the who

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the who‘The Who’ foi uma das grandes bandas de rock dos anos 60 e 70. Comparada com muitas outras bandas contemporâneas na cena do rock britânico dos anos 60, ‘The Who’ teve vantagem sobre as outras graças ao carisma palpável dos integrantes no palco e às narrativas temáticas em suas músicas. Em seus anos de glória o grupo britânico era composto pelo guitarrista Pete Townshend (1945) e principal compositor tendo escrito mais de cem canções espalhadas pelos onze álbuns de estúdio do grupo, incluindo trabalhos conceituais e óperas-rock como ‘Tommy’ e ‘Quadrophenia’; o vocalista Roger Daltrey (1944) que além de seu trabalho com o grupo obteve grande êxito como artista solo e ator, participando de diversos filmes, peças de teatro e séries de televisão; o baixista John Entwistle (1944 - 2002) considerado o maior baixista da história do rock influenciou várias gerações de baixistas, sua morte foi devido a um ataque cardíaco provocado por overdose de cocaína; e o baterista Keith Moon (1946 - 1978) que ganhou prestígio por seu estilo inovador e exuberante na bateria, e notoriedade por seu comportamento excêntrico e por vezes destrutivo, o que lhe rendeu o apelido de ‘Moon the Loon’, citado como um dos maiores bateristas de rock’n’roll de todos os tempos morreu dormindo, em consequência de uma overdose do medicamento que ele estava usando em seu tratamento contra o alcoolismo. Por coincidência, ele morreu no mesmo apartamento onde ‘Mama Cass’ Elliot, membro do grupo pop hippie ‘The Mamas & The Papas’, morreu em 1974.

the who     the who

Townshend e Entwistle conheceram-se enquanto estudavam em Londres. No início da adolescência, eles tocaram em uma banda de jazz tradicional (dixieland) com Entwistle tocando trompete e Townshend tocando banjo. Até o início dos anos 60, a dupla tinha formado uma banda de rock’n’roll, mas Entwistle partiu em 1962 para tocar hard rock no ‘Detours’ com um metalúrgico chamado Roger Daltrey na guitarra e trombone. Logo depois Townshend se juntou como guitarrista e Daltrey tornou-se vocalista após Colin Dawson deixar a banda. O som do grupo evoluiu rapidamente especialmente influenciado por James Brown, Booker T. & The MG's, e Eddie Cochran e também pela banda de rock britânica ‘Johnny Kidd & The Pirates’. Com os ‘Beatles’ nas paradas, era preciso algo melhor e mais surpreendente que o nome ‘Detours’. O baterista Doug Sandom, bem mais velho que o outros, se casou e em seu lugar foi chamado Keith Moon e logo a banda tornou-se regular no Marquee Club, em Londres.

A banda ganhou destaque com a guitarra de Pete Townshend e quando este começou a escrever suas próprias canções, com uma perspectiva decididamente individual com os tradicionais temas sobre a angústia adolescente e sua crise de identidade. Antes de se transformar em uma banda protopunk rebelde famosa por quebrar seus instrumentos no final de suas apresentações ao vivo, sob a orientação do empresário Peter Meaden, a banda mudou seu nome para ‘High Numbers’ e mudou também a sua aparência e estilo e lançou o single ‘I'm The Face’.

the who
E nesse início, o grupo era parte do movimento ‘Mod’ (de modernista), uma subcultura cujos elementos significativos eram a moda, com ternos feitos sob medida, a música que incluía o blues norte-americano, o ska jamaicano, a britânica beat music e r&b. Para o transporte muitos ‘mods’ utilizavam as scooters italianas Vespas e Lambrettas. E as anfetaminas eram utilizadas toda a noite em clubes de dança. O grupo finalmente encontrou a fama quando mudou seu nome para ‘The Who’ e Pete Townshend destruiu a guitarra no palco o que, realmente, atraiu a atenção dos ‘mods’, bem como a dos críticos do rock. Embora os Beatles vestiam-se como ‘mod’ em seus primeiros anos, a sua música não era popular entre os ‘mods’, que tendiam preferir bandas como 'Small Faces', 'The Kinks', 'The Yardbirds' e especialmente 'The Who'. Este período é resumido pela música ‘My Generation’, de 1965, uma canção que se tornou um sucesso e uma de suas canções mais reconhecíveis. O elemento mais marcante da música é a letra, considerada como uma declaração de maior rebeldia juvenil na história do rock expressa na frase ‘Hope I die before I get old’.

Com uma proposta diferente Townshend levou o grupo para um território novo e logo foi considerado um dos melhores compositores britânicos de sua época, rivalizando com John Lennon e Paul McCartney dos ‘Beatles’ e Mick Jagger e Keith Richards, dos ‘Rolling Stones’. Tendo conquistado a fama ao lado dos ‘Beatles’ e dos ‘Rolling Stones’ e tocando em Woodstock em 1969, ‘The Who’ tinha um vocalista que se apresentava sem camisa, Townshend era pura energia na guitarra, Moon se tornou um dos grandes do rock’n’roll, famoso fora do palco por suas excentricidades até sua morte súbita aos 32 anos e o baixista Entwistle, a âncora do grupo, imperturbável diante dos saltos e piruetas de Townshend. E Townshend continuamente empurrava a banda para um território mais ambicioso, no qual Roger Daltrey e especialmente John Entwistle, não estavam sempre dispostos a segui-lo em suas explorações musicais, especialmente após o sucesso de sua primeira ópera rock, Tommy. Em vez disso, eles queriam manter suas raízes do hard rock em vez de suites e canções vulneráveis.

the whoCom a ajuda dos novos gestores Kit Lambert e Chris Stamp, a banda cimentou a sua reputação crescente nos Estados Unidos. No entanto, foi Kit Lambert, que apontou o caminho para o futuro do grupo, em 1966, quando sugeriu que Pete escrevesse uma ópera-rock. O resultado final foi ‘Tommy’, que conta a vida conturbada de um garoto surdo, mudo e cego, que se torna o líder de um movimento messiânico e ícone espiritual. O sucesso de ‘Tommy’ fez de ‘The Who’ astros do rock mundial. E após uma série de produções para o teatro Townshend e o grupo juntou forças com o diretor Ken Russell para levar a ópera-rock para a tela grande. Roger Daltrey foi escalado para o papel-título e o elenco de apoio foi uma mistura ímpar de estrelas de cinema: Ann-Margret, Oliver Reed e Jack Nicholson. E estrelas da música pop: Elton John, Tina Turner e Eric Clapton. Em 1973 o ‘The Who’ retornou com ‘Quadrophenia’, uma obra narrativa impressionante sobre a crise emocional de um jovem ‘mod’ com uma personalidade dividida chamado Jimmy. Neste caso, a narrativa do álbum foi adaptado para um drama realista e nenhum dos membros da banda apareceu no filme.

the who - The Kids Are AlrightEnquanto ‘Quadrophenia’ estava em produção, o cineasta Jeff Stein lançou o documentário ‘The Kids Are Alright’, uma celebração magnífica da história da banda, que apresenta imagens de valor inestimável dos seus notáveis espetáculos ao vivo. Infelizmente, no momento em que o documentário e a ópera-rock chegaram aos cinemas, o baterista Keith Moon morreu, o grupo seguiu em frente por um tempo com o percussionista Kenny Jones, mas parecia ter perdido o entusiasmo para projetos de cinema. Como membros individuais, Roger Daltrey acumulou um número de créditos como ator e Pete Townshend atuou como produtor executivo do filme de animação ‘The Iron Giant’, que foi baseado no livro infantil de Ted Hughes, que Townshend anteriormente utilizou como base para seu álbum ‘The Iron Man’.

Poucas bandas na história do rock foram tão repletas de tantas contradições. Todos os quatro membros tinham personalidades muito diferentes, como demonstradas nas intensas apresentações ao vivo. O grupo foi um turbilhão com personalidades divergentes que freqüentemente se chocavam, mas estes atritos também resultaram em uma década de música notável rivalizando com os ‘Rolling Stones’. A banda continuou após a morte de Moon e Entwistle em turnês e gravações e foram introduzidos no ‘Rock and Roll Hall of Fame’ em 1990. Moon foi substituído pelo baterista Kenny Jones e mais tarde por Zak Starkey, filho do baterista dos ‘Beatles’, Ringo Starr. O baixista Pino Palladino inicialmente músico de sessão que trabalhou com diversos artistas, incluindo Paul Young, Eric Clapton, Don Henley, Melissa Etheridge, D'Angelo e Pink Floyd se tornou membro convidado substituindo o falecido John Entwistle. Em 1979, onze fãs foram pisoteados até a morte em um concerto da banda em Cincinnati, Ohio.

the who

‘The Who’, nos bastidores do estúdio da BBC, em Londres, para o programa ‘Top Of The Pops’ para promover o oitavo álbum ‘Who Are You‘. Destaca-se por ser o último álbum com Keith Moon na bateria. 'Who Are You' foi lançado em uma época em que dois grandes movimentos do rock, o rock progressivo e o punk rock, estavam em conflito. O álbum traz algumas das mais complicadas estruturas musicais que o guitarrista já escreveu, com camadas múltiplas de sintetizador e cordas. A faixa título é a canção tema da série de TV 'CSI: Crime Scene Investigation'.

the who - who are you


The Who – The Ultimate Collection (2002)

The Ultimate Collection (2002)
CD 1    CD 2    CD bônus

CD 1
01. I Can’t Explain 02. Anyway, Anyhow, Anywhere 03. My Generation 04. The Kids Are Alright 05. A Legal Matter 06. Substitute 07. I’m A Boy 08. Boris The Spider 09. Happy Jack 10. Pictures Of Lily 11. I Can See For Miles 12. Call Me Lightning 13. Magic Bus 14. Pinball Wizard 15. I’m Free 16. See Me Feel Me 17. The Seeker 18. Summertime Blues (live) 19. My Wife 20. Baba O’ Riley 21. Bargain

CD 2
01. Behind The Blue Eyes 02. Won’t Get Fooled Again 03. Let’s See Action 04. Pure And Easy 05. Join Together 06. Long Live Rock 07. The Real Me 08. 5’15 09. Love Reign O’er Me 10. Squeeze Box 11. Who Are You 12. Sister Disco 13. You Better You Bet 14. Eminence Front

CD Bônus
01. Substitute (Rare US Single version) 02. I’m A Boy (Early version) 03. Happy Jack (Acoustic version) 04. Magic Bus (UK Single version) 05. Had Enough (Bonus) 06. Don’t Let Go The Coat (Bonus) 07. The Quiet One (Bonus) 08. Another Tricky Day (Bonus) 09. Athena (Bonus)

ABC of the blues 49: johnny watson & big joe williams

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 johnny 'guitar' watsonJohnny ‘Guitar’ Watson (1935 – 1996) com a carreira iniciada no começo de 1950, teve inúmeros sucessos na década de 70 baseados no som único de sua guitarra, um misto de técnica instrumental do blues com o som pesado do funk. Admirado pelos guitarristas especializados em vários estilos de música, foi recrutado como sideman pelo músico Frank Zappa. Também se destacou como vocalista e compositor e quando morreu em 1996 com 61 anos, estava sendo homenageado por rappers e músicos de hip-hop que regravaram suas canções. John Watson, Jr nasceu em Houston, Texas, e era filho de um pianista que o ensinou as noções básicas de música, e aos 11 anos, ganhou uma guitarra do avô, um pregador que não gostava de blues. Na juventude, Watson ouvia a guitarra blues do texano T-Bone Walker e também foi influenciado pelo guitarrista Clarence ‘Gatemouth’ Brown, outro aclamado multi-instrumentista texano, que tocava violão, violino, bandolim, assim como gaita e bateria.

Quando mudou-se com a família para Los Angeles por volta de 1950, ‘Young John Watson’, como ele foi descrito em um único registro de 1953, desenvolveu o seu próprio dom para o exibicionismo, entrando e ganhando uma série de concursos de talentos e shows o que o levou a trabalhar como sideman em várias bandas de blues e jazz da época, incluindo aqueles liderados pelo saxofonista Chuck Higgins, conhecido por misturar elementos do jazz latino com blues, e com o pianista e cantor de blues Amos Milburn. Em 1953, Watson começou a criar seu próprio estilo distintivo e gravou para várias pequenas etiquetas e em 1954 depois de assistir ao filme ‘Johnny Guitar’ adotou o nome como apelido. Em 1957 gravou o seu grande sucesso ‘Gangster of Love’ e excursionou com nomes como Little Richard. O que Jimi Hendrix fazia com a guitarra Johnny ‘Guitar’ Watson fazia bem antes. Na década de 60 ele também se associou ao vocalista Larry Williams, com quem excursionou com sucesso pela Grã-Bretanha, assim como pelos EUA. Com o lançamento do álbum ‘Bow Wow’, em 1994, que foi nomeado para um Grammy em 1995 a sua carreira de músico foi totalmente revigorada. No entanto, ele foi acometido de um ataque cardíaco durante a sua apresentação em um clube de blues, perto de Tóquio. Ele morreu em Yokohama, Japão.

big joe williamsJoseph Lee Williams (1903 - 1982), conhecido ao longo de sua carreira como Big Joe Williams, foi um guitarrista de blues do Delta, cantor e compositor, notável pelo som inconfundível de sua guitarra de nove cordas. Em uma carreira de mais de quatro décadas, gravou vário clássicos para uma variedade de gravadoras. Nascido em Crawford, Mississippi, começou a vaguear pelos Estados Unidos tocando em bares, ruas e nos campos de plantações. No início dos anos 20, fez parte do ‘Rabbit Foot Minstrels’, uma trupe de variedades que excursionava fazendo shows entre 1900 e 1950 e que forneceu a base para as carreiras de muitos músicos afro-americanos, incluindo Ma Rainey que trouxe Bessie Smith. A empresa foi fundada e organizada por Patrick Henry ‘Pat’ Chappelle um afro-americano da Flórida que tinha estabelecido uma pequena cadeia de cinemas em finais de 1890. Em 1930, Big Joe Williams gravou com a ‘Birmingham Jug Band’ e em 1934, ele estava em St. Louis, Missouri, onde conheceu o produtor Lester Melrose, com quem assinou um contrato de gravação gravando sucessos como ‘Baby, Please Don't Go’ regravada por muitos outros artistas. Na década de 50 e 60 com seu estilo de guitarra e vocais tornou-se popular entre os fãs de folk-blues. Uma presença regular nos circuitos de concertos, em turnê pela Europa e no Japão no final dos anos 60 e início de 70, se apresentou em importantes festivais dos EUA. Com fama de ter sido a pessoa mais rabugenta ao mesmo tempo, ele era um músico de blues incrível, um compositor talentoso, um vocalista potente e um guitarrista excepcional. Com merecida reputação de lutador e muito respeitado por outros artistas. Era um músico que ia a pé aos campos de trabalho para tocar, e também nas varandas das lojas, nas ruas e vielas de Nova Orleans a Chicago. E tocou a sua guitarra de nove cordas por 60 anos.


Tracklist
01. Johnny 'Guitar' Watson - Gangster of Love
02. Johnny 'Guitar' Watson - Too Tired
03. Johnny 'Guitar' Watson - Oh Baby
04. Johnny 'Guitar' Watson - Motor Head Baby
05. Johnny 'Guitar' Watson - Telephone Boogie
06. Johnny 'Guitar' Watson - She Moves Me
07. Johnny 'Guitar' Watson - One Room Country Shack
08. Johnny 'Guitar' Watson - Hot Little Mama
09. Johnny 'Guitar' Watson - You've Been Gone Too Long
10. Johnny 'Guitar' Watson - Love Bandit (Gangster of Love)
11. Big Joe Williams - Drop Down Blues
12. Big Joe Williams - Wanita
13. Big Joe Williams - Vitamin A
14. Big Joe Williams - Stack of Dollars
15. Big Joe Williams - Wild Cow Moan
16. Big Joe Williams - King Biscuit Stomp
17. Big Joe Williams - Baby Please Don't Go
18. Big Joe Williams - Houselady Blues
19. Big Joe Williams - His Spirit Lives On
20. Big Joe Williams - She's a Married Woman



ABC of the blues volume 49

parte I    parte II



ABC of the blues 50: sonny boy williamson I & II

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sonny boy williamson I    sonny boy williamson II

Há várias confusões feitas em relação ao nome Sonny Boy Williamson, conhecido por todos que gostam ou conhecem o blues, é um nome sempre ligado à gaita de boca. Existem dois Sonny Boy Williamson, o mais jovem sendo o original cujo nome verdadeiro não é Rice Miller, como aparece na maioria dos discos e sim John Lee Williamson, nascido em Jackson, Tennessee. O segundo músico a surgir que adotou o nome Sonny Boy Williamson foi Aleck Ford, filho de Mille Ford e pai desconhecido e nasceu em Glendora no Mississippi em 1899. Sua mãe depois se juntou com James Miller que adotou e corrigiu o nome de Aleck Ford para Alex Miller. Por ter um corpo extremamente fino, apelidaram-no de Rice (arroz). Esta é a razão de se encontrar tantos nomes relacionados a ele. Rice aprendeu a tocar a gaita aos cinco anos e também sozinho, como o primeiro Sonny Boy Williamson. leia mais...


Tracklist
01. Sonny Boy Williamson I - Black Gal Blues
02. Sonny Boy Williamson I - Bad Luck Blues
03. Sonny Boy Williamson I - My Black Name Blues
04. Sonny Boy Williamson I - Stop Breaking Down
05. Sonny Boy Williamson I - Train Fare Blues
06. Sonny Boy Williamson I - Check Up on My Baby Blues
07. Sonny Boy Williamson I - Ho Doo Hoo Doo
08. Sonny Boy Williamson I - Shake the Boogie
09. Sonny Boy Williamson I - Welfare Store Blues
10. Sonny Boy Williamson I - Better Cut That Out
11. Sonny Boy Williamson II - Don't Start Me to Talkin'
12. Sonny Boy Williamson II - Keep It to Yourself
13. Sonny Boy Williamson II - Fattening Frogs for Snakes
14. Sonny Boy Williamson II - Wake Up Baby
15. Sonny Boy Williamson II - Your Funeral and My Trial
16. Sonny Boy Williamson II - Cross My Heart
17. Sonny Boy Williamson II - I Don't Know
18. Sonny Boy Williamson II - All My Love in Vain
19. Sonny Boy Williamson II - Dissatisfied
20. Sonny Boy Williamson II - 99
21. Sonny Boy Williamson II - The Key (To Your Door)



ABC of the blues volume 50

parte I    parte II



ABC of the blues 51: bukka white & josh white

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bukka whiteBukka White (1909 - 1977) cujo nome verdadeiro é Booker T. Washington White nasceu em Houston, Mississippi, não Houston, Texas. Ele começou a tocar o violino de seu pai, mas a vontade era tocar uma guitarra, mas a avó opunha-se que fosse tocada dentro de casa qualquer música do diabo, mesmo assim, o pai lhe comprou um violão. Aos 14 anos foi morar com o tio e passou a tocar guitarra para atrair as mulheres. Em algum lugarm em alguma época, Bukka entrou em contato com a lenda do blues do Delta, Charley Patton, que sem dúvida nenhuma foi capaz de dar a Bukka White instruções sobre como melhorar suas habilidades em ambas as áreas de atuação. Além da música, White seguiu a carreira no esporte, jogando beisebol na Liga dos Jogadores Negros e, durante algum tempo, foi boxeador. Suas primeiras gravações, em 1930, foram com o nome Washington White. Como a Grande Depressão não conseguiu mais gravar. Quando ia para Chicago à convite do compositor e guitarrista Big Bill Broonzy se envolveu em uma briga e atirou contra um homem em defesa própria, Enquanto aguardava julgamento fugiu para Chicago, gravando dois lados de um disco antes de ser preso e enviado de volta para o Mississipi onde foi condenado a três anos em ‘Parchman Farm’. Enquanto cumpria a pena, um dos registros, ‘Shake 'Em On Down’, se tornou um hit.

Depois de ganhar a liberdade em 1940, ele retornou para Chicago. Entre as canções que gravou nessa ocasião estão os eternos clássicos do blues do Delta: ‘Parchman Farm Blues’, ‘Good Gin Blues’, ‘Bukka's Jitterbug Swing’ e ‘Fixin' to Die Blues’. Então Bukka White desapareceu da cena musical para trabalhar na fábrica em Memphis durante a Segunda Guerra Mundial. Bukka renasceu quando Bob Dylan gravou ‘Fixin' to Die Blues’, em 1961, no seu álbum de estréia. E era sucesso nos circuitos dos festivais da década de 60. Nos anos 70, porém, Bukka White não pôde deixar de ficar um pouco entediado com seu status de celebridade como um bluesman acústico e teria gostado de ter tocado uma guitarra elétrica com seu velho conhecido Chester Burnett, conhecido como Howlin' Wolf, assim como o seu próprio primo BB King, já estava fazendo sucesso por anos com a sua guitarra elétrica. Por outro lado, ele só precisou olhar para o que aconteceu com a carreira do seu amigo Bob Dylan para uma lição sobre o que acontece com os artistas ‘folk blues’ que tentam ir para o elétrico. E assim, Bukka White esteve nos circuitos dos festivais até o fim de seus dias.

josh whiteJoshua Daniel White (1914 - 1969), mais conhecido como Josh White, foi cantor, guitarrista, compositor, ator e ativista dos direitos civis. Ele também gravou com os nomes ‘Pinewood Tom’ e ‘Tippy Barton’ em 1930. No auge de sua popularidade nos anos 1940 e início de 1950, Josh White era internacionalmente famoso como intérprete de blues e folk. Uma figura sexy que ocupou o palco de clubes e salas de concerto, cantando em uma voz de barítono suave, com sua camisa desabotoada e um cigarro pousado ousadamente por trás de uma orelha. E que pavimentou o caminho para Harry Belafonte e outros artistas. Sua carreira se estendeu de 1930, quando ele era conhecido como cantor e guitarrista de blues e a partir de 1960, quando o revival folk que ele cultivava atingiu seu pleno florescimento. Após a sua morte, em 1969, no entanto, White foi muitas vezes ignorado. Joshua Daniel White nasceu em Greenville, Carolina do Sul, em 1914, no auge da violência imposta pela segregação racial no Sul. Seu pai, Dennis, um alfaiate e ministro metodista, foi jogado em um manicômio depois que pediu a um cobrador branco que saísse da sua casa quando o homem cuspiu no chão. Sua mãe, que gravitava entra as Igrejas Metodistas concordou em deixar seu filho ir para a estrada como condutor do cantor cego de blues John Henry Arnold, ela pensou que seu filho estaria fazendo a obra de Deus, conduzindo um cego.

Durante os anos 20 e 30, Josh White se tornou um proeminente artista, com várias gravações em gêneros como blues de Piedmont, country blues, gospel e canções de protesto social. Em 1931, mudou-se para New York, e dentro de uma década, sua fama se espalhou amplamente, e seu repertório foi ampliado para incluir blues urbano, jazz, tradicionais canções folclóricas e canções de protesto político. E logo se tornou um ator do rádio, da Broadway e do cinema. Josh White também se tornou o amigo mais próximo e confidente do presidente Franklin D. Roosevelt. No entanto, a sua luta internacional pelos direitos humanos e a sua posição política apresentada em muitas de suas gravações e em seus discursos e comícios resultou na acusação dele ser comunista e, consequentemente, na perseguição dos que defendiam o macartismo, termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos. Assim, a partir de 1947, Josh White foi denunciado no Red Scare, período que incidiu sobre os comunistas nacionais e estrangeiros que influenciavam a sociedade ou eram infiltrados no governo federal, ou ambos. Combinando este fato e a sua tentativa para ‘limpar’ o nome, sua carreira foi danificada. O seu nome apenas foi retirado da lista negra em 1963 quando o presidente John F. Kennedy o convidou para aparecer no especial de televisão ‘Jantar com o Presidente’. A sua saúde começou a declinar abruptamente e ele morreu em 1969 depois de três ataques cardíacos, além de sofrer de enfisema, úlceras, psoríase severa em suas mãos que sangravam em cada concerto.


Tracklist
01. Bukka White - Good Gin Blues
02. Bukka White - Shake 'em On Down
03. Bukka White - When Can I Change My Clothes?
04. Bukka White - High Fever Blues
05. Bukka White - Bukka's Jitterbug Swing
06. Bukka White - District Attorney Blues
07. Bukka White - Strange Place Blues
08. Bukka White - Sleepy My Blues
09. Bukka White - Pinebluff, Arkansas
10. Bukka White - Fixin' to Die Blues
11. Josh White - Uncle Sam Says
12. Josh White - Jim Crow Train
13. Josh White - Bad Housing Blues
14. Josh White - Southern Exposure
15. Josh White - Defence Factory Blues
16. Josh White - Prison Bound
17. Josh White - Hard Time Blues
18. Josh White - Monday, Tuesday, Wednesday
19. Josh White - One Meat Ball
20. Josh White - Hard Times Blues



ABC of the blues volume 51

parte I    parte II



ABC of the blues 52: jimmy yancey

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jimmy yanceyJames Edwards ‘Jimmy’ Yancey (20 de fevereiro de 1898 - 17 de setembro, 1951) era de Chicago, e aprendeu a tocar piano com seu irmão mais velho, Alonzo, que era um pianista de ragtime. Jimmy pianista e compositor era mais conhecido por seu estilo ‘boogie-woogie’. Boogie-woogie é um estilo de piano que se tornou muito popular nos anos 1930 e início dos anos 1950 caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda em notas de progressões repetitivas enquanto a mão direita improvisa acordes independente do ritmo constante mantido pela esquerda. O boogie-woogie fez uma grande contribuição para o desenvolvimento do jump blues - um blues tocando em andamento acelerado - e, finalmente, para o rock’n’roll, representados por Little Richard e Jerry Lee Lewis. Em 1915 Yancey tocava em festas e clubes em torno de Chicago. Durante a Primeira Guerra Mundial, Jimmy Yancey jogou beisebol em uma equipe de negros, o ‘Chicago All-Americans’. Em 1925, tornou-se caseiro do estádio ‘Comiskey Park’, em Chicago, que foi, durante 80 anos, a casa do time de baseball ‘Chicago White Sox’.

Até então, o trabalho de Yancey em torno de Chicago já havia influenciado pianistas mais jovens e mais conhecidos como Meade ‘Lux’ Lewis, Pinetop Smith e Albert Ammons. Em 1936, Meade ‘Lux’ Lewis gravou um solo de boogie-woogie de Yancey. Pouco tempo depois, produtores e críticos começaram a perguntar quem era Yancey. Em 1939, Jimmy Yancey, finalmente, aos 41 anos, foi capaz de entrar no estúdio para a sua viagem inaugural e gravou as músicas ‘The Fives’ e ‘Jimmy's Stuff’ para uma pequena editora. Logo depois, ele se tornou o primeiro pianista de boogie-woogie a gravar um álbum de solos. Nos anos seguintes, passou a se apresentar com a sua esposa, a cantora de blues Estelle ‘Mama’ Yancey. Em 1948 eles tocaram juntos no Carnegie Hall. Yancey não era tão tecnicamente vistoso como alguns dos seus discípulos, mas ele era um pianista expressivo com a mão esquerda flexível. Embora tenha atingido certa fama no final da vida, ele somente parou de trabalhar para o time de baseball quando morreu com 53 anos. Yancey teve uma peculiaridade no seu famoso estilo – sempre terminava cada peça em Mi bemol. As implicações teóricas e formais do trabalho de Yancey são tão interessantes que motivaram o holandês Louis Andriessen, compositor minimalista, a compor a obra ‘On Jimmy Yancey’ em 1973. Em1986, Jimmy Yancey foi introduzido no ‘Rock and Roll Hall of Fame’, por suas contribuições para o desenvolvimento do ‘boogie woogie’ como um estilo.


Tracklist
01. Jimmy Yancey - Rolling the Stone
02. Jimmy Yancey - Steady Rock Blues
03. Jimmy Yancey - P.L.K. Special
04. Jimmy Yancey - South Side Stuff
05. Jimmy Yancey - Yancey's Getaway
06. Jimmy Yancey - How Long Blues
07. Jimmy Yancey - Yancey Stomp
08. Jimmy Yancey - State Street Special
09. Jimmy Yancey - Five O'Clock Blues
10. Jimmy Yancey - La Salle Street Breakdown
11. Jimmy Yancey - Four O'Clock Blues
12. Jimmy Yancey - 35th and Dearborne
13. Jimmy Yancey - Monkey Woman Blues
14. Jimmy Yancey - Santa Fe Blues
15. Jimmy Yancey - Make Me a Pallet on the Floor
16. Jimmy Yancey - Lucille's Lament
17. Jimmy Yancey - Two O'Clock Blues
18. Jimmy Yancey - Yancey Special
19. Jimmy Yancey - White Sox Stomp
20. Jimmy Yancey - Shave'em Dry



ABC of the blues volume 52

parte I    parte II



ABC of the blues

Esta é uma visão geral do blues, do campo à cidade. Todos os vários estilos de blues, com mais de 100 artistas, estão representados aqui: o acoustic country blues (Kokomo Arnold), o estilo de New Orleans (Huey "Piano" Smith), o swamp blues (Arthur Gunter), o blues elétrico das grandes cidades (Buddy Guy), o jump blues (Roy Milton), o piano base no blues (Yancy Jimmy), o jazz/blues (Jimmy Rushing), o blues religioso em oposição ao verdadeiro gospel (Blind Willie Johnson), e alguns estilos de blues já na fronteira do início do rhythm and blues com a canção ‘Louie Louie’ de Richard Berry. Cada estilo de blues tem um número de representantes, de artistas bem conhecidos e para o ouvinte casual, poucos podem ser considerados novatos. A coleção não foi organizada cronologicamente de acordo com quando as canções foram gravadas, de modo que este não é um disco da história do blues como tal. Os artistas estão dispostos mais ou menos em ordem alfabética. Mas a música é tão boa, tão intensa e apaixonante, que faz desta coleção uma valiosa adição à discografia dos fãs, ou não, do blues. São músicas de um profundo sentir para serem ouvidas muito tarde da noite ou no início da manhã, ou de madrugada como eu gosto, quando tudo está quieto e tranquilo. A atmosfera criada é mágica, é como se estivéssemos ouvindo uma das estações de rádio antiga com clássicos do blues.

‘The ABC of Blues - The Ultimate Collection’, do Delta para as grandes cidades, é uma enorme coleção de 52 volumes com mais de 1000 canções originais de 100 dos artistas mais notáveis da história do blues. Infelizmente, encontrei apenas as capas dos discos, sem os folhetos contendo informações sobre esses artistas, e suas fotografias, assim tomei a liberdade de fazer isso por conta própria. Mas, é a música que é importante aqui. ‘ABC do Blues’ reúne o melhor dos melhores. Apresenta alguns dos músicos mais influentes do blues e algumas pérolas escondidas. Seus estilos vão tão longe quanto suas atitudes, seus conceitos, e até mesmo as suas histórias e lendas. Os mais antigos membros desta congregação distinta nasceram no final do século 19. Alguns foram esquecidos, outros, um pouco mais jovens, ainda gravam e se apresentam até hoje. A música pode elevar ou derrubar. Mas uma coisa é certa: o blues ainda vive. Amém.


ABC of th Blues
The Ultimate Collection


ABC of the blues 01: kokomo arnold & billy boy arnold
ABC of the blues 02: richard berry & barbecue bob
ABC of the blues 03: bobby ‘blue’ bland & charles brown
ABC of the blues 04: clarence gatemouth brown & blue lu barke
ABC of the blues 05: big bill broonzy, scrapper blackwell & blind blake
ABC of the blues 06: champion jack dupree & cousin joe
ABC of the blues 07: leroy carr, scrapper blackwell & pee wee crayton
ABC of the blues 08: bo diddley
ABC of the blues 09: willie dixon & floyd dixon
ABC of the blues 10: snooks eaglin & sleepy john estes
ABC of the blues 11: lowell fulson & the four blazes
ABC of the blues 12: buddy guy, arthur gunter & slim gaillard
ABC of the blues 13: john lee hooker & wynonie harris
ABC of the blues 14: earl hooker & screamin' jay hawkins
ABC of the blues 15: lightnin' hopkins
ABC of the blues 16: howlin' wolf
ABC of the blues 17: alberta hunter & ivory joe hunter
ABC of the blues 18: robert johnson
ABC of the blues 19: elmore james & lonnie johnson
ABC of the blues 20: blind willie johnson & tommy johnson & skip james
ABC of the blues 21: bb king
ABC of the blues 22: little walter
ABC of the blues 23: lightnin' slim & j.b. lenoir
ABC of the blues 24: leadbelly
ABC of the blues 25: little willie john & smiley lewis
ABC of the blues 26: furry lewis & robert lockwood
ABC of the blues 27: magic sam & jimmy mccracklin
ABC of the blues 28: percy mayfield & johnny moore’s three blazers
ABC of the blues 29: memphis minnie & big maybelle
ABC of the blues 30: roy milton & amos milburn
ABC of the blues 31: big maceo & blind willie mctell
ABC of the blues 32: memphis slim & tommy mcclennan
ABC of the blues 33: fred mcdowell & john hurt
ABC of the blues 34: robert nighthawk & johnny otis
ABC of the blues 35: charlie patton & snooky pryor
ABC of the blues 36: professor longhair & junior parker
ABC of the blues 37: jimmy reed & otis rush
ABC of the blues 38: jimmy rushing & tampa red
ABC of the blues 39: bessie smith
ABC of the blues 40: huey 'piano' smith & frankie lee sims
ABC of the blues 41: roosevelt sykes & son house
ABC of the blues 42: sunnyland slim & johnny shines
ABC of the blues 43: big mama thornton & rosetta tharpe
ABC of the blues 44: sonny terry & eddie taylor
ABC of the blues 45: big joe turner & eddie cleanhead vinson
ABC of the blues 46: t-bone walker & jimmy witherspoon
ABC of the blues 47: muddy waters & junior wells
ABC of the blues 48: sippie wallace & peetie wheatstraw
ABC of the blues 49: johnny watson & big joe williams
ABC of the blues 50: sonny boy williamson I & II
ABC of the blues 51: bukka white & josh white
ABC of the blues 52: jimmy yancey


blow-up

blow-up - movieEstréia de Herbie Hancock como compositor de cinema, ‘Blow-Up’ foi beneficiado pelo fato do diretor italiano ser um apaixonado pelo jazz. Consequentemente, Hancock foi capaz de recrutar um elenco de grandes nomes do jazz para ajudá-lo: os trompetistas Freddie Hubbard e Joe Newman, o saxofonista tenor Joe Henderson, Phil Woods no saxofone alto, o guitarrista Jim Hall, o contrabaixista Ron Carter, o pianista Paul Griffin e o baterista Jack DeJohnette. E com o grupo ‘Yardbirds’ de Jeff Beck e Jimmy Page, rendeu uma trilha sonora tão intrigante quanto o filme, um cult que capta através dos olhos de um fotógrafo de moda o sabor do ‘Swinging London’, termo usado para descrever a efervescência cultural e o modernismo de costumes da cidade de Londres, e dali para o mundo, durante a segunda metade dos anos 1960. Uma época em que a Inglaterra, com seu centro nervoso londrino, lançou ao mundo os mais importantes nomes da música, cinema, artes plásticas e teatrais, moda e comportamento. Os ‘Beatles’ o seu fenômeno maior, seguidos pelos ‘Rolling Stones’, ‘The Who’, ‘The Kinks’, o surgimento do 'Pink Floyd', e cantoras como Lulu, que de lá ganharam os EUA e o mundo, no que ficou conhecido como a 'British Invasion'.

Michelangelo Antonioni O cineasta italiano Michelangelo Antonioni criou o personagem principal desta que foi mais uma de suas obras-primas baseada nos famosos fotógrafos britânicos David Bailey e Terence Donovan que com Brian Duffy, capturaram imagens, e de muitas maneiras ajudaram a criar a Swinging London na moda: uma cultura de alta moda e chic. Juntos, eles foram os primeiros fotógrafos de celebridades reais. Tanto o filme, quanto o álbum da trilha sonora foram gravados em 1966. O filme transformou-se em cult e o álbum que contém músicas raras de Hancock ficou esquecido por anos. Um álbum eclético com elementos de rock psicodélico, jazz, post-bop, free jazz e o pré jazz-rock. Um grande álbum para os fãs de Hancock e da atmosfera não-convencional do final dos anos 60.

Herbie Hancock Na primeira exibição, há muitos anos, eu achei ‘Blow Up’ uma chatice. Assistido pela segunda vez, muitos anos depois, o filme transcende a sua década. O caos dos anos sessenta, as grandes mudanças que se aproximavam e a rebelião da juventude à procura de um novo sentido. Michelangelo Antonioni era um ícone muito antes de começar sua estréia no idioma inglês com ‘Blow-Up’. Como jornalista de cinema e ex-documentarista, já havia criado uma série de filmes em sua Itália natal, que tratavam de temas como o tédio da classe média, a alienação social e a desumanização. E quando ‘Blow-Up’ alcançou a costa americana o sucesso comercial foi quase imediato por suas representações de sexo casual, casamento aberto, o flagrante uso de drogas e nudez explícita. É óbvio que o escândalo moral atraiu o público, mas também foi apresentado durante uma época significativa na história sócio-cultural norte-americana, na fase final da 'invasão britânica' e da popularização do movimento da contra-cultura norte-americana. E Antonioni foi celebrado como extremamente influente nas gerações futuras de cineastas, e foi repetido por Francis Ford Coppola, em ‘The Conversation’ (1974) e por Brian De Palma em ‘Blow Out’ (1981).

'Blow-up'é estrelado por David Hemmings como Thomas, um fotógrafo de moda materialista, entediado e impetuoso que não consegue se comunicar, se relacionar com pessoas e separar o real do imaginário devido ao seu hábito a um meio de comunicação representado apenas por imagens. Thomas apenas anseia expandir a sua conta bancária e suas posses. Para ele, a riqueza equivale à liberdade e não consegue entender aqueles que não compartilham com os seus apetites. E suas decisões são apressadas e controversas. Ele quer comprar uma loja de antiguidades enquanto a decoração de onde mora desmente o seu interesse por relíquias históricas. Ele está em constante movimento, de um lugar para outro, de uma situação para outra, incapaz de interagir e se concentrar em um único evento.

blow-up - Vanessa Redgrave | David Hemmings Vanessa Redgrave | David Hemmings

Em uma tarde ele decide dar um passeio em um parque assustadoramente vazio onde observa um casal vagando à distância e decide tirar algumas fotos aleatórias para as páginas finais do seu último livro. E é perseguido por Jane (Vanessa Redgrave), que pede para ele devolver o rolo de filme, o que ele faz, dando-lhe um vazio. No laboratório ao examinar as fotos da misteriosa mulher em flerte com o amante ele encontra evidências de um assassinato, que mais tarde confirma ao encontrar o cadáver no parque. Depois as fotografias são roubadas e o cadáver desaparece. Através da investigação de Thomas, o cineasta faz uma outra leitura do ‘Swinging London’ e rejeita a sua imagem colorida mostrando algo mais escuro e menos florido com criaturas egoístas, superficiais e materialistas. A Londres de Antonioni é cruel e decadente. Os restos sobreviventes da segunda guerra mundial convivem ao lado de arranha-céus frios e geométricos por onde Thomas dirigi o seu lustroso conversível Rolls Royce enquanto observa pessoas cansadas geradas pelo pós-guerra em contraste com os jovens entediados como ele.

No momento, as fotografias do parque são a sua única interação real com a realidade. Mas também é fugaz. Ao final do filme Thomas não se preocupa mais com elas, assim como não se lembra de seus desejos momentâneos como possuir uma pintura que viu, ou de comprar a loja de antiguidades ou do braço quebrado da guitarra que recuperou de um concerto dos ‘Yardbirds’. As fotografias de Thomas retratam uma realidade encenada, seja através de modelos posando em trajes da moda ou das pessoas pós-guerra do lado decadente de Londres. A misoginia também é claramente atribuída a ele. Violento e superficial em suas atitudes agressivas em relação às mulheres, que ele vê como objetos e brinquedos sexuais. ‘Blow-Up’ é notável por sua interpretação da realidade e da ilusão.

blow-upA modelo está no chão. O dialogo entre ela e o fotógrafo é curto e ríspido. Após ele arrumar a roupa e analisar a modelo, Thomas pede a seu assistente que coloque alguma música. A música é jazz. Sensual. Ordena como ela deve se comportar e começa então a tirar fotos. Cada vez mais excitado se aproxima e acaricia o seu corpo. Pede então uma câmera com capacidade de uma aproximação melhor entre eles e ajoelha-se sobre ela. A câmera, como único meio de união entre os dois, dispara a todo momento. Seus corpos movimentam-se juntos. O clímax é inquestionável. A cena uma metáfora de uma relação sexual mediada por uma câmera fotográfica.

blow-up (1966)

Blow-Up (1966)

Tracklist
01. Herbie Hancock - Main Title (Blow-Up)
02. Herbie Hancock - Verushka (Part 1)
03. Herbie Hancock - Verushka (Part 2)
04. Herbie Hancock - The Naked Camera
05. Herbie Hancock - Bring Down the Birds
06. Herbie Hancock - Jane's Theme
07. The Yardbirds - Stroll On
08. Herbie Hancock - The Thief
09. Herbie Hancock - The Kiss
10. Herbie Hancock - Curiosity
11. Herbie Hancock - Thomas Studies Photos
12. Herbie Hancock - The Bed
13. Herbie Hancock - End Title Blow-Up
14. Tomorrow - Am I Glad to See You
15. Tomorrow - Blow-Up






lester young

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billie holiday

lester youngLester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940.

Nascido em 1909, em Woodville, Mississippi, Lester Young era o mais velho de três filhos e cresceu nos arredores de Nova Orleans durante o período em que King Oliver, Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e Sidney Bechet estavam criando o jazz. Em 1920 mudou-se para Minneapolis com seu pai, Willis Handy Young, um músico versátil que ensinou todos os instrumentos aos filhos e formou uma banda com a família que se apresentava em festas e outros espetáculos. Lester estudou violino, trompete, baixo e bateria, e escolheu o saxofone alto aos 13 anos de idade. Após uma das muitas brigas com o pai, ele deixou a banda da família no final de 1927 e passou o ano seguinte em turnê com Art Bronson, onde adotou o saxofone tenor. Ele voltou para sua família no Novo México em 1929, e depois mudou-se para a Califórnia.

red callender leter young, foto de gjon mili     chapéu de lester young, foto de herman leonard
Red Callender e Lester Young, foto de Gjon Mili durante as filmagens de ‘Jammin’ the Blues’, 1944
Chapéu de Lester Young, foto de Herman Leonard, Nova York, 1948

Na década de 30, ele tocou brevemente com uma das primeiras bandas de Kansas City, a ‘Blue Devils’ do baixista Walter Page e depois novamente com Bronson, para em seguida, estabelecer-se em Minneapolis, onde tocou com o saxofonista, clarinetista e arranjador Eddie Barefield e com vários outros líderes no ‘Nest Club’. Depois se juntou ao grupo ‘Thirteen Original Blue Devils’ e enquanto estava em turnê na cidade de Oklahoma conheceu o guitarrista Charlie Christian. Quando o ‘Blue Devils’ se desfez Young tocou então na ‘Kansas City Orchestra’ de Bennie Moten, na banda de George E. Lee e com o cornetista e bandleader King Oliver, em uma noite com o pianista Fletcher Henderson, em seguida, em turnê com a estrela do saxofone, Coleman Hawkins.

lester youngYoung se juntou então a Count Basie para depois ser um substituto provisório de Coleman Hawkins na banda de Fletcher Henderson, mas os músicos rejeitaram a abordagem muito diferente do jovem saxofonista, e Lester saiu depois de alguns meses. Em seguida ele se juntou a várias bandas entre Kansas City e Minnesota para depois voltar para Count Basie com quem fez suas primeiras gravações. Seus solos de ‘Lady be Good’ e ‘Shoe Shine Boy’ foram copiados nota a nota por vários músicos e nos anos seguintes quando a banda de Basie se tornou famosa, Lester Young, apesar de ter recebido muitas críticas, uma nova geração de músicos, incluindo Dexter Gordon, Illinois Jacquet, e outros, ficou entusiasmada com sua música. Suas apresentações em pequenos grupos, e suas gravações em 1939 com Billie Holiday foram especialmente influentes.

Young deixou Basie em 1940 para formar sua própria banda que se apresentou em Nova York no início de 1941. No mesmo ano, ele se mudou para Los Angeles para liderar uma banda com o irmão Lee. O grupo se desfez no início do ano seguinte, e Lester se apresentou como freelancer em Nova York antes de se reunir novamente com Basie em 1943. E foi quando o seu saxofone chegou ao conhecimento do público e Lester ficou em primeiro lugar na enquete da revista norte-americana de jazz ‘DownBeat’ como saxofonista tenor, a primeira de muitas honras. E se tornou o favorito de uma nova geração de músicos de jazz, entre eles John Coltrane, Sonny Rollins e Stan Getz. E foi o destaque no filme ‘Jammin’ the Blues’, um curta de 1944 com vários proeminentes músicos de jazz reunidos em uma rara ‘jam session’. O filme foi dirigido artisticamente pelo famoso fotógrafo Gjon Mili e lançado pela Warner Bros. Em 1995, ‘Jammin’ the Blues’ foi selecionado para a Biblioteca do Congresso como sendo ‘cultural, histórica e esteticamente significativo’.



O curta-metragem ‘Jammin’ the Blues’ de 1944, produzido por Gordon Hollingshead e dirigido pelo fotógrafo Gjon Mili

Em 1944, extirpado do seu ambiente musical, Lester Young foi convocado para o exército, onde encontrou o terror e sofreu com o preconceito. E quando descoberto usando drogas foi submetido à corte marcial. Depois de vários meses de detenção no quartel da Geórgia, em 1945 retomou à música se apresentando em Los Angeles. Alguns críticos consideram que ele tornou-se menos criativo e mais excêntrico, paranóico, sentindo como se ninguém gostasse dele. Sua popularidade, no entanto, aumentou de forma constante. Na sua primeira sessão de gravação, ele produziu uma obra-prima, ‘These Foolish Things’. A partir de 1946, passou a fazer parte do ‘Jazz at the Philharmonic’ título de uma série de concertos de jazz, turnês e gravações produzidas por Norman Granz - empresário e produtor de jazz e fundador de cinco gravadoras: Clef, Norgran, Down Home, The Verve e Pablo. E também se apresentar em pequenos grupos. De 1947 a 1949 influenciou alguns dos jovens músicos do bebop.

Embora muitas de suas gravações em 1950 fossem excelentes mostrando uma maior profundidade emocional do que em seus dias iniciais, o incomodava o fato de alguns de seus imitadores brancos estarem ganhando mais dinheiro que ele. Sofrendo com isso, construiu um muro entre ele e o mundo exterior e inventava o seu próprio vocabulário através da música. E continuou a desenvolver e modificar a sua abordagem do saxofone com sucesso, exceto quando bebia, o que estava se tornando mais freqüente até a sua morte. Mas ele ainda foi capaz de produzir alguns de seus melhores trabalhos em gravações. Ele participou da banda de Basie entre 1952-54 e novamente no ‘Newport Jazz Festival’ em 1957, mas nunca voltou como um membro regular. E tornou-se cada vez mais dependente do álcool e por várias vezes foi internado. Em 1959, começou uma temporada no ‘Blue Note Club’, em Paris. Após adoecer Lester Young voltou para casa e bebeu até morrer. Muitas décadas depois de sua morte, Pres ainda é considerado, juntamente com Coleman Hawkins e John Coltrane, um dos três saxofonistas tenores mais importantes de todos os tempos.

lester young e billie holiday (1952)    lester young (1959)
Billie Holiday e Lester Young em um clube noturno em 1952
Lester Young em 1959, já muito doente não conseguia mais ficar em pé

Para a edição de ‘The Sound of Jazz’ de 1957, um dos principais programas de jazz da televisão norte-americana, Billie Holiday se reuniu com seu ex-amigo de longa data para a parte final do programa. Durante os ensaios eles se mantiveram em lados opostos da sala. Muito fraco Lester Young teve que ficar sentado durante a apresentação do grupo de Billie. E Lester e Billie se procuravam com os olhos. Durante a apresentação de ‘Fine and Mellow’, Ben Webster tocou o primeiro solo e Young Lester se levantou e tocou o mais puro blues enquanto Billie sorria. Era como se ambos estivessem a se lembrar o que um foi para o outro. E na sala de controle de som todos choraram. Quanto o show terminou, Bille e Lester seguiram caminhos separados. Dois anos depois, ambos estavam mortos.



'The Sound of Jazz’ de 1957 com Billie Holiday, Coleman Hawkins, Lester Young, Ben Webster, Gerry Mulligan, Vic Dickenson e Roy Eldridge.

Certa vez, Young observou que seu estilo era muito parecido com o cantar de Billie Holiday. Na autobiografia de Billie, ‘Lady Sings the Blues’, Lester é citado como tendo dito que ao ouvir os discos de Billie em duetos com ele teve a impressão de que o saxofone e a voz de Billie soavam como uma única voz, e se prestasse mais atenção era como se fossem uma só pessoa. A verdade é que ele amava Billie Holiday. Se o quente do jazz foi definido por Louis Armstrong em 1920, o lado lírico do jazz encontrou seus expoentes perfeitos em Billie Holiday e Lester Young durante os anos 30 e 40. Suas colaborações revelaram um lado diferente na arte do jazz. A emoção, a simplicidade e a força de expressão que somente são conseguidos através da sensibiidade. Como se para esta música sensível de Billie e Lester fosse necessário algum tipo de magnestismo, atração mútua para tornar isso possível. Ou simplesmente um romance musical. ‘All of Me’, a minha predileta, revela tudo isso.

billie holiday & lester young - all of me


Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

Lester Young - Complete Aladdin Recordings (1995)

Complete Aladdin Recordings (1995)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Indiana 02. I Can't Get Started 03. Tea For Two 04. Body And Soul 05. D. B. Blues 06. Lester Blows Again 07. These Foolish Things 08. Jumpin' At Mesner's 09. It's Only A Paper Moon 10. After You've Gone 11. Lover Come Back To Me 12. Jammin' With Lester 13. You're Driving Me Crazy 14. New Lester Leaps In 15. Lester's Be Bop Boogie 16. She's Funny That Way 17. Sunday 18. S. M. Blues

CD 2
01. Jumpin' with Symphony Sid 02. No Eyes Blues 03. Sax-O-Be-Bop 04. On the Sunny Side of the Street 05. Easy Does It 06. Easy Does It 07. Movin' with Lester 08. One o'Clock Jump 09. Jumpin' at the Woodside 10. I'm Confessin' 11. Lester Smooths It Out 12. Just Cooling 13. Tea for Two 14. East of the Sun 15. The Sheik of Araby 16. Something to Remember You By 17. Riffin' Without Helen 18. Please Let Me Forget 19. He Don't Love Me Anymore 20. Pleasing Man Blues 21. See See Rider 22. It's Better to Give than Receive

Com demasiada frequência, os críticos de jazz alimentaram o mito de que Lester Young foi tão emocionalmente ferido pelo racismo que sofreu no serviço militar em 1944-45 durante a II Guerra Mundial que ele nunca mais foi o mesmo como nos anos 30 e início dos anos 40. O jovem Lester viveu o inferno no exército e suas experiências dolorosas o levaram para o abuso do álcool, das drogas e depressão. Mas, apesar do declínio mental, ele ainda era um solista fantástico. Este conjunto de oito CDs, que reúne a maioria das gravações em estúdio que fez para a gravadora ‘Clef’ e a ‘Verve’ de Norman Granz, no período de 1946-1959 em sessões com Nat ‘King’ Cole e Buddy Rich, em 1946, Oscar Peterson e Barney Kessel, em 1952, Roy Eldridge e Teddy Wilson em 1956 e Harry ‘Sweets’ Edison, em 1957. O disco 8 contém duas entrevistas gravadas: uma feita por Chris Albertson em 1958 para a rádio WCAU da Filadélfia, e a outra feita em Paris pelo entusiasta francês do jazz Francois Postif em 06 de fevereiro de 1959, apenas cinco ou seis semanas antes da morte de Young. O contraste entre as duas entrevistas é surpreendente, na Filadélfia, Young é educado e de fala mansa, enquanto em Paris, os efeitos do álcool são fáceis de se perceber devido aos xingamentos e a liberdade com que Young candidamente diz a Postif sobre tudo, desde os seus traumas com o racismo e suas associações com Billie Holiday e Count Basie.

The Complete Lester Young Studio Sessions on Verve (1946-1959)

The Complete Lester Young Studio Sessions on Verve (1946-1959)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3: parte I    parte II
CD 4: parte I    parte II
CD 5: parte I    parte II
CD 6: parte I    parte II
CD 7: parte I    parte II
CD 8: parte I    parte II

CD 1
01. Back to the Land 02. I Cover the Waterfront - (12" LP take) 03. I Cover the Waterfront - (master take) 04. Somebody Loves Me 05. I've Found a New Baby 06. Man I Love, The 07. Peg O' My Heart 08. I Want to Be Happy 09. Mean to Me 10. Too Marvelous For Words - (78-rpm take) 11. Too Marvelous For Words - (LP take) 12. 'Deed I Do 13. Encore 14. Polka Dots and Moonbeams 15. Up 'N' Adam 16. Three Little Words 17. Count Every Star - (master take) 18. Count Every Star 19. It All Depends on You 20. Neenah (alternate take) 21. Neenah (alternate take) 22. Neenah (master take)

CD 2
01. Jeepers Creepers 02. Thou Swell (USA 78-rpm take) 03. Thou Swell (Canada 78-rpm take) 04. September in the Rain 05. Undercover Girl Blues 06. Frenesi 07. Pete's Cafe 08. Little Pee Blues 09. A Foggy Day10. In a Little Spanish Town 11. Let's Fall in Love 12. Down 'N' Adam 13. Lester Swings 14. Slow Motion Blues 15. Ad Lib Blues 16. Just You, Just Me 17. Tea For Two 18. Indiana 19. These Foolish Things 20. I Can't Get Started

CD 3
01. Star Dust 02. It Takes Two to Tango 03. On the Sunny Side of the Street 04. Almost Like Being in Love 05. I Can't Give You Anything But Love 06. There Will Never Be Another You 07. I'm Confessin' 08. Willow Weep For Me 09. This Can't Be Love 10. Can't We Be Friends 11. Tenderly 12. New D.B. Blues 13. Jumpin' at the Woodside 14. I Can't Believe That You're in Love With Me 15. Oh, Lady Be Good! 16. Another Mambo 17. Come Rain or Come Shine 18. Rose Room 19. Somebody Loves Me 20. Touch Me Again 21. It Don't Mean a Thing (If It Ain't Got That Swing)

CD 4
01. I'm in the Mood For Love 02. Big Top Blues 03. Mean to Me 04. That's All (alternate take) 05. That's All (master take) 06. Red Boy Blues 07. Pennies From Heaven 08. She's Funny That Way (breakdown) 09. She's Funny That Way (master take) 10. One O'Clock Jump 11. It's the Talk of the Town 12. I've Found a New Baby 13. I Guess I'll Have to Change My Plan

CD 5
01. I Didn't Know What Time It Was 02. Gigantic Blues 03. This Year's Kisses 04. You Can Depend on Me 05. Pres Returns 06. Prisoner of Love 07. Taking a Chance on Love 08. All of Me 09. Louise 10. Love Is Here to Stay 11. Love Me or Leave Me

CD 6
01. St. Tropez (alternate take) 02. St. Tropez (master take) 03. Flic 04. Ballad Medley: A Ghost Of A Chance/I Cover The Waterfront 05. Love Is Here to Stay 06. Sunday (rejected version) 07. Perdido (incomplete take) 08. Waldorf Blues (alternate take) 09. Waldorf Blues (master take) 10. Sunday (master take) 11. You're Getting to Be a Habit With Me (alternate take)

CD 7
01. You're Getting to Be a Habit With Me (master take) 02. Romping 03. Gypsy in My Soul 04. Please Don't Talk About Me When I'm Gone 05. They Can't Take That Away From Me 06. Salute to Benny 07. Ballad Medley: The Very Thought Of You/I Want A Little Girl/Blue And Sentimental 08. Mean to Me 09. I Didn't Know What Time It Was 10. Oh, Lady Be Good! 11. Almost Like Being in Love 12. Three Little Words 13. I Cover the Waterfront 14. I Can't Get Started

CD 8
01. Indiana 02. Pennies From Heaven 03. New D.B. Blues 04. Lullaby of Birdland 05. There Will Never Be Another You 06. Tea For Two
07 - 22 Interview with Lester Young by Francois Postif
23 - 30 Interview with Lester Young by Chris Albertson

Um dos mais memoráveis momentos de Lester Young pós-II Guerra Mundial foi em 1946, quando ele formou um trio com Nat King Cole no piano e Buddy Rich na bateria e entrou em um estúdio de Los Angeles. Em 1994, os resultados desse encontro clássico, que Norman Granz produziu para seu selo ‘Clef’, foram reeditados no CD ‘Lester Young Trio’ pela ‘Verve’ também de Norman, um empresário e produtor, uma figura fundamental no jazz norte-americano, e fundador de mais três gravadoras: Norgran, Down Home e Pablo. O álbum tem quatro faixas bônus que incluem ‘Sweet Lorraine’, ‘Rosetta’ e ‘I've Found a New Baby’ em duas versões. Em uma delas, Lester é destaque em um trio com o pianista Nat ‘King’ Cole e o baterista Buddy Rich em um desempenho espantoso, e em outra versão em um quinteto com Cole novamente, desta vez na linha de frente com o trompetista Harry ‘Sweets’ Edison e um jovem Dexter Gordon no saxofone tenor. Os desempenhos são excelentes. Do blues ‘Back to the Land’ às baladas ‘The Man I Love’ e ‘I Cover the Waterfront’, Lester Young detona o mito absurdo de que nessa época, o seu desempenho é de pouco ou nenhum valor, um mito que muitos críticos de jazz promoveram.

I've Found a New Baby (1946)

I've Found a New Baby (1946)
parte I    parte II


Personnel:
Lester Young (tenor saxophone); Nat King Cole (piano); Buddy Rich (drums – 1/10); Harry ‘Sweets’ Edison (trumpet – 11/14); Dexter Gordon (tenor saxophone 11/14); Clifford Owens (drums 11/14); Red Callender ou Johnny Miller (double bass 11/14)
Tracklist 01. Back to the Land 02. I Cover the Waterfront [take one] 03. I Cover the Waterfront [take two] 04. Somebody Loves Me 05. I've Found a New Baby 06. The Man I Love 07. Peg o' My Heart 08. I Want to Be Happy 09. Mean to Me 10. Back to the Land [2] 11. I've Found a New Baby 12. Rosetta 13. Sweet Lorraine 14. Blowed and Gone

The Complete Billie Holiday and Lester Young 1937-1946

The Complete Billie Holiday and Lester Young 1937-1946 (2003)

CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3: parte I    parte II

Tracklist: CD 1
01. He Ain't Got Rhythm 02. This Year's Kisses 03. Why Was I Born? 04. I Must Have That Man 05. Sun Showers 06. Yours and Mine 07. Mean to Me [Prise Master] 08. Mean to Me 09. Foolin' Myself 10. Easy Living 11. I'll Never Be the Same 12. Me, Myself and I 13. Me, Myself and I [Prise Master] 14. A Sailboat in the Moonlight 15. Born to Love 16. Without Your Love [Prise Master] 17. Without Your Love 18. Getting Some Fun Out of Life 19. Who Wants Love? 20. Trav'lin' All Alone 21. He's Funny That Way 22. I Can't Get Started

Tracklist: CD 2
01. My First Impression of You 02. My First Impression of You [Prise Master] 03. When You're Smiling [Prise Master] 04. When You're Smiling 05. I Can't Believe That You're in Love with Me 06. I Can't Believe That You're in Love with Me 07. If Dreams Come True [Prise Master] 08. If Dreams Come True 09. Now They Call It Swing 10. Now They Call It Swing [Prise Master] 11. Back in Your Own Backyard [Prise Master] 12. Back in Your Own Backyard 13. When a Woman Loves a Man 14. The Very Thought of You 15. I Can't Get Started [Prise Master] 16. I Can't Get Started 17. I've Got a Date with a Dream 18. I've Got a Date with a Dream 19. You Can't Be Mine 20. Everybody's Laughing 21. Here It Is Tomorrow Again 22. Say It with a Kiss

Tracklist: CD 3
01. The Man I Love 02. You're Just a No-Account 03. You're a Lucky Guy 04. I'm Pulling Through 05. Laughing at Life [Prise Master] 06. Laughing at Life 07. Time on My Hands 08. The Man I Love 09. Let's Do It (Let's Fall in Love) 10. Let's Do It (Let's Fall in Love) 11. All of Me [Prise Master] 12. All of Me 13. All of Me 14. I Cried for You 15. Fine and Mellow 16. He's Funny That Way 17. The Man I Love 18. Gee Baby, Ain't I Good to You? 19. All of Me 20. Billie's Blues

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