único que foi ampliado por Robert Nighthawk, Chuck Berry e Duane Allman, co-fundador do grupo ‘The Allman Brothers’.


Tracklist
01. Jimmy Rushing - Good Morning Blues
02. Jimmy Rushing - See See Rider
03. Jimmy Rushing - Take Me Back, Baby
04. Jimmy Rushing - Sent for You Yesterday
05. Jimmy Rushing - Roll'em Pete
06. Jimmy Rushing - My Friend Mr. Blues
07. Jimmy Rushing - Every Day
08. Jimmy Rushing - Sometimes I Think I Do
09. Jimmy Rushing - Take Me with You, Baby
10. Jimmy Rushing - Evenin'
11. Tampa Red - You Missed a Good Man
12. Tampa Red - She Want to Sell My Monkey
13. Tampa Red - She's Love Crazy
14. Tampa Red - Hard Road Blues
15. Tampa Red - Let Me Play with Your Poodle
16. Tampa Red - Crying Won't Help You
17. Tampa Red - Sweet Little Angel
18. Tampa Red - But I Forgive You
19. Tampa Red - So Much Trouble
20. Tampa Red - Big Stars Falling Blues



ABC of the blues volume 38

parte I    parte II



bix beiderbecke

bix beiderbeckeBix Beiderbecke, cornetista, pianista e compositor, desenvolveu na década de 20 um estilo independente com influência de Louis Armstrong. Ele era conhecido por seu tom de voz suave, e seu timbre único ao dedilhar a corneta deu a sua obra um caráter introspectivo e ganhou reputação e influenciou outros músicos brancos de jazz. Seus solos mais famosos estão nas gravações ‘Singin′ the Blues’ e ‘I'm coming Virginia’ com a orquestra do saxofonista Frankie Trumbauer. Um dos muitos mitos ditos sobre Bix Beiderbecke é que ele jogou fora a sua carreira na companhia de músicos que não entendiam as suas avançadas idéias musicais. Frankie ‘Tram’ Trumbauer, entendeu o que Bix estava tentando fazer. Também influenciado pelo compositor clássico Claude Debussy, são poucos os exemplares sobreviventes de Bix Beiderbecke como pianista, a notável ‘In a Mist’ de 1927, é uma delas, assim como ‘In The Dark’ e ‘Candlelights’, posteriormente gravadas por grandes pianistas.

Bix Beiderbecke foi um dos maiores músicos de jazz da década de 20, sua ascensão e queda, e eventual status como mártir, fez dele uma lenda, mesmo antes de morrer. E ficou como prova de que nem todos os inovadores da história do jazz eram negros. Possuidor de um estilo de improvisar notavelmente original, o seu único concorrente foi Louis Armstrong, mas devido aos seus diferentes sons e estilos é realmente difícil compará-los. Se Bix Beiderbecke tivesse vivido mais tempo ele teria se tornado um dos maiores compositores da América. Apesar de sua falta de treinamento formal, Beidebecke surgiu como o primeiro jazzmen a tentar unir os mundos do jazz e do expressionismo europeu. Com sua corneta e piano ele contribuiu para expandir a estrutura melódica e harmônica do jazz.

 frankie trumbauer orquestra 1925    frankie trumbauer
Frankie Trumbauer Orquestra (1924)

Leon Bismark ‘Bix’ Beiderbecke, o segundo filho de imigrantes alemães de classe média foi uma criança prodígio. Nasceu em 1903, em Davenport, Iowa, cidade situada ao longo do rio Mississippi em cujas margens, quando adolescente, ia para ouvir as bandas vindas do sul. Seu pai era proprietário de uma madeireira e carvoaria e sua mãe, pianista. Dotado de um ouvido musical preciso, aos três anos de idade, começou a tocar melodias simples. Tocava de ouvido e aulas particulares semanais fizeram pouco para incutir a disciplina da leitura ao jovem talentoso, o que frustrava seu instrutor. Após a Primeira Guerra Mundial, seu irmão mais velho Charles trouxe vários 78 rpm gravados pela ‘Original Dixieland Jazz Band’ e Bix foi atraído pelo som do trompetista da banda, Nick LaRocca, e com uma corneta de um amigo aprendeu nota por nota. Mantendo esse seu estudo em segredo, ele continuou a tocar piano, e começou um pequeno grupo que tocava em bailes no ginásio da escola. Desiludido sobre o interesse de seu filho em uma forma de arte nada ‘respeitosa’ e com as baixas notas do ensino médio, Bismark e Agatha enviaram Bix para uma escola rigorosa localizada ao norte de Chicago onde ganhou reputação como pianista versátil na orquestra da escola.

bix beiderbecke 3 - The Wolverine Orchestra 1925
The Wolverine Orchestra (1924)

Em 1921, Bix Beiderbecke juntou forças com o saxofonista Samuel ‘Sid’ Stewart, e com o baterista Walter Ernest ‘Cy’ Welge, na formação da ‘Cy-Bix Orchestra’. Em 1922, partiu para New York para ouvir a ‘Original Dixieland Jazz Band’ e o seu mentor, o trompetista Nick LaRocca, que finalmente permitiu que Bix subisse ao palco com o grupo. Na primeira semana em New York viveu o caos de pegar táxis e trens para audições que nunca se materializaram. Sem emprego musical, Beiderbecke voltou para Davenport, onde seu pai exigiu que ele trabalhasse nos negócios da família. Cansado do seu trabalho, mais uma vez partiu para Chicago onde conseguiu trabalhar com a banda do saxofonista tenor Dale Skinner. Mas os membros da banda ficaram impressionados com a estranheza de estilo que acharam ‘indigesto’.

Jean Goldkette Orquestra    
Jean Goldkette Orquestra

De volta a Davenport, em 1923, recebeu uma oferta para se juntar a uma banda no Club Stockton, em Ohio. O limitado repertório incluía a música ‘Wolverine Blues’ de Jelly Roll Morton, que deu origem ao nome da banda, ‘The Wolverine Orchestra’ que teve impacto na cena musical. A crescente reputação da banda a levou a uma sessão de gravação no rótulo ‘Gennett’ lançando duas músicas da ‘Original Dixieland Jazz Band’, ‘Jazz Me Blues’ e ‘Fidgety Feet’. Em oposição à aceitação crítica de suas gravações, a banda não conseguiu atrair um grande número de seguidores. Em 1924, voltaram ao estúdio para a sua segunda gravação. No mesmo ano entrou para uma das mais talentosas e elegantes orquestras, a de Jean Goldkette, sendo descartado pelo engenheiro de som Eddie T. King que desdenhava o seu estilo.

Rhythm Jugglers 1924

Em uma sessão de gravação na ‘Gennett Records’ com a sua banda ‘Rhythm Jugglers’ dissolvida em 1925 e formada por Howdy Quicksell (banjo), Tom Gargano (bateria), Paul Mertz (piano), Don Murray (clarinete), Bix Beiderbecke (corneta) e Tommy Dorsey (trombone)

Em 1925, conduziu a sua própria banda, a ‘Rhythm Jugglers’, com Tommy Dorsey, Don Murray, e Paul Mertz, membros da orquestra de Jean Goldkette que foi dissolvida. Suas gravações inovadoras e influentes com as orquestras de Frankie Trumbauer e de Jean Goldkette o tornaram um músico procurado em Chicago e Nova York. Em 1927, Bix e Trumbauer, entraram para a banda de Adrian Rollini no New Club Yorker, New York. Beiderbecke, em seguida, mudou-se para a orquestra do bandleader Paul Whiteman, a banda mais popular e mais bem paga. Com Whiteman, os solos de Beiderbecke eram breves momentos de magia, por vezes, estranhos, ‘Sweet Sue’ é um exemplo perfeito. Para os seus seguidores cada nota que ele tocava era especial.

Beiderbecke teve problemas de saúde desde tenra idade e declinou ainda mais em sua vida adulta. Ele viajava incansavelmente, e consumia bebidas em excesso, muitas das quais de baixa qualidade devido a Lei Seca, como o gim produzido em banheiras com álcool importado ilegalmente. Como resultado, suas apresentações tornaram-se sofríveis e o seu estado de confusão mental era frequente. Paul Whiteman ficou tão frustrado com o seu comportamento que escreveu em uma partitura a nota ‘Wake up, Bix’. Em 1929, Paul o enviou de volta para a casa dos pais para se recuperar de um colapso causado pelo alcoolismo e problemas relacionados com o stress da turnê. Seu tratamento foi bem-sucedido, mas já era tarde. Bix tornou-se uma figura cada vez mais triste, e ao longo dos dois anos seguintes, quando ele estava bem o suficiente para viajar, a sua maneira de tocar nem sempre era a mesma. No final de 1931, fixou residência em New York, e foi lá que Bix Beiderbecke morreu sozinho com apenas 28 anos de idade. Um homem sensível e solitário, inquieto ele mudava de emprego constantemente. Impulsionado pela ambição artística, quando foi forçado a tocar em gravações comerciais tornou-se infeliz e bebia muito até que finalmente morreu.

paul whiteman orquestra 1929    paul whiteman
Paul Whiteman Orquestra (1929)

Embora a causa oficial da morte tenha sido pneumonia e edema cerebral, Beiderbecke morreu durante um estado extremo de embriaguez, o delirium tremens, uma condição potencialmente fatal, principalmente em pacientes debilitados como era o seu caso. O vício, frequentemente, o impedia de se apresentar e a sua morte precoce contribuíram para torná-lo uma das lendas românticas do início do jazz. Embora ele tenha morrido na obscuridade, Bix Beiderbecke tem sido aclamado como um dos primeiros importantes músicos brancos do jazz. Sendo retratado em livros e filmes como um modelo irresponsável da juventude dos loucos anos 20, os estudiosos passaram décadas a dissipar este mito em torno de Beiderbecke. Para o seu amigo e mentor Louis Armstrong, o seu coração estava nele o tempo todo quando tocava. Como artista autodidata, Bix Beiderbecke conseguiu, através do dom da afinação perfeita e inventiva e com sagacidade fundir elementos do mundo do jazz com as modernas idéias européias, uma visão criativa que antecederam o movimento do jazz moderno por duas décadas.

bix beiderbecke - singin' the blues


Em 2006 a ‘Primo Records’ lançou a coleção de 40 faixas intitulada ‘The Art of Bix Beiderbecke’ que cobre o período de tempo que se estende desde 20 de junho de 1924 a 21 de maio de 1930, sobre o trabalho precoce de Bix com a ‘The Wolverine Orchestra’ e ‘The Sioux City Six’; revisita suas colaborações com o saxofonista Frankie Trumbauer e como líder da ‘Bix and his Rhythm Jugglers’. Também está incluído as participações de Bix como membro da orquestra de Paul Whiteman em dois títulos: ‘Rockin' Chair’ e ‘Barnacle Bill the Sailor’ que acabou sendo a última sessão de Bix que já bastante doente e sentado em uma cadeira tocou a sua corneta ao lado do trompetista Bubber Miley, outro brilhante músico cuja vida e carreira foram devastadas pelo alcoolismo. Este grupo, liderado pelo vocalista Hoagy Carmichael também incluia o trombonista Tommy Dorsey, o clarinetista Benny Goodman, o saxofonista tenor Bud Freeman, o violinista Joe Venuti, o guitarrista Eddie Lang, o baterista Gene Krupa e em ‘Barnacle Bill the Sailor’ pelo rude cantor de country Carson Robison. ‘The Art of Bix Beiderbecke’ é um mistura vertiginosa de gravações de jazz clássico ao longo de um período de seis anos, uma excelente forma de ouvir os destaques do legado de Bix Beiderbecke.

the art of bix beiderbecke (2007)

The Art of Bix Beiderbecke (1924-1930)
CD 1
CD 2
parte I    parte II

Tracklist: CD 1
01. Singin' the Blues 02. Trumbology 03. Clarinet Marmalade 04. Riverboat Shuffle 05. I'm Coming Virginia 06. Way Down Yonder in New Orleans 07. Fidgety Feet 08. Jazz Me Blues 09. Copenhagen 10. Sensation 11. I'm Glad 12. Toddlin' Blues 13. Davenport Blues 14. In a Mist 15. For No Reason at All in C 16. Wringin' and Twistin' 17. Three Blind Mice 18. Humpty Dumpty 19. Krazy Kat 20. Baltimore

Tracklist: CD 2
01. At the Jazz Band Ball 02. Royal Garden Blues 03. Jazz Me Blues 04. Goose Pimples 05. Sorry 06. Clementine (From New Orleans) 07. Changes 08. There Ain't No Sweet Man That's Worth the Salf of My Tears 09. Lonely Melody 10. You Took Advantage of Me 11. Rockin' Chair 12. Barnacle Bill the Sailor 13. Mississippi Mud 14. Japanese Sandman 15. Cryin' All Day 16. Good Man Is Hard to Find 17. Since My Best Gal Turned Me Down 18. Somebody Stole My Gal 19. Rhythm King 20. Ol' Man River

bix beiderbecke - anthology (1993)

Anthology (1993)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist: CD 1
01. Fidgety Feet 02. Jazz Me Blues 03. Copenhagen 04. Riverboat Shuffle 05. Royal Garden Blues 06. Tiger Rag 07. Sensation 08. Tia Juana 09. I Didn't Know 10. Idolizing 11. Sunday 12. Hoosier Sweetheart 13. My Pretty Girl 14. Sunny Disposish 15. Blue River 16. Clementine 17. In A Mist 18. At The Jazz Band Ball 19. Ol' Man River 20. Rhythm King

Tracklist: CD 2
01. Clarinet Marmalade 02. Singin' The Blues 03. Ostrich Walk 04. Riverboat Shuffle 05. I'm Coming Virginia 06. Way Down Yonder In New Orleans 07. Three Blind Mice 08. Krazy Kat 09. Bless You Sister 10. Baby Won't You Please Come Home 11. Washboard Blues 12. Lonely Melody 13. Dardanella 14. My Melancholy Baby 15. Tain't So Baby, 'Tain't So 16. Gipsy 17. Sweet Sue 18. China Boy 19. Oh, Miss Hannah 20. From Monday On

Tracklist: CD 3
01. Oh Baby 02. Susie (Of The Islands) 03. I Need Some Pettin' 04. Lazy Daddy 05. Big Boy 06. Just One More Kiss 07. Proud Of A Baby Like You 08. I'm Looking Over A Four Leaf Clover 09. I'm Gonna Meet My Sweetie Now 10. Slow River 11. Goose Pimples 12. Sorry 13. Thou Swell 14. Louisiana 15. Humpty Dumpty 16. The Baltimore 17. Crying All Day 18. There'll Come A Time 19. Mississippi Mud 20. Borneo

born to swing

O termo ‘swing’, que significa balanço e oscilação, é utilizado no jazz de duas formas completamente diferentes. No sentido técnico, usualmente arranjado para grandes orquestras dançantes, caracterizado por uma batida menos acentuada que a do estilo tradicional, e menos complexo, rítmica e harmonicamente falando, do que o jazz moderno. No sentido histórico, o swing coincide com a era do swing, o período clássico do jazz, que começa nos primeiros anos após a grande depressão econômica dos anos 20 e os últimos da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente entre 1932 e 1943. Embora o swing só tenha caído no gosto popular com a ascensão de Benny Goodman em 1935, o estilo já existia há mais de uma década. O jazz nas suas formas iniciais enfatizava a improvisação espontânea, mas à medida que as bandas de dança se tornaram populares nos anos 20 e começaram a usar mais três ou quatro instrumentos de sopros, se tornou necessário que os arranjos fossem escritos para que a música pudesse estar organizada e coerente.

O swing remete também às músicas de big bands. Até 1924, as big bands tendiam a tocar arranjos que ficavam amarrados às melodias, oferecendo poucas surpresas e inibindo a espontaneidade e a criatividade dos melhores solistas. Em 1924, o jovem cornetista Louis Armstrong se juntou à orquestra de Fletcher Henderson. Seu timbre, adicionado ao uso dramático do espaço e ao seu senso de balanço impressionaram bastante o arranjador chefe da orquestra de Henderson, Don Redman, e esse momento pode ser datado como o início do swing. Outras importantes big bands da década foram a de: ‘Bennie Moten's Kansas City Orchestra’, que no meio da década de 30 se tornaria a de Count Basie; a de Jean Goldkette em 1927 que contava com os arranjos de Bill Challis e solos do cornetista Bix Beiderbecke e do saxofonista Frankie Trumbauer; a de Ben Pollack que serviu de aprendizado para Benny Goodman, Glenn Miller e para o trombonista Jack Teagarden e a de Paul Whiteman, que por volta de 1927 tinha se tornado na maior orquestra de jazz. Porém, a essa altura os arranjos eram sempre mais avançados para os solistas do que aqueles praticados no jazz de New Orleans. A mais importante big band do final dos anos 20 e aquela que se sucedeu à de Fletcher Henderson foi a de Duke Ellington. Com a crise de 1929 e o começo da depressão econômica, era de se esperar que as big bands se tornassem pouco viáveis economicamente, mas por ironia, ocorreu o contrário. (fonte: clube do jazz)

glenn millerbunny beriganearl hinesfletcher hendersonbenny goodman

Glenn Miller | Bunny Berigan | Earl Hines | Fletcher Henderson | Benny Goodman

Alton Glenn Miller (1904-1944) foi trombonista profissional na banda de Ben Pollack e bandleader na era do swing. Mais tarde transformou-se num organizador de orquestras, sobretudo das dos irmãos Dorsey, iniciada em 1934, e de Ray Noble, organizada em 1935. Depois de ter tentado infrutiferamente formar a sua própria orquestra em 1937, acabou por conseguir no ano seguinte. Ele foi um dos artistas de mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands. Durante a 2.ª Guerra Mundial, era capitão, sendo promovido mais tarde a major e a diretor da banda da força aérea do exército dos Estados Unidos na Europa. Ao voar da Inglaterra para Paris, desapareceu; os corpos dos ocupantes nem os destroços do avião jamais foram avistados.

Rowland Bernard ‘Bunny’ Berigan (1908-1942) foi trompetista que chegou à fama durante a era do swing, mas cujo virtuosismo e influência foram encurtados por uma batalha perdida com o alcoolismo, que terminou em sua morte prematura aos 33 anos. Sua clássica gravação de 1937, ‘I Cant Get Started’, com letra do então pouco conhecido Ira Gershwin e música de Vernon Duke foi introduzida no Hall da Fama do Grammy em 1975.

Earl Kenneth Hines (1903-1983) foi compositor, líder de bandas e um dos mais importantes pianistas da história do jazz. Em Chicago conheceu Louis Armstrong e, juntamente com Zutty Singleton, tocaram no ‘Sunset Café’. Em 1927, esta torna-se a banda de Louis Armstrong, e Hines o seu diretor. Armstrong percebe o estilo ‘avant garde’ de Hine ao tocar piano como um trompete, recorrendo ao uso de oitavas para que o seu piano pudesse ser mais facilmente ouvido. Em 1928, lidera a sua própria banda. Foi no clube de Al Capone, o ‘Grand Terrace Ballroom’, que estreou como líder de banda. Pela sua banda passaram Nat King Cole, que o substituía no piano, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie Parker. Liderou a sua banda até 1947, quando passou temporariamente a liderar a banda de Duke Ellington, enquanto este se encontrava doente. O tempo das grandes bandas e orquestras encontrava-se no fim.

James Fletcher Henderson Hamilton Jr. (1897-1952) foi pianista, bandleader, arranjador e compositor, importante no desenvolvimento das bigbands e do swing. Henderson, juntamente com Don Redman, estabeleceu a fórmula para a música swing. Foi o responsável por trazer Louis Armstrong de Chicago para Nova York. Em 1922 ele formou sua própria banda, que rapidamente se tornou conhecida como a melhor banda composta por afro-americanos em Nova York. Além de sua própria banda, ele arranjou para várias outras bandas, incluindo as de Teddy Hill, Isham Jones, e a mais famosa, a de Benny Goodman.

Benjamin David Goodman (1909-1986) foi clarinetista e bandleader conhecido como ‘O Rei do Swing’, ‘Patriarca da Clarineta’, ‘O Professor’ e ‘Mestre do Swing’. Na década de 30, Benny Goodman liderou um dos grupos musicais mais populares da América. Seu concerto de 1938 no Carnegie Hall em Nova York é descrito como o mais importante na história da música popular. Goodman lançou as carreiras de muitos grandes nomes do jazz, e durante a era de segregação ele foi um dos primeiros a integrar em sua banda músicos negros. Foi responsável por um passo significativo na integração racial na América. No início dos anos 30, músicos negros e brancos não podiam tocar juntos na maioria dos clubes ou concertos. Benny Goodman quebrou a tradição ao contratar o pianista negro Teddy Wilson e o baterista branco Gene Krupa para tocarem no Trio Benny Goodman. Goodman continuou a sua ascensão meteórica ao longo do final dos anos 30 com sua big band, o seu trio e quarteto e um sexteto. Por meados dos anos 40, no entanto, as grandes bandas perderam muito de sua popularidade. Leia +...


Tracklist
01. Glenn Miller - American Patrol
02. Glenn Miller - Pavanne
03. Glenn Miller - Pagan Love Song
04. Glenn Miller - Stardust
05. Glenn Miller - Keep 'Em Flying
06. Bunny Berigan - Frankie and Johnny
07. Bunny Berigan - Mahogany Hall Stomp
08. Bunny Berigan - I Can't Get Started
09. Bunny Berigan - Little Gate's Special
10. Earl Hines - Sweet Georgia Brown
11. Earl Hines - Bubbling Over
12. Earl Hines - Father Steps In
13. Earl Hines - Boogie Woogie on St Louis Blues
14. Earl Hines - Deep Forest
15. Fletcher Henderson - St Louis Shuffle
16. Fletcher Henderson - Hot and Anxious
17. Fletcher Henderson - Sugar Foot Stomp
18. Fletcher Henderson - Limehouse Blues
19. Fletcher Henderson - Christopher Columbus
20. Benny Goodman - Down South Camp Feeling
21. Benny Goodman - Life Goes to a Party
22. Benny Goodman - If Dreams Come True
23. Benny Goodman - Big John's Special
24. Benny Goodman - Solo Flight
25. Benny Goodman - A String of Pearls



bunny berigan - I can't get started


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Born to Swing
volume 1



jimmy dorseytommy dorseyerskine hawkinsstan kentoncount basie

Jimmy Dorsey | Tommy Dorsey | Erskine Hawkins | Jimmie Lunceford | Stan Kenton | Count Basie

James ‘Jimmy’ Dorsey (1904-1957) foi um proeminente clarinetista, saxofonista, trompetista, compositor e bandleader. Conhecido como ‘JD’ compôs os standards de jazz ‘I'm Glad There Is You’ e ‘It's The Dreamer In Me’. Irmão mais velho de Tommy Dorsey que também se tornou um músico de destaque, Jimmy Dorsey é considerado um dos mais importantes e influentes saxofonistas de bigband e da era swing. Charlie Parker o mencionou como um dos seus favoritos.

Thomas Francis ‘Tommy’ Dorsey (1905-1956) foi trombonista, trompetista, compositor e maestro. Embora esteja em segundo lugar em relação a Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller ou Harry James, foi o maestro mais popular da era do swing, que durou de 1935 a 1945. Apelidado de ‘o cavalheiro sentimental do swing’, sua banda foi formada por grandes músicos do jazz, arranjadores e cantores, incluindo Frank Sinatra. E foi o artista mais vendido da história da ‘RCA Victor Records’, uma das maiores gravadoras do mundo, até a chegada de Elvis Presley, o qual se apresentou nacionalmente pela primeira vez no programa de televisão que Tommy apresentava com seu irmão Jimmy. Sedado com pílulas para dormir após uma refeição pesada, engasgou-se acidentalmente e faleceu aos 51 anos. Seu irmão regeu a banda depois, vindo a falecer um ano mais tarde.

Erskine Hawkins Ramsay (1914-1993) foi trompetista e bandleader de Birmingham, Alabama. No auge de sua popularidade durante a época dourada do swing, a maestria com que tocava o trompete lhe rendeu o apelido de ‘A Twentieth Century Gabriel’. O grupo de músicos que compunham sua orquestra produziu algumas das melhores e mais influentes músicas da era das big bands e sua popularidade se aproximou a das bandas lideradas por gigantes como Duke Ellington e Count Basie. Compositor do standart ‘Tuxedo Junction’ com o saxofonista e arranjador Bill Johnson, a canção se tornou um hit popular durante a Segunda Guerra Mundial na versão da ‘Glenn Miller Orchestra’.

James Melvin ‘Jimmie’ Lunceford (1902-1947) foi saxofonista e líder de banda. Bacharel em artes enquanto lecionava organizou uma banda de estudantes, a ‘Chickasaw Syncopators’, que depois teve seu nome alterado para ‘Jimmie Lunceford Orchestra’. A orquestra fez sua primeira gravação em 1930 e aceitou um convite para tocar no nightclub ‘The Cotton Club’ do Harlem, em 1933, que já apresentava Duke Ellington e Cab Calloway. A orquestra de Lunceford, com sua fina musicalidade e humor em sua música e letras, tornou-se a banda do clube, e a sua reputação começou a crescer rapidamente. Em 1947, Jimmie Lunceford entrou em choque e morreu de parada cardiorrespiratória durante uma sessão de autógrafos. Rumores circularam de que fora envenenado por um dono de restaurante revoltado por ter servido a um negro.

Stanley Newcomb Kenton (1911-1979) foi pianista, compositor e arranjador que liderou uma inovadora, controversa e muito influente orquestra de jazz. Kenton tocou nos anos 30 em algumas bandas, mas sua vocação natural sempre foi para bandleader. Formou sua primeira orquestra em 1941. Competente como pianista foi muito mais importante para seus companheiros, um deles o violonista brasileiro Laurindo Almeida, como arranjador. É considerado uma das influências da Bossa Nova, por seu modo suave de tocar. Nos anos seguintes, ele foi muito ativo como educador.

William ‘Count’ Basie (1904-1984) foi pianista, organista, compositor e bandleader. Foi autor das clássicas ‘One O'clock Jump’, ‘April in Paris’ e ‘Jumpin' at the Woodside’ executadas, com primor, respectivamente, por Duke Ellington e Benny Goodman, e suas orquestras. Chamado de ‘Count’ (conde), considerando-se a sua importância entre os grandes mestres da era swing assim como Benny Goodman (rei), Duke Ellington (duque), Lester Young (presidente) e Billie Holliday (lady). Basie levou sua orquestra de jazz quase continuamente por quase 50 anos. Muitos músicos notáveis ganharam destaque sob a sua direção, incluindo o saxofonista tenor Lester Young. Basie morreu de câncer no pâncreas com 79 anos.


Tracklist
01. Jimmy Dorsey - Don't Be That Way
02. Jimmy Dorsey - John Silver
03. Jimmy Dorsey - Major and Minor Stomp
04. Jimmy Dorsey - Turn Right
05. Tommy Dorsey - I'm Getting Sentimental Over You
06. Tommy Dorsey - Melody in F
07. Tommy Dorsey - Song of India
08. Tommy Dorsey - Boogie Woogie
09. Tommy Dorsey - Quiet Please
10. Erskine Hawkins - Gin Mill Special
11. Erskine Hawkins - Tuxedo Junction
12. Erskine Hawkins - After Hours
13. Jimmie Lunceford - Rhythm is Our Business
14. Jimmie Lunceford - T'ain't What You Do
15. Jimmie Lunceford - Uptown Blues
16. Jimmie Lunceford - Lunceford Special
17. Stan Kenton - Taboo
18. Stan Kenton - Adios
19. Stan Kenton - El Choclo
20. Count Basie - One o' Clock Jump
21. Count Basie - Blue and Sentimental
22. Count Basie - Jumpin' at the Woodside
23. Count Basie - Clap Hands, Here Comes Charlie
24. Count Basie - Rockin' the Blues
25. Count Basie - Red Bank Boogie



erskine hawkins - tuxedo junction


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Born to Swing
volume 2



cab calloway lucky millinder gene krupaharry james
bob crosbychick webblionel hampton

Cab Calloway | Lucky Millinder | Gene Krupa | Harry James | Bob Crosby | Chick Webb | Lionel Hampton

Cabell ‘Cab’ Calloway III (1907-1994) foi cantor e líder de banda nasceu em uma família de classe média de New York. Em 1931, gravou a famosa ‘Minnie the Moocher’ que mais tarde apareceu no famoso desenho da Betty Boop, assim como as músicas ‘St James Infirmary Blues’ e ‘The Old Man of the Mountain’. Calloway tinha um estilo enérgico de cantar e liderou uma das mais famosas bigbands dos Estados Unidos, no começo de 1930 até o final de 1940. A orquestra de Calloway contava com instrumentistas que incluiam o trompetista Dizzy Gillespie, o saxofonista Ben Webster, o violonista Danny Baker, e o baixista Milt Hilton. Participou de vários filmes, onde mostrou ser um ótimo ator como também um excelente dançarino, misturando elementos de sapateado com passos de dança de rua popularizada somente nos anos 70.

Lucius Venable ‘Lucky’ Millinder (1910-1966) foi um bandleader de rhythm and blues e swing. Embora não soubesse ler e nem escrever música, não tocar nenhum instrumento e raramente cantar, seu carisma e bom gosto musical fez sucesso com a sua banda, a maior a tocar rhythm and blues, e deu oportunidade a uma série de músicos influentes no alvorecer da era do rock and roll. Em 1953 estava trabalhando como DJ, e continuava em turnês com a sua banda, mas seu estilo estava começando a decair. Em 1954 assumiu a liderança da banda do 'Apollo Theater'. Em 1955 tornou-se editor de música e relações públicas de uma destilaria de uísque até morrer de uma doença do fígado.

Gene Krupa (1909-1973) foi influente baterista de jazz e compositor, famoso por seu estilo enérgico e extravagante. Foi professor de Peter Criss, ex-baterista do ‘Kiss’. Em 1933, pela primeira vez tocou com Benny Goodman, o primeiro grupo integrado nos Estados Unidos. Em seu hit ‘Sing, Sing, Sing’ foram gravados os primeiros solos de bateria. Em 1938, tocou com a orquestra de Goodman no famoso 'Carnegie Hall Concert Jazz'. Depois de uma briga pública com Goodman fundou a sua própria banda e teve vários hits com a cantora Anita O'Day e o trompetista Roy Eldridge. Muitos consideram Krupa como um dos mais influentes bateristas do século 20, particularmente em relação ao desenvolvimento do kit de bateria, um conjunto de outros instrumentos dispostos para serem tocados convenientemente por um único baterista.

Harry Haag James (1916-1983) foi maestro e um dos trompetistas mais populares da era das big bands. Filho de artistas circenses, quando tinha doze anos, passou a reger uma das bandas do circo. Em 1936, tornou-se membro da orquestra de Benny Goodman onde se juntou com os trompetistas Ziggy Elman e Chris Griffin para formar o ‘powerhouse trio’, um das sessões de trompete mais célebres da história do jazz. James era o solista principal e ficou famoso com seus solos nas canções ‘Ridin' High’, ‘Sing, Sing, Sing’ e ‘One o'Clock Jump’.

George Robert ‘Bob’ Crosby (1913-1993) foi bandleader e vocalista, mais conhecido por seu grupo de ‘Bob-Cats’, especializado em jazz Dixieland ou Jazz Tradicional, um subgênero criado em Nova Orleans, foi o último estilo que surgiu da mistura da música africana e européia depois de 1900. Bob Crosby começou a cantar no início dos anos 30 e participou de várias bandas inclusive dos irmãos Dorsey. E liderou a sua primeira banda em 1935, quando os ex-membros da banda de Ben Pollack o elegeram como líder titular.

William Henry Webb (1905-1939), mais conhecido como Chick Webb foi cantor, baterista e bandleader. Com 17 anos ele se mudou para New York City e com 21 estava conduzindo sua própria banda no Harlem. Em 1931, a banda tornou-se a banda da casa no ‘Savoy Ballroom’, um local de dança popular dos anos 20 onde brancos e negros dançavam juntos ao contrário da política do Cotton Club que apenas admitia brancos. No ‘Savoy Ballroom’ a banda de Webb competia com outras bandas de topo como a Orquestra de Benny Goodman ou a Count Basie Orchestra, mas ao final das batalhas os que dançavam preferiam a banda de Chick Webb que consideravam a melhor.

Lionel Leo Hampton (1908-2002), considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Hampton se juntou ao ‘Benny Goodman Trio’ formado por Goodman, Wilson Teddy e Gene Krupa expandindo-a para a ‘Benny Goodman Quartet’. Em 1940 deixou o grupo para formar a sua própria big band tornando-se popular durante os anos 40 e início dos anos 50 quando teve um forte interesse pelo judaísmo e arrecadou dinheiro para Israel. Em 1953 compôs a suíte ‘King David’. Mais tarde tornou-se membro da ‘Christian Science’.


Tracklist
01. Cab Calloway - Minnie the Moocher
02. Cab Calloway - Come On With the Come On
03. Cab Calloway - Jonah Joins the Cab
04. Lucky Millinder - Trouble in Mind
05. Lucky Millinder - Apollo Jump
06. Lucky Millinder - Mason Flyer
07. Lucky Millinder - Shipyard Social Function
08. Gene Krupa - Drummin' Man
09. Gene Krupa - Let Me Off Uptown
10. Gene Krupa - After You've Gone
11. Gene Krupa - Rockin' Chair
12. Harry James - Back Beat Boogie
13. Harry James - Flight of the Bumble Bee
14. Harry James - Trumpet Blues and Cantabile
15. Bob Crosby - South Rampart Street Parade
16. Bob Crosby - I'm Prayin' Humble
17. Bob Crosby - Boogie Woogie Maxixe
18. Bob Crosby - Sugar Foot Stomp
19. Chick Webb - Stomping at the Savoy
20. Chick Webb - Don't Be That Way
21. Chick Webb - Liza (All The Clouds Roll Away)
22. Chick Webb - Undecided / Chick Webb
23. Lionel Hampton - Flying Home
24. Lionel Hampton - Flying Home No. 2
25. Lionel Hampton - Hamp's Boogie Woogie



cab calloway - minnie the moocher


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Born to Swing
volume 3



artie shawles brownwoody herman fats wallercharlie barnetduke ellington

Artie Shaw | Les Brown | Woody Herman | Fats Waller | Charlie Barnet | Duke Ellington

Arnold Jacob Arshawsky (1910-2004) conhecido como Artie Shaw foi clarinetista, compositor e bandleader. Famoso por clássicos como ‘Begin the Beguine‘, versão de Cole Porter gravada em 1938 e uma das gravações de definição da época e ‘Oh, Lady Be Good’. Em 1940, Shaw participou do filme ‘Second Chorus’, estrelado por Fred Astaire e Paulette Goddard, no papel dele mesmo, e recebeu duas indicações ao Oscar pela Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção (Love of My Life). Ele também foi autor de livros de ficção e não-ficção. Shaw foi um dos mais populares líderes de big bands dos anos 30 e 40. Musicalmente inquieto também foi um dos primeiros defensores da Third Stream, termo cunhado em 1957 pelo compositor Gunther Schuller para descrever um gênero musical que é a síntese de música clássica e jazz. Artie Shaw também algumas sessões com pequenos grupos que flertaram com be-bop antes de se aposentar da música em 1954.

Les Brown Sr. (1912-2001) foi líder de big band e compositor, mais conhecido por suas quase sete décadas de trabalho com o grupo ‘Les Brown and His Band of Renown’. Em 1945, a banda foi destaque com Doris Day e a gravação de ‘Sentimental Journey‘. O lançamento da canção coincidiu com o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e se tornou tema oficial do regresso para casa para muitos veteranos.

Woodrow Charles Herman (1913-1987), conhecido como Woody Herman, foi clarinetista, saxofonista, cantor e bandleader. Liderando vários grupos chamados de ‘The Herd’, Herman foi um dos mais populares das décadas de 30 e 40. A sua primeira banda tornou-se conhecida por suas orquestrações de blues e às vezes era anunciada como ‘The Band That Plays The Blues’. Junto com a grande aclamação por suas apresentações de jazz e blues, Woody Herman encomendou uma série de composições clássicas para o compositor russo Igor Stravinsky, entre elas ‘Ebony Concerto’ para solo de clarinete. Ao longo da história do jazz, sempre houve músicos que procuraram combiná-lo com música clássica. ‘Ebony Concerto’ foi tocada ao vivo pela banda de Herman em 1946 no ‘Carnegie Hall’. Apesar do sucesso no ‘Carnegie Hall’ e outros triunfos, Herman foi obrigado a dissolver a orquestra em 1946, no auge de seu sucesso para passar mais tempo com a sua esposa com crescentes problemas com alcoolismo e dependência de comprimidos. Herman voltou em 1947 e continuou a se apresentar até 1980, após a morte de sua esposa e com sua saúde em declínio.

Thomas Wright Waller (1904-1943) mais conhecido como Fats Waller, foi pianista, organista, compositor e comediante. Foi um dos mais populares artistas de sua época, com sucesso comercial e de crítica, em seu país e na Europa. Ele era um talentoso pianista e mestre do stride piano. Leia +...

Charles Daly Barnet (1913-1991) foi saxofonista, compositor e bandleader. Embora tenha começado a sua carreira em 1933, estava no auge de sua popularidade entre 1939 e 1941, período em que gravou a sua versão do hit ‘Cherokee’. Admirador declarado de Count Basie e Duke Ellington que gravou a sua composição ‘In a Mizz’. Em 1949 ele se aposentou, aparentemente porque tinha perdido o interesse pela música e era um dos poucos herdeiros de uma família muito rica. Ocasionalmente voltou para breves apresentações, nunca em tempo integral. Em 1964, Barnet organizou uma festa privada para o seu herói musical, Duke Ellington e orquestra. Barnet morreu de complicações da doença de Alzheimer e pneumonia.

Edward Kennedy ‘Duke’ Ellington (1899-1974) foi compositor, pianista e líder de orquestra eternizado com a alcunha de ‘The Duke’. A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 20 até à de 60. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, e muitos permaneceram ao lado dele durante décadas. Seu primeiro emprego, no entanto, não foi na música. Sua grande paixão antes do piano foi o baseball, e para poder ver seus ídolos, arrumou um emprego de vendedor de amendoim. Leia +...


Tracklist
01. Artie Shaw - Begin the Beguine
02. Artie Shaw - Nightmare
03. Artie Shaw - Non-Stop Flight
04. Artie Shaw - One Foot in the Groove
05. Les Brown - Bizet Has His Day
06. Les Brown - Twilight Time
07. Les Brown - Leap Frog
08. Woody Herman - At The Woodchopper's Ball
09. Woody Herman - Blue Flame
10. Woody Herman - Hot Chestnuts
11. Woody Herman - Ingie Speaks
12. Fats Waller - I Got Rhythm
13. Fats Waller - Skrontch
14. Fats Waller - The Sheikh of Araby
15. Fats Waller - Chant of the Groove
16. Charlie Barnet - Echoes of Harlem
17. Charlie Barnet - The Moose
18. Charlie Barnet - Drop Me Off in Harlem
19. Charlie Barnet - Skyliner
20. Duke Ellington - Mood Indigo
21. Duke Ellington - It Don't Mean a Thing
22. Duke Ellington - Solitude
23. Duke Ellington - The Sergeant was Shy
24. Duke Ellington - Take the 'A' Train
25. Duke Ellington - Things Ain't What They Used to Be



artie shaw - begin the beguine


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Born to Swing
volume 4



ABC of the blues 39: bessie smith

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bessie smithBessie Smith (1894-1937) considerada por muitos como a maior cantora de blues de todos os tempos, nasceu na pobreza. Órfã aos oito anos ficou sob os cuidados de sua irmã mais velha, Viola. Na mesma época, Bessie começou a cantar na rua acompanhada de um irmão. Em 1912 foi aceita, como dançarina, no grupo de Gertrude ‘Ma’ Rainey que a orientou a adotar o seu estilo de cantar blues rural. Smith e Rainey continuaram amigas ao longo da vida. Tornando-se cantora, Smith passou uma década viajando com grupos itinerantes afro-americanos que se apresentavam principalmente em shows para um público negro. Seu estilo agressivo de cantar logo atraiu à atenção e durante esse período ela se casou com Earl Love em 1920, que morreu dois anos depois. Bessie Smith fez várias tentativas frustradas de gravar antes de assinar contrato com a ‘Columbia Records’ em 1923. Seu primeiro disco, ‘Down-hearted Blues’, vendeu milhares de cópias em apenas seis meses. Nos anos seguintes tornou-se a cantora negra que mais vendia o que salvou a gravadora da falência. Pouco antes de sua carreira musical decolar, casou com Jack Gee, um vigia noturno. Um relacionamento violento que muitas vezes terminava em surras. Anunciada como a imperatriz do blues, Bessie começou a usar roupas extravagantes, enquanto cantava canções, algumas das quais ela mesma escreveu, sobre a solidão, o desespero e sexo.

Em 1928, ela foi contratada para aparecer no musical ‘Pansy’, da Broadway, que apesar de fundamental para ela, foi arrasado pelos críticos. A convite do compositor WC Handy, ela também foi destaque em um filme de 17 minutos em que atuou com a sua canção de maior sucesso, ‘St. Louis Blues’. Enquanto sua vida profissional continuava a prosperar, o casamento desmoronava. Ela se separou de Gee, em 1930, depois que descobriu que ele a tinha roubado para financiar um programa para a amante. Com o início da grande depressão, a carreira de Smith, também começou a vacilar. A crise econômica deixou a indústria fonográfica em ruínas, enquanto as apresentações ao vivo foram substituídas pelo rádio, e o blues foi perdendo muito de sua audiência. Bessie saiu da ‘Columbia Records’, e retornou aos grupos que cruzavam o país, embora ela tenha se apresentado também no ‘Cotton Club’ de Nova York e no Teatro Apollo. Em 1933, o entusiasta do jazz, John Hammond convidou Bessi para gravar algumas músicas novas, destinadas ao mercado europeu. Embora ela tentasse atualizar sua música através da experimentação do swing, as gravações fizeram pouco sucesso. No outono de 1937, após um show em Memphis, Tennessee, ela e seu amante Richard Morgan partiram no meio da noite e na estrada escura, Morgan bateu em um caminhão. Morgan saiu ileso, mas o corpo de Smith foi esmagado. Um médico branco parou e deu a Bessie Smith atendimento de emergência, enquanto se aguardava por uma ambulância. Levada ao hospital em poucas horas Bessie morreu de seus ferimentos.

Com a sua morte repentina, um mito cresceu em torno de suas circunstâncias. Diz-se que ela foi levada a um hospital para pacientes brancos e sua admissão foi negada por causa da cor de sua pele, e em seguida transportada para outro hospital, não resistindo ao tempo transcorrido sem atendimento. Ironicamente, a morte de Smith teve mais cobertura da mídia branca do que sua carreira teve. A história mítica de sua morte, também foi popularizada na peça ‘The Death of Bessie Smith’ de 1960, do escritor Edward Albee, e vencedora do prêmio Pulitzer. Embora a vida de Bessie Smith tivesse um fim abrupto e trágico, a sua música continuou a influenciar artistas tão diversos como Billie Holiday, Mahalia Jackson, Ella Fitzgerald e Janis Joplin. Em 1970, Joplin, como tributo financiou um túmulo para Bessie anteriormente enterrada em uma cova anônima em Sharon Hill, na Pensilvânia. Na lápide se lê: “A maior cantora de blues do mundo nunca vai parar de cantar’. A canção ‘Down hearted Blues’ foi incluída pela ‘National Recording Preservation Board’ no ‘Registro Nacional de Gravações’ da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em 2002. Leia +...


Tracklist
01 Bessie Smith - Down Hearted Blues
02 Bessie Smith - Gulf Coast Blues
03 Bessie Smith - Oh Daddy Blues
04 Bessie Smith - Baby Won't You Please Come Home
05 Bessie Smith - Aggravation Papa
06 Bessie Smith - Beale Street Mama
07 Bessie Smith - Keeps On A-Rainin' (Papa, He Can't Make No Time)
08 Bessie Smith - Taint Nobody's Bizness If I Do
09 Bessie Smith - Mama's Got the Blues
10 Bessie Smith - Outside of That
11 Bessie Smith - Lady Luck Blues
12 Bessie Smith - Yodling Blues
13 Bessie Smith - Bleeding Hearted Blues
14 Bessie Smith - Midnight Blues
15 Bessie Smith - If You Don't, I Know Who Will
16 Bessie Smith - Nobody in Town Can Bake a Sweet Jelly Roll Like Mine
17 Bessie Smith - Jaul House Blues
18 Bessie Smith - Sam Jones Blues
19 Bessie Smith - Cemetery Blues
20 Bessie Smith - Graveyard Dream Blues



ABC of the blues volume 39

parte I    parte II



ABC of the blues 40: huey 'piano' smith & frankie lee sims

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huey 'piano' smithHuey ‘Piano’ Smith (1934) foi importante na tradição do piano de New Orleans, Louisiana, seguindo os passos do Professor Longhair e Fats Domino para tomar seu lugar entre a elite da 'Crescent City', um dos apelidos para New Orleans, no gênero rhythm and blues que se originou na década de 40. Huey, no auge da sua carreira, sintetizou o R&B de New Orleans na sua forma mais divertida e irônica, como apresentada em sua clássica composição ‘Rockin' Pneumonia and the Boogie Woogie Flu’. Huey Smith nasceu em New Orleans, e escreveu sua primeira canção ‘Boogie Street Roberson’, nome da rua onde morava, quando tinha apenas oito anos, e tocou a melodia para um amigo. Com quinze anos começou a tocar em clubes com seu parceiro Eddie Jones, que ganhou fama como Guitar Slim. Aos dezoito anos assinou contrato com a ‘Savoy Records’, que lançou seu primeiro conhecido single, ‘You Made Me Cry’. No alvorecer dos anos 50, Smith apoiou os guitarristas Earl King e Guitar Slim, também nativos de New Orleans, e rapidamente se tornou um pianista popular, participando de gravações da nata do R&B como Smiley Lewis e Lloyd Price. Duas das sessões resultaram nos sucessos ‘Those Lonely Lonely Nights’ com Earl King e ‘I Hear You Knocking’ com Smiley Lewis. Aos 21 anos se tornou o pianista da primeira banda de Little Richard gravando para a ‘Specialty Records’.

Em 1957, formou o ‘'Huey 'Piano' Smith and the Clowns' com o vocalista imitador de voz feminina Bobby Marchan, e assinou um contrato de longo prazo com o produtor Johnny Vincent da ‘Ace Records’ e ‘Rockin' Pneumonia and the Boogie Woogie Flu’ tornou-se um hit e um clássico do rock apesar do boicote dos programadores brancos das rádios. No ano seguinte, Smith teve seus maiores sucessos ‘Don't You Just Know It’ e ‘High Blood Pressure’ nas paradas. Bobby Marchan deixou o grupo, depois do ‘There Is Something on Your Mind’ em 1960, e foi substituído pela cantora Gerry Hall e o vocalista masculino Curley Moore. Smith mudou brevemente para outra a gravadora ‘Imperial’, mas logo voltou para 'Ace' para um último single em 1962, ‘Pop Eye’ e excursionou durante a década não só com ‘The Clowns’, mas também com o grupo alternativo ‘The Hueys and the Pitter Pats’. Incapaz de retornar às paradas de sucesso, ele finalmente foi convertido para a seita Testemunhas de Jeová e deixou a música para sempre.

frankie lee simsFrankie Lee Sims (1917-1970) foi um membro leal do tradicional blues do Texas do final dos anos 40 e início dos anos 50, um guitarrista que desenvolveu um estilo todo próprio de tocar guitarra que aprendeu quando tinha 12 anos de idade com o guitarrista Little Hat Jones, quando deixou a sua terra natal, Nova Orleans e foi para o Texas. No final de 1941, se alistou como fuzileiro naval. Após a Segunda Guerra Mundial acabou tocando em salões de danças e clubes ao redor de Dallas quando cruzou com T-Bone Walker e Smokey Hogg. Seu primeiro disco foi gravado em 1948 e lançou nove singles durante sua carreira, um dos quais ‘Lucy Mae Blues’ de 1953 foi um sucesso regional. Dois álbuns de compilação de sua obra foram lançados postumamente. Ele era sobrinho do cantor de blues Alger ‘Texas’ Alexander e primo do guitarrista texano Lightnin’ Hopkins e se apresentou, além deles, com vários outros músicos de blues de destaque, incluindo T-Bone Walker, Curtis King e Albert Collins. Em 1957 gravou várias músicas, incluindo as clássicas ‘Walking with Frankie’ e ‘She Likes to Boogie Real Low’. No início de 1960 seu primo Lightnin’ Hopkins reavivou a carreira com folk-blues, mas Sims desapareceu na obscuridade. Em 1969, o historiador de blues Chris Strachwitz convidou Sims para gravar em sua etiqueta ‘Arhoolie’, mas o guitarrista morreu logo depois em Dallas com 53 anos de idade. A causa da morte foi pneumonia causada por sua saúde precária devido à bebida. Junto com Lightnin’ Hopkins e Lil' Son Jackson, Frankie Lee Sims é considerado como um dos grandes nomes do blues country do pós-guerra do Texas.


Tracklist
01. Huey 'Piano' Smith - Rockin' Pneumonia...
02. Huey 'Piano' Smith - Little Chickee Wah Wah
03. Huey 'Piano' Smith - Hush Your Mouth
04. Huey 'Piano' Smith - Don't You Know Yockomo
05. Huey 'Piano' Smith - Havin' a Good Time
06. Huey 'Piano' Smith - Beatnik Blues
07. Huey 'Piano' Smith - Well I'll Be John Brown
08. Huey 'Piano' Smith - Everybody's Wailin'
09. Huey 'Piano' Smith - Mean Mean Mean
10. Huey 'Piano' Smith - Little Liza Jane
11. Frankie Lee Sims - Lucy Mae Blues
12. Frankie Lee Sims - Long Gone
13. Frankie Lee Sims - Jelly Roll Baker
14. Frankie Lee Sims - I Done Talked and I Done Talked
15. Frankie Lee Sims - Cryin' Won't Help You
16. Frankie Lee Sims - Don't Take It Out on Me
17. Frankie Lee Sims - Raggedy and Dirty
18. Frankie Lee Sims - Frankie's Blues
19. Frankie Lee Sims - Married Woman
20. Frankie Lee Sims - Lucy Mae Blues Pt. 2



ABC of the blues volume 40

parte I    parte II



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