super black blues

super black blues original Altamente recomendado o ‘Super Black Blues’ foi gravado ao vivo no Carnegie Hall de Nova York em 1970. E é considerado um dos melhores álbuns de blues urbano já registrado. Não só a música é fantástica, mas também o reencontro de grandes músicos, tais como Big Joe Turner, T-Bone Walker, Otis Spann, George ‘Harmonica’ Smith e Ernie Watts, pela primeira e única vez, apoiados por uma seção rítmica brilhante, incluindo Ron Brown no baixo, Arthur Wright na guitarra e Paul Humphrey na bateria, fez desta gravação única. Produzido pelo renomado produtor e arranjador Bob Thiele a sessão teve lugar em Nova York, em 17 de outubro de 1969. Otis Spann, pianista de Muddy Waters antes de iniciar sua carreira solo, faleceu poucos meses depois, em abril de 1970. George ‘Harmonica’ Smith também foi o gaitista de Muddy Waters antes de começar a tocar e gravar em seu próprio nome.

Existem apenas quatro longas faixas no primeiro disco, três delas escritas por T-Bone Walker. E juntou-se o Kansas City cantado por Big Joe Turner, a guitarra do Texas de T-Bone Walker, o piano e o estilo de cantar de Chicago de Otis Spann, o som original da gaita de George Smith, e o fantástico sax tenor de Ernie Watts e temos mais de 40 minutos de um blues cru numa gravação excelente. Joe Turner e T-Bone Walker fazem a maioria dos vocais. Esta foi uma sessão muito incomum para todos os principais envolvidos. Cada um deles, Big Joe Turner, T-Bone Walker Turner e Otis Spann tinham feito os seus álbuns solo com Bob Thiele para a etiqueta ‘Bluestime’ no final dos anos 60. E cada um deles tinha sido produzido também por ele para a subsidiária ‘Bluesway’ da ‘ABC Records’ alguns anos antes.

bob thieleBob Thiele era algo como um renegado entre os produtores de discos de sua época. Talvez mais conhecido como o produtor dos clássicos de ‘John Coltrane Quartet’ pelo ‘Impulse! Records’ dos anos 60, ele também produziu várias músicas para seu próprios rótulos que remonta ao início dos anos 40. Muitas vezes criticado por isso, mais do que a maioria dos produtores, a abordagem de Bob Thiele foi reflexo de seus próprios gostos musicais, e do seu desejo de produzir apenas os artistas que ele próprio gostava o que forçou-o a criar a sua própria gravadora. Em 1969 ele criou o selo de jazz ‘Flying Dutchman’, uma mistura fascinante de transmitir e pensar a música, o rótulo combinava os sons do jazz, soul, experimentações e política negra. A ‘Bluestime’ era uma filial da ‘Flying Dutchman’ e o catálogo da época com T-Bone Walker, Joe Turner, Otis Spann, Eddie Vinson e Leon Thomas é uma evidência do grande gosto musical de Bob Thiele. E esta sessão especial foi criada para reunir os principais artistas do rótulo para uma ‘jam session’ e ouví-los tocar juntos é a glória para qualquer fã de blues. T-Bone Walker, Joe Turner, Otis Spann, de fato, um triunvirato mais distinto dentro do blues é inimaginável.

super black blues

here am I broken hearted



super black blues (1969)    super black blues (2001) vol 2

Super Black Blues (1969)    |    Super Black Blues Volume II (1970)

Super Black Blues
Personnel: Joe Turner (vocal); T-Bone Walker (vocal, guitarra); Otis Spann (vocal, piano); George ‘Harmonica’ Smith (gaita); Ron Brown (baixo); Arthur Wright (guitarra); Ernie Watts (sax tenor); Paul Humphrey (bateria)
Tracklist: 01. Paris Blues 02. Here Am I Broken Hearted 03. Jot's Blues 04. Blues Jam

Super Black Blues Volume II
Tracklist: 01. Honey Hush 02. Yakety Tak 03. Cleanhead Blues 04. I Had A Dream 05. Person To Person 06. Welcome To New York 07. Disillusion Blues 08. Damn Nam (Aint Goin To Vietnam) 09. Stormy Monday Blues 10. Sail On

doro pesch = warlock

mulheres no rock'n'roll
chrissie hynde = the pretenders
crucified-barbara
dolores o'riordan = the cranberries
girlschool
imelda may
janis joplin
joan jett | lita ford = the runaways
siouxsie and the banshees
wendy o williams = plasmatics

Doro Pesch A ex-modelo e deusa do heavy metal e hard rock alemão Doro Pesch é mais conhecida por seus anos como líder da banda ‘Warlock’, mas ela teve uma longa carreira solo e continuou a comandar uma fiel multidão de fãs, especialmente na Europa, depois da morte de ‘Warlock’. Nascida em Düsseldorf, e embora tenha crescido em um país onde o alemão é o idioma principal, ela tem feito a maior parte do vocal em inglês, algo que ela tem em comum com o ‘Scorpions’, ‘Accept’, e outras bandas alemãs. Na época, o heavy metal e hard rock eram muito machistas, mas graças a Lita Ford, Joan Jett, Cherie Currie da banda ‘The Runaways’; a Pat Benatar; as irmãs Ann e Nancy Wilson do ‘Heart’ e a Kelly Johnson e Gil Weston da banda ‘Girlschool’ entre outras, as garotas ficaram mais confortáveis com a idéia de vocalistas mais agressivas. Jett, Benatar, Ford e Ann Wilson do ‘Heart’ cantavam principalmente sobre o amor, romance e sexo. Então, quando Doro Pesch cantou letras sobre bruxas, demônios, fantasmas ou feiticeiros com ‘Warlock’ e o fez com tanta agressividade como Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio, ela se destacou.

Em um prédio de uma antiga fábrica cerca de trinta bandas tiveram suas salas de ensaio. Uma dessas bandas era ‘Snakebite’ do baixista Frank Rittel, da vocalista Dorothee Pesch, do guitarrista Peter Szigeti e do baterista Michael Eurich. Com este line-up os primeiros shows não foram tão bem sucedidos como eles esperavam e se separaram frustrados. Apenas Doro e Peter Szigeti ficaram na banda. Tempos depois o guitarrista Rudy Graf foi convidado e uma nova chance foi dada ao baterista Michael Eurich. E assim, em 1983, nasceu ‘Warlock’ que seguia as linhas do Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest e Ronnie James Dio. Depois de encontrar um novo baixista fizeram alguns shows na região de Düsseldorf que foram bem sucedidos e promissores. Para organizar corretamente a banda encontraram Peter Zimmermann que tinha muita experiência na cena heavy metal e usando o poder da persuasão conseguiram levá-lo à sala de ensaio. Depois de ouvir especialmente o vocal poderoso de Doro decidiu ser o empresário da banda. Foram organizados vários shows de sucesso e assinaram contrato com a gravadora belga 'Mausoleum'. Durante a gravação de demos para o primeiro álbum, descobriram que o baixista não era capaz e convenceram Frank Rittel a voltar.

doro pesch - warlock

Warlock (1985)

Foi gravado ‘Burning The Witches’. Combinando as influências de bandas clássicas como Accept, Judas Priest e Motorhead, o álbum vendeu muito bem o que era notável para uma banda iniciante e se tornou um clássico instantâneo entre os fãs e críticos. Decisivo para as vendas do álbum foram às apresentações ao vivo. E Doro com sua potência vocal incrível se tornou um nome de peso no heavy metal. E a banda embarcou para a primeira turnê européia abrindo os shows para Dio. Pouco depois a banda voltou ao estúdio para gravar seu segundo álbum, ‘Hellbound’, desta vez com uma grande gravadora, ‘Phonogram’. E uma primeira mudança foram obrigados a fazer, substituindo o membro fundador, o guitarrista Rudy Graf por Niko Arvanitis. Destemidos voltaram ao estúdio para gravar ‘True As Steel’ que apesar de conter alguns hinos não foi elevado ao status de clássico como foi o caso dos dois primeiros. Retornaram a uma agitada agenda de turnês e o maior momento foi no festival ‘Castle Donnington Monsters Of Rock’, na Inglaterra, ao lado de Ozzy Osborne, Def Leppard e Motorhead.

doro peschdoro pesch

E foram novamente forçados a fazer mudanças. Os membros fundadores Peter Szigetti e Frank Rittel, dois alemães, foram substituídos por dois americanos Tommy Bolan na guitarra e Tommy Henrickson no baixo, ambos de Nova York já que Doro morava na cidade. E gravaram o álbum mais forte da banda, ‘Triumph And Agony’, seguido por uma bem sucedida turnê pelos EUA abrindo os shows para o ‘Megadeth’. Infelizmente, este é o lugar onde a história de ‘Warlock’ termina. Em 1988, após a turnê os membros da banda optaram por perseguir outros projetos. Doro, no entanto, continuou a escrever um novo capítulo como artista solo mantendo muitos dos fãs do heavy metal plenamente satisfeitos. O seu álbum solo de estréia, ‘Force Majeure’, foi lançado em 1989. Alguns anos depois, Doro Pesch e artistas similares sofreram um grande revés. Quando ícones do grunge 'Nirvana' e 'Pearl Jam' explodiram comercialmente em 1992, e, de repente, os estilos de metal e hard rock dos anos 80 estavam fora de moda. No entanto, Doro continuou a comandar um pequeno, mas leal grupo de seguidores, especialmente na Europa. Em 2000 ela fez o primeiro show nos Estados Unidos em dez anos, e saiu em turnê ao lado de Dio e Yigwie Malmsteen. Nesta época, a sua banda era composta por Nick Douglas no baixo, Johnny Dee na bateria e Joe Taylor na guitarra.

warlock - burning the witches (1984)    

Burning The Witches(1984)    |    Hellbound (1985)

    warlock - triumph and agony (1987)

True as Steel (1986)    |    Triumph and Agony (1987)

Tracklist: Burning The Witches
01. Sign Of Satan 02. After The Bomb 03. Dark Fade 04. Homicide Rocker 05. Without You 06. Metal Racer 07. Burning The Witches 08. Hateful Guy 09. Holding Me

Tracklist: Hellbound
01. Hellbound 02. All Night 03. Earthshaker Rock 04. Wrathchild 05. Down And Out 06. Out Of Control 07. Time To Die 08. Shout It Out 09. Catch My Heart

Tracklist: True as Steel
01. Mr. Gold 02. Fight For Rock 03. Love In A Danger Zone 04. Speed Of Sound 05. Midnite In China 06. Vorwärts, All Right! 07. True As Steel 08. Lady In A Rock´n´Roll Hell 09. Love Song 10. Igloo On The Moon (Reckless) 11. T.O.L.

Tracklist: Triumph and Agony
01. All We Are 02. Three Minute Warning 03. I Rule The Ruins 04. Kiss Of Death 05. Make Time For Love 06. East Meets West 07. Touch Of Evil 08. Metal Tango 09. Cold, Cold World 10. Für Immer

doro - force majeure  (1989)    doro - the ballads (1998)

Force Majeure (1989)    |    The Ballads (1998)

doro - warrior soul (2006)    doro - fear no evil (2009)

Warrior Soul (2006)    |    Fear No Evil (2009)

Tracklist: Force Majeure
01. A Whiter Shade of Pale 02. Save My Soul 03. World Gone Wild 04. Mission of Mercy 05. Angels with Dirty Faces 06. Beyond The Trees 07. Hard Times 08. Hellraiser 09. I Am What I Am 10. Cry Wolf 11. Under the Gun 12. River of Tears 13. Bis Aufs Blut

Tracklist: The Ballads
01. In Freiheit Stirbt Mein Herz 02. You Got Me Singing 03. Children of the Night 04. Fall for Me Again 05. A Whiter Shade of Pale 06. Last Day of My Life 07. Fur Immer 08. I'll Make It on My Own 09. Enough for You 10. I'll Be Holding on 11. So Alone Together 12. Light in the Window 13. Alles Ist Gut

Tracklist: Warrior Soul
01. You're My Family 02. Haunted Heart 03. Strangers Yesterday 04. Thunderspell 05. Warrior Soul 06. Heaven I See 07. Creep Into My Brain 08. Above The Ashes 09. My Majesty 10. In Liebe Und Freundschaft 11. Ungebrochen 12. Shine On 13. Angel In The Dark 14. 1999

Tracklist: Fear No Evil
01. The Night Of The Warlock 02. Running From The Devil 03. Celebrate 04. Caught In A Battle 05. Herzblut 06. On The Run 07. Walking With The Angels 08. I Lay My Head Upon My Sword 09. It Kills Me 10. Long Lost For Love 11. 25 Years

warlock - east meets west



baby doll

 baby dollOs anúncios e cartazes apresentavam uma jovem sensual deitada em um berço em uma pose sugestiva e chupando o dedo. Altamente controverso e sem um único momento de nudez quando lançado em 1956 foi condenado por numerosas organizações religiosas como moralmente repulsivo e provocador. Apesar de não ser tão explícito quanto sugeria entrou como maldito para a lista da ‘Legião da Decência Católica’ que tentou proibir o filme. O cardeal de Nova York na época declarou ser o filme uma imoral e corruptora influência sobre aqueles que o vêem e muitos teatros foram forçados a cancelar as exibições. ‘Baby Doll’ parece não valer o alvoroço quando visto hoje. Perdeu o poder de escandalizar, mas mesmo com o tempo a entorpecer o seu impacto o filme ainda é um poderoso estudo do erotismo, da luxúria, da repressão sexual, da hipocrisia e do desejo. E ainda mantém uma forte sensualidade.

‘Baby Doll’ dirigido por Elia Kazan e escrito por Tennessee Williams é um retrato sombrio e espirituoso da paixão em uma pequena cidade ensolarada e cheia de sexualidade reprimida. O filme traz um legado único com a sua reputação lasciva e narração provocante de Tennessee Williams. Certamente ingênuo para a audiência de hoje, mas encantador pelos bons desempenhos e valioso pela importância histórica. O roteiro contém algumas insinuações e os diálogos são maravilhosos, bem como as imagens. O surpreendente é que é uma comédia de humor negro, ao invés de um esperado melodrama ou uma tragédia.

A heroína, a sensual ‘Baby Doll’ Meighan (Carroll Baker) de 19 anos, é uma virgem que se recusa a dormir com o marido Archie Lee (Karl Malden), até que atinja a idade de 20 anos. O apelido Baby Doll ela faz por merecer, ainda dorme no berço, vestindo camisolas infantis e chupa o dedo, enquanto Archie a espia através de um buraco na parede de sua decrépita mansão na sua fazenda de algodão quase falida. Sob a condição de não consumar o relacionamento até o vigésimo aniversário da esposa, o contrato ele tem mantido a despeito do seu enorme desejo. Como o grande dia se aproxima, as tensões se elevam na mansão estéril de móveis onde o casal vive. E quando o empresário bem sucedido e viril Silva Vaccaro (Eli Wallach) entra em cena, as emoções explodem em erupção e a tensão sexual é magistral. O calor gerado entre Baby Doll e Vaccaro é palpável e a atração sexual funciona gradualmente e é captada com maestria por Elia Kazan assim como a insensatez absoluta de todos os envolvidos, e em troca o diretor recebe algumas performances impressionantes de seu elenco. Carroll Baker no papel de ninfeta de tentações sedutoras é surpreendente até nos simples olhares. Karl Malden interpreta bem a angústia e o sofrimento carnal do marido e Eli Wallach é excepcional como o sedutor vingativo. A jovem atriz Carroll Baker recebeu a bem merecida indicação ao Oscar de melhor atriz e o filme recebeu mais três indicações, sem vitórias.

Kenyon HopkinsE o jazz sensual de Kenyon Hopkins acrescenta imensamente para o impacto do filme. Kenyon Hopkins compôs muitas trilhas sonoras de filmes no idioma do jazz. Infelizmente, ele terminou a sua carreira como supervisor musical e morreu na obscuridade. Embora tenha sido injustamente negligenciado ele foi um dos grandes compositores e arranjadores de jazz.

Filho de pais gregos, Elia Kazan foi um notório diretor do teatro da Broadway na década de 1940. Mais tarde desenvolveu também uma bem-sucedida carreira no cinema. Como ex-membro do Partido Comunista dos Estados Unidos, denunciou colegas do antigo partido ao Comitê de Investigações de Atividades Anti-Americanas. Por este motivo deixou de ser aplaudido por Ed Harris, Nick Nolte, Holly Hunter, Ian McKellen e Ed Begley Jr. durante a cerimônia em que recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da sua obra. Outros artistas, como Sean Penn (cujo pai foi vítima do macartismo), Richard Dreyfuss e Rod Steiger foram a público declarar sua oposição à decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Sobre seu testemunho no Comitê, Orson Welles teria dito: ‘Kazan trocou a alma por uma piscina’. Orson Welles sempre perfeito.

Tennessee Williams and Elia Kazan Tennessee Williams era de descendência galesa e foi um dramaturgo norte-americano que recebeu muitos prêmios de teatro por suas obras e grande parte da sua escrita foi inspirada em sua família problemática. Seu pai, um vendedor de bebida favorecia o irmão por causa da sexualidade de Tennessee e sua mãe sofria de transtorno de ansiedade. O dramaturgo sempre esteve mais perto de sua irmã Rose que foi diagnosticada com esquizofrenia ainda jovem. Depois, como era comum na época, Rose passou a maior parte de sua vida adulta em hospitais psiquiátricos e quando as terapias não tiveram sucesso e ela mostrou tendências paranóicas os pais autorizaram a lobotomia pré-frontal que a incapacitaram para o resto de sua vida. A cirurgia da irmã pode ter contribuído para o alcoolismo de Tennessee e sua dependência de várias combinações de anfetaminas e barbitúricos. Depois de enfrentar dificuldades com sua sexualidade ao longo da sua juventude, Tennessee discutiu abertamente sua homossexualidade na televisão e na imprensa nos anos 70.

Baby Doll
Baby Doll
Baby Doll
Baby Doll
Baby Doll

baby doll and empty house


soundtrack - baby doll (2003)

Baby Doll (2003)
(original soundtrack remastered)

Tracklist
01. Baby Doll and Empty House 02. The Doctor and Archie 03. The Fire and Baby Doll 04. Biblical Justice 05. Ghosts 06. Baby Doll's Fright 07. Lemonade 08. Shame, Shame, Shame 09. The Confession 10. The Cradle 11. Archie's Break-Up 12. Baby Doll's Birthday

big band

big bandEmbora a maioria dos historiadores considera o ano de 1935 como o início da era das ‘Big Bands’, o tema é discutível, pois o jazz das Big Band já tinha sido gravado em 1920. Em 1917, a ‘Original Dixieland Jass Band’ gravou os primeiros discos na história do jazz. A homenagem não é concedida a esta verdadeira pioneira do gênero, pois, esses historiadores consideram esse pequeno grupo como uma simples imitação, uma banda pobre. Entretanto, as suas gravações venderam mais de um milhão de cópias e permitiram que o jazz fosse ouvido em todo o país. O jazz começou em Nova Orleans, com Oliver King, no início de 1900. O som do jazz foi difundido pelos músicos e bandas como entretenimento nos barcos que navegavam pelo Mississippi. Na década de 20 começou a migrar para um formato de big band que combinavam elementos do ragtime, spirituals, blues e música européia. Duke Ellington, Ben Pollack, Don Redman e Fletcher Henderson eram os líderes das primeiras grandes bandas. Depois vieram os bandleaders Coleman Hawkins, Benny Goodman, Glenn Miller, Red Allen, Roy Eldridge, Benny Carter e John Kirby. Enquanto esses músicos estavam tocando big band jazz, a popularidade da dance band jazz nos hotéis da década de 20 também foi um fator importante na evolução da era das Big Bands.

Big Band é um tipo de conjunto musical associado com o jazz, um estilo de música que se tornou popular durante a era do swing. O swing começou na década de 20, e a Walter Page, baixista e líder do ‘Oklahoma City Blue Devils’, é frequentemente creditado o seu desenvolvimento. Este tipo de música floresceu através dos anos 30, embora tenha havido muito pouca audiência até 1936. Até esse momento era vista com escárnio e encarada como uma curiosidade. Depois de 1935, com as Big Bands ganhou destaque e um papel importante na definição como um estilo distinto. O estilo swing dançante dos bandleaders como Benny Goodman e Count Basie foi a forma dominante de música popular americana entre 1935-1945. As Big Bands evoluíram com o tempo e continuam até hoje.

Na segunda metade do século XX, a instrumentação de 17 peças-padrão evoluiu. Esta instrumentação é composta por cinco saxofones (dois altos, dois tenores e um barítono), quatro trompetes, três ou quatro trombones além de vocalistas e seção rítmica. No caso de bandas de swing, a seção rítmica clássica compreende um quarteto de guitarra, piano, contrabaixo e bateria, um exemplo notável é a do Count Basie Orchestra com Freddie Green, Walter Page e Jo Jones. Instrumentos de percussão latinos como chocalhos, congas, pandeiros, ou triângulos podem ser adicionados. Bandas de jazz anteriores haviam utilizado o banjo no lugar da guitarra. Os termos ‘jazz band’, ‘jazz ensemble’, ‘stage band’, ‘jazz orchestra’, ‘society band’ e ‘dance band’ podem ser usados para descrever um tipo específico de Big Band. Em contraste com os grupos menores de jazz, em que a maioria da música é improvisada ou criada espontaneamente, a música tocada pelas Big Bands é arranjada, preparada com antecedência e anotada na partitura. A música é tradicionalmente chamada de 'charts'. Solos improvisados apenas podem ser tocados quando solicitado pelo arranjador.





Existem dois períodos distintos na história das bandas populares. A partir da década de 1920, as Big Bands tocavam uma forma de improvisação de jazz que incluía uma seção de cordas com violinos, que foi abandonado após a introdução do swing em 1935. No final da década de 1920, uma nova forma surgiu em que mais espaço foi dado ao improviso e ganhou popularidade na forma de dance jazz e eram destinadas a um público urbano limitado. Os três centros importantes neste desenvolvimento foram Nova York, Chicago e Kansas City. Muitas Big Bands tornaram-se um veículo para o estrelato de instrumentistas, como Louis Armstrong. E outras bandas tinham destacados instrumentistas como líderes, cujos sons dominavam, como o clarinete de Benny Goodman, Artie Shaw e Woody Herman, o trombone de Jack Teagarden, o trompete de Harry James, a bateria de Gene Krupa, e as vibrafone de Lionel Hampton. E a popularidade de muitas bandas foi amplificada por vocalistas que eram estrelas, como Frank Sinatra com Tommy Dorsey; Helen O'Connell e Bob Eberly com Jimmy Dorsey; Ella Fitzgerald com Chick Webb; Billie Holiday e Jimmy Rushing com Count Basie; Dick Haymes e Helen Forrest com Harry James; Doris Day com Les Brown; Toni Arden e Ken Curtis com Shep Fields e Peggy Lee com Benny Goodman.

As rádios em todo o país começaram a transmissão dos clubes de jazz durante as décadas de 30 a 50. O rádio foi um fator importante na obtenção de fama, como Benny Goodman, que ficou conhecido como o ‘Rei do Swing’. Em breve, outros o desafiaram, e ‘as batalhas das bandas’ tornaram-se um espetáculo. As Big Bands também começaram a aparecer no cinema em 1930 até a década de 60. Filmes biográficos de Glenn Miller, Gene Krupa, Benny Goodman e outros foram feitos na década de 50, como tributo nostálgico aos anos de glória das Big Bands. A essa altura, as Big Bands foram uma força dominante no jazz que a geração mais velha descobriu e teve que se adaptar a elas ou simplesmente se aposentar pela falta de mercado para gravações de pequenos grupos já que devido à depressão as gravadoras relutavam em assumir riscos. Alguns músicos como Louis Armstrong e Earl Hines formaram suas próprias bandas, enquanto outros, como Jelly Roll Morton e Oliver King, caíram no esquecimento. Os principais afro-americanos líderes de bandas na década de 30 além das lideradas por Ellington, Hines e Calloway, foram Jimmie Lunceford, Chick Webb e Count Basie. As bandas ‘brancas’ de Benny Goodman, Artie Shaw, Tommy Dorsey, Shep Fields e, posteriormente, Glenn Miller eclipsaram as aspirações em termos de popularidade das bandas ‘negras’.

Adolescentes brancos e adultos jovens foram os principais fãs das Big Bands no final de 1930 e início dos anos 40. Eles dançavam e assistiam os shows ao vivo sempre que podiam. Para as bandas era extenuante chegar aos seus fãs em todos os lugares. As condições de deslocamento e alojamento eram difíceis, devido à segregação na maior parte dos Estados Unidos, e os integrantes tinham que se apresentar com sono e pouca comida, além dos salários baixos. Os vícios eram comuns, além dos problemas pessoais e da discórdia entre os componentes que afetavam o grupo. E os principais solistas eram muitas vezes atraídos por melhores contratos. Sem contar com as apresentações que muitas vezes eram em coretos muito pequenos, inadequados e com pianos desafinados. E os bandleaders de sucesso tinham que lidar com esses perigos para manter a sua banda coesa, alguns com disciplina rígida como Glenn Miller, outros com uma psicologia sagaz como Duke Ellington.

As Big Bands desempenharam um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial e muitos membros das bandas serviram nas forças armadas e viajaram como Glenn Miller que perdeu a vida numa destas viagens entre um show e outro para as tropas de soldados. Outras bandas também sofreram com a perda de pessoal e a qualidade caiu durante os anos de guerra. Até o final da guerra a situação se agravou, o swing foi dando lugar a músicas menos dançantes, incluindo o bebop. E muitas bandas quebraram. A partir de 1945, o jazz evoluiu e se expandiu em novas direções, e entre os anos de 50 e 70, outros artistas se destacaram. Bandas modernas a tocar todos os estilos de jazz como as lideradas pelo arranjador Gil Evans, o saxofonista John Coltrane e o baixista Jaco Pastorius apresentaram ‘cool jazz’, ‘free jazz’ e ‘jazz fusion’. No final de 1990, o swing voltou aos EUA e muitos jovens se interessaram pelos estilos das Big Bands. A ‘Jazz at Lincoln Center Orchestra’ com Wynton Marsalis é a orquestra que atualmente em turnês internacionais promove o som de Big Band.



count basie orchestra - lester leaps in


the best of big band (2008)

The Best Of Big Band (2008)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4


CD 1
01. Glenn Miller Orchestra - Chattanoogo Choo Choo
02. Benny Goodman - One O'Clock Jump
03. Duke Ellington - Honeysuckle Rose
04. Tommy Dorsey - Song Of India
05. Count Basie - Hittin' Twelve
06. Glenn Miller Orchestra - Kalamazoo
07. Duke Ellington - Tea For Two
08. Les Brown - Sentimental Journey
09. Benny Goodman - Jersey Bounce
10. Count Basie - Lester Leaps In
11. Glenn Miller Orchestra - Moonlight Cocktail
12. Artie Shaw - Cream Puff
13. Duke Ellington - Tootie For Cookie

CD 2
01. Glenn Miller Orchestra - In The Mood
02. Duke Ellington - Sophisticated Lady
03. Glenn Miller Orchestra - Johnson Rag
04. Woody Herman - Blowin' Up A Storm
05. Benny Goodman - King Porter Stomp
06. Tommy Dorsey - I Dream Of You
07. Glenn Miller Orchestra - Bugle Call Rag
08. Woody Herman - Woodchopper's Ball
09. Benny Goodman - How High The Moon
10. Benny Goodman - Stompin' At The Savoy
11. Glenn Miller Orchestra - Sunrise Serenade
12. Woody Herman - After Glow
13. Tommy Dorsey - This Love Of Mine

CD 3
01. Duke Ellington - Satin Doll
02. Glenn Miller Orchestra - Little Brown Jug
03. Count Basie - April In Paris
04. Benny Goodman - Frankie & Johnny
05. Woody Herman - Aint Misbehavin'
06. Tommy Dorsey - In A Little Spanish Town
07. Duke Ellington - Take The "A" Train
08. Duke Ellington - The Mooche
09. Glenn Miller Orchestra - American Patrol
10. Count Basie - 920: Special
11. Benny Goodman - Seven Come Eleven
12. Glenn Miller Orchestra - Tuxedo Junction

CD 4
01. Les Brown - Blue Moon
02. Benny Goodman - Stardust
03. Glenn Miller Orchestra - Pennsylvania 6-5000
04. Duke Ellington - Caravan
05. Wood Herman - Mood Indigo
06. Benny Goodman - Jumping At The Woodside
07. Count Basie - Stormy Monday Blues
08. Benny Goodman - Down South Camp Meeting
09. Glenn Miller Orchestra - String Of Pearls
10. Artie Shaw - Lambeth Walk
11. Benny Goodman - That's A Plenty
12. Glenn Miller Orchestra - Serenade In Blue



best of big bands the 40's (1996)

Best of Big Bands the 40's (1996)

Tracklist
01. Duke Dllington Orchestra - Take the "A" Train
02. Glenn Miller Orchestra with Tex Beneke - Chattanooga Choo Choo
03. Jimmy Dorsey Orchestra with Helen O'Connell e Bob Eberly - Tangerine
04. Benny Goodman Orchestra - Jersey Bounce
05. Les Brown Orchestra with Doris Day - Sentimental Journey
06. Sammy Kaye Orchestra with Billy Williams - The Old Lamplighter
07. Woody Herman Orchestra - Woodchopper's Ball
08. Kay Kyser Orchestra - The White Cliffs of Dover
09. Vaughn Monroe Orchestra - Racing With the Moon
10. Blue Barron Orchestra - Cruising Down the River
11. Art Mooney Orchestra - I'm Looking over a Four Leaf Clover
12. Harry James Orchestra with Helen Horrest - I Had the Craziest Dream
13. Eddy Howard Orchestra - For Sentimental Reasons
14. Glen Gray & The Casa Loma Orchestra - No Name Jive, Pt. 1
15. Ted Weems Orchestra with Bob Edwards e Elmo Tanner - Mickey
16. Count Basie Orchestra with Lynne Sherman - All of Me
17. Duke Dllington & His Orchestra - Sultry Sunset
18. Dizzy Gillespie Orchestra with Sarah Vaughn - Lover Man
19. Guy Lombardo & His Royal Canadians with Kenny Gardner - Anniversary Song
20. Lawrence Welk Orchestra - Bubbles in the Wine

guitar heroes


CD 1
01. Jimi Hendrix - Freespirit
02. BB King - Paying the cost to be the boss
03. Santana - Persuasion
04. John Mayall - Lost and gone
05. Johnny Winter - Parchman farm
06. John Lee Hooker - Dimples
07. Mitch Ryder - Little latin lupe
08. The Booze Brothers (feat M.Knopfler) - My old lady
09. Johnny Winter - Raised on rock
10. John Mayall - Why worry
11. Johnny Guitar Watson - Gangster of love
12. Carl Perkins - Pink pedal pushers
13. Jimi Hendrix - Suspicious
14. Santana - With a little help from my friends
15. Tony Joe White - So hard to handle
16. The Yardbirds (with Eric Clapton) - For your love
17. Mike Bloomfield - You must have jesus
18. Mitch Ryder - Sock it to me baby!

CD 2
01. BB King - How blue can you get
02. John Mayall - John lee boogie
03. Eric Clapton - Choker
04. Jimi Hendrix - She's a fox
05. Tony Joe White - Polk salad annie
06. John Mayall – A big man
07. John Lee Hooker - I'm in the mood
08. Mitch Ryder - Devil with the blue dress
09. Mike Bloomfield - Cherry red
10. Johnny Winter - Prodigal son
11. BB King - I'm willing to run all the way
12. Eric Clapton - Freight loader
13. John Lee Hooker - Boom boom
14. Johnny Guitar Watson - Johnny guiter
15. Tony Joe White - You got me running
16. Santana - Latin tropical (short version)
17. Humble Pie - Natural born boogie
18. Mitch Ryder - Jenny take a ride

CD 3
01. Santana - Soul sacrifice
02. BB King - It's my own fault baby
03. Jimi Hendrix - Little wing
04. John Mayall - Ridin on the l & n
05. The Booze Brothers (feat M.Knopfler) - Rock steady woman
06. The Yardbirds (with Jeff Beck) - Jeff's blues
07. Eric Clapton & Jimmy Page - Miles road
08. Santana - Jingo
09. Johnny Winter - Livin in the blues
10. BB King - You've done lost you're good thing now
11. John Mayall - Road show
12. Eric Clapton - West coast idea
13. Tony Joe White - Roosevelt and ira lee
14. Mike Bloomfield - Hully gully
15. Jimi Hendrix - Voodo chile (slight return) short version
16. Eric Clapton - Draggin my tail
17. Johnny Winter - Going down slow
18. Fleetwood Mac - The world keeps on turning



mike bloomfield - cherry red


guitar heroes (1998)

Guitar Heroes (1998)
CD 1    CD 2    CD 3



gentle giant

gentle giant‘Gentle Giant’ foi uma banda britânica e ocupa um lugar digno entre os grupos progressistas importantes do início dos anos setenta, no entanto, o grupo nunca fez muito sucesso. Formada no início da era do rock progressivo em 1969, a banda parecia pronta para sair do seu estatus de banda cult, mas nunca deu o salto. Sua multiplicidade de estilos musicais é quase impossível de categorizar: jazz parece ser a mais óbvia influência. Uma mistura única de hard rock e blues, música clássica e jazz aos madrigais renascentistas. Além de incluírem passagens curtas e longas de folk, punk dos estágios finais ou pop com órgão de igreja parecia ser esse o caminho normal para o grupo. Um pouco mais para ‘Yes’ e ‘King Crimson’ do que para ‘Emerson, Lake & Palmer’. As canções são ritmicamente complexas, as letras ricas e inteligentes. Eram conhecidos por seu inédito multi-instrumentalismo, os integrantes se alternavam o tempo todos entre os diversos instrumentos. ‘Gentle Giant’ é uma banda única. Isso, talvez explique porque nunca conseguiu grande avanço comercial como ‘Yes’ e ‘Emerson, Lake & Palmer’ ou que muitos fãs de rock progressivo não são conscientes de sua existência e importância. A ‘Rolling Stone’, nem sequer se preocupou em incluir ‘Gentle Giant’ em sua lista de intérpretes. Ironicamente, no final dos anos 70, a banda escolheu um caminho mais pop, e por isso, seus álbuns mais recentes são frequentemente odiados, mesmo sendo esses álbuns, infinitamente melhores do que os produtos similares do grupo ‘Genesis’ por exemplo.

‘Gentle Giant’ nasceu das ruínas de ‘Simon Dupree & the Big Sound’ liderada pelos irmãos Derek, Ray e Phil Shulman. E como ‘Gentle Giant’ o grupo abandonou as orientações R&B e psicodélicas da banda anterior; Derek cantava e tocava guitarra e baixo, Ray cantava e tocava baixo e violino, e Phil o saxofone, acompanhados por Kerry Minnear nos teclados e Gary Green na guitarra. Sua formação original também contou com Martin Smith na bateria, mas nos primeiros anos houve uma troca constante de bateristas. Em 1970, o grupo assinou com a gravadora 'Vertigo', e lançou o seu primeiro álbum auto-intitulado, uma obra espantosamente ousada que misturava hard rock e elementos clássicos, famoso pela capa e pelo rosto do gigante, marca até hoje do grupo. O disco rendeu boas críticas e o estilo parecia um pouco com o ‘King Crimson’ de Robert Fripp, mas não tão poderoso. O segundo, ‘Acquiring The Taste’, foi um pouco mais acessível e depois de uma turnê ao lado do ‘Jethro Tull’ lançam o terceiro ‘Three Friends’, com Malcolm Mortimore na bateria, e o primeiro disco lançado nos EUA. Seu quarto álbum, ‘Octopus’, parecia que levaria o grupo ao sucesso, eles haviam encontrado a mistura ideal de hard rock e sons clássicos que os críticos e o público poderiam aceitar, e eles finalmente tiveram um baterista fixo, John Weathers.

gentle giant

Derek Shulman, Ray Shulman, Gary Green, John Weathers e Kerry Minnear

Em 1973, no entanto, ‘Gentle Giant’ começou a desmoronar. Phil Shulman decidiu desistir da música depois da turnê do álbum ‘Octopus’, e tornou-se um professor. Em seguida, o grupo gravou o álbum ‘In a Glass House’ que enfrentou problemas na América, já que a gravadora considerava o disco anti-comercial. O disco realmente não foi lançado nos Estados Unidos, e teve que ser importado pelos fãs. ‘Free Hand’, mais comercial, apesar dos tantos problemas com empresários e gravadoras era um disco otimista e fez um grande sucesso, que acabou resultando em uma imensa excursão mundial. Com uma produção cuidadosa, o grupo lançou ‘Interview’ e saíram em excursão que renderia um novo disco, o ótimo ‘Playing The Fool: The Official Live’. Mas, apesar do auge técnico, no final da década sua popularidade estava em queda livre, uma nova geração surgia, a dos punks, que odiavam não apenas os ‘Gentle Giant’, mas todas as bandas do rock progressivo e do hard rock. Começaram a ser desprezados e havia a pressão para serem comercialmente viáveis. E gravaram ‘Giant For A Day’, o pior disco da banda que quase destruiu toda a reputação do grupo. A sensação era de derrota. Ainda gravaram mais um disco, ‘Civilian’, antes de Kerry Minnear, que desempenhava um papel cada vez mais importante desde meados dos anos 70, deixar a banda em 1980. Ray Shulman mais tarde se tornou um produtor e teve um sucesso considerável na Inglaterra, trabalhando com o grupo islandês ‘Sugarcubes’ que revelou a exótica Björk. Enquanto Derek Shulman tornou-se um executivo em Nova York. ‘Gentle Giant’ foi mais uma banda que sucumbiu às pressões das gravadoras.

gentle giant - black cat


‘Gentle Giant’ é o auto-intitulado álbum de estréia. Nele é explorado vários estilos, desde o jazz ao blues rock, passando pelo hard rock e puro rock progressivo com toques medievais. É uma estranha e deliciosa miscelânea de idéias. Algumas canções soam quase exatamente como o inicio de King Crimson, é o caso de ‘Alucard’. ‘Funny Ways’, toda encharcada de violões e violoncelos é um dos destaques do álbum. É um casamento perfeito das ambições progressivas com influência pop.

O segundo álbum ‘Acquiring the Taste’ se afasta um pouco do blues e do jazz, há mais espaço para experimentações e variação maior nos instrumentos, sendo que os integrantes tocam mais de 30 no total. Um grande avanço da banda com um som mais unificado e elegante musicalidade, misturando hard rock e cantos gregorianos. ‘Pantagruel’s Nativity’ é um épico medieval majestoso. ‘Black Cat’ acaricia o pop-jazz. Um álbum digno, com momentos inspirados.

gentle giant - gentle giant (1970)    gentle giant - acquiring the taste (1971)

Gentle Giant (1970)    |    Acquiring The Taste (1971)

Gentle Giant
01. Giant 02. Funny Ways 03. Alucard 04. Isn't It Quiet & Cold 05. Nothing At All 06. Why Not? 07. The Queen

Acquiring The Taste
01. Pantagruel’s Nativity 02. Edge Of Twilight 03. The House, The Street, The Room 04. Acquiring The Taste 05. Wreck 06. The Moon Is Down 07. Black Cat 08. Plain Truth

O terceiro álbum ‘Three Friends’ foi outro avanço, desta vez na direção de um som mais rock, principalmente as guitarras, o baixo e os teclados eletrônicos. O álbum quase sacrificou as intenções progressistas do grupo, no entanto, há alguns momentos mais suaves como em ‘Schooldays’, onde as harmonias e arranjos ainda tinham uma sensação medieval, e as melodias bastante envolventes. Neste álbum, ‘Gentle Giant’ decidiu que iria expandir seus horizontes conceituais e acabou escrevendo quase uma ópera-rock.

‘Octopus’ marcou a mudança na bateria de Malcolm Mortimore para John Weathers. Para muitos foi provavelmente o melhor álbum da banda, com exceção, talvez de ‘Acquiring the Taste’. Um dos destaques é a intrincada ‘Knots’, inspirada na obra de Ronald David Laing, psiquiatra escocês que escreveu extensamente sobre doenças mentais, em particular, as psicoses.

gentle giant - three friends (1972)    gentle giant - octopus (1974)

Three Friends (1972)    |    Octopus (1972)

Three Friends
01. Prologue 02. Schooldays 03. Working All Day 04. Peel The Paint 05. Mister Class And Quality? 06. Three Friends

Octopus
01. The Advent Of Panurge 02. Raconteur Troubadour 03. A Cry For Everyone 04. Knots 05. The Boys In The Band 06. Dog's Life 07. Think Of Me With Kindness 08. River

A banda foi reduzida a um quinteto em ‘In a Glass House’ com a saída do irmão mais velho Phil Shulman, e mesmo sem a presença de seu saxofone, o som não foi alterado. Há o rock e todos os tipos de pequenas experiências com instrumentos de percussão em ‘An Inmate's Lullaby’, assim como a música medieval em ‘Way of Life’ num estilo novo. A banda volta ao conceitualismo, o álbum inteiro é dedicado à idéia de que você não deve atirar pedras ao viver em uma casa de vidro. As letras do álbum são na maior parte pessimistas, condenando tanto a sociedade em 'The Runaway’ quanto o indivíduo que vive nessa sociedade em ‘Experience’. O álbum apresenta indiscutivelmente o melhor conjunto de letras da banda e, no geral, é um bocado triste. Começa de forma brilhante, com o som de vidro quebrando, que se transforma em um padrão rítmico, que sem dúvida, lembra o toque de caixa de ‘Pink Floyd’ em 'Money'.

Depois do excelente ‘In a Glass House’ o grupo desenvolveu ainda mais a sua abordagem renascentista medieval em ‘Free Hand’, produzindo uma das gravações mais criativas e complexas da história do rock progressivo. Sua abordagem vocal em ‘On Reflection’ foi revolucionária para a época e é encarada como um dos momentos de definição do gênero. A maioria do material no ‘Free Hand’ pode ser chamado de tudo menos ‘pop de vanguarda’, isto é, as canções são bastante complexas, mas apesar da complexidade dos arranjos, a música não soa acadêmica, é acessível. A combinação de uma musicalidade fantástica e composições criativas tornam este álbum essencial e histórico.

gentle giant - in a glass house (1973)    gentle giant - free hand (1975)

In a Glass House (1973)    |    Free Hand (1975)

In a Glass House
01. The Runaway 02. An Inmate’s Lullaby 03. Way Of Life 04. Experience 05. A Reunion 06. In A Glass House

Free Hand
01. Just The Same 02. On Reflection 03. Free Hand 04. Time To Kill 05. His Last Voyage 06. Talybont 07. Mobile

‘Playing The Fool’ foi gravado na turnê européia de 1976, o repertório inclui várias músicas que estão fora de seus primeiros álbuns, incluindo os não lançados nos EUA.

gentle giant - playing the fool (1976)

Playing The Fool (1976)

Playing The Fool
01. Introduction 02. Just The Same 03. Proclamation 04. Valedictory 05. On Reflection (Rearranged) 06. The Boys In The Band 07. Funny Ways 08. The Runaway 09. Experience 10. So Sincere 11. Drum And Percussion Bash 12. Free Hand 13. Sweet Georgia Brown 14. Peel The Paint 15. I Lost My Head

roy hargrove

roy hargroveDepois de gravar seu primeiro e aclamado álbum ‘Diamond in the Rough’ aos 20 anos, o trompetista Roy Hargrove se tornou um membro fundador de um grupo de prodígios do jazz conhecido como ‘The Young Lions’. Juntamente com os trompetistas Nicholas Payton e Marlon Jordan, os saxofonistas Antonio Hart e Joshua Redman, o baixista Christian McBride, e uma série de outros jovens músicos, foi um dos responsáveis pelo ressurgimento da popularidade do jazz. Inteligentes, bem-educados e articulados, com uma forte noção da rica história do jazz, os músicos assinaram com grandes gravadoras e foram apoiados por uma publicidade anteriormente reservada apenas para estrelas da música pop. Em um tempo incrivelmente breve, Roy Hargrove se tornou um dos artistas mais influentes desta geração jovem e foi a grande revelação do trompete nos anos 90. Ele desenvolveu um estilo extremamente pessoal de brilhante virtuosismo e paixão. Mesmo no início de sua carreira, mostrou um senso de disciplina que outros músicos demoraram décadas a alcançar. Ele recebeu aclamação mundial depois de vencer dois Grammys para diferentes tipos de música e tem tocado principalmente com astros do jazz como Wynton Marsalis e Herbie Hancock. Além de ser líder do grupo progressista ‘Fator RH’, que combina elementos de jazz, funk, hip-hop, soul e música gospel.

roy hargroveRoy Anthony Hargrove passou a infância em Waco, Texas, e conviveu com a música desde tenra idade, mas foi Dean Hill, o diretor de banda da escola, que despertou seu interesse para uma carreira de músico. Hill não só orientou o desenvolvimento de Roy como um improvisador, mas apresentou a ele uma variedade de grandes músicos de jazz, incluindo o lendário saxofonista David ‘Fathead’ Newman, que muitos anos mais tarde se juntou a Roy Hargrove em seu oitavo álbum ‘Family’. Ao trabalhar com Hill, Hargrove também descobriu a música de Clifford Brown, brilhante trompetista que gravou extensivamente na década de 50 e que morreu aos 25 anos. Foi o exemplo de Brown, que deu ao jovem trompetista a confiança em seu próprio talento musical. Como muitos músicos de jazz da sua geração, Hargrove também tinha admiração pelo trompetista Wynton Marsalis que depois de ouvir Hargrove se apresentar convidou-o a tocar com o seu grupo que o levou a extensas turnês pelos EUA e Europa e o seu desempenho foi tão eficaz que o lançou na carreira solo. Apesar de alguns críticos instigarem a concorrência entre Hargrove e seu mentor, o jovem trompetista demostrou nada além de respeito e admiração por Wynton Marsalis.

Após dois anos ele mudou-se para New York City, e formou seu primeiro quinteto lançando seu álbum de estréia, ‘Diamond in the Rough’. Este álbum, e os três seguintes estiveram entre os discos de jazz mais bem sucedidos comercialmente da década de 90, e fez do jovem trompetista um sucesso na cena musical. Impressionado pelo estrelato, Hargrove continuou a desenvolver sua arte, apresentando-se com gigantes do jazz como o saxofonista Sonny Rollins e o trompetista Dizzy Gillespie. Como solista Hargrove amadureceu, assim como a sua força como maestro. Em 1992, ele lançou as bases para futuros grupos contratando o baixista Rodney Whitaker e o baterista Gregory Hutchinson, que em conjunto representam uma das melhores unidades do jazz moderno. E em 1993 lançou ‘Of Kindred Souls’. Em 1994 Hargrove formou o ‘Roy Hargrove Quintet’ com o saxofonista Ron Blake e o pianista Cyrus Chestnut, além de Whitaker e Hutchinson. E acompanhados por alguns dos maiores músicos de jazz como os veteranos Joe Henderson e Turrentine Stanley, e os recém-chegados Branford Marsalis, irmão de Wynton, e Joshua Redman lançou o álbum ‘The Roy Hargrove Quintet with the Tenors of Our Time’. A gravação nomeada por críticos como ‘um clássico do jazz’ foi um dos álbuns de jazz mais vendidos de 1994.

Roy Hargrove QuintetComo a estrela de Roy Hargrove continuou a subir, ele também se dedicou a difundir o jazz a uma nova geração de músicos em escolas de ensino médio nos Estados Unidos. Em 1995 lançou ‘Parker's Mood’ para comemorar o 75 º aniversário da lenda do saxofone Charlie Parker, com Christian McBride no baixo e Scott Stephen no piano. Roy e seus companheiros não eram nascidos quando Parker morreu, mas conheceram sua obra imortal. No ábum, o trio recria as composições de ‘Bird’ entre as quais ‘Red cross’ um solo de McBride e ‘Laird baird’, um duo do baixista com o pianista Scott, além dos clássicos standards ‘Laura’ e ‘Star eyes’. Para os trompetistas é de especial interesse o solo de Roy Hargrove em ‘Klactoveesedstene’. ‘Parker’s Mood’ foi considerado um dos melhores discos daquele ano, reafirmando o talento do trompetista revelação e dos seus excelentes companheiros de jornada. E Roy Hargrove comprovou que sua evolução foi rápida, com 25 anos quando gravou o álbum, o seu domínio instrumental alcançou um grau de maturidade pouco comum em músicos da sua idade, com disciplina e improvisações elegantes. De acordo à revista ‘The Penguin Guide’ especializada em jazz, o álbum é um encontro delicioso de três jovens mestres, improvisando sobre Charlie Parker.

A sua próxima empreitada musical foi ‘Habana’ vencedor do Grammy de música afro-cubana e inspirado em uma ‘jam sessions’ entre o trompetista e a banda cubana ‘Los Van Van’. A química entre os integrantes culminou na formação de um grupo chamado ‘Cristol’, que incluiu também a lenda do jazz Chucho Valdés e o guitarrista Russell Malone. Com Herbie Hancock no álbum ‘Directions in Music’, ganhou o segundo Grammy em 2002. Em 2006 lançou dois álbuns ‘Distractions’ e ‘Nothing Serious’ onde mais uma vez Roy Hargrove flerta com os sons afro-cubanos, swing, e, claro, bop. Hargrove retorna às suas raízes com ‘Earfood’ que está mergulhado na tradição e sofisticação, mantendo a simplicidade melódica.

roy hargrove - laura


roy hargrove - diamond in the rough (1989)    roy hargrove - of kindred souls (1993)

Diamond In The Rough (1989)    |    Of Kindred Souls (1993)

Tracklist: Diamond In The Rough
01. Proclamation 02. Ruby, My Dear 03. A New Joy 04. Confidentiality 05. Broski 06. Whisper Not 07. All over Again 08. It's Easy to Remember 09. Premonition 10. BHG 11. Wee

Tracklist: Of Kindred Souls
01. The Left Side Hargrove 02. Everything I Have Is Yours/Dedicated to You Adamson, Lane 03. My Shining Hour Arlen, Mercer 04. For Rockelle Whitaker 05. Re-Evaluation Blake 06. Of Kindred Souls Blake, Schmidt 07. Mothered Whitaker 08. Childhood Whitaker 09. Homelife Revisited Hargrove 10. Love's Lament Whitaker 11. Gentle Wind Cary

roy hargrove - with the tenors of our time (1994)    roy hargrove - parker's mood (1995)

With the Tenors Of Our Time (1994)    |    Parker’s Mood (1995)

Tracklist: With the Tenors Of Our Time
01. Soppin' The Biscuit 02. When We Were One 03. Valse Hot 04. Once Forgotten 05. Shade Of Jade 06. Greens At The Chicken Shack 07. Never Let Me Go 08. Serenity 09. Across The Pond 10. Wild Is Love 11. Mental Phrasing 12. April's Fool

Tracklist: Parker’s Mood
01. Klactoveesedstene (Roy Hargrove) 02. Parker’s Mood (Christian McBride) 03. Marmaduke (Roy Hargrove) 04. Steeplechase (Christian McBride) 05. Laura (Roy Hargrove) 06. Dexterity (Roy Hargrove) 07. Yardbird Suite (Roy Hargrove) 08. Red Cross (Roy Hargrove) 09. Repetition (Roy Hargrove) 10. Laird Baird (Christian McBride) 11. Dewey Square (Roy Hargrove) 12. Cardboard (Roy Hargrove) 13. April In Paris (Roy Hargrove) 14. Chasin’ The Bird (Christian McBride) 15. Bongo Beep (Roy Hargrove) 16. Star Eyes (Roy Hargrove)

roy hargrove - the collected roy hargrove (1998)    roy hargrove - earfood (2008)

The Collected Roy Hargrove (1998)    |    Earfood (2008)

Tracklist: Earfood
01. I'm Not So Sure 02. Brown 03. Strasbourg/St. Denis 04. Starmaker 05. Joy is Sorrow Unmasked 06. The Singer 07. Rouge 08. Mr. Clean 09. Style 10. Divine 11. To Wisdom the Prize 12. Speak Low 13. Bring it on Home to Me

Tracklist: The Collected Roy Hargrove
01. Wee 02. BHG 03. Ruby, My Dear 04. Hartbreaker 05. Night Watch 06. Little Bennie (Crazeology) 07. Milestones 08. My Shining Hour 09. Re-Evaluation 10. Homelife Revisited

buddy guy

buddy guy

Embora George ‘Buddy’ Guy, saudado por Eric Clapton como o melhor guitarrista vivo, fique para sempre associado a Chicago, sua história começa realmente em Louisiana, em Lettsworth, onde nasceu. Buddy Guy permanece como um dos últimos elos com a tradição do blues, que começou antes de Robert Johnson, e continuou principalmente com Muddy Waters e outros de Chicago. Depois de anos de reconhecimento esporádico só conseguiu um período de sucesso sustentado nos anos 90 e 2000. Embora seja internacionalmente famoso hoje em dia, ele começou a vida como filho de um meeiro e colhendo algodão. A vida era difícil em uma Louisiana rural, especialmente quando o tempo não colaborava e a colheita de algodão era pobre. Para a família sobreviver, pescavam e caçavam lontra, quati e gambá. Buddy Guy, aos sete anos, fez sua a primeira ‘guitarra’ improvisada, uma engenhoca de arames anexados a um pedaço de madeira e presos com grampos de cabelo da sua mãe, até o seu pai lhe comprar um velho violão acústico com apenas duas cordas.

Hoje, ele é o rei do blues de Chicago, como o seu ídolo e mentor Muddy Waters era antes dele e dono de uma mansão nos arredores de Chicago e preside o seu clube de blues, ‘Legends’, que no passado tinha lutado para manter aberto como um lugar para desenvolver novos talentos do blues. No entanto, houve um tempo, em que Buddy Guy não conseguia nem negociar um contrato de gravação decente. Os tempos mudaram e o guitarrista já ganhou cinco prêmios Grammys. Energia sem limites sempre foram marcas registradas de Buddy Guy, junto com um estilo vocal inconfundível. Ele percorreu um longo caminho desde seu início na década de 50. Tocou nos clubes de Chicago durante uma década antes de começar a sua marcha para a fama mundial. As suas primeiras apresentações foram com John Tilley, líder da banda ‘Big Poppa’. Depois com o falecido Raful Neal, pai do bluesman Kenny Neal.

willie dixon muddy waters buddy guyBuscando um contrato de gravação, Buddy Guy foi para Chicago em 1957 e foi ‘adotado’ por Muddy Waters. O primeiro passo do jovem guitarrista foi vencer um concurso no lendário ‘Blue Flame’ e rapidamente foi requisitado para shows ao vivo, devido ao seu estilo, influenciado por Guitar Slim. Mais tarde, Buddy Guy absorveu a suavidade de outra sua influência: B.B King. Ele assinou seu primeiro contrato de gravação com o selo ‘Cobra Records’, importante rótulo que lançou também as carreiras de Otis Rush e Magic Sam. Suas duas primeiras músicas foram produzidas por Willie Dixon, mas não conseguiram sucesso nas paradas. Quando mudou para a ‘Chess Records’ sua associação com Dixon continou. Suas músicas pela ‘Chess’ como ‘The First Time I Met The Blues’, ‘Let Me Love You, Baby’, ‘My Time After Awhile’ e ‘Stone Crazy’ são hoje consideradas clássicos do blues.

Quando nos anos 60 as atenções foram para o electric blues, Buddy Guy finalmente encontrou o seu público e juntamente com seu amigo gaitista Junior Wells gravaram ‘Hoodoo Man Blues’ pela ‘Delmark’. Excursionando sozinho ou com o amigo pelos EUA, Europa e África, incluindo uma turnê com os ‘Rolling Stones’, Buddy Guy foi nomeado por Eric Clapton como seu guitarrista favorito. Mas, mesmo com toda essa fama e centenas de shows ao vivo durante os anos 70 e 80, ele somente gravou extensivamente para rótulos ingleses e europeus, tanto em estúdio como ao vivo e não conseguia um contrato com uma grande gravadora. Seu brilhante álbum acústico e elétrico com Junior Wells para o selo francês ‘Isabel Records’ foram emitidos nos EUA pela ‘Alligator’, sob os títulos ‘Stone Crazy’ e ‘Alone & Acoustic’.

buddy guyEm 1990, Buddy Guy foi convidado por Eric Clapton a fazer parte de sua seqüência histórica de shows no Royal Albert Hall de Londres e de repente todo mundo queria saber quem era o guitarrista. E finalmente, Buddy Guy conseguiu o que estava procurando. Ele assinou com a gravadora ‘Silvertone’ e juntamente com seus fãs Mark Knopfler, Jeff Beck e Eric Clapton gravou o álbum ‘Damn Right, I've Got The Blues’ que foi premiado com o Grammy Award de melhor álbum de blues contemporâneo e alcançou o status de disco de ouro em vários países. Surpreendentemente, Buddy Guy não tinha emitido um único álbum nos EUA durante uma década. ‘Slippin 'In’ gravado em 1994 foi um passo importante na direção certa. Em 2005, em Nova York, Buddy Guy foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame.

buddy guy - love her with a feeling


Fãs do blues mais tradicional apreciam os álbuns: ‘The Very Best of Buddy Gu’y, ‘Blues Singer’, ‘Junior Wells' Hoodoo Man Blues’, ‘A Man & The Blues’ e ‘I Was Walking Through the Woods’. Já os mais contemporâneos parecem preferir: ‘Slippin’ In’, ‘Sweet Tea’, ‘Stone Craz’y, ‘Buddy's Baddest: The Best of Buddy Guy’, ‘Damn Right’ e ‘I’ve Got the Blues'.

Buddy Guy como sucessor para o trono do blues de Chicago, antes ocupado por Muddy Waters e Howlin' Wolf, começou a gravar para a ‘Chess Records’ em 1960. ‘I Was Walking Through The Woods’ reúne algumas das melhores gravações do guitarrista entre 1960-64 para o rótulo. Nele Buddy Guy é apoiado pelos astros locais: Otis Spann (piano), Junior Wells (gaita), Lacy Gibson (guitarra), Jarrett Gibson, Bob Neely (saxofone tenor), Donald Hankins (saxofone barítono), Jack Myers (baixo), Fred Below (bateria). Essas primeiras gravações pela ‘Chess’ ganharam elogios por seu vocal e seu estilo único de guitarra, que mistura a graça de BB King com o ousado e selvagem estilo do Delta. ‘I Was Walking Through The Woods’ é um álbum forte e bem selecionado, que conta a história dos primeiros dias de um mestre do blues.

Buddy Guy é um dos últimos bluesmen de uma grande época. E ele merece estar no topo juntamente com Muddy Waters, Howlin’ Wolf e BB King. Exatamente por causa de ‘Slippin' In’. Nele, Buddy Guy oferece o que se espera dele: guitarra e vocal poderosos. Para quem gosta e está procurando por onde começar a coleção de Buddy Guy, este álbum deve ser o primeiro. Apesar de não receber a atenção ou aclamação que ‘Damn Right, I've Got the Blues’ recebeu, ‘Slippin' In’ é sem dúvida uma obra-prima do blues, e um dos, se não o melhor, álbum do guitarrista. Além de ser instrutivo para os jovens guitarristas que pensam que Eric Clapton, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughn surgiram do nada.

buddy guy - I was walking through the woods (1990)    buddy guy - slippin' in (1994)

I Was Walking Through The Woods (1990)
Slippin' In (1994)

Tracklist: I Was Walking Through The Woods
01. Watch Yourself 02. Stone Crazy 03. I Found A True Love 04. First Time I Met The Blues 05. Let Me Love You Baby 06. No Lie 07. I Got A Strange Feeling 08. My Time After Awhile 09. Ten Years Ago 10. Broken Hearted Blues

Tracklist: Slippin' In
01. I Smell Trouble 02. Please Don't Drive Me Away 03. 7-11 04. Shame, Shame, Shame 05. Love Her With A Feeling 06. Little Dab-A-Doo 07. Someone Else Is Steppin' In (Slippin' Out, Slippin' In) 08. Trouble Blues 09. Man Of Many Words 10. Don't Tell Me About The Blues 11. Cities Need Help

‘The Very Best of Buddy Guy’ é uma tentativa de resumir toda a carreira de Buddy Guy em um único disco de 18 canções. Ele engloba a demo ‘The Way You Been Treating Me’ de 1957, duas gravações pela ‘Cobra Records’, quatro de seus maiores sucessos pela ‘Chess’, mais duas pela ‘Vanguard’, um par pela ‘Atlantic’ e três pelo rótulo inglês ‘JSP’.

Com clássicos do blues como ‘First Time I Met the Blues’, ‘Let Me Love You Baby’, ‘Pretty Baby’, ‘My Time After Awhile’ e ‘Stone Crazy’ o álbum ‘Buddy's Blues’ faz parte da retrospectiva dos 50 anos da ‘Chess Records’. Além da versão completa de ‘Worried Mind’ emitida aqui sem os aplausos e o barulho da multidão que acompanhou o seu lançamento original no ‘Folk Festival of the Blues’. Assim como as participações de Junior Well com sua gaita cromática em ‘Ten Years Ago’ e do guitarrista estelar Lacy Gibson na balada ‘My Love Is Real’.

buddy guy - the very best of (1992)    buddy guy - buddy's blues (1997)

The Very Best Of Buddy Guy (1992)
Buddy's Blues: Chess 50th Anniversary Collection (1997)

Tracklist: The Very Best Of Buddy Guy
01. First Time I Met The Blues 02. The Way You Been Treating Me 03. Sit And Cry (The Blues) 04. This Is The End 05. Stone Crazy 06. When My Left Eye Jumps 07. My Time After While 08. Hold That Plane 09. Hello San Francisco 10. Five Long Years 11. First Time I Met The Blues 12. A Man Of Many Words 13. T-Bone Shuffle 14. When You See The Tears From My Eyes 15. Ten Years Ago 16. Blues At My Baby’s House 17. She Suits Me To A T 18. Just Teasin’

Tracklist: Buddy's Blues: Chess 50th Anniversary Collection
01. Worried Mind 02. First Time I Met The Blues 03. Let Me Love You Baby 04. I Found a True Love 05. Pretty Baby 06. My Time After A While 07. Stone Crazy 08. Keep It To Myself 09. Ten Years Ago 10. Got To Use Your Head 11. I Cry And Sing The Blues 12. She Suits Me To A Tee 13. My Love Is Real 14. Leave My Girl Alone 15. When My Left Eye Jumps

buddy guy & junior wells (1993)    buddy guy & otis rush (2002)

Buddy Guy & Junior Wells (1993)
Buddy Guy & Otis Rush (2002)

Tracklist: Buddy Guy & Junior Wells
01. Seeds of Reed 02. That’s All Right 03. She’s All Right, Still A Fool 04. Hoochie Coochie Man 05. What I’d Say (It’s All Right) 06. Key to the Highway 07. I’ve Been There 08. Feelin’ Good, What I’d Say 09. Oh Baby, You Better Watch Yourself 10. Hoodoo Man Blues

Tracklist: Buddy Guy & Otis Rush
01. Buddy Guy - You Sure Can't Do 02. Buddy Guy - This Is The End 03. Buddy Guy - Try To Quit You Baby 04. Buddy Guy - Sit And Cry (The Blues) 05. Buddy Guy - You Sure Can't Do (alt) 06. Buddy Guy - This Is The End (alt_take 1) 07. Otis Rush - I Can't Quit You Baby 08. Otis Rush - Keep On Loving Me Baby 09. Otis Rush - My Love Will Never Die 10. Otis Rush - It Takes Time 11. Otis Rush - Double Trouble 12. Otis Rush - All Your Love (I Miss Loving)

Em 1957 Buddy Guy saiu da rural Lettsworth e chegou à urbana Chicago com a intenção de encontrar Leonard Chess, dono da ‘Chess Records’, selo tradicional do blues que contava com artistas como Willie Dixon, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter e Koko Taylor. Chegando em Chicago, Buddy Guy passou a maior parte de seu tempo vagando pelas ruas dia e noite, tentando arranjar coragem para fazer uma aparição na gravadora, mas logo começou a tocar no '708 Club’ e em bares e a chamar atenção com o seu estilo. Gostava de tocar como B.B. King e atuar no palco como Magic Slim. Resolveu, então, enviar uma fita para a gravadora ‘Chess Records’. Em 1960 assinou contrato e era também o guitarrista das gravações dos grandes mestres que estavam lá. Em 1967 gravou o álbum ‘I Left My Blues in San Francisco’. Mas, não estava satisfeito, por Leonard Chess lhe impor várias restrições na sua maneira de tocar guitarra. Em 1968 foi para a ‘Vanguard Records’. A partir desta época seu estilo agressivo e selvagem de tocar, além de seu vocal começou a chamar a atenção de músicos do rock, principalmente os ingleses.

buddy guy - the complete chess (1992)    buddy guy - the complete vanguard (2000)

The Complete Chess Studio Recordings (1992)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

The Complete Vanguard Recordings (2000)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3

Tracklist: The Complete Chess Studio Recordings
CD 1: 01. First Time I Met the Blues [1960 Single Version] 02. Slop Around 03. I Got My Eyes On You 04. Broken Hearted Blues 05. Let Me Love You Baby [Single Version] 06. I Got a Strange Feeling 07. Gully Hully 08. Ten Years Ago 09. Watch Yourself 10. Stone Crazy 11. Skippin' 12. I Found a True Love 13. Hard But It's Fair 14. Baby (Baby, Baby, Baby) 15. When My Left Eye Jumps 16. That's It 17. The The Treasure Untold 18. American Bandstand 19. No Lie 20. $100 Bill 21. My Love is Real 22. Buddy's Boogie
CD 2: 01. Worried Mind 02. Moanin' 03. I Dig Your Wig 04. My Time After Awhile [Single Version] 05. Night Flight 06. Crazy Love (Crazy Music) 07. Every Girl I See 08. Too Many Ways 09. Leave My Girl Alone 10. Got To Use Your Head 11. Keep It To Myself 12. My Mother 13. She Suits Me To a Tee 14. Mother-In-Law Blues 15. Buddy's Groove [Single Version] 16. Going to School 17. I Cry and Sing the Blues [Single Version] 18. Goin' Home 19. I Suffer With the Blues 20. Lip Lap Louie 21. My Time After Awhile 22. Too Many Ways 23. Keep It To Myself 24. I Didn't Know My Mother Had a Son Like Me

Tracklist: The Complete Vanguard Recordings
CD 1 - A Man And The Blues (1968): 01. A Man And The Blues 02. I Can't Quit The Blues 03. Money (That's What I Want) 04. One Room Country Shack 05. Mary Had A Little Lamb 06. Just Playing My Axe 07. Sweet Little Angel 08. Worry, Worry 09. Jam On A Monday Morning 10. Poison Ivy (Bonus Track) 11. You Got A Hole In Your Soul (Bonus Track)
CD 2 - This Is A Buddy Guy (1968): 01. Watermelon Man 02. I Got My Eyes On You 03. The Things I Used To Do 04. (You Give Me) Fever 05. Slow Blues (Bonus Track) 06. Knock On Wood 07. Crazy 'Bout You 08. I Had A Dream Last Night 09. 24 Hours Of The Day 10. You Were Wrong 11. I'm Not The Best
CD 3 - Hold That Plane! (1972): 01. Watermelon Man 02. Hold That Plane 03. I'm Ready 04. My Time After Awhile 05. You Don't Love Me 06. Come See About Me 07. Hello San Francisco

Antes que B. B. King, o último dos gigantes do blues e mentor de Buddy Guy e de todos os guitarristas blueseiros do rock dos anos 60, se aposentasse Buddy conseguiu em 2010 gravar com ele ‘Living Proof’. E os dois mestres do blues e da guitarra brincam na faixa ‘Stay Around A Little Longer’. O álbum, além de contar com esta homenagem prestada ao seu mestre, Buddy ainda divide a guitarra com Carlos Santana em ‘Where the Blues Begins’. Aos 74 anos, sofisticado e preciso, o guitarrista mais respeitado por Eric Clapton e Jeff Beck está em sua melhor forma. Embora o nome de Buddy Guy esteja sempre associado ao blues, ‘Living Proof’ ilustra a verdadeira extensão da sua grandiosa carreira.

buddy guy - living proof (2010)

Living Proof (2010)
parte I    parte II

Tracklist
01. 74 Years Young 02. Thank Me Someday 03. On the Road 04. Stay Around a Little Longer (with B.B. King) 05. Key Don’t Fit 06. Living Proof 07. Where the Blues Begins (with Carlos Santana) 08. Too Soon 09. Everybody’s Got To Go 10. Let the Door Knob Hit Ya 11. Guess What 12. Skanky

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