budgie

budgieUma das bandas mais cult de todos os tempos entre o underground do metal pesado continua a ser o trio britânico ‘Budgie’. Mas, para muitos, o grupo continua a ser pouco mais que uma curiosidade embora algumas de suas canções sejam inconscientemente bastante familiares para os fãs do metal de todo o mundo, devido à clássica ‘Breadfan’ gravada pelo ‘Metallica’. Para qualquer pessoa interessada no hard rock e heavy metal dos anos 70, a banda permanece essencial. ‘Budgie’ é um trio formado em 1967, em Cardiff, País de Gales, originalmente com o nome ‘Hills Contemporânea Grass’. A formação consistia de Burke Shelley no vocal e baixo, Tony Bourge na guitarra e vocais, e Ray Phillips na bateria. Depois de realizar vários shows em 1968, a banda mudou seu nome para ‘Budgie’. Embora viessem na época de Pete Townshend do 'The Who', 'The Doors' e Jimi Hendrix, por alguma razão, eles provaram serem inadaptáveis à época da psicodelia. ‘Budgie’ lançou seu primeiro álbum em 1971, um ano após as estréias de ‘Deep Purple’ e o ‘Black Sabbath’. O estilo do ‘Budgie’ é extremamente derivado dessas bandas, principalmente ‘Sabbath’.

Os riffs do guitarrista Tony Bourge eram de fato o principal pilar da banda. Ele não apenas tinha adoração por outro Tony, o Iommi, ele realmente percebeu que um riff de metal pesado não deveria ser apenas uma seqüência de notas repetidas, mas deveriam provocar algum tipo de reação emocional. O baixista Burke Shelley ajudou a redefinir a imagem de um vocalista de heavy metal apesar de não ser poderoso como Ian Gillan, mas ele era tecnicamente melhor que o Ozzy. E, surpreendentemente, com seus longos cabelos lisos e óculos enormes e o timbre peculiar anasalado que vai desde o agudo até o grave com facilidade ele parece ser o irmão mais velho de Geddy Lee, baixista e vocalista da banda canadense ‘Rush’. É por isso que ‘Budgie’ é frequentemente descrito como um cruzamento entre ‘Black Sabbath’ e ‘Rush’. ‘Budgie’ estava na vanguarda dos pioneiros do pós-moderno do metal, já em 1971 eles estavam tentando ficar longe dos clichês. Infelizmente, mas, inevitavelmente, o auge da banda não durou muito. Seus três primeiros álbuns foram inquestionáveis. Seu auto-intitulado álbum de estréia foi lançado em 1971 seguido por ‘Squawk’ em 1972. O próximo, ‘Never Turn Your Back on a Friend’, de 1973, garantiu seu lugar na história do rock gerando o hino, ‘Breadfan’, mais tarde regravada pelo ‘Metallica’, e a excelente faixa ‘Parents’. A década de 70 avançava, com a ascensão do punk e o sucesso de ‘Budgie’ parecia minguar. O baterista Raymond Phillips deixou o grupo antes de seu quarto álbum e foi substituído pelo estreante Pete Boot, que por sua vez, desencadeou uma onda de mudanças na formação da banda ao longo dos anos, o único membro constante desde o início foi Burke Shelley. Curiosamente, Ray mais tarde formou uma banda chamada ‘Six Ton Budgie’.

New Wave of British Heavy MetalOs álbuns de 1974 e 1975 trouxeram um leve cheiro azedo de decadência e mudanças de direção duvidosas. O período de 1976 a 1978 foi um período de crise e mediocridade. E finalmente a banda viu o navio afundar, com uma perda total de identidade e de relevância. A mesma situação que as grandes bandas do rock pesado sofriam: ou haviam sucumbido ou eram vítimas de constantes trocas de integrantes. Mas, no final da década, quando tudo parecia perdido e muitos diziam que o heavy metal estava morto, o couro, o jeans e cabelos longos estavam de volta com a força do ‘New Wave of British Heavy Metal’, o famoso ‘N.W.O.B.H.M.’, o ‘boom’ do heavy metal. Movimento do qual fizeram parte bandas clássicas e consagradas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Judas Priest, Iron Maiden, Motörhead e o próprio ‘Budgie’ que foram eclipsadas pelo movimento punk. Não foi um movimento exclusivo da Inglaterra, ele se espalhou pela Europa e pelo mundo e o interesse em ‘Budgie’ foi reavivado mais uma vez na Inglaterra e as gravações de álbuns voltaram. Juntamente com as outras grandes bandas, ‘Budgie’ foi considerado como uma influência, e encabeçou o ‘Reading Festival’ em 1980 e 1982.

budgie

E o veterano trio teve um impulso na carreira, graças ao aumento do movimento e, posteriormente, uma valorização repentina e maciça, antes de se separarem em silêncio. Tão logo a banda foi dissolvida, vários grupos começaram a regravar seus clássicos, ‘Metallica’ gravou ‘Crash Course in Brain Surgery’ e ‘Breadfan’; ‘Iron Maiden’ com ‘I Can't See My Feelings’ e ‘Soundgarden’ gravando ‘Homicidal Suicidal’. O melhor de ‘Budgie’ está na compilação ‘An Ecstasy of Fumbling: The Definitive Anthology’ que inclui clássicos no disco 1. No disco dois, por outro lado, revela uma banda a esgotar-se gradualmente de inspiração, lutando para permanecer relevante, incorporando elementos mais comerciais como ‘Superstar’, para finalmente se transformar em um clichê montado. ‘The Best of’ de 1997 contém faixas do terceiro, quarto e quinto álbuns de estúdio que não constam no ‘An Ecstasy of Fumbling’. Com a valorização do heavy metal através do ‘N.W.O.B.H.M.’ o grupo assinou contrato e gravou dois álbuns em 1981 e 1982 e pretendia lançar um terceiro intitulado ‘The Last Stage’, que só foi lançado em 2004 devido à separação. O álbum centra-se exatamente nesta época de 1983-1984, antes da luz se apagar.

budgie - breaking all the house rules



Budgie - The Definitive Anthology: An Ecstasy of Fumbling (1996)    the best of budgie (1997)    budgie - the last stage (2004)

The Definitive Anthology: An Ecstasy of Fumbling (1996)
CD 1    CD 2

The Best of Budgie (1997)

The Last Stage (2004)

The Definitive Anthology: An Ecstasy of Fumbling (1996)
CD 1: 01. Homicidal Suicidal 02. Nude Disintegrating Parachutist Woman [Single Version] 03. Whiskey River 04. Hot as a Docker’s Armpit 05. In the Grip of a Tyrefitter’s Hand 06. Breadfan 07. Parents 08. In for the Kill 09. Crash Course in Brain Surgery 10. Napoleon Bona, Pts. 1 & 2 11. Who Do You Want for Your Love? 12. Breaking All the House Rules 13. Beautiful Lies
CD 2: 01. Anne Neggen 02. If I Were Britannia I’d Wave the Rules 03. Black Velvet Stallion 04. Melt the Ice Away 05. Forearm Smash 06. Time to Remember 07. Wildfire 08. Lies of Jim (The E-Type Lover) 09. I Turned to Stone 10. She Used Me Up 11. Superstar 12. Don’t Cry 13. Truth Drug 14. Hold on to Love 15. Superstar [Live] 16. Panzer Division Destroyed! (Live)

The Best of Budgie (1997)
01. Breadfan 02. In the Grip of a Tyrefitter's Hand 03. I Ain't No Mountain 04. In for the Kill 05. I Can't See My Feelings 06. Napoleon Bona Parts 1 & 2 07. Parents 08. Hammer and Tongs 09. Breaking All the House Rules 10. Zoom Club

The Last Stage (2004)
01. Love Is When You Love 02. House of a Sinner 03. Same Old Sad Affair 04. Signed Your Own Fate 05. Hard Luck 06. Living With Another Man 07. You Ain’t Got Love 08. Renegade 09. Sweet Fast Talker 10. Wait Till Tomorrow 11. Rock Your Blood 12. Nutbush City Limits 13. Can’t Get Up In The Morning 14. Heaven In Your Eyes 15. Picture On A Screen 16. Victim

4 comentários:

eneias disse...

Putz,só aqui mesmo!Valeu Mara,matando à pau como sempre!
Em tempos de coloridos e horrores afins,visitar seu blog é socorro certo!

BATE POEIRA disse...

Budgie foi minha banda preferida no começo dos anos 80 quando através de um amigo tomei conhecimento que eles existiam. Comecei curtindo nas gravações de fita k7, eram fitas basf e tdk. Este amigo era ciumento não emprestava os LPS, na época ele tinha um gravador Akai, no qual gravava gentilmente a coleção inteira do Budgie para os camaradas, cada dia tinhamos uma fitinha de 90 minutos, eram 2 lps em cada fita, e em troca eu gravava p/ ele a coleção do LYNYRD SKYNYRD. Muito justo.

Anonymous disse...

O CD The Best of Budgie (1997) PARTE 1 ESTA COM O LINK QUEBRADO

mara* disse...

OK corrigido.

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